Pov Peg.

Nós estávamos em sua casa, que mais parecia a minha. Minha mãe estava lá e... estava sorrindo. Ao seu lado estava a mãe de Ian, Marrie. Ao olhar para mim deu um breve sorriso e ergueu sua taça de champanhe, nós éramos... SÓCIAS??

Ao meu lado estava Ian com seu sorriso caloroso, sua mão repousando em minha cintura como sempre... SEMPRE??

Em minha mão esquerda meu dedo médio brilhava com o reflexo do anel de ouro e prata perfeitamente delicado com um tracejado de diamantes. Era lindo. A sensação de que meu nome e o nome dele estavam cravados naquele objeto que significou tanto pra mim ao longo dos anos. Estávamos...? estávamos casados... Céus, que sonho é esse?

A imagem se passou para o nosso casamento, era tudo tão... Perfeito. Todos os meus amigos... Mel, Jared, Jamie, mamãe e... que pessoas são essas? Eu às conheço? Quando conheci?

O que ta aconteceeeeendo?????????????????

- Peg? – a voz do homem que estava ao meu lado no altar entoava

- Peg?!? – eu acordei assustada com o coração acelerado. Finalmente a vida real.

- o que? Hã?!? O que ta aconteceu?!? – eu praticamente gritava (eu escandalosa até o infinito e além)

- calma, era só um sonho. O que houve?

Ficando vermelha em 3, 2, 1... será que eu falei enquanto sonhava? E o que eu falei? Ai Jesus

- hãã... nada, nada. Onde estamos? – eu virei minha cabeça para que não visse minha crise nervosa/ minha cara virando aquele vilão do capitão américa

- indo pra NY?- ele respondeu o óbvio – você ta bem? Parece nervosa

- e-eu... hm... UNHUM TO SIM E VOCÊ- ee eu comecei a gritar. Porque eu tinha que começar a gritar? Uma serie de olhares feios e cansados se dirigiram a mim

- ai, d-des-CULPE – grita, gagueja, e ainda por cima mal educada. Sou o pacote completo minha gente.

Ian riu

- EI!

Ian fez um sinal para que eu falasse mais baixo ainda em risinhos

- ei, pare de rir de mim- impossível ficar mais vermelha, minha expressão estava fechada, parecia uma criança emburrada, estava furiosa. Furiosa? Qual o meu problema a final? Eu estava com uma pessoa super educada e de bem com a vida e eu aqui dando ataque de pelanca.

Ian me olhou sério (e tinha que olhar mesmo) e eu tentei me concertar

- me desculpa. Eu não sei o que deu em mim. Desculpa. – eu levei minhas duas mãos ao rosto e as deslizei para o cabelo agarrando-o com força.

- ei calma, tudo bem, todos nós estamos estressados. Viajar é barra dura, ainda mais essa que atravessamos o país, praticamente.

Ele acariciou minhas costas mas eu continuei na mesma posição encurvada. Eu estava um caco. Nem uma idosa, cara.

- argh- empurrei minha poltrona com toda força- quanto tempo ainda?

Ian me olhou curioso.

- uma hora e meia. Temos esse tempo para eu te conhecer, mas eu creio que dará tempo se levarmos em conta o blábláblá – eu parei de ouvir no “para eu te conhecer” ninguém me avisou que eu teria que contar coisas do meu passado. – e ai?

- o que? – perguntei tentando não soar impaciente. (que horror)

- vamos lá, por favooorrr....

- hunf, okok aqui vai um pequeno resumo da minha vida