Notas iniciais
Oi gente, é o Gabriel de novo pois a Caçadora postou os dois últimos, então aqui estou eu de novo. Boa leitura!

POV Silena Vanderbill

Acordo no dia seguinte um pouco antes do despertador e sinto braços em torno da minha cintura e um corpo em volta do meu e viro a cabeça de lado e vejo que era Luca. depois de um tempo que o sono deixou meu corpo percebo o que estava acontecendo e empurro para fora da cama e jogo o travesseiro nele bem irritada.

–Ai, minha cabeça! — reclama ele coçando os olhos.

–Aí digo eu seu idiota, quem você pensa que é para dormir desse jeito comigo? — falo extremamente irritada.

–O que está acontecendo aqui? — diz David acordando num sobressalto e se senta nos olhando.

—Não achei que você veria problemas em dormir com amigos assim Lena. — diz Lucas ignorando David.

–Ah claro! Porque amigos super dormem de conchinha enquanto a garota indefesa já estava dormindo- taco as almofadas nele.

–Lucas, não acredito que você fez isso! — diz David o olhando com reprovação.

-Pois eu fiz David — Lucas grita o encarando e depois me olha abaixando a voz — E por quê está tão brava? Se o Elliot tivesse feito o que eu fiz você iria gostar, ia até sorrir e continuar deitada com ele.

–Me poupe disso né Lucas, eu não gostaria, eu não sou nada dele e isso requer uma relação que eu saiba e isso nós não temos — reviro os olhos.

–Mas você quer ter isso mais pra frente, eu vejo isso nos seus olhos toda vez que você fala dele. E não, não é preciso ter uma relação pra dormir assim. — ele me olha mais calmo.

–QUEM VOCÊ ACHA QUE É PARA SABER O QUE EU QUERO? CANSEI DE TODOS ME FALAREM QUE EU QUERO ISSO, QUERO AQUILO, EU SEI O QUE QUERO E NÃO VAI SER VOCÊ OU O ELLIOT QUE VAI ME FALAR ISSO! FICOU CLARO? -explodo irritada.

–Com esse tom elevado de voz, ficou mais do que claro. — debocha Lucas coçando o ouvido com o indicador.

—Lena, calma. — diz David se levantando e indo até mim.

—Ache o que quiser Lucas, se você não for embora daqui agora eu taco esse abajur na sua cabeça — aponto para o abajur de lava — E não encosta David...

–Tá bom, eu vou. Mais tarde quando você estiver mais calma, a gente conversa. Cuidado com ela David. — Lucas fala antes de sair porta afora e D se afasta, cabisbaixo e assustado.

–Tá com medo agora é? Vai lá correndo atrás do seu amiguinho se não aguenta a verdade -bufo.

–Não vou não Lena, ele tá nervoso, é melhor deixar ele sozinho um pouco. — diz David me olhando mais calmo e com firmeza.

–Ai que ódio! Eu odeio quando acham que sabem como me sinto, por acaso sou tão facíl de entender? -o olho.

–Lena calma, eu não sei porquê ele fez aquilo. — ele me olha — Mas… sei lá, nem sei o que dizer nessas horas.

–To com fome, isso me deixa mais irritada ainda — levanto da cama.

—Quer que eu prepare algo pra você comer? — pergunta ele se levantando e me olhando.

–Não precisa, eu esquento uma fatia de pizza e tô feita, se quiser fazer algo para você -caminho para cozinha.

–Se importa de dividir a pizza comigo?

–Posso esquentar uma inteira então — falo pegando no freezer e pré aquecendo o forno.

–Beleza, vou arrumar a mesa. — sorri ele pegando um refrigerante na geladeira e copos e arrumando a mesa.

Depois do forno aquecer coloco a pizza e espero ela ficar pronta, minutos depois sento na mesa e sirvo os pedaços e comemos calados, não estava muito animada e depois assistimos duas temporadas de Supernatural e fico pensando no que fazer.

–Adoro essa série. — sorri ele.

–Também, não há nada melhor que os irmãos Winchester -falo vendo a série.

–Não mesmo, queria muito ser como um deles.

–Mas podemos te libertar, aí vamos ver no que dá! O que acha?

–Me libertar? Como?

–Roupas novas e legais e mostrar sua verdadeira personalidade -sorrio.

–Eu adoraria, mas como vamos descobrir isso?

–Eu vou te ajudar a se soltar ora essa! Vem vamos ao shopping -desligo a tv e vou para o meu quarto.

—Beleza, mas não vai sair caro as roupas novas?

–Dinheiro não é um problema para meus pais, e além disso tenho um cartão de emergência sem limites e eu considero isso uma — saio do quarto de calça rasgada uma blusa do Kiss customizada e uma bolsa.

–Ok então, quem sabe um dia minha mãe me dê um cartão desses. Aliás, gostaria de conhecer ela algum dia?

–Talvez, não sei, quem sabe, ela deve ser legal -sorrio indo para porta.

–Ela é sim, você vai gostar dela. — sorri ele indo pra porta comigo.

–Vamos no shopping agora, mas nas minhas lojas favoritas, onde tem roupas legais -rio chamando o elevador.

–Beleza, é lá que você compra essas suas roupas despojadas e legais?

–Sim, lá mesmo, você vai gostar -sorrio entrando no elevador.

–Então tá bom. — sorri ele entrando depois.

O elevador chega na portaria e acenamos para o porteiro Jaime e caminhamos para o shopping chegando lá vou na primeira loja com D.

–Nossa, que loja incrível. — ele diz sorrindo.

–Quem bom que gostou!

Sorrimos e logo começamos a olhar as roupas e escolho umas enquanto ele escolhe outras e vamos no provador para ele provar . Logo ele sai com uma calça jeans preta rasgada na altura dos joelhos, camisa preta com detalhes em marrom e uma jaqueta jeans. Sorrio e assinto aprovando e peço para ele vestir a próxima. Ele sorri assentindo e vai ao provador saindo pouco tempo depois usando uma calça preta jeans, blusa de moletom e um butina.

—E aí Lena?

–Sim, está arrasando, agora monta outra combinação com a jaqueta de couro

–Tá bom, já volto. — ele diz e volta pra dentro do provador. Depois de muito tempo, ele volta com a roupa combinada com a jaqueta de couro, parecia um motoqueiro.

–Ownt, que fofo! Eles crescem tão rápido -rio secando lágrimas de mentira.

–Me sinto diferente assim Lena. — sorri ele se aproximando

–Se sente você mesmo ou se sente outra pessoa? — o olho se aproximar.

–Eu mesmo, mas de uma forma diferente.

–E isso é bom ou ruim?

–Pra mim tá ótimo.

–Que bom! Agora vamos comprar essas roupas -sorrio levantando, ele logo volta ao provador e sai com as roupas que entrou no shopping com as roupas nas mãos e vamos até o caixa.e passo o cartão comprando, colocamos as roupas nas sacolas e saímos da primeira loja.Logo depois vamos para uma loja de sapatos. Entramos e ele fica todo sorridente.

–Parece bem animado! Vamos comprar uma coisas modernas para usar — falo olhando os sapatos.

—Espero que eu acerte na escolha dos sapatos. — ri ele olhando uma prateleira.

–Claro que vai e...Aí meus Deuses! Olha essa bota! — olho uma bota.

–Vai comprar pra você?

–Talvez...mas maravilhosa ela é -rio.

–Nem tanto quanto essa — ele ri apontando pra uma bota de couro com uma corrente.

-Eu realmente gostei mais dessa -faço careta.

–Tá bom. Vamos olhar as outras — ele ri.

–Tecnicamente, escolha os seus sapatos -rio.

–Tá bom, deixa eu ver aqui. — ele ri indo até a prateleira de sapatos e sento no sofá deixando ele procurar. Pouco depois ele volta com um par de sapatos marrons e vai até a mim.

–Só um par? Acho que você acha mais — olho seu pé.

–Sim, mas só um par cabe em minhas mãos né? — ri ele.

–Cabe um par em cada mão e um no pé -rio.

–Tá, então espera aí que já volto. — ele ri e logo volta com mais outros cinco pares.

–Agora sim D, isso se chama praticidade -rio.

–Qual desses você gostou? — ri ele.

–Humm, gostei dessa botina marrom, esse tênis com detalhe de couro e esse outro vermelho e preto. e você gostou mais de qual? — o olho.

–Gostei do tênis preto com branco, o vermelho com preto e a bota preta. — ele sorri.

—Vamos levar todos esses então, pode levar para o caixa — sorrio para o vendedor que leva as caixas com os sapatos e o sigo chamando D e passo o cartão comprando — E agora vamos no salão mudar esse corte de cabelo — o puxo para fora da loja com as sacolas.

–Não gosta do meu corte? — ri ele fazendo bico.

–Não ele é muito de mauricinho — rio chegando no salão com ele.

—Minha mãe que me obriga a cortar assim. — ele bufa entrando no salão comigo.

–Então estou te fazendo um favor, obrigada de nada -rio e falo para o cabeleireiro como queria e sentei no sofá lendo uma revista.

–Espero que valha a pena — ri ele sentando na cadeira.

–Claro que vai D, confie no Rafaelo — sorrio.

Rimos juntos e logo Rafaelo começa a fazer o corte de cabelo que pedi. Após mais ou menos uma hora ele termina o corte e vira a cadeira de D pra mim.

–O que achou Lena? — sorri D me olhando.

–Está ótimo. Bem melhor! Terminamos a parte da transformação na aparência — sorrio para ele.

–E qual é a próxima parte Lena? — sorri ele pra mim.

–Você parar de ter medo de ser quem é, isso é a parte mais complicada — deixo a revista de lado levantando.

–Por quê a mais complicada? — fala ele se levantando.

–Porque é a parte psicológica da transformação — digo.

–Entendo, mas… acho que com alguma motivação, talvez eu consiga.

–Nada melhor do que se liberar

–É mesmo? E isso inclui linguajar?

–Se você quiser que inclua vai incluir — sorrio.

–Não sei ainda, mas por onde podemos começar?

–Você vai cantar uma garota no shopping — rio.

—Ãhn? — ele me olha confuso.

–Flerte com alguma menina daqui, você precisa demonstrar confiança

–Eu escolho a garota ou você?

–Você escolhe, anda logo

–Ok ok. — ele ri e logo caminha para uma garota que estava olhando uma vitrine. Era bem bonita e logo ela sorriu pra ele.

Os observo de longe sorrindo ao ver ele falando com ela.

P.O.V David Krupp

Aquela ideia da Lena de eu dar em cima de uma garota era meio estranha. Será que eu conseguiria? Porque acho difícil cantar uma garota se meu coração bate por outra, mas acho que pelo menos um esforcinho pode valer a pena, quem sabe eu consiga aprender a cantar a Lena? Escolho uma menina que olhava para a vitrine de uma loja de roupas e me aproximo dela.

–Oi. — falo sorrindo timidamente.

–Oi, tudo bem? — sorri ela mostrando covinhas.

–Tudo. E com você?

–Está sim. precisa de alguma ajuda? — ela sorri de maneira fofa.

–Queria saber se tem uma livraria por aqui. — minto.

–A tem sim! Quer que eu te levo lá? — ela pergunta.

—Não precisa, só me diz como eu chego lá.

—Ah...vira a esquerda nesse corredor, segue direto e vira a direita e lá está ela — diz a garota meio triste.

–Ok obrigado. — coro um pouco e fico meio mal por ela — Como é seu nome?

-Katherine e o seu? — ela sorri fraco estendendo a mão.

–Sou David, muito prazer. — sorrio apertando a mão dela — Sei que não é nada educado mas seus olhos são lindos.

–O prazer é todo meu — ela cora e me olha — Obrigada, você também é muito bonito...mas aquela garota deve ser sua namorada né…

Me viro pra Silena que nos olha e logo nego com a cabeça. Eu queria que ela fosse, mas não tenho chance, então sorrio novamente e a olho.

–Não, ela é só minha best friend.

–Ah que bom...quer dizer que pena, qualquer coisa que precisar é só me ligar — fala ela me entregando um papel com o número dela e beija minha bochecha e sorri indo para outra direção.

–Bom, acho que consegui. — sorrio indo em direção à Lena.

–Parabéns garanhão, se eu fosse você a convidaria para um encontro ela é linda e parece ser muito legal — diz Lena sorrindo para mim.

–Não sei se devia, pra mim era você quem devia estar no lugar daquela garota. — sorrio fraco.

–Sem baixo astral D, estamos aqui como amigos, você sabe disso — suspira ela.

–Tá bom Lena, desculpa, foi só uma recaída. — suspiro a olhando.

–Tudo bem, vamos agora ao segundo passo da segunda parte — ela ri.

–E qual é esse segundo passo? — rio.

–Falar com aqueles caras ali. eles são meus amigos — diz ela apontando para dois caras de cabelos coloridos e tatuagem em um e piercing no outro.

–De onde você os conhece? — pergunto engolindo em seco.

–Eles são uns amores, são donos da loja de tatuagem onde fiz minha primeira, tá com medo D? — ela me olha arqueando uma sobrancelha em sinal de desafio.

–Sei lá, parecem valentões, brigões. Mas… já que faz parte, eu vou.

–Te dou um beijo se você for lá e manter uma conversa por um tempo — ela sorri desafiadora.

–E eu vou ter que pedir pra eles me fazerem tatuagens e colocar piercings em mim?

–Só se você quiser, converse novamente, como se fossem caras normais que são

–Tá bom. — respiro fundo e caminho até eles pensando no beijo que vou ganhar de Lena, acho que vale a pena.

–Tive que comprar uma Harley nova, a minha cromada antiga um babaca esbarrou nela, por pouco não fiz picadinho dele — diz o cara de cabelo branco, grande e todo tatuado.

–Cara, ele nem sequer pediu desculpas pra você? Ele fugiu então? Covarde. — diz o outro de cabelo preto, grande e cheio de piercings no rosto.

–Fugiu mas se eu ver ele de novo vai precisar de uma cirurgia de reconhecimento facial — ele ri.

—Não seria reconstrução facial? — ri o outro corrigindo.

—É isso mesmo -ri o cara- Ei garoto, porque encara? — pergunta ele me olhando.

–Eu… estava com a minha amiga, Lena. E ela viu vocês aqui e eu decidi conversar com vocês um pouco, estudo na mesma escola que ela. — falo torcendo pra dar certo.

–Silena Vanderbill? Cadê a pequena, faz tempo que não vimos ela, você veio falar com a gente do nada? — ele abre um meio sorriso.

–É que eu queria fazer novas amizades, me soltar mais sabe? Aí achei que como ela é uma garota bem popular, decidi vir falar com vocês pra ver se entro na turma.

–Olha Frank ele está afim da nossa pequena aprendiz — ri o cara batendo no braço do tal de Frank.

–É John, já vi isso. — ele ri me olhando — Cara, se quiser a gente pode dar umas dicas de como conquistar ela, né não? — ele olha o outro cara.

–Claro, mesmo sabendo que você está totalmente ferrado e com problemas por gostar dela o que não fazemos por ela — sorri o John.

–É, mas não tenho chances com ela, é mais por mim mesmo do que por ela. — coro os olhando.

–É que parece ser um cara legal, fraquinho mas legal , então vamos te ajudar parça — diz John.

–Obrigado, é que ela gosta de outro, mas agradeço mesmo assim. — sorrio e estendo a mão.

—Que isso cara, desiste não. — diz Frank.

–Ela gosta de atitude e pessoas que não desistem por isso não tá dando certo com ela sacou? Quando for até ela mando um abraço e um para minha irmã também — diz John apertando minha mão com força.

–É cara, se quer conquistar ela, tenha atitude, beije-a sem ela pedir, faça o que quiser com ela sem ela pedir, sacou? — sorri Frank apertando minha mão.

–Valeu gente, hoje estou começando minha transformação. Sabe, uso essa roupa de mauricinho, mas eu comprei roupas despojadas como as dela e de vocês e fiz esse corte de cabelo pra tentar impressionar ela, vamos ver se dá certo. — sorrio os olhando.

–Qualquer coisa com a minha sobrinha não, ela vai te dar um soco daqueles se fizer qualquer coisa falou? No máximo um beijo — John ri.

–Ah, eu já fiz isso. — rio os olhando e eles arregalam os olhos.

–Sério cara? Então senta aí, como você fez? — sorri Frank.

–Ah, a gente tava num bar cantando no karaoke e apostei que se eu desafinasse mais que um amigo meu que estava lá ela me daria um beijo, se ele desafinasse mais que eu, ele ganharia um beijo dela, mas nós empatamos e acabamos beijando ela. — rio o olhando.

–Que ideia genial cara!

–Você esperto pequeno gafanhoto, mas já conhece meu cunhado e a minha irmã? — sorrio a ele.

–Quem são?

–Louisa e Gavin, conhece?

–Conheço sim, uma vez eu e meu amigo Lucas fomos almoçar com Lena e eles. — sorrio lembrando.

–Ela é a minha irmã, mais velha, não reconheceu a semelhança? — ele sorri.

–Agora que você falou, reparei sim.

–Mas só isso mesmo porque ela é péssima sendo mãe

–Eu sei, Lena me contou o modo como ela a trata.

–Então ela confia bastante em você em?

–Sim, mas na verdade ela contou depois do almoço.

–Mas mesmo assim isso demanda confiança — fala John sorrindo.

—Sim, de fato demanda.

—Então cara, já é um passo. — diz Frank.sorrindo.

–Temos que ir, mas foi ótimo o nosso papo, falou parceiro — bate nas minhas costas e sai.

–Falou gente, até qualquer dia. — rio acenando e me afasto indo até Lena.

–Achei que tinha me trocado por eles — ri ela me vendo aproximar.

–Desculpa, me empolguei. — rio aproximando nossos rostos.

–Tudo bem perdoado — beijo sua bochecha — Pronto, seu beijo

–Achei que seria na boca. — faço bico.

–Em momento nenhum eu falei que ia ser na boca viu

–Mas mesmo assim eu achei que ia ser.

—Mas está de parabéns, está arrasando — sorri ela.

–Obrigado, estou me sentindo diferente aos poucos. — sorrio.

–Lena, David? — diz uma voz familiar perto de nós.

–Chegou o aproveitador — fala Lena bufando.

–Lucas? O que veio fazer aqui? — pergunto o olhando.

—Vim pedir desculpas à Lena pelo ocorrido de hoje de manhã e… Nossa David, é você mesmo? — ele franze a testa me olhando.

–Sim, sou eu. É que eu cortei o cabelo, só isso.

–Não menospreze tudo que fizemos D, e veio me pedir desculpas? — ela o olha de braços cruzados.

–Não estou menosprezando Lena, é que ele parece não ter gostado muito. — falo passando a mão nos cabelos.

–Sim, vim te pedir desculpas. — ele se aproxima de nós.

–Não gostou do que eu fiz com o D? Ele que quis — fala ela.

–Como assim ele que quis? Ele nunca quis cortar o cabelo assim. — diz Lucas irritado.

–Engano seu, minha mãe que não deixava, se não gostou, não posso fazer nada. — resmungo.

–Calma aí, brigar não vai melhor a situação de vocês comigo, vai só piorar, então se eu fosse vocês ia tomar cuidado — bufa Lena

–Eu não estou brigando Lena. — falo a olhando.

—Eu também não estou brigando, só disse que não estou reconhecendo ele, que nunca quis um corte assim. Ficou ridículo. — riu ele alto.

–Pede desculpas antes que eu te chute lá para lua, anda logo, a propósito também não estou te reconhecendo Lucas… — suspira Lena.

–Eu? — riu ele — Você nunca faria isso, não tem essa força toda. Eu quero é pedir desculpas à você por hoje de manhã Lena, não é pra ele que quero pedir, por favor. — ele se afasta — Mas eu ainda sou aquele velho Lucas que você conheceu.

–Não é o que me parece...desculpado — fala Lena séria.

–Obrigado, fico mais tranquilo, prometo que não faço de novo. — sorri Lucas a olhando.

–Vou indo embora, bom resto de tarde — diz Lena caminhando para fora do shopping. Encaro Lucas enquanto ele vê Lena indo embora, claramente estava com ciúmes, mas… Ele realmente estava diferente, nunca me tratou daquele jeito, será que ele bebeu? Antes que eu possa falar algo, ele se afasta e vai pra mais fundo no shopping e decido ir atrás de Lena, pra voltar para o Condomínio com ela.

POV Lucas Carter

Depois de sair do apartamento de Lena, vou até o meu apartamento pra refrescar a cabeça, aquela discussão toda acabou comigo. Chego no apartamento, vou ao banheiro e tomo banho. Enquanto lavo meu corpo, as imagens da discussão voltam à minha mente como um flashback. Por quê Lena não admite que estou certo? Se Elliot estivesse dormindo na casa dela, na certa dormiria de conchinha com ela e nada aconteceria, ela deixaria ele dormir numa boa. Claro, ela nunca vai admitir que o ama, mas tá na cara. Termino o banho, chego no quarto e fico pensando no ocorrido mais uma vez. Pego meu celular e vejo algumas fotos que tiramos no acampamento, até que me lembro da minha aposta com David. Chamar Megan pra sair… Cara, ela nos ajudou com o Elliot e a Lena, quando nos encontramos no acampamento e tentamos afastar eles, mas foi esquisito porque será que mesmo depois do ocorrido ela aceitaria sair comigo? Tipo um encontro? Não, acho impossível, ela não foi com a minha cara desde que nos conhecemos, apenas no dia do acampamento que nos ajudou e ainda assim não fizemos nada, ela quem distraiu o irmão. Até parece que eu sairia com uma criatura daquelas, preciso esquecer aquilo. Pego meu celular e saio indo até o apartamento de Lena, mas logo o porteiro, que limpava o chão do corredor, avisa que Lena saiu com David e vou atrás deles. Chego no shopping e caminho procurando eles por todos os lugares. Quando estava quase desistindo, encontro Lena e um garoto parecidíssimo com David, só que com um corte de cabelo diferente.

—Lena? David? — falo me aproximando deles.

–Chegou o aproveitador — fala Lena bufando.

–Lucas? O que veio fazer aqui? — pergunta David.

—Vim pedir desculpas à Lena pelo ocorrido de hoje de manhã e… Nossa David, é você mesmo? — franzo a testa o olhando, ele estava muito diferente.

–Sim, sou eu. É que eu cortei o cabelo, só isso.

–Não menospreze tudo que fizemos D, e veio me pedir desculpas? — Lena me olha de braços cruzados.

–Não estou menosprezando Lena, é que ele parece não ter gostado muito. — fala David passando a mão nos cabelos.

–Sim, vim te pedir desculpas. — me aproximo deles..

–Não gostou do que eu fiz com o D? Ele que quis — fala ela.

–Como assim ele que quis? Ele nunca quis cortar o cabelo assim. — digo irritado.

–Engano seu, minha mãe que não deixava, se não gostou, não posso fazer nada. — resmunga ele.

–Calma aí, brigar não vai melhor a situação de vocês comigo, vai só piorar, então se eu fosse vocês ia tomar cuidado — bufa Lena

–Eu não estou brigando Lena. — diz David a olhando.

—Eu também não estou brigando, só disse que não estou reconhecendo ele, que nunca quis um corte assim. Ficou ridículo. — ri alto zombando dele.

–Pede desculpas antes que eu te chute lá para lua, anda logo, a propósito também não estou te reconhecendo Lucas… — suspira Lena.

–Eu? — rio — Você nunca faria isso, não tem essa força toda. Eu quero é pedir desculpas à você por hoje de manhã Lena, não é pra ele que quero pedir, por favor. — me afasto a encarando profundamente — Mas eu ainda sou aquele velho Lucas que você conheceu.

–Não é o que me parece...desculpado — fala Lena séria.

–Obrigado, fico mais tranquilo, prometo que não faço de novo. — sorrio a olhando.

–Vou indo embora, bom resto de tarde — diz Lena caminhando para fora do shopping.

Enquanto a via ir embora do shopping, fico tentando raciocinar: David está mesmo disposto a mudar até o estilo do visual para impressionar Lena? Não, não é possível. Isso é golpe baixo, quem sabe ele até vença o Elliot e eu? Sim, eu estava com ciúmes, mas estava mais triste pelo modo como ela me tratou do que pelo ciúme que eu sentia, ela me ofendeu me chamando de aproveitador e ainda defendeu o David. Isso é demais pra mim. Ainda chateado, saio andando pelo shopping até que sento no banco da praça de alimentação e vejo meu celular. Bufo e vou até o nome de Megan e mando uma mensagem pra ela.

Mensagem on:

Lucas: Olá Megan, tá ocupada agora?

Megan: Quem é? Virei vidente e não sei?

Lucas: Kkkkk né nada disso não, sou eu Lucas. Consegui seu número.

Megan: Tá me perseguindo agora criatura? O que quer?

Lucas: Tô não, só queria te chamar pra um encontro. Tô aqui no shopping.

Megan: Tá me chamando assim do nada porque? Cansou da troglodita?

Lucas: Não quero falar dela agora, eu fiz uma burrada e preciso me distrair um pouco. Topa? Vai ser divertido.

Megan: Tenho duas condições, só assim topo

Lucas: E quais seriam suas condições?

Megan: Você paga e eu escolho o local, fechado?

Lucas: Fechadíssimo, tô aqui te esperando na praça de alimentação do shopping, tô de camisa verde.

Megan: Ok, vou sair da loja e te encontro aí, até daqui a pouco panaca

Megan off

Lucas off

Rio da última mensagem dela e fico esperando. Dinheiro pra mim não vai ser problema, o negócio é se ela escolher um lugar que eu não curto muito ou um lugar que eu não possa entrar. Mas acho que não, ela deve escolher um lugar bacana sim. Respiro fundo e torço pra que dê tudo certo no encontro.

–Vamos lá, é aqui mesmo no shopping — fala Megan chegando de saia jeans clara, uma blusa de renda, uma meia pata prata, duas sacolas da Prada e uma bolsa da Chanell.

Vamos sim. — falo enquanto me levanto. Mordo os lábios me segurando pra não dizer que ela estava linda. Eu queria ser educado, mas se eu elogiasse ela com educação, ia dar ruim e eu não queria estragar tudo.

—Conhece aquele restaurante novo que sempre tem a temática de um país todo dia ? Então vamos lá, hoje é Itália -fala ela sorrindo.

–Conheço sim, é muito boa a comida de lá. E eu adoro comida italiana. — sorrio indo com ela.

–Então, espero que ambos não achem isso uma perda de tempo — fala ela ajeitando o cabelo ruivo andando do meu lado.

–Eu não acho. — rio e chegamos no restaurante.

–Eu aceitei porque precisava distrair também, acordar todo dia com uma garota diferente usando a blusa do seu irmão irrita — ela diz entrando no restaurante comigo procurando uma mesa.

–Quer dizer então que o seu irmão leva várias garotas pra cama todos os dias? — falo achando uma mesa e sentando nela.

–Exatamente isso, se bobear ele leva mais de uma nos lugares que ele vai, só que na cama das coitadas — fala ela se sentando colocando as coisas no chão ao lado da mesa.

–Quero te propor uma aliança, dar uma trégua entre a gente. — falo cruzando os braços na mesa a olhando.

–E o que eu ganharia com isso? Isso é uma via de mão dupla? — fala ela me olhando nos olhos.

–Não exatamente, mas talvez pudéssemos evitar que ele leve mais garotas pra sua casa e depois pra cama, inclusive a minha amiga troglodita.

–Isso seria bom...quem sabe ele não liga para mim pra variar, fechado — ela estende a mão.

–Beleza. — pego sua mão e cumprimento selando um acordo.

–Ótimo — ela sorri e abre o cardápio olhando ele. Faço o mesmo e abro o meu olhando o que tem — Eu vou pedir um macarrão e você? — ela me olha.

–Nhoque gratinado. — retribuo o olhar.

–Parece bom — ela chama o garçom e fazemos o pedido e ela fica em silêncio olhando em volta.

–Sabe, até que você não é tão chata como eu pensei que fosse no primeiro dia que te conheci. — sorrio a olhando.

–Se você soubesse que mais é só de fachada na minha família ia ter dó — ela me olha sorrindo de lado- Você também não é tão chato e idiota assim.

—Que bom que acha isso. — sorrio a olhando.

–Então conhece os seus amigos desde quando? — fala ela bebendo o suco que pediu.

–O David conheço desde a infância, somos quase irmãos. A Lena conheci esse ano, um dia antes do primeiro dia de aula. — sorrio a olhando.

–E já gosta dela dessa maneira? Uau, quero algo assim algum dia — ela sorri de volta — Porque precisava se distrair Lucas?

–Eu gosto sim, também fiquei impressionado quando me vi gostando dela, mas fazer o quê? Eu não escolhi isso. — sorrio a olhando — É que ontem, quando voltamos do acampamento, fomos pra casa dela assistir filme, acabou tarde da noite e fomos dormir na casa dela, só que depois que eu havia percebido que ela dormiu, deitei de conchinha com ela. Quando ela acordou, percebeu e brigou comigo. — suspiro.

–Acho que também brigaria, mas vamos falar de coisas boas, o que acha? — sorri ela.

–Sim, é melhor. Sobre o que quer falar? — sorrio pra ela.

–Me fala sobre você, afinal mal nos conhecemos — ela fala colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

—Ah sim, verdade. O que quer saber?

–Fala um pouco sobre você, qualquer coisa.

–Bom, eu moro no condomínio Erde, que fica lá no centro, meus pais trabalham numa empresa. Bom, meu pai é empresário, mas minha mãe é arquiteta . Eu gosto de jogar videogame e toco alguns instrumentos como bateria e piano, mas prefiro bateria, é mais radical.

–Hum, interessante e o que mais gosta de fazer?

–Gosto de comer vários tipos de comida. A minha favorita é a mexicana, adoro taco, por exemplo.

—Você é bem diferente do que imaginava — ela ri.

–Ah é? E como me imaginava? — rio também.

–Ah...um nerd idiota e sem noção e chato, mas não estou te achando isso — sorria ela.

—Por isso que desde o primeiro dia de aula implicava comigo?

–Por isso, por você ter sujado meu vestido e por ajudar a troglodita — ela diz enquanto a comida chega.

–Naquele dia que sujei seu vestido eu juro que foi sem querer, eu no desespero de separar a briga de vocês não vi a bisnaga. — falo enquanto me sirvo.

–Tudo bem, foi perdoado — fala ela se servindo.

–Que bom, eu não sabia. — rio começando a comer.

–Agora sabe, quer saber alguma coisa sobre mim ou o Elli? — pergunta ela começando a comer.

—Sim, dele eu só sei que é pegador e gosta de acampar. Mas de você não sei nada. — falo depois de engolir a comida.

–Então o que quer saber sobre nós ? — ela coloca os talheres no prato e me olha.

–O que vocês gostam de assistir? Séries, filmes?

–Gostamos, nosso pai é diretor de cinema, gosto de todos os gêneros e de séries é PLL, Gotham, Flash, Supergirl, Supernatural e agora ele tá vendo tudo sobre Sherlock por causa da troglodita.

–Eu não sabia que ele conhecia tão bem a Lena para ver Sherlock por causa dela.

–É, o Elliot se recusa a deixar uma garota sem pegar — ela bufa e come.

–Já entendi. — bufo e bebo um pouco da bebida que pedi — Mas você e seu irmão se dão bem?

–Se ele ficasse em casa talvez melhor, porque se ele tá em casa está com alguma garota ou não tá em casa, ele não tem tempo para mim — suspira ela terminando de comer.

–Entendo, é quase a mesma coisa com meus pais. — suspiro terminando de comer.

–Mas pelo menos você tem amigos de verdade — diz ela antes de beber o resto do suco.

–Sim, mas os pais são mais importantes e o amor por eles é maior né? — falo bebendo o resto do suco.

–Eu sei mais ao contrário de você nem amigas de verdade eu tenho, elas querem se aproveitar do meu dinheiro e ver meu irmão — diz ela baixo.

Apenas assinto e pego suas mãos como consolo e acaricio. Olho suas mãos por um tempo e depois encaro seus olhos. Fico um bom tempo analisando seu rosto sem saber o que dizer para confortá-la até o garçom chegar para recolher os pratos. Sorrio pra ele e logo me levanto, enquanto ela vai no banheiro, vou pagar a conta e esperar ela. Depois que ela sai do banheiro, caminhamos em direção à saída do restaurante e logo penso no que mais podemos fazer.

–Quer ir ao cinema agora? — pergunto.

–Sim, faz tempo que eu não vou em um — ela me olha sorrindo andando do meu lado.

–Que filme quer ver então? — sorrio a olhando com o mesmo sorriso andando do lado dela.

–Qualquer um, pode escolher, vamos ver se tem bom gosto — diz ela chegando na área do cinema comigo. Sorrio e escolho o filme da garota do trem, pensei em escolher o filme Ouija, mas ela pode morrer de medo de filme de terror e decido escolher outro. Pego os ingressos e vou pra sala de cinema com ela. Quando chegamos na sala, sentamos em nossos lugares e fico prestando atenção no filme que começa em poucos minutos. Pra mim, foi uma boa escolha, pois o filme era ótimo, eu sorria com cada cena do filme. Era incrível, um dos melhores que já vi. De vez em quando eu a olho para ver sua expressão e ela sempre sorri, mostrando que estava gostando do filme. Quando o filme acaba e os créditos começam a subir, a olho sorrindo.

–E aí? Gostou do filme?

–Sim muito bom! O cenário e a trama são incríveis! — fala ela sorrindo.

–Que bom que gostou, topa um sorvete pra finalizar nosso encontro?

–Sim, está faltando algo doce mesmo

–Vamos então.

Caminho com ela para a sorveteria e chegando lá peço um sorvete de chocolate e ela de morango. Estava uma delícia, saboreio meu sorvete numa boa e conversamos animadamente, estava praticamente com o meu dia recuperado quando vejo algo que não imaginava ver: Lena e David. Desvio meu olhar, mas vez ou outra dou uma olhada neles. Eu sabia que tinha que prestar atenção em Megg, mas naquela situação, estava difícil de controlar.

–Lucas.tá tudo bem? O que foi? — ela balança a mão na frente do meu rosto.

–Ãhn? Ah, desculpa Megg, tava distraído. — falo a olhando.

–Se você quiser eu vou embora, sei que eles juntos te deixam mal — ela aponta discretamente para eles.

–Não Megg, não vamos deixar eles estragarem nosso encontro, está tudo tão perfeito. — sussurro a olhando.

—Tem certeza que quer? Não me parece bem para isso — ela me olha.

–Tenho sim. Acho que tem um jeito de resolver isso, mas acho que você não quer… — falo aproximando meu rosto do dela.

–Acho que está agindo por impulso…- fala ela parada me olhando.

–Calma, você não vai se arrepender. — falo e seguro sua nuca a beijando. No começo ela apenas fica parada, estática, mas depois de alguns segundos ela retribui acariciando meu rosto. Seu beijo era tão bom, poderia sentir ele por um tempo que nem eu mesmo sei calcular. O beijo era calmo, devagar, nada apressado, mas bem profundo. Peço passagem com a língua e ela me concede, exploro com calma e depois ela faz o mesmo comigo. Após um tempo, o ar se faz necessário e separamos nossos lábios.

–Deus...o que foi isso… — murmura ela meio corada.

–Um beijo… você não gostou? — a olho um pouco ofegante.

–Gostei...muito, mas é que foi inesperado, to em choque ainda — diz ela meio sem graça.

—Desculpe… acho que fui atirado demais. — falo igualmente sem graça.

—Tudo bem...valeu a pena, na minha visão… — ela comenta corando um pouco.

—Que bom que gostou. — sorrio corando um pouco.

—Eu vou no banheiro, é rápido — fala ela se levantando indo para o banheiro com a bolsa.

Apenas assinto pra ela e sorrio bobo tocando meus lábios. Olho para o lado e vejo que Lena e David ainda se divertem, porém não me notam por estar longe deles. Eles não pareciam namorados, mas ainda assim, se divertiam bastante. Depois de alguns minutos, ela volta sorrindo e se senta comigo.

—Demorei muito, tinha que retocar o batom, não dá para ele ficar borrado né — diz ela se sentando.

—Ele não ficou borrado não, mas você nem demorou tanto assim. — sorrio a olhando.

—Claro que borrou, você também tá sujo — ela pega um guardanapo e me dá.

—Obrigado. — sorrio e me limpo com o guardanapo.

—De nada, quer fazer mais alguma coisa? — ela sorri me olhando.

—Eu gostaria, mas meu dinheiro acabou. — suspiro a olhando.

—Eu tenho um pouco aqui, o que quer fazer? Ah, eu tive uma ideia — ela sorri.

—Que ideia? — sorrio a olhando curioso.

—Vamos a uma festa, vai ser legal! — ela diz animada.

—Festa? Aonde?

–Na minha casa, vamos fazer o seguinte, vai para sua casa, se arruma e eu vou na da minha amiga e te encontro na minha beleza?

–Beleza então, combinado.

–Ok, te vejo lá — ela beija minha bochecha e sai da sorveteria e do shopping.

Sorrio ao lembrar do maravilhoso dia, era impressionante como na primeira vez que vi Megan, ela parecia chata e implicante comigo, mas hoje, nos demos bem. Até esqueci das coisas que ocorreram de manhã. Assim que finalmente volto pra casa, ainda sorrindo bobo, vou direto para o banheiro, tomo um banho até razoavelmente demorado e saio. Escolho uma calça jeans, uma camisa azul escura com duas faixas finas pretas e meu tênis all-star, coloco um colete preto e saio de casa novamente levando minha carteira e meu celular. Assim que saio do apartamento, olho as mensagens que usamos pra marcar o encontro e vou até o endereço que foram enviadas. Sorrio e vou até o local, chegando lá, toco a campainha e espero.

—Oi Lucas! Que bom que veio — Megg sorri, ela usava um vestido azul claro rodadinho, um salto branco e os olhos um pouco maquiados e batom vermelho.

—Oi Megg, você está linda! — sorrio deslumbrado com seu visual.

—Obrigada, você também está lindo, entra — ela sorri me dando espaço para entrar no lugar cheio e com música alta.

—O Elliot tá aqui? — pergunto alto pra ela me escutar por causa da música.

—Sim porque? — pergunta ela se aproximando para falar comigo por causa do som alto.

—Bom, ele me odeia. Se me ver aqui não vai me expulsar da festa não?

—Você é o meu convidado ou seja, ele não pode nada — ela sorri de lado.

—Então tá bom. — sorrio de lado.

—Quer beber alguma coisa? — ela me pergunta.

—O que tem pra beber?

—De tudo um pouco, pode escolher — fala ela.

—Ah, acho que vou querer uma tequila então.

—Tem certeza? A que temos aqui veio do México é bem forte — ri ela.

—Então qual é a bebida mais fraca que você tem?

—Ahn... esse ponche que to bebendo — mostra o copo

—E o que tem aí?

—Suco de frutas, energético e vodka

—Ah, eu gosto disso, onde tem?

—Ali, naquela mesa — ela aponta dançando um pouco.

—Beleza então. — sorrio e vou pegar a tal bebida e me sirvo bebendo.

—Vem, vamos dançar, vai ficar parado não — ela serve mais bebida e me puxa pela mão para onde estava sendo a pista de dança.

—Prometo que não piso no seu pé. — sorrio e começo a dançar um pouco enquanto tentava beber o suco com vodka.

—Se solta um pouco, não tenha medo — ela ri dançando.

—É que estou tentando dançar e beber. — rio dançando.

—Mas isso é muito facíl de fazer — ela ri e bebe um pouco dançando.

—Pra quem nunca fez não é. — rio bebendo e dançando.

—Termina de beber então e depois dança — diz ela terminando de beber e deixando o copo na mesa e volta a dançar.

—Dançar com você é divertido! — rio bebendo o resto de uma vez e deixo na mesa voltando a dançar.

—Você acha? Que honra — ela faz uma reverência e volta a dançar.

—Acho sim madame. — rio retribuindo a reverência e volto a dançar.

Enquanto dançava, corri os olhos em volta do lugar, a casa era muito maior do que eu imaginava, se a Dona Louisa conhecesse Elliot e soubesse que ele mora numa casa dessa, com certeza ela diria que ele é o par perfeito pra Lena. Mas por quê ainda estou pensando nela? Respiro fundo e fecho os olhos dançando tentando não pensar nisso. Corro os olhos pela casa também e procuro ver se ela e David estão lá, se estão, não consigo vê-los, mas isso não importa, é me concentrar na festa agora. Danço e começo a pular enquanto vejo Megg dançando animadamente ao meu lado, ela parecia meio tonta, mas talvez fosse só impressão. Após algum tempo dançando, parei pra pegar mais uma bebida e enquanto bebia Megg voltou ao meu lado e começamos a conversar coisas meio malucas porque ela parecia meio bêbada, mas ainda um pouco sóbria.

–Vem, vamos dançar mais. — me levanto ao ouvir uma música lenta tocar.

–Vamos então, eu gosto dessa música — ela sorri pegando minha mão.

Então rapidamente vamos para o meio da pista de dança e dançamos com os corpos colados, minhas mãos seguravam sua cintura com firmeza e seus braços envolviam minha nuca. Seus olhos encaravam os meus e nós sorriamos, não só por nos encararmos, como também pela felicidade do momento, uma festa daquelas tinha que ser aproveitada da melhor maneira. De repente, nossos rostos se aproximam e acabo selando nossos lábios mais uma vez. O mais estranho é que eu não senti medo do Elliot nos flagrar ali, porque certamente ele me expulsaria da festa da pior maneira. Para os convidados que estivessem bêbados, poderia ser engraçado, mas pra mim seria vergonhoso. Mas pra minha sorte, isso não aconteceu e o beijo foi ficando cada vez mais profundo até nos separarmos pela falta de ar. Sorrimos um pro outro timidamente, mas dessa vez, não coramos como na sorveteria, será que aquilo tinha algum significado? Talvez, mas nem consegui pensar nisso direito. Depois do beijo, nos sentamos e fiquei na festa até o fim, Megg me levou até a porta para nos despedirmos.

–Tchau, adorei a festa. — sorri a olhando na porta.

–Tchau, que bom que adorou mesmo, o melhor foi a sua presença. boa noite — ela sorri de volta.

Sorrio e me afasto antes de ela fechar a porta. Peguei um táxi até em casa. Chego, tomo outro banho, me visto com um pijama e deito na cama sorrindo e adormeço.

Notas finais
E aí? Shipp novo?? Queremos a opinião de vocês, até o próximo.