When We Were Young
96 Do Something
Notas iniciais
DO SOMETHING
HOGWARTS
1976
6th YEAR
—Ela saiu da equipe! — Emmeline falou, nervosa. — Isso era uma das coisas mais importantes para ela e… ela simplesmente saiu! Vocês me disseram para eu esperar uma semana que ela voltava, olhem só, passou duas semanas! E ela não voltou!
—Vai ver ela cansou. — Peter murmurou, sentado no chão. Estava o grupo todo menos Adhara, na Casa na Árvore. Emmeline havia convocado uma reunião.
—Cansou, Peter? — Emmeline bufou. — Ela cansou? O fato dos pais dela terem morrido não tem nada a ver com isso, né?
—Você acha que isso está ligado? — Peter perguntou, confuso.
—É, claro! Por isso que eu convoquei essa reunião…
—E o que vamos fazer? — Dimitre perguntou. — Não podemos forçá-la a voltar, não é?
—Talvez devêssemos fazer ela ver a graça na equipe novamente. — Dorcas sugeriu. — Mostrar o quanto a equipe faz bem para ela, o quanto a equipe sente falta dela.
—E como faríamos isso? — Emily perguntou, sentado ao lado de Peter. — Ela está em recuperação, ela está fraca, ela só dançaria, não vai poder fazer as acrobacias… talvez seja bom ela sair por um tempo…
—E depois? Ela sai do time de quadribol. E então sai de Hogwarts! — James berrou, se intrometendo.
—Para de ser dramático, James. — Emily pediu, e revirou os olhos.
—Eu acho que Potter está certo. — Lily disse, com uma careta, enquanto James sorria para ela. — Eu acredito que… ela vai começar a perder o interesse das coisas… porque vamos encarar… Addie não está bem, ela está com...
—Não fale isso. — Sirius, se pronunciou pela primeira vez.
—Mas, é a verdade. — Lily disse, olhando a todos. — Todo mundo aqui percebeu… – Lily pegou um livro da bolsa dela, ela o abriu. — Os 10 sintomas da Depressão. — ela leu em voz alta, todo mundo ficou quieto, ninguém ousa falar alguma coisa. — 1º: Tristeza profunda e contínua. É do saber de todos aqui que Addie está triste, muito triste. 2º: Desenvolvimento de baixa autoestima. Ficou claro quando na festa da lingerie ela se escondeu naquele casaco a noite inteira, a Addie de antigamente andaria com ele aberto, sem ligar para nada. 3º: Choro frequente. Acho que Remus pode nos responder essa, não é? Afinal é ele que volta com o ombro da camisa molhado de choro todos os dias. 4º: Inquietação e ansiedade. Ela tenta controlar o incontrolável, isso causa medo, e ela fica agitada. 5º: Cansaço, Sonolência, e Indisposição. Ela tem dormido todas as aulas, ela fica bocejando mesmo sendo cinco da tarde, ela não faz a lição, ela não presta atenção na aula. 6º: Perda de interesse em atividades, e perda de apetite. Ela saiu da equipe, ela perdeu o interesse nas aulas e ela não come nada. 7º: Insônia. Ela dorme nas aulas, mas passa a noite acordada. 8º: Alterações de humor. Algumas vezes ela sorri o dia inteiro, outras ela fica o dia inteiro de cara fechada, e de um minuto para o outro, ela pode ficar brava e gritar, como ela fez com Peter. 9º: Sensação de que tudo está perdido. Eu sei disso porque, Potter roubou o diário da Addie e leu algumas coisas, até eu entrar no dormitório e o fazer devolver. E finalmente 10º: Pensamentos suicidas.
Todos continuaram quietos, e Lily tamborilou os dedos na capa do livro que havia acabado de fechar, ela encarou os amigos, esperando uma resposta, mas todos pareciam chocados, como se ela tivesse jogado toda a verdade na cara deles.
—Não pode ser tudo coincidência? Ela estava até que bem…– Frank murmurou, mas logo depois ele balançou a cabeça. — A quem eu quero enganar? Addie está com… depressão e já passou por todos os estágios.
—Addie não é suicida. — Emmeline disse.
—Ela não é. — Emily concordou, e segurou a mão de Emmeline. — Mas quem tem depressão é. E se a gente deixar a depressão tomar conta dela, ela vai ser também.
—A gente não é medibruxo pra ficar diagnosticando alguém. — Marlene os interrompeu. — A gente não pode dizer que ela tem depressão! O acidente ocorreu a ... o que quase três meses atrás? Ela ainda está se recuperando, temos que dar espaço e a deixar se curar…
—Encare, Marlene. — Frank falou. — Ela não está bem.
—Ela sofreu um acidente! — Marlene rebateu exasperada. — É normal essa sensação.
—Eu não sei, Lene. — Dorcas murmurou, e Marlene a olhou chocada. — Talvez Lily esteja certa… dá pra notar que Addie não está mais agindo como a mesma.
—Eu concordo com Marlene. — Peter disse. — Addie sofreu um acidente, ela está triste, mas ela vai superar, só temos que dar mais alguns meses para ela.
—Depressão não se cura com o tempo. — Alice disse, revirando os olhos. — O tempo pode fazer tudo piorar, precisamos apoiá-la e talvez… falar com um professor, buscar ajuda.
—Addie não está com depressão! — Marlene bufou.
—Ela está, Marlene! — Dimitre bufou de volta.
—Você só está me contrariando porque eu estou com Sirius e não você! — Marlene rebateu, sem pensar.
—Marlene!
—Faça bom proveito. — Dimitre riu maldoso. — E quando ele quebrar seu coração, acredite em mim, eu estarei lá para dizer um grande e sonoro: Eu te disse!
—Isso não é o ponto! — Alice se intrometeu. — Addie é o ponto, e ela pode estar com depressão...
—Porque você não nos diz, Remus? — eles escutaram a voz de Sirius, e ficaram quietos. Remus o olhou confuso. — Afinal, é de você que ela sempre precisa, não é? É você que fica com ela a noite e o tempo inteiro. É com você que ela compartilha os segredos agora. — ele falou, venenoso. – Porque não fala pra gente o que você acha?
—Você está bravo comigo? — Remus indagou, franzindo a testa.
—Eu deveria? Você só está roubando-a de mim, certo?– Sirius disse, irritado.
—Você está falando sério? — Remus se levantou, e Sirius o imitou. Remus tinha ficado irritado, tudo que ele tem feito era ajudar Addie, e agora Sirius briga com ele, como se ele estivesse errado. — Então, talvez, quando Addie estava deitada em uma maca abraçando o seu namorado morto e chorando no chão do banheiro, você devesse ter feito alguma coisa e não só olhado.
—O que você está querendo dizer? — Sirius perguntou, se aproximando de Remus. James se levantou e ficou na frente de Sirius, o empurrando para trás.
—Eu quero dizer que talvez você devesse realmente ter feito algo. Talvez todos vocês devessem ter feito algo. E não só ficado olhando e dizendo para ela melhorar. — Remus berrou, ficando irritado. — Os pais dela morreram! O namorado dela morreu! A irmãzinha dela morreu! Ela não está bem. Ela não vai melhorar de um momento para o outro.
—Se acalmem. — James pediu, vendo Sirius bufar para Remus.
—Eu sinto muito que você está se sentindo lado, Sirius. — Remus falou. — Eu realmente sinto.
—Eu sei. — Sirius soltou um muxoxo, voltando a se sentar no sofá. — Eu só odeio essa sensação de que eu não posso fazer nada para ajudar. Ela veio me dizer que saiu da equipe porque tudo parecia sem sentindo, e eu simplesmente não sabia o que responder. – contou Sirius, se sentindo inútil. — Ela está fodida da cabeça. E nós não podemos fazer nada sobre isso.
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Rabastan andava com as mãos no bolso pelo corredor do primeiro andar. Tinha decidido sair das masmorras quando Theo e Kat entraram no dormitório. Ele virou o corredor e viu uma menina olhando pela janela.
Ele reconheceu o penteado dela, cheio de tranças colorias e se aproximou, sem intenção de conversar com ela. Mas quando se aproximou, notei que ela tinha tatuado alguns caracteres atrás do pescoço. Ele ficou curioso com aquilo.
Colocou o dedo na tatuagem e Emily Valentine pulou de susto e o encarou.
—Tatuagem nova? — ele perguntou. — Não tinha visto essa.
Ela deu um sorrisinho travesso e concordou, olhando Rabastan com algum tipo de interesse.
—Sim, cinco, na verdade. Eu fiz quando eu, Frank e Alice saímos um pouco daquela áurea do hospital da Addie. — ela contou. — Tatuei ‘lealdade’ no pescoço. — ela disse e depois o mostrou os pulsos com outros caracteres que Rabastan não sabia ler. Pareciam runas. — Aqui é ‘coragem’, esse é ‘inteligência’ e… — ela abaixou um pouco a saia e um pedaço da calcinha, para mostrar outra tatuagem entre o ventre e a virilha — ...aqui é ‘astúcia’. São os lemas das quatro casas.
Rabastan olhou meio hipnotizado para o ‘astúcia’ que ela tinha tatuado, mas ela logo subiu a saia, rindo travessa pra ele.
—Você disse cinco tatuagens... só contei quatro.- ele disse olhando novamente para o rosto dela
—Sim, mas a outra é em um lugar íntimo e eu não posso mostrar. — explicou ela, rindo para ele. Rabastan achando aquilo muito interessante.
—O que é?
—Segredo, Lestrange. — Emily riu. Rabastan sorriu para ela, charmoso.
—Emms! — eles se viraram e viram Sirius Black se aproximar. Ele olhou feio para Rabasta e puxou a garota pelo cotovelo. — Quer que mais uma grifinória chute sua bunda, Lestrange? — ele indagou, se referindo ao episódio no Mungus, quando Addie expulsou Rabastan. O sonserino o olhou iritado e Sirius se virou para Emily. — Por que está falando com esse idiota?
—Isso é da minha conta, até onde eu sei. — respondeu ela com o mesmo sorrisinho no rosto. — Ciúmes?
—Pare de besteira e vamos logo. — riu Sirius, a puxando.
Emily deu uma risadinha e olhou Rabastan travessa, antes de seguir Sirius.
—A gente se vê por ai, Rabs.
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Eu estava andando pelos corredores, indo para a aula de Runas, a qual eu já estava atrasada, com minha mochila pendendo em um ombro só, e alguns pergaminhos no outro braço.
Eu estava passando por um corredor vazio, quando tomei um susto. Uma mão tocou no meu ombro com força e em seguida me jogou contra a parede. Era uma menina da Sonserina, que nem sabia o nome, mas sabia que ela era do mesmo ano que Soto e Shafiq, ou seja do último ano. Ela riu maldosa para mim.
—Não é mais tão bonita com essa carinha tristinha, não é? — ela falou, debochada, apertando minhas bochechas. — Tão diferente da garota mais popular da Grifinória que você era ano passado. Tão… frágil.
—Cala a boca. — eu mandei, e empurrei a mão dela, tentando passar, mas ela me empurrou com tudo de volta na parede.
—Nós estamos conversando. — ela riu. — Não seja mal-educada.
—Que porra que você quer? — indaguei, ficando nervosa.
—Nada. — ela falou, me olhando de cima a baixo. — É só engraçado como as coisas mudam, não é? Você tinha tudo e agora… você tem nada. — ela gargalhou.
Eu fiquei quieta, mas sabia que meus cabelos estavam mudando de cor, expressando minhas emoções.
—Cala…
—Você não tem pais. Você não tem namorado. Você não tem nem a coroa. — ela riu. Eu crispei meus lábios. — Você não tem poder. Você tem nada! — ela sorriu maldosa. — E logo não vai ter amigos, já perdeu uma amiga, agora só falta…
Eu dei um tapa ardido na cara dela, antes que ela terminasse a frase. O som do tapa fez um eco pelo corredor vazio, e o rosto dela ficou vermelho imediatamente. Ela tocou o rosto, me olhando chocada, provavelmente achava que eu não faria nada, e eu também achava que não. Ela deu um urro, e catou meu cabelo, o segurando e enrolando na sua mão, eu gritei, e segurei suas mãos, tentando me soltar, tentando juntar forças, mas eu simplesmente não conseguia reunir força nas minhas mãos, nem mesmo quando ela pegou a varinha e apontou para a minha cara.
—Me solta! — eu consegui falar, tentando empurrar ela para longe. Ela riu e negou com a cabeça.
—Que tal fazermos você ficar ainda mais feia? — ela perguntou. No momento seguinte ela ateou fogo na ponta dos meus cabelos, e eu gritei, mas fiquei parada. Exatamente como eu fiquei quando Monty Foley me tocou. Parada. Logo depois ela jogou um jato de água, e me empurrou mais contra a parede, ela me soltou, e eu cai no chão. — Ixia Shanzar. Guarde esse nome. – ela me falou. — E faça seu cabelo crescer, vadia, eu vou queimar de novo.
Ela saiu andando, rebolando, parecendo muito feliz. Eu toquei meus cabelos queimados, que estavam um pouco abaixo do ombro agora, afinal antes eu estava com um cabelo bem grande.
Eu fui para o banheiro mais próximo e me olhei no espelho. Ficou completamente desregular e feio, mas algo me fez gostar. Com a minha varinha eu transfigurei uma pena em uma tesoura. Eu encarei a tesoura por um momento, então agarrei meu cabelo, e o cortei. Dei um sorrisinho e suspirei aliviada, eu continuei cortando, até que todo o meu cabelo estivesse um dedo abaixo do queixo. Observei para ver como tinha ficado, e vi as mexas do meu cabelo na pia, eu franzi a testa quando vi uma mecha preta. Voltei a me encarar no espelho, a raiz toda do meu cabelo estava escura, e uma mecha do lado direito estava completamente escura. Franzi a testa e mudei para o loiro, mas em poucos segundos ele voltou a ficar escuro. Tentei mais três vezes, antes de desistir.
Com a minha varinha limpei a pia, e transfigurei a tesoura de volta em uma pena. Suspirei, me encarando por uma última vez no espelho. Eu estava muito diferente, além de que eu parecia mais velha e mais magra, toquei minha clavícula que estava bastante aparente, e fiquei imaginando quanto peso eu perdera. Eu notei mais uma coisa. Cheguei mais perto do espelho e vi meus olhos, eles não estavam mais azuis e sim pretos.
Como eu não havia notado nada disso antes?
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—Você é muito burro, Amico. — riu Theo, encostado na árvore, nos jardins. — Como não passou em poções?
—Poções é chato demais. — Amico bufou. — E você passou raspando, babaca.
—Mas eu passei. — debochou Theo. Kat chegou caminhando delicadamente pelo gramado, e sorriu para os meninos, se sentando no colo do noivo, e o olhou docemente. — Minha dama. — ele sorriu, e a beijou na bochecha.
—Theo só passou em poções porque os professores deram uma forcinha nas notas dele do NOMs porque ele estava muito machucado. — Rabastan falou, friamente. — Graças a mim.
—Graças a você ele ficou com essa cicatriz horrorosa na cara. — Amico apontou. — Ficou mais feio do que já era.
—Eu achei muito charmosa. — Kat defendeu o noivo o beijando em cima da cicatriz.
—Kat. — Jacques chamou. — Ahn… Aleto fala alguma coisa para você?
—Olha, Jack… — Kat sorriu gentil. — Eu ando mais com a Leh e a Dido, e a Aleto agora anda com a Mirtha, a Diana e a Cindy, então eu não sei tudo, mas... Diana me disse que Cindy contou para ela, que Mirtha contou para Cindy, que Aleto contou para Mirtha que ela ainda tem sentimentos por você.
Theo gargalhou, assim como Severus e Rabastab. Amico fechou a cara, até um pouco entediado.
—Parem de rir, idiotas! — Jacques bufou.
—Você quebrou o coração dela. — Theo gargalhou. — Assim como Amico quebrou o hímen de Diana Rosier.
—Isso é verdade. — Amico assentiu.
—Diana também me disse que Aleto falou que toda vez que ela te vê ela quer queimar os seus cabelos e enfiar sua cara na privada. — Kat contou, e deu de ombros. — Acho que ela está brava com você.
—Ela é minha amiga. — Jacques se defendeu. — Porque não podemos só ser amigos? — ele soltou um muxoxo.
—Porque não existe isso de amizade entre meninos e meninas. — Kat falou, se achando muito sábia. — Me falem uma menina que vocês são amigos. De verdade! — ela mandou. Os meninos ficaram quietos, todos pensando. — Viu! Eu era amiga de Theo, até que me apaixonei por ele. Snape era amigo da sangue sujo da Evans, até que se apaixonou por ela.
—Eu sou amigo da Addie. — Rabastan tentou a contrariar.
—Ela é a sua ex-namorada. — Kat disse. — E todo mundo aqui sabe que ela deu a louca e te expulsou do triste quarto de hospital dela, não é?
—Jacques é amigo dela. — Rabastan tentou novamente.
—Jacques a cumprimenta no corredor, assim como faz com a ex-namorada dela, mas não é como se ele conversasse com alguma das duas…
—Theo é amigo dela. — Rabastan disse, com um sorriso maldoso no rosto. — Eu vi os dois conversando na escada na festa que o Black deu. Eles pareciam íntimos. — ele falou. Kat piscou surpresa e olhou Theo, que encarava Rabastan com a testa franzida.
—O que você estava conversando com ela? — Katherine perguntou, curiosa.
—Nada, está bem? — Theo falou, com um sorriso charmoso. — Rabastan está zoando com a gente, como sempre…
—Então, porque Adhara Black está vindo para cá? — Kat perguntou, apontando.
Eles se viraram para a garota loira, andando pelo jardim, parecendo vir na direção deles, a expressão calma, e os cabelos curtos como nunca antes. Ela andou até eles e se sentou ao lado de Kat.
Adhara se curvou pegando o baseado que Amico tinha entre os dedos, que ele havia acabado de acender, e o tragou profundamente.
—Posso ficar aqui? — ela indagou.
—É, claro. — Jacques sorriu. –Seu cabelo está bonito, Addie. Diferente. — ele elogiou.
—É? — ela deu de ombros e sorriu. — Então… eu vou ficar aqui e vou fumar esse baseado inteiro, muito obrigada, Amico… e vocês podem continuar conversando sobre matar trouxas e nascidos trouxas, ou sobre como são tão sangue puros, ou qualquer coisa triste do tipo. — ela falou. — Eu vou ficar aqui quieta, fingindo que eu não existo.
Eles olharam ela, e Amico deu de ombros pegando outro baseado para acender, e tragar em seguida. Jacques franziu a testa para Addie, e Snape voltou a ler seu livro, parecendo não ligar para nada. Theo e Kat começaram a dar beijinhos, mas Rabastan encarou Addie.
Ele catou o baseado da boca dela, e ela o olhou irritada.
—Você tá tomando todo o tipo de poções malucas, você pode fumar? — ele perguntou. Ela ficou quieta. — Foi o que eu pensei. — ele ia apagar o baseado, mas Adhara segurou o braço dele.
—Eu quero ficar chapada. — ela disse, tentando pegar o baseado de volta.
—Então, você só vem falar comigo quando quer ficar chapada? — Rabastan indagou.
—Com licença, mas eu peguei esse baseado do meu amigo Amico, e não de você. – Adhara debochou.
—Porque você cortou o cabelo? — Rabastan perguntou.
—Droga, Rabastan. — Adhara bufou, conseguindo pegar o baseado da mão dele. — Eu achei que se eu sentasse aqui eu poderia fumar um baseado em paz, sem ninguém me enchendo o saco.
—Você acha que eu não me importo com você? — Rabastan indagou, irritado. Ele catou o baseado de Adhara e jogou longe.
Amico assobiou animado, socando o ombro de Snape para que ele prestasse atenção na briga, enquanto Jacques balançava a cabeça negativamente para ele. Theo e Kat prestaram atenção também.
—Porque se importaria? — Adhara perguntou baixo.
Rabastan a encarou.
Ele conseguia notar de longe que ela não estava mais a mesma coisa do que antes. Todo mundo sabia que ela havia saído da equipe de torcida e todo mundo ficava a espreita para ver se ela sairia do time de quadribol, ou eventualmente de Hogwarts. Ela não andava mais com pose, aquela pose, que ela sabia que era bonita, sabia que chamava atenção e usava isso ao seu favor, agora ela andava quase como se não quisesse ser notada. Ela tinha os olhos vazios e um sorriso falso, marcado no rosto. Ela não ria mais. Então, Rabastan fez a única coisa que um garoto de 16 anos cheio de hormônios acha que pode fazer. Rabastan segurou o rosto dela gentilmente, com as duas mãos e a beijou. Mas como em um piscar de olhos eles se separaram. Não teve língua, não teve movimento, foi um simples tocar de lábios.
Amico gargalhou, batendo palmas, e se levantou gritando que tinha que contar para Aleto. Kat deu risadinha, e saiu correndo também, provavelmente para espalhar a fofoca, enquanto Snape voltava a ler seus livros, e Jacques tentava tirar Theo dali.
Rabastan viu os olhos escuros de Addie o encarando, ficou confuso ao perceber a falta de azul no olhar, no rosto inexpressivo dela. Ele se afastou, voltando a se sentar direito no gramado.
—Addie… desculpe…
—Você já pensou em como vai morrer, Rabastan? — ela perguntou, o interrompendo. — Eu não pensava muito nisso. Eu só pensava no meu futuro brilhante, sendo auror, e sendo feliz com Adam. — ela contou. — Mas as coisas mudaram, certo? Então, eu comecei a pensar. — ela disse para ele. — Eu penso que eu posso morrer daqui a alguns anos na guerra, eu estarei no meio de uma batalha, lutando com algum comensal da morte, mas eu estarei tão cansada, tão machucada, e eu cairia. — ela disse. — E antes de lançar aquela precisa maldição da morte em mim… o comensal vai tirar a máscara… — ela sussurrou. — … adivinha quem é o comensal?
Ela se levantou, e o empurrou pelo ombro para começar a andar para longe, desejando nunca ter ido para lá em primeiro lugar.
—Se você antes tivesse qualquer chance de ficar com ela de novo… — Jacques murmurou para Rabastan. — … você acabou de estragá-las.
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Alice sorriu para algumas pessoas no corredor simpática como sempre. Ela viu seu namorado ao lado de Emily, rebolando perto de uma sala, e foi até lá, apenas para lhe dar um beijinho, e depois voltou a caminhar pelos corredores, correndo para o banheiro, infelizmente o banheiro mais parto era o da Murta-que-geme, mas como ela estava morrendo de vontade de fazer xixi, ela foi nele mesmo.
Ela tomou um susto ao encontrar, uma garota loira, de cabelos curtos, sentada em cima da pia, fumando um baseado. Primeiro ela não a reconheceu, mas quando chegou mais perto notou quem era.
—Addie… — ela falou confusa. A Black a encarou. — O seu cabelo… o que você fez com seu cabelo?
—O que você fez com o seu? — ela rebateu. Alice antes de voltar das férias, havia cortado o cabelo em um estilo de “menino”, como os outros chamavam.
—Eu queria mudar.
—Eu também. — Adhara disse, revirando os olhos.
Alice logo notou que ela estava ardilosa, provando o que Lily disse, sobre mudanças de humor, uma hora ela está apenas triste e na dela, e na outra brava e irritada com tudo e todos.
—Sério? Você passou as férias inteiras sem um baseado na boca, e vai fumar agora que a sua recuperação está acabando? — Alice perguntou, andando até a grifinória, vagarosamente e com delicadeza tirou o baseado da mão dela. Addie deixou, e Alice o apagou na pia. — O que aconteceu?
—Porque eu te contaria?
—Talvez porque eu sou sua amiga. Eu sou da sua turma. — sugeriu Alice e Adhara deu de ombros. — E talvez porque eu fiquei o verão inteiro te visitando, assim como todo mundo fez, porque eu me importo. — ela disse, com um sorriso. Adhara suspirou, e tamborilou os dedos na pia.
—Porque tudo sempre se resume a algo sexual? — indagou ela. — Porque ele não pode só conversar comigo? Heim? – ela falou, irritada. Alice se perguntou de quem ela estava falando. — Porque todos não podem ser como… como Remus? — ela falou, alto. Alice apertou as pernas com vontade de fazer xixi, mas se apoiou na pia, para escutar a garota. — Ele não fica atrás de mim, me perguntando se eu estou bem, e me falando para melhorar, como se isso fosse ajudar em alguma coisa, sabe? Ele faz alguma coisa! Ele conversa comigo sobre outras coisas, ele fica quieto comigo me deixando chorar, ele me dá chocolates e ele não tem medo de falar comigo sobre o que aconteceu. Ele faz algo!
Alice piscou um pouco surpresa com aquela declaração, mas assentiu, querendo ouvir mais.
—Remus é legal.
—Remus não é legal, ele é mais que isso. — Adhara murmurou. — Ele é o melhor cara, sacou? Ele sempre entende. – ela falou, mordendo o lábio. — E todo mundo quer que eu melhore, mas ninguém me diz como… eu quero melhorar, eu quero passar 10 minutos sem pensar no que aconteceu… sem pensar nos meus pais, e minha irmã, sem pensar em Adam, ou que eu vou ser obrigada a me casar… que dessa vez não tem volta!
Adhara bufou alto, e depois baixou os olhos, vendo Alice apertando as pernas. Ela olhou a amiga, e riu um pouco. Alice entendeu, e foi correndo para dentro do box, fazer xixi. Ela suspirou aliviada, e começou a deixar o xixi sair. Ela escutou o barulho de outro box fechando, e percebeu que Adhara estava sentada em cima da privada no box ao lado, mas ela não parecia estar fazendo xixi.
—Você não precisa tentar fazer xixi, só pra não ficar ouvindo meu xixi sair. — Alice brincou. Adhara riu baixinho.
—Alice?
—Sim?
—Nós somos amigas, mas eu não sei tanto sobre você. — Adhara proferiu. — Me conte algo. — ela pediu. Alice sorriu, e pensou, ainda fazendo xixi. – Sobre a sua vida.
—Ahn… meus pais são um casal bem feliz, eles se conheceram em uma casa de chá, e foi amor a primeira vista. — ela riu. — Eles começaram a se ver, e depois a namorar, quando já estavam juntos a 1 ano, minha mãe descobriu que estava grávida, e eles se casaram as pressas. — ela contou, risonha. – Eu sou filha única, mas tenho primas, como você já sabe, a Leh. Ela me odeia, não de verdade, mas odeia. — ela disse, se secando, mas logo em seguida fechando a tampa da privada, e sentando em cima. — Nós sempre fomos muito diferentes, na verdade Leh sempre foi muito diferente da família toda. E quando Leh entrou para a Sonserina ela se isolou, ninguém da família já foi da Sonserina, somos todos formados por corvinos e grifinórios, ela se isolou, e todo mundo deixou, e isolou ela. Sonserinos são asquerosos, segundo minha família, falsos… e então tudo virou uma grande competição entre nós duas, quem é a melhor, quem faz o que melhor… e eu ganhava, para minha família eu sempre ganhava. — ela disse. — É chato, sabe? Eu não quero ser inimiga dela, nunca quis.
—Talvez você devesse conversar com ela. — Adhara murmurou. — Continua.
—Certo, eu tive meu primeiro beijo aos 11 anos e foi com o Frank. — ela riu nervosa, com um frio na barriga a lembrar. — Foi nos jardins, embaixo de uma árvore bonita, foi o melhor primeiro beijo que eu podia ter… mas, ai eu comecei a sair com o Mulciber um tempo depois, acho que no segundo ano, não lembro… Mulciber é um babaca, eu tive que lavar a boca com sabão para tirar os resíduos da saliva dele. — ela riu. — Bem, Frank continuou lá mesmo assim, mesmo eu não ficando com ele, mesmo eu só sendo amiga dele… ele ficou lá o tempo inteiro comigo, ele é o meu melhor amigo. Eu realmente gosto do Frank.
—Ele também gosta muito de você. — Adhara disse, ela havia pego a varinha e usava um feitiço para escrever algo na parede do box.
—Nós somos feitos um para o outro. — Alice sorriu. — Ah, e como você sabe eu quero ser uma auror, e eu passei nas matérias para isso, e eu estou tão feliz, sinto que vai dar certo. Um bom emprego, um bom marido, uma boa e feliz vida.
—Fico feliz por você. — Adhara murmurou, escrevendo uma frase das músicas de Adam no box.
—E minha comida preferida é sopa. Estranho, né? Mas eu amo passar uma noite em baixo do coberto com Frank, conversando e tomando sopa. Tomar sopa é bom, mas tomar sopa com o Frank é melhor ainda. — Alice sorriu, pensando no seu namorado. — Ah, e eu definitivamente odeio carne, digo… eu sou vegetariana a algum tempo já, nunca fui muito fã de comer nada que já foi vivo, talvez seja por isso que amo tanto sopa, não sei.
—Desculpa, Alice, mas sopa é uma droga. — Adhara murmurou. Alice gargalhou. — Mas você e Frank parecem ter tesão por sopa… — isso fez Alice gargalhar mais. — Vocês se molham com sopa, e depois lambem o corpo um do outro?
—Não! — riu Alice. — Eu gosto de beijar ele depois que ele toma sopa, mas não chega a tanto…
—Aham. — Adhara falou, com um sorrisinho.
Alice olhou para a parde do box, imaginando Adhara ali.
—Addie… — ela chamou.
—O que?
—Eu estava pensando… seu aniversário é mês que vem, e você faz 17 anos. — comentou Alice. — Você vai ser maior de idade. E vai poder mexer no cofre que seus pais deixaram para você, que eu sei que é um cofre muito cheio. E vai poder sair da casa dos seus tios, e entrar com uma ação no Ministério para ter a guarda do seu irmão, e enquanto você estiver em Hogwarts ele ficar com seus avós… porque você não faz isso? É porque não quer deixar Sirius de novo?
Adhara ficou quieta por um tempo, terminando de escrever o trecho da música que escrevia, e suspirou, para então responder Alice.
—Eu só… não posso.
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Adhara sentiu a chuva bater forte em seu rosto. Fria e fina, como pequenas adagas batendo em sua pele, mas ela gostou, continuando para no mesmo lugar, abraçando a si mesma, com os cabelos molhados grudados no rosto. Ela espirrou e olhou para o céu escuro, procurando por seu pai. Ela queria muito vê-lo naquele momento. Ela sentia a necessidade de vê-lo. Todas as noites olhava pela janela e mirava o céu escuro, a procura de seu pai, as vezes o achava e as vezes não, e especificamente naquela noite ela precisava muito vê-lo, mas a chuva atrapalhava, só que ela sabia que quando a chuva acabasse e o céu ficasse limpo ela conseguiria ver com clareza, então esperaria ali, para não perder o momento em que seu pai apareceria para ela.
—Adhara. — ela escutou uma voz ao longe. Correndo uma sombra parou ao lado dela. Era Marlene, ela sorriu para Adhara, com o queixo tremendo, e o nariz vermelho, ensopada. — O que está fazendo aqui?
—Banho de chuva. — ela respondeu.
—Está muito frio.
—Eu sei.
—Deveríamos entrar… — começou Marlene.
—Eu estava pensando… Estrelas são grande e luminosas esferas de plasma, e elas são simples mágicas, mas elas morrem. — ela gritou para que Marlene a escutasse pelo barulho da chuva. — Ela vivem por muito tempo, mas no final elas morrem. Como tudo. – ela disse. Marlene franziu a testa, observando Adhara, e se abraçou tentando ficar um pouco quente. — Então, eu estava pensando se quando… a estrela do meu pai morrer, isso significa que eu vou o perder novamente…
—O que? — indagou Marlene confusa. Adhara não parecia estar fazendo sentindo, mas ela deixou de franzir a testa, e se aproximou da amiga. — Ahn… tem uma história sobre estrela que minha me contava quando eu era pequena, quer ouvir? — ela indagou. Adhara assentiu, ansiosa. — “Havia milhares de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis. Um dia, elas procuraram um ser mágico que cuida do céu e lhe disseram:
— Senhor, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.
— Assim será feito. – respondeu o ser mágico. – Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a Terra.
Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das casas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
— Porque voltaram? – indagou o ser, a medida que elas chegavam ao céu.
— Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita crueldade e violência, muita maldade, muita injustiça…
E o ser mágico lhes disse:
— Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece. – depois que chegaram todas as estrelas e conferindo o seu número, o ser mágico falou de novo: — Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?
Uma estrela que estava perto retrucou:
— Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.
— Mas que estrela é essa? — voltou o ser mágico a perguntar.
— É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor.
E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só.
A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que o homem tem e o ser mágico não teme é a esperança.
A Esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro, mas todos tem aquela estrelinha verde em seus corações. A esperança.”
Elas ficaram quietas, depois que Marlene terminou a sua fábula. Adhara piscou e olhou para o céu, a chuva tinha parado, e agora o céu se abria lindamente, sem nuvens para atrapalhar a visão. E logo as estrelas começaram a aparecer e brilhar para elas. Mesmo sentindo muito frio, e cansaço, Marlene sorriu ao ver como o céu a noite era lindo. E ficou ao lado de Adhara, o encarando como se fosse alguma pintura cara. Percebeu que a Black parecia realmente fascinada com o céu que olhava, e achou bonito como os olhos dela brilhavam.
Adhara se virou para Marlene, com um sorriso e Marlene sorriu de volta, pronta para voltar para o Castelo. E foi o que fizeram, andando lado a lado, em direção ao ar quente.
—Meu pai é a minha estrela verde. — comentou Adhara para Marlene. — E eu não posso desapontar a minha estrela verde.
ஐ
Adhara olhou para o seu quarto tristemente. Ela não queria acreditar que depois de tudo estava novamente morando no Largo Grimmauld, nº12. Aquela maldita e tóxica casa, a qual ela estava sendo obrigada a morar.
Ela passou os olhos pelo quarto, tocando em algumas coisas. Eles não tinham mexido em nada, mas estava limpo, o que indicava que Monstro sempre vinha limpar o quarto. Adhara andou até a escrivaninha e viu em cima dela, uma foto dela e dos amigos com 12 anos, e ao lado uma dela e Remus, na biblioteca, ela o abraçava pelo pescoço, com um sorriso no rosto, e ele segurava um livro nas mãos, corado, mas com um sorrisinho de lado. Tinha uma foto dela com Sirius, vestidos com vestes bruxas, muito bonitos, e uma com Emmeline e Mary, comendo pizza.
Abriu seu armário, encontrando vestidos caros e aristocráticos dentro, todos pequenos demais. Ela pegou todos e os jogou no chão, depois olhou ao redor mais uma vez, até se atirar no meio da cama, de braços abertos, querendo morrer. Mas ela teve que se sentar novamente, quando alguém abriu a porta do quarto.
—Querida… — Walburga sorriu para ela. Adhara não sorriu de volta. — Está se acomodando?
—Tudo aqui é uma droga. — Adhara respondeu. A tia revirou os olhos, e com a varinha fez os vestidos sumirem, ela andou pelo quarto parando em frente a Adhara.
—Tem algo que eu queria discutir com você. — ela disse, friamente. — Nós conseguimos a sua guarda e de seu irmão, como eu já sabia que aconteceria, só… tem um porém. — ela murmurou. — Você fará 17 anos em poucos meses…
—Então eu vou sair daqui e levar o meu irmão junto, e você nunca poderá tocar na gente novamente! — Adhara falou, audaciosa. Sua tia gargalhou, e tocou no rosto dela.
—Não, não, não. — ela cantarolou. — Me escuta aqui, menininha, e me escute bem. — Walburga mandou, apertando seus dedos na bochecha dela. — Se você ao menos tentar ir embora quando completar 17, eu vou fazer tudo ao meu alcance para que você nunca mais veja seu irmão novamente. Ele tem apenas 4 anos, não pode ser cuidado por uma adolescente rebelde e o Ministério vai concordar. — ela murmurou, com o rosto perto do de Adhara. — Eu vou me certificar que você nunca mais ira poder vê-lo. Nunca, entendeu? — ela perguntou. Adhara ficou quieta, engolindo em seco seu ódio. — Eu perguntei se você me entendeu?
—Sim.
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