When The Men Loves a Woman
31 Capítulo 29
Notas iniciais
P.O.V. Silena Vanderbill
Acordo no dia seguinte e vejo que D acabou dormindo ali comigo, sento com cuidado para não o acordar e fico o admirando, eu realmente estava apaixonada por ele mas não me sentia pronta para tentar outra relação, mesmo que seja segura com quem eu realmente gosto ou amo, então suspiro baixo ainda o olhando e tiro o cabelo do seu rosto e sorrio o vendo dormir sereno e beijo sua bochecha levantando antes mesmo dele acordar e fecho o vestido indo para cozinha e preparo o café e pouco tempo depois escuto o barulho dele levantando.
–Bom dia. — diz ele bocejando.
–Bom dia D — digo o olhando.
–O que tem pro café? — sorri ele sentando na mesa.
–Acabei de fazer panquecas, vai querer café ou suco? — pergunto colocando os pratos na mesa.
–Prefiro suco. — diz ele e assinto servindo suco para ele e café pra mim, e rio pela diferença entre nós até nas bebidas.
–Está ótimo. — diz ele sorrindo.
–A panqueca? — sorrio comendo um pedaço.
–Na verdade tudo. — diz ele me olhando.
–Até o suco de caixinha? — rio dele.
–Sim, também. — ri ele também.
–Você não está bem — rio bebendo café.
–Como assim? — ele franze o cenho rindo.
–Está tudo ótimo porque? — o olho.
–Nada ué, realmente eu gostei do café da manhã. — ele me olha confuso.
–Esquece — rio sem graça voltando a comer, ele me olha meio confuso pela pergunta e logo volta a comer também.
Depois do café da manhã lavo a minha parte e me despeço saindo rapidamente e desço pela escada correndo para pedir uma chave extra para Jayme o porteiro e subo as escadas e chego no meu andar e abro indo me arrumar para escola usando uma calça rasgada com meia arrastão preta por baixo, camiseta preta com uma xadrez com um nó e uma botinha e pego minha mochila saindo parando na frente do elevador o esperando.
–Oi de novo. — diz D chegando com uma calça jeans, camisa cinza e tênis, uma pulseira no pulso direito vindo até a mim.
–Oi… — falo o olhando discretamente.
–Nossa, que demora. — diz ele bufando.
–Está com pressa? — o olho ajeitando uma mecha do cabelo.
–Só não quero atrasar.- assinto e entro no elevador com ele assim que chega e coloco o andar térreo e encosto em um lado do elevador e ficamos em silêncio até chegarmos na portaria e saio na frente acenando para Jayme e sigo para a escola.
–Lá vamos nós de novo. — bufa D entrando na escola me alcançando ficando ao meu lado.
–Achei que queria estar na escola — falo sem entender mais nada quando ele me alcança.
–Eu quero sim, mas você está correndo muito. — diz ele meio ofegante.
–Não devia ter me seguido — falo andando o deixando para trás.
–Que bicho te mordeu? — suspira ele me alcançando de novo.
–Você que não foi… -falo baixo — Nenhum D, nenhum
–Então por quê está fugindo de mim assim? Antes sempre entrava comigo e agora tá me deixando pra trás.
–Porque eu to com problemas D, não sei lidar com isso — falo parando de andar o olhando.
–Me fale, quem sabe eu possa ajudar. — diz ele me olhando.
–Você não pode me ajudar, ninguém pode — falo suspirando
–Nossa, então é grave mesmo. — diz ele.
–Não saber lidar com meus sentimentos sobre você não é grave — bufo.
–É sim, porque você parece estar querendo se afastar. — diz ele.
–Eu não tenho culpa se eu não sei agir perto de você por ser uma boba com esse assunto — cruzo os braços zangada comigo mesma.
–E eu não tenho culpa se você não sabe agir, pelo menos age como sempre agiu. — bufa ele.
–Não quero discutir mais do que já estamos, é melhor eu me afastar — falo indo para os armários.
–Quando conseguir lidar com isso, pode vir falar comigo, não vou deixar as coisas como estão. — diz D atrás de mim.
–O que você quer de mim D? Porque eu? — rio sem achar graça em nada
–Como assim o quê? Tudo bem que não quer namorar agora, mas não precisa ficar longe de mim. — bufa ele.
–Vamos para aula, aqui não é lugar para resolvermos isso — falo indo para sala.
–Tá bom, vamos. — suspira ele indo pra sala comigo.
Entro na sala suspirando e vou sentar no último lugar sem nem cumprimentar Luca que estava sentado na sala, quando a professora chega não escuto mais nada, estava tão ocupada com meus pensamentos sobre o que fazer para minha relação com o D ficar mais normal possível até eu decidir o que fazer, mas não gostava desse clima ruim entre nós então decido que iria consertar tudo na hora do intervalo, estava tão imersa nessas reflexões que só percebo um tempo depois os meninos me cutucando.
–Vamos pro recreio Lena? — pergunta Luca sorrindo.
–A aula já acabou? — olho eles meio assustada.
–Sim, estamos no intervalo, viajou? — ri ele.
–Digamos que fui pra bem longe — rio levantando — Cadê o D?
–Foi pro recreio esperar a gente, vamos? — sorri ele.
–Vamos sim, e como foi com a Megg? — sorrio andando com ele para o refeitório.
–Ah, foi bom… — ele sorri de lado andando comigo.
–Hummm, não vai me contar detalhes? -o olho um pouco maliciosa rindo.
–Bom, tivemos um encontro igual o primeiro sabe? Fomos no shopping, almoçamos no mesmo restaurante que almoçamos na primeira vez e depois fomos na sorveteria, de lá fomos comprar um vestido para ela, foi na hora que encontramos David e você. De lá, fomos pra casa dela onde ela se arrumou com a roupa que compramos e conversamos sobre como foi lá na Itália, sobre eu e ela e depois voltamos pra casa. — diz ele.
–Só isso? Nada de mais interessante? — pergunto chegando no refeitório.
–Não, só isso mesmo. — diz ele parecendo meio triste e logo D acena para nós sorrindo.
–Precisa de conselhos? — aceno levemente para D.
–Acho que sim, muito. — ele diz se sentando com D após pegar o lanche e faço o mesmo sentando ao lado de Luca.
–Eu e o D podemos te ajudar não? — olho D.
–Claro que podemos, o que houve amigo? — pergunta D.
–Eu decidi não pedir a Megg em namoro porque ela pode voltar pra Milão a qualquer momento, então eu não falei nada para nenhum de nós sofrer com a ausência um do outro, mas agora não sei mais se fiz o certo. — ele suspira nos olhando.
–Porque não sabe se fez o certo? Aconteceu algo mais? — o olho.
–Ela pareceu meio triste… — suspira ele.
–Você contou que ama ela? — pergunta D.
–Contei, aí ela ficou super contente e perguntou o que nós somos a partir de agora, aí eu apenas disse que somos amigos que se amam, mas ela não pareceu muito feliz com isso. — ele nos olha.
–Eu a entendo, afinal acho que toda garota sonha em namorar, e no caso dela ela sempre sonhou em namorar com você então a Megg poderia estar um pouco decepcionada — falo.
–Mas eu fiz o certo em não querer namorar por ela poder voltar pra Itália? — pergunta ele.
–Eu acho que você devia aproveitar o tempo que ela está aqui, porque depois ela vai embora e você fica sofrendo. — fala D.
–Concordo com o D, acho que vocês deveriam aproveitar o máximo de tempo com ela sem se apegarem a rótulos — falo.
–Mas eu duvido que ela irá conseguir não se apegar tanto, eu sei que ela me ama muito.
–Ah, aí eu não sei, você conhece ela mais que eu. — diz D.
–Vocês já são apegados, vão sentir muita falta um do outro, mas não vão sofrer tanto por não serem namorados, e você pode muito bem ir visitá-la — falo dando de ombros.
–Eu sei, mas eu ter falado que nós não somos namorados a deixou chateada, acho que nem deve estar querendo que eu a visite e vai correr pros braços do Jeff. — diz ele triste.
–O Jeff? — pergunta D confuso.
–Lucas Carter, chega de drama, você vai agora mandar uma mensagem combinando um encontro no shopping com ela e vão aproveitar tanto que nem esse tal de Jeff vai conseguir a deixar tão loucamente apaixonada como você vai deixar, e eu não tô pedindo tô mandando, anda — falo brava.
–E desde quando você manda em mim? Virou minha mãe agora? — bufa ele se levantando e indo para o banheiro.
–O que deu nele? — D me olha.
–Sei lá, já tenho problemas demais para me preocupar com isso, podemos conversar? — suspiro o olhando.
–Podemos, o que foi? — ele me olha.
–Eu fiquei pensando em muitas coisas durante a aula, e eu percebi que tô sendo muito dura em relação a gente, então eu pensei que poderíamos simplesmente deixar rolar sabe? Sem ficar nos preocupando muito, e eu não gosto de ficar igual gato e rato com você… — falo o olhando.
–Como assim deixar rolar? — ele me olha confuso.
–Aproveitar a companhia um do outro sem compromisso, vamos deixar que aconteça no tempo certo, sem forçar a barra entende? — o olho.
–Você está querendo dizer pra gente ficar? — ele me olha.
–Ehhhh...sim mas tipo com exclusividade, não podemos ficar com mais ninguém — explico.
–Ok, mas eu sou um moço de família, não sei se é uma boa ficar te agarrando toda hora. — diz ele.
–Porque teríamos que nos agarrar toda hora? — pergunto sem entender.
–Não toda hora, mas sem nenhuma finalidade, acho essa coisa de ficar tão banal. — explica ele.
–Beleza, então esquece tudo que eu falei e vamos ser apenas amigos, acho que a Melissa aceita te namorar, ela te ama tanto — falo magoada e levanto correndo para longe dele, precisava ficar sozinha.
–Lena, calma, não era pra você ficar assim. — fala D me procurando e não o respondo me escondendo, não queria falar com ninguém no momento, então assim que percebo que ele já havia ido embora vou até a sala da diretora e bato na porta esperando ela me atender.
–Pode entrar. — diz ela e eu peço licença entrando e fecho a porta me sentando na cadeira em frente a dela.
–Diretora, eu não estou me sentindo muito bem hoje, deve ter sido algo que eu comi na festa de renovação do casamento dos meus pais, será que posso ir embora? — pergunto.
–Pode sim, sem problemas, mas precisa assinar isso. — ela me estende uma declaração..
–Ok, obrigada, eu pego a matéria com o Lucas depois — falo assinando a declaração e me despeço dela e saio da sala dela caminhando para fora da escola, chegando lá chamo um táxi que me leva para o condomínio, quando o carro para pago o percurso e saio entrando no prédio e entro no elevador apertando o botão do meu andar e me encosto na parede passando as mãos pelo rosto.
Quando o elevador pára sigo para o meu apartamento, jogo minha mochila em um canto e vou para o meu quarto e me jogo na cama e fico deitada lá até adormecer.
POV David Krupp
Depois que a Lena saiu daquele jeito, fiquei preocupado com ela pois não a achei em lugar nenhum, eu queria poder explicar à ela o motivo do que falei, mas ela não deu tempo. Desisto de procurá-la e sento de volta na mesa que estava e fico pensando.
–Ué David, cadê a Lena? — pergunta Lucas e eu suspiro.
–Ela acabou de sair daqui, ela pediu pra ficar comigo, e eu disse que achava isso banal, aí ela saiu correndo. — bufo.
–Pra ela sair correndo ficou muito magoada mesmo. — diz ele sentando ao meu lado.
–Sim, agora não deve estar querendo nem me ver, depois fala com ela por mim? — o olho.
–Claro, falo sim. — sorri ele pondo a mão no meu ombro, sorrio e esperamos o recreio acabar.Assim que o sinal toca, vou pra sala e vejo que a mesa de Lena está vazia, nem a mochila dela estava lá. Suspiro sentando no meu lugar e espero a aula começar. Depois de uma eternidade, o sinal de saída toca e eu rapidamente guardo minhas coisas e saio da sala com Lucas indo pra portaria.
–David, Lucas, me esperem — escuto uma voz e vejo Melissa correr um pouco para nos alcançar.
–Oi Melissa. — fala Lucas.
–Oi Melissa. — falo a olhando.
–Posso ir com vocês? — sorri ela nos olhando, mas especialmente para mim.
–Pode né? — fala Lucas.
–Tanto faz. — dou de ombros andando.
–Vocês sabem se a Silena se meteu em encrenca? Eu vi ela saindo da sala da diretora meio pra baixo — comenta Melissa nos acompanhando.
–Não foi nada, ela só estava se sentindo mal. — respondo caminhando.
–Certeza? A diretora até pediu para ela assinar algo, mais cedo ela me pediu para providenciar umas folhas de expulsão — comenta ela.
–Então tem algum problema que ela não nos contou. — diz Lucas.
–Se eu souber de mais alguma coisa eu conto a vocês, e David...será que podemos conversar? — pergunta ela me olhando.
–É hoje… — sussurro — Sim, podemos. Lucas, vai pra casa sim? — peço o olhando.
–Claro, com licença. — diz ele saindo.
–Então...eu gostaria de pedir desculpas — fala ela meio sem graça.
–Desculpa por quê? — a olho confuso.
–Por insistir em ter algo com você quando visivelmente você só tem olhos para a Silena — fala ela.
–Então você já deixou de gostar de mim? — sorrio fraco.
–Não mas...eu não vou insistir mais, eu já perdi isso mesmo antes de tentar — ri ela sem graça -Mas eu gostaria de ter sua amizade pelo menos...
–Podemos ser amigos sim. — sorrio.
–Que bom! Então estamos bem? — sorri ela.
–Estamos sim. — sorrio estendendo a mão pra ela.
–Fico feliz com isso — sorri ela pegando na minha mão
Sorrio enquanto nos cumprimentamos com um aperto de mão e logo solto.
–Vou indo agora, tenho coisas a fazer para minha campanha de presidente do grêmio, tchau — sorri ela beijando minha bochecha e indo embora.
–Tchau, boa sorte. — sorrio a vendo ir embora e caminho de volta pro condomínio pensando no que ela disse, seria mesmo verdade? Logo entro no meu apartamento e tomo um banho, precisava esfriar a cabeça. Saio do banheiro, visto uma roupa e deito pensando se Lena realmente estava bem.
POV Lucas Carter
Após deixar David sozinnho com Melissa, fico pensando no que ela tinha dito sobre Lena querer papéis de expulsão. Será mesmo que era verdade? Não, não pode ser, Lena não pode ter feito algo com alguém. Aproveito que precisava também me desculpar por ter sido tão grosso com ela, Lena só estava tentando ajudar. Assim que entro no meu apartamento, faço meu almoço e como pensando em tudo aquilo. E também tinha Megg, será que ela ainda estava triste pelo que eu disse no nosso encontro? Eu precisava saber disso rápido, mas primeiro tinha que ver a Lena. Assim que termino de comer, escovo os dentes e saio de casa indo pro apartamento dela e toco a campainha.
–Luca? O que faz aqui? — diz Lena abrindo a porta meio sonolenta.
–Oi Lena, vim falar com você, posso entrar? — falo a olhando.
–Pode sim — fala ela dando espaço para eu entrar e eu entro me sentando no sofá e faço gesto pra ela sentar do meu lado, quando ela senta a olho.
–O que aconteceu que você foi embora cedo da escola hoje? — pergunto.
–Eu tava me sentindo meio mal então pedi para ir embora — diz ela simplesmente.
–Comeu algo estragado? — pergunto disfarçando.
–Sim, deve ter sido na festa ontem...só isso mesmo? — ela me olha.
–Desculpa por ter sido grosso com você no recreio, eu exagerei. — a olho.
–Tudo bem Luca, a vida é sua não tenho direito de interferir — fala ela sorrindo fraco.
–Você só estava tentando ajudar. — sorrio fraco.
–Não sei nada sobre amor Luca, eu acho que só estragaria sua situação com ela — comenta Lena.
–Tudo bem, mesmo assim eu agradeço por tentar ajudar, mas agora quero que me diga o que houve entre você e o David. — falo sério.
–Então esse é o verdadeiro motivo da sua vinda — diz ela suspirando.
–Sim, me desculpa mas eu vi o David tão triste depois que você foi embora que eu tive que saber. — falo suspirando.
–O problema é que somos incompatíveis Lucas, nunca vai dar certo — fala ela me olhando
–Claro que vai dar, se vocês se gostam vai dar sim. — falo a olhando.
–Não vai dar, ele quer algo sério e isso eu não posso dar agora e nem tão cedo — fala ela suspirando
–Lena, eu conheço o David desde criança, ele só quer algo sério porque a vida toda passou a sofrer por nunca conseguir uma namorada por todas acharem ele um mauricinho mimado. Aí ele começou a gostar de você mesmo você gostando do Elliot e mesmo ele sabendo que o namoro de vocês não ia durar. Ele até rejeitou duas garotas que se interessaram nele na esperança de ficar com você, aí agora que vocês têm o caminho livre você vem dizer que não se sente pronta. Já imaginou o trauma que ele passou e a frustração dele por não conseguir chegar num momento tão aguardado como esse? — bufo a olhando.
–Então o que eu sinto não importa? Quer que eu namore com ele sem eu realmente poder me entregar 100% na relação? — fala ela chocada.
–Eu não disse isso — suspiro — Só estou te dizendo o motivo que levou ele a querer namorar sem ficar. E qual o problema se você aceitar? Começa se entregando aos poucos, nada apressado, mas isso aí é você quem sabe. — dou de ombros.
–Por esse mesmo motivo não quero estar pela metade na relação, então até lá eu e ele somos só amigos — diz ela.
–Mas pra namorar com o Elliot foi fácil você se sentir pronta bem rápido, qual é a dificuldade pra você tentar com o David? O que ele tem de errado? — a olho.
–Vai embora Lucas..- diz ela quase chorando.
–Lena, me escuta… — peço a olhando — Pelo menos fale com ele, conversem, tenta fazer as pazes com ele, o David ficou bem mal se sentindo culpado por você sair daquele jeito.
–Vai embora Lucas, não quero pensar em nada agora, se você puder me deixa com meu coração de pedra que tem problemas com D e que namora o Elliot facilmente — ri ela levantando indo para o quarto dela trancando a porta e bufo. Agora eu e Lena estávamos mais brigados do que no recreio e por minha culpa, forcei demais a barra pelo bem do meu melhor amigo. Quem sabe se eu conversar com ele, consiga o convencer a mudar de ideia? Respiro fundo me acalmando e levanto deixando meu material na porta do seu quarto.
–Lena, vou deixar meu material aqui pra você copiar a matéria, me devolve quando puder, tchau. — sussurro indo até a porta e saio do apartamento indo dar uma volta. Caminho sem rumo até chegar na sorveteria e sento numa mesa pensando no que aconteceu. O que deu em mim? Por quê fui tão grosso com a Lena? Eu não tinha direito de me meter naquele assunto. Espero um pouco até pôr a cabeça no lugar e peço um sorvete. Assim que chega começo a comer e sinto uma mão em meu ombro, me viro e vejo que é Megg.
–Oi Megg. — sorrio fraco a olhando.
–Oi Lucas, a Lena me mandou uma mensagem falando que você estava mal e que precisava falar comigo, o que houve? — pergunta ela me olhando preocupada se sentando.
Resolvo deixar de lado minha briga com a Lena e focar só no meu assunto com ela.
–É que.. eu andei pensando no nosso encontro sabe? E acho que acabei estragando ele. — a olho sem saber como começar.
–Você não estragou Lucas, eu que fiquei tão eufórica com você dizendo que me amava, eu nem pensei que teria que ir embora novamente, e por isso não podemos ficar juntos ainda — diz ela pegando nas minhas mãos.
–Sim, mas você ficou bem triste quando saímos do restaurante sendo que estava muito feliz, então eu senti que foi por minha causa que você saiu triste, algo que eu falei e você não queria ouvir. — acaricio suas mãos.
–É que eu estava tão feliz que esqueci onde eu moro agora, achei que iríamos ficar juntos aqui, mas depois de um tempo percebi que a sua decisão era o melhor para nós dois — sorri ela apertando minhas mãos.
–Que bom, eu fiquei com medo de você ter ficado abalada e querer ir embora pra Itália mais cedo. — sorrio acariciando suas mãos.
–Bom...sobre meu tempo de duração de férias...eu volto para Milão amanhã — fala ela me olhando e eu sinto como se uma faca tivesse acertado em cheio meu coração.
–M-mas já? — gaguejo.
–Meu chefe acabou antes do esperado e ele quer que eu volte com ele — diz ela com os olhos cheios de lágrimas.
–Eu… nem sei o que dizer… — sussurro sentindo o coração doer mas seguro as lágrimas.
–Não diga nada, vamos só aproveitar o tempo que nos resta ok? — sussurra ela acariciando meu rosto.
–Tá bom, não importa aonde você esteja, eu vou continuar te amando. — falo secando suas lágrimas.
–Eu também Lucas...eu também — sorri ela me dando um beijo delicado, retribuo com amor sentindo meu coração despedaçar, não queria ficar longe dela mais uma vez, queria muito poder dar um jeito de resolver isso, agora é só aproveitar o tempo. Depois de um tempo, separo nossos lábio recuperando o fôlego e olho em seus olhos.
–Te amo muito — sorri ela me abraçando
–Também te amo muito Megg. — sorrio a apertando no abraço.
–Como está você e seus amigos? — pergunta ela ainda no abraço.
–Ah, mais ou menos…O David tentou pedir a Lena em namoro agora que viu que está com o caminho aberto para eles, mas a Lena ainda não quer namorar e ele ficou muito mal por isso, aí eu fui lá conversar com ela pra ver se ela mudava de ideia e acabei brigando com ela também. — suspiro — Acredita que ela mandou eu ir embora da casa dela?
–Você deve ter feito algo para ela te expulsar — diz Megg sentando no meu colo.
–Acho que eu falei algo que não devia, mas falei sem pensar, é que me deixa muito triste ver meu melhor amigo tão mal.. — falo a olhando com nossos rostos próximos.
–Mas como ela é sua melhor amiga também tem que entender os dois lados Lucas, mas agora me diz o que falou — ela fala acariciando meu rosto.
–É que o David é meu melhor amigo desde a infância, ou seja, há muito mais tempo que ela, mas você tem razão, eu tenho que entender o lado dela. — falo sentindo seu carinho — Eu acho que foi eu ter perguntado o que o David tinha de errado, porque com o seu irmão ela se sentiu pronta com bastante facilidade, mas com o David não.
–Você praticamente jogou na cara dela todos os erros e mágoas que estavam a fazendo mal se isso acontecesse comigo também mandaria o cara ir embora — fala Megg.
–Eu sei, eu sei, como eu disse estava mal pelo meu amigo. Mas calma, assim que a poeira baixar, eu vou falar com ela e pedir desculpas.- a olho.
–Isso mesmo, mas tô chateada com você por ela — diz ela fazendo bico. Dou um selinho em seu bico e abaixo a cabeça, eu tinha que ter deixado eles se resolverem sozinhos.
–Sou um idiota. — falo baixo.
–Todos cometemos erros, então não se culpe tanto, todos estavam muito nervosos na hora — sorri Megg beijando minha testa e eu sorrio fraco.
–Ainda bem que tenho você aqui pra me apoiar. — falo sorrindo e ela sorri de volta.
–Sempre estarei te apoiando, mesmo de longe — sorri ela beijando minha bochecha. Sorrio beijando a sua e logo termino meu sorvete enquanto ela toma o dela. Depois de um tempo, tempo, saio com ela a levando em casa e nos despedimos com um beijo. Volto pra casa e ao chegar me jogo no sofá e deixo as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Perderia Megg mais uma vez. Depois de um tempo chorando, ouço a campainha tocar e seco as lágrimas indo atender e vejo meus pais sorrindo.
–Mãe? Pai? Que surpresa! — falo os abraçando.
–Oi filhão, como vai? — diz meu pai sorrindo.
–Melhor agora pai. — sorrio abraçando minha mãe.
Enquanto os ajudo a arrumar as coisas, uma ideia surge em minha cabeça e convido eles a sentarem no sofá.
–O que houve filho? Você tá estranho. Estava chorando? -diz minha mãe.
–Bom…tem uma garota que eu tô apaixonado. E ela também tá apaixonada por mim… — comecei.
–Isso é ótimo filho. — sorri meu pai.
–Só que alguns meses atrás, ela começou um estágio em Milão, na Itália. E nesse meio tempo, eu comecei a gostar dela, aí esses dias ela voltou e eu contei que gosto dela, mas devido à ela ter que voltar, não podemos ficar juntos. E ela volta para Milão amanhã, então eu quero pedir a permissão de vocês para ir com ela. — os olho com medo da resposta.
–Tá louco filho? Sua vida é aqui, você não pode abandonar os estudos. E a escola? — diz minha mãe e eu fico cada vez mais triste.
–Querida, calma, olha o estado dele, parece mesmo abalado. Filho, nós deixamos você ir com duas condições. — diz meu pai e sinto meus olhos brilharem.
–Quais as condições pai? — pergunto esperançoso.
–Você arrumar um emprego lá para não passar fome e prometer que um dia irá voltar para nos visitar. — diz ele e sorrio largo.
–Claro que eu prometo pai, vou morrer de saudade de vocês dois! — sorrio os abraçando forte.
–Também sentiremos sua falta filho! — sorri minha mãe, ainda meio triste.
Depois que finalmente já estava decidido que eu iria pra Milão, decidi não contar à Megg, faria uma surpresa pra ela. Então levo meus pais ao quarto deles pois estavam bem cansados e deixo eles sozinhos, logo entro no meu quarto, deito na cama e durmo extremamente feliz.
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