Notas iniciais
Oi oi gente! Esse capítulo é bem diferente por ter dois narradores diferentes! Espero que curtam! Música do capítulo: Drag me Down - One Direction.

POV David Krupp

Acordo na manhã seguinte sentindo um frio percorrer pelo meu corpo me fazendo arrepiar, logo percebo que estava sem camisa e por isso o frio. Abro os olhos bocejando e vejo Lena adormecida, sorrio ao lembrar da noite passada e acaricio seu rosto levemente seu rosto sereno, devia estar num sono tão tranquilo. Fico olhando o teto esperando ela acordar.

–Bom dia. — falo ao vê-la acordar devagar e ela resmunga alguma coisa e cobre o rosto com a coberta e ficar assim.

–Só mais uns minutinhos….- resmunga ela novamente debaixo do lençol.

–Boa ideia, aqui tá tão bom apesar do frio. — falo sorrindo e fico deitado olhando o teto. Puxo um pouco da coberta e sorrio lembrando da noite passada, o quanto havia sido maravilhosa. Eu com certeza cheguei a estragar um pouco, mas a Lena conseguiu consertar e ainda tenho que agradecer aos céus pelo pesadelo, porque mesmo isso não sendo bom, ela não teria me dito tudo aquilo, só espero que eu não esteja sonhando. Me encolho mais abraçando Lena enquanto fico de olhos fechados.

–D...o que você faz aqui? Dona Louisa te mata se te ver aqui — diz Lena bem sonolenta ao tirar a cabeça do lençol e coçar os olhos.

–Ué Lena, esqueceu que dormimos na casa da árvore ontem? Ela não vai nos encontrar aqui. — falo estranhando sua reação.

–Então não foi um sonho? Eu realmente disse aquilo tudo e fizemos aquela coisa? — pergunta ela me olhando.

–Sim, você disse. Ah, nós fizemos, porque estamos assim, então não há outra explicação. — coro sorrindo lembrando e olhando embaixo do lençol vendo que eu estava nu.

–Então estamos realmente namorando e eu te levei a fazer aquilo — diz Lena depois de olhar debaixo do lençol também.

–Sim, por quê? Se arrependeu? — a olho confuso.

–Não, não e não, nunca vou me arrepender...eu só achei que eu tinha sonhado tudo que aconteceu — diz ela virando para mim acariciando meu rosto.

–Sim, aconteceu. E eu estou muito feliz com isso. — sorrio acariciando o seu rosto.

–E você? Se arrepende de ter tido sua primeira vez assim? — ela me olha nos olhos.

–Não, nem em um bilhão de anos, foi melhor do que eu pensava. — sorrio a olhando nos olhos também.

–Então gostou né danado? Agora não é mais puro e inocente — ri ela tirando o cabelo do rosto.

–Você também não é. E sei que gostou também. — rio sentando na cama cobrindo meu corpo.
–Eu nunca fui inocente D, então isso não se aplica para mim, e é óbvio que eu gostei — ri ela revirando os olhos e levantando pegando as roupas espalhadas.

–Ok, mas eu gostei de ter perdido tudo isso. E fico feliz que tenha gostado. — rio me levantando pra pegar as minhas roupas.

–Agora vou conhecer seu lado de diabinho — sorri ela vestindo suas roupas íntimas e depois o vestido e vem até mim — Fecha o zíper?

–Espero que goste desse meu lado. Fecho sim. — rio e coloco a mão no zíper em suas costas e o fecho.

–Obrigada! Vou ser mais ousada ainda agora que você já conhece tudo — ri ela colocando o brinco.

–Hm, vou adorar! — rio vestindo a mesma roupa de antes fechando os botões da camisa.

Logo terminamos de nos vestir e descemos da casa pela mesma escada de antes. Chegando no chão, colocamos a escada de volta no lugar e pego sua mão.

–Tô com fome, vamos pra minha casa tomar café? — pergunto andando com ela.

–Eu também estou com fome, vamos sim, mas antes vou no meu apartamento vestir algo menos apertado — ri ela andando comigo.

–À vontade, também preciso trocar de roupa porque essa tá bem amassada! — rio indo para o condomínio com ela.

–Se quiser eu tiro para você… tá parei, vamos lá — ri ela indo comigo.

Rimos e logo chegamos na portaria e subimos o elevador, as lembranças da noite passada ainda circulavam em minha mente, mas eu precisava tirá-las da cabeça por enquanto senão não me concentraria em nada. Ao chegarmos no andar, saímos do elevador e vou para a minha porta.

–Até daqui a pouco namorada. — sorrio lhe dando um selinho e ela retribui sorrindo e logo entro em casa. Corro para o banheiro e tomo um banho bem gelado para despertar e me ensaboo lavando todo meu corpo sem deixar de sorrir. Agora vejo que valeu a pena esperar todo aquele tempo para esse momento chegar. Procuro afastar esses pensamentos e logo termino o banho, saio enrolado na toalha e visto uma roupa mais fresca. Vou para a cozinha e começo a preparar o café da manhã, faço uns ovos mexidos com bacon, pão de fôrma que eu havia comprado uns dias antes, presunto, queijo e faço achocolatado para finalizar. Levo tudo à mesa e espero Lena aparecer pra comermos. Depois de alguns minutos ouço a porta e vou abrir. Quando abro, sorrio vendo que é ela.

–Oi Lena. — sorrio a olhando de cima a baixo.
–Oi D, mas meu rosto é aqui em cima — ri ela que estava de um shorts jeans claro, uma camiseta com um decote grande fechado por uma cordinha e um tênis preto.

–Ah sim, entre, fiz um café da manhã bem caprichado. — sorrio a deixando entrar.

–Eba, eu estou morta de fome — diz ela entrando.

Sorrimos e quando chegamos na cozinha, puxo a cadeira pra ela sentar e ela sorri me agradecendo. Sento na minha cadeira e pego o pão colocando o presunto dentro e junto no prato com os ovos com bacon e começo a comer.

–E aí? — pergunto comendo.

–E aí o que? — pergunta ela pegando várias coisas para comer e café.

–Ah, me conta tudo. Dormiu bem? Gostou de passar a noite na casa da árvore? — pergunto a olhando.

–Dormi muito bem e acho que você também e gostei do vento gelado mas não durmo lá tão cedo de novo — diz ela comendo um pouco — Está muito bom D!

–Também gostei, mas então por quê não dorme lá tão cedo? Porquê fizemos aquilo? — rio — Que bom que gostou.

–Lá é desconfortável, e eu só durmo lá uma vez no ano.sempre é assim — expçica ela bebendo o café.

–Ah sim, entendo. — sorrio e começo a comer bebendo um pouco do achocolatado.

Tomamos café animadamente, estava sendo uma manhã perfeita, uma manhã de sonhos, quero só ver a reação do Lucas quando ele souber. Ele com certeza vai ficar muito feliz. Bebo e como o café terminando tudo pouco depois e limpo minha boca.

–O que podemos fazer hoje? — pergunto olhando Lena.

–Eu quero ir na praia ou nadar porque eu to com muito calor e passar um dia calmo porque a noite vai ser estressante — diz ela limpando a boca e pegando o que sujou.

–Por quê estressante? — falo levantando pegando os pratos para lavar.

–Tenho um jantar com a Dona Louisa, segundo meu pai, eles querem ter um jantar em família- diz Lena guardando as coisas da mesa,

–Ah sim, então temos que aproveitar bastante enquanto o jantar não chega. Prefere a piscina da cobertura ou a praia? — pergunto lavando tudo.

–Você escolhe, ontem eu que escolhi — sorri ela sentando na bancada da cozinha.

–Na praia nós estaremos junto de muita gente, na piscina ficaremos sozinhos, apenas nós dois. — falo pensando acariciando suas pernas — Acho que vou escolher a piscina.

–Quer me raptar né danado — ri ela que se arrepia de leve.

–Eu? Claro que não, só quero ficar em um lugar onde apenas eu possa te admirar. — rio a olhando.

–Me admirar? Mas você me admira em qualquer lugar, mas vamos para piscina, pega protetor e duas toalhas — sorri ela me olhando.

–Vamos lá então. — rio indo para o banheiro pegando o protetor que eu guardava e a toalha, vou ao quarto pegar uma outra toalha pra ela e volto à cozinha com tudo. Logo entramos no elevador indo até o terraço e partimos para a piscina, onde tiro a roupa ficando só de sunga e abro o protetor passando em mim.

–Passa nas minhas costas? — peço a olhando.

–Passo sim, aí você passa na minha — sorri ela pegando o protetor e espalhando nas minhas costas. Sorrio enquanto ela passa e assim que ela termina de passar, pego o protetor e me viro para ela.

–Minha vez. — falo colocando o protetor na minha mão e espalho pelas suas costas delicadamente.

Quando termino de passar, me deito na espreguiçadeira ao lado de Lena e fico admirando o céu azul enquanto Lena entra na piscina e mergulha. Mergulho atrás dela nadando de um lado para o outro.

–Que delícia tá essa água! — falo voltando à superfície.

–Eu sou mais água do mar mas essa está boa também — fala Lena aparecendo do meu lado.

–Quem sabe amanhã a gente vai na praia mesmo? — sorrio a olhando do meu lado.

–Amanhã tem aula, não gosto de ir na praia em dia semana — diz ela me olhando.

–Ah sim, depois tenho que arrumar meu material. — digo a olhando assentindo — Então vamos aproveitar o quanto pudermos aqui.

–Arrumar tão cedo, se preocupa com isso depois do jantar — fala ela sussurrando e mordendo minha orelha de leve mas logo ri e nada para longe.

–Ah, eu te pego! — rio nadando atrás dela tentando alcançá-la, sem sucesso, pois ela já havia chegado na borda da piscina e eu rio. — Na próxima vez não escapa.

–Que medo...se me pegar faz o que? — diz ela ainda do outro lado.

–Te dou um beijão com pegada. — falo sorrindo.

–Não quer me pegar não? — ri ela já saindo da piscina. Rio e saio da piscina pelo outro lado e corro até ela a alcançando.

–Na água você é mais rápida, mas na terra você não me vence. — rio a segurando e mordendo sua orelha um pouco mais forte do que ela mordeu a minha.

–Vai me castigar? — sussurra ela ainda arrepiada.

–Sim, mas de um jeito que você gosta. — rio beijando sua bochecha até o pescoço ainda de costas pra ela — Esse é o melhor castigo do mundo?

–Não é não, você está é me torturando — ri ela falando manhosa.

–Então o castigo seria mais prazeroso do que essa suposta tortura? — rio.

–Castigo bom é você me beijar na boca, no pescoço é tortura — ri ela fazendo bico jogando a cabeça para trás para me olhar.

–Que bom, isso mostra que você não resiste à mim. — rio a virando de frente pra mim.

–Eu só quero um beijo, eu sou mais resistente que você — fala ela me olhando e rio lhe dando um beijo usando minhas mãos para ter pegada. Ela segura minha nuca quando aprofundamos o beijo e me senti nas nuvens novamente. Nossos beijos até agora foram melhores que aqueles que dávamos quando ainda éramos amigos ou apenas ficantes, talvez pelo amor agora estar mais forte ou pela emoção mesmo. Peço passagem com a língua e ela me concede. Exploro sua boca com calma enquanto ela acaricia meu rosto. Após um tempo o ar se faz necessário e paro o beijo separando nossos lábios.

–Queria muito poder não precisar respirar para te torturar pra sempre. — rio a olhando.

–Respirar é bom, ajuda você a querer mais — ri ela me olhando. e acariciando meus cabelos,

–É, tem razão. — rio a olhando.

–Deixa eu tomar um sol ok? Preciso de pegar um bronze — sorri ela se afastando colocando o óculos de sol e deitando na espreguiçadeira.
–Claro, vou tomar um também. — sorrio e deito na espreguiçadeira ao lado da que ela estava deitada.

Não sei quanto tempo passou, mas logo depois de terminarmos de nos bronzear, pude ver que ela havia se levantado e lembramos que precisávamos nos arrumar para o jantar na casa da minha sogra.

–Então me arrumo e a gente se encontra lá na portaria do prédio? — pergunto subindo com Lena.

–Sim, o motorista vai estar nos esperando, vá bem arrumado ok? — diz ela beijando minha bochecha.

–Claro, pode deixar. — sorrio e beijo o canto da sua boca e nos despedimos indo para nossos apartamentos. Eu não sabia que roupa Lena iria, então não dava pra ter uma noção de que roupa chique eu teria que usar. Chego no meu quarto, abro meu guarda roupa e começo a olhar todas as melhores camisas sociais que tenho, mas todas pareceram muito formais em mim. Até que vejo meu terno cinza que havia usado no dia em que fui com Lena na festa de casamento dos pais dela, sorrio e o visto, calço meus sapatos e passo um perfume forte. Quando estou pronto, desço e vou na portaria esperar Lena.

–Aonde vai chiquetoso assim garoto? Vai no casamento de alguém? — pergunta Jayme, o porteiro, rindo.

–Não, bom… mais ou menos isso, é só um jantar com os sogros. — rio o olhando.

Rimos um pro outro e fico esperando Lena, que chega logo depois usando uma blusa branca de seda com detalhes de renda nas mangas, uma saia que ia até o joelho rodada de um rosa claro, um sapato de salto branco de tiras, seus cabelos estavam presos de um lado e usava uma maquiagem delicada. ela vem na minha direção sorrindo forçado.

–Relaxa Lena, logo você irá se livrar de tudo isso. — sorrio fraco estendendo minha mão pra ela.

–Não gostou da minha roupa também? — pergunta ela pegando minha mão.

–Gostei sim, você está linda, mas eu sei que não gosta de se vestir assim, então falei isso para ver se você se sente melhor, já que não usará essa roupa sempre. — falo acariciando sua mão.

–Não estou me sentindo mal, só não gosto de ver a Dona Louisa me obrigando a ser quem eu não sou — diz ela apertando minha mão.

–Eu sei como é isso, lembra que minha mãe vivia me obrigando a usar aquelas roupas que eu nunca gostei? — falo apertando sua mão de volta.

–Mas ela te entendeu assim que mudou, a minha nem procura me entender — diz ela caminhando comigo para porta.

–Calma, vai dar tudo certo, eu vou estar com você. — digo beijando sua mão que segurava e vejo o motorista nos esperando e vamos até o carro, abro a porta e entramos, assim o carro anda para a casa dos pais de Lena.

–Eu to calma, só estou indignada como sempre — bufa ela olhando a janela.

–Eu imagino, e não tiro sua razão. — falo acariciando sua mão olhando para a frente enquanto o carro anda.

–Vamos mudar de assunto, mas e aí? Está nervoso? — sorri ela me olhando.

–Ah, sempre um pouquinho né? — sorrio — E você?

–Nem um pouco nervosa, com ou sem a aprovação dela nosso namoro vai continuar — diz Lena me olhando e sorrio largo.

–Quanto a isso você tem razão, mas estou nervoso com os possíveis milhões de desaforos que vou levar dela. — falo a olhando.

–Eu te defendo D, relaxa — ri ela quando o carro para.

–Tudo bem então, vamos. — sorrio respirando fundo e desço do carro e assim que ela desce pego sua mão e vamos assim para a porta.

–Olá, bem-vindos, podem entrar. — diz um homem bem vestido que parecia ser um dos mordomos da casa e ele nos conduz para a sala de estar, onde Dona Louisa nos esperava.

–Bom, cabeça erguida e sorriso mantido, lá vamos nós. — penso enquanto o mordomo abre a porta para entrarmos e sorrio agradecendo à ele.

POV Louisa Vanderbill

Hoje era o dia do jantar em família com a Silena, então para não perder o controle tentei me manter calma durante toda manhã, pratiquei yoga, cuidei do jardim, trabalhei um pouco fazendo desenhos para minha nova linha de roupas, saí para tomar chá com as amigas e quando cheguei Lorenzo me esperava na escada principal.

–Senhora, o seu marido lhe aguarda no escritório — diz ele pegando meu casaco enquanto o tirava.

–Obrigada Lorenzo, já vou indo, se chegar aquele chefe que contratei o leve para cozinha e depois apresente o resto da casa — o instruo e ele sai e subo as escadas me dirigindo para o local onde era aguardada, bato na porta e entro sorrindo fechando a porta — Porque mandou me chamar querido?

–Quero conversar uma coisa com você querida. — diz ele sentado em sua cadeira.

–Ok, sobre o que quer conversar? — digo me sentando em uma das cadeiras de frente para mesa onde ele se encontrava.

–Evite, por favor, qualquer discussão com a Silena. Sei que nossa filha é bastante rebelde e quer ser ela mesma, mas eu gostaria que você não discutisse mais com ela, sabe que não adianta brigar, ela não vai mudar. — diz ele.

–Ela que é petulante comigo, eu tento ajudar ela mas tudo que recebo são respostas mal criadas, não sou eu que começo as discussões — falo suspirando o olhando.

–Tudo bem, mas seja lá qual for a resposta que ela der, não retruque, deixa que eu vou chamar a atenção dela, ok? — pede ele me olhando.

–Prometo tentar, mas eu não costumo deixar passar, você é muito permissivo com ela — digo começando a ficar incomodada.

–Só tento agradar nossa filha, apenas dou bronca nela quando vocês discutem, mas só em tentar já me deixa mais relaxado. — diz ele.

–Você e minha mãe mimam muito ela, por isso que ela é assim, temos que ser firmes e consertar a conduta dela — digo cruzando as pernas encostando na cadeira.

–Tudo bem, como quiser. Vamos indo? Está na hora do jantar. — fala ele se levantando.

–Pode ir indo, vou me arrumar — digo levantando passando a mão na saia,

–Ok, até depois. — diz ele se levantando e saindo.

Assim que ele sai suspiro passando a mão nos meus cabelos castanhos que batiam nos ombros e saio indo para o quarto, ao entrar vou direto para o banheiro onde tomo um banho e me arrumo colocando um vestido vermelho acinturado, um colar e brinco de pérolas, uma pulseira e um anel além da aliança, arrumo meus cabelos e passo uma leve maquiagem e me olho no espelho, depois de calçar um salto, estava bem arrumada então sigo para fora e desço as escadas indo para sala de estar onde Gavin já me aguardava sentado no sofá, ele tinha os olhos azuis e cabelos loiros iguais aos da nossa filha, ela só tinha puxado alguns traços delicados meus e a minha personalidade forte, isso era um dos fatores pelos quais sempre brigávamos, logo a porta da sala de estar abre revelando Lorenzo na companhia de Silena e daquele garoto, o David, olho as mãos deles unidas e entendo tudo, e como prometi a Gavin forço um sorriso e deixo ele dar as honras de receber eles.

–Olá filha, que bom que veio. E olá caro David, bom te ver de novo. — diz Gavin apertando a mão dele.

–O prazer é meu. — sorri David.

–Eu sempre venho para te ver pai — sorri Silena indo abraçar o Gavin, me aproximo deles.

–Olá David e Silena, que bom que vieram — digo sorrindo cordialmente para eles.

–Olá, Dona Louisa. — diz David sorrindo pegando minha mão e beijando.

–Pelo visto pegou a mania da minha filha de me chamar assim — falo rindo fraco.

–Pegou mesmo Dona Louisa, espero que não se importe — diz ela soltando Gavin do abraço.

–Ela não se importa filha, fique tranquila. — sorri Gavin pra ela.

–É, não me importo… — falo respirando fundo me segurando. — Bom, vamos para sala de jantar.

–Vem D — diz Silena sorrindo puxando o garoto pela mão para o outro cômodo.

–Vamos sim. — sorri Gavin indo para o outro cômodo do meu lado. Chegamos e Lorenzo já estava lá junto com Marisa pronto para nos servirem com suco e vinho.

–O que vão querer beber? — pergunto sentando a frente de Silena enquanto o vinho é servido na minha taça.

–Eu aceito um suco. — diz David olhando Lorenzo.

–Eu também quero um suco Lorenzo, e pai quando vai arranjar uma mulher melhor que a Dons Louisa? — pergunta Silena enquanto Lorenzo servia ela e o David.

–Filha, não começa, aqui é um ambiente de paz. — pede Gavin.

–Estou super na paz, só quero saber quando vai deixar essa chata — diz Silena bebendo o suco me olhando nos olhos enquanto respiro fundo contando até 10 para não perder a calma.

–Filha, por favor, não vai querer arrumar confusão na frente dele. — pede Gavin suspirando olhando David — A Louisa não quer confusão também, não arrume confusão no jantar.

–Ok pai, vou ficar calada — diz ela quando a entrada chega.

–Então...porque trouxe o David? — olho os dois.

–´Fala você ou falo eu? — pergunta David para Silena.

–Pode falar, se eu falar capaz de ser agredida — diz Silena comendo a salada de entrada.

–Ok… Ela me trouxe porque viemos anunciar que estamos namorando. — diz David nos olhando e Gavin abre um sorriso enorme.

–Sério? Parabéns para o casal! — sorri ele os olhando.

–Ah...que surpresa, achei que ia ser o outro rapaz a namorar ela — digo tentando não mostrar
meu descontentamento.

–Ele está namorando também. — responde David.

–Ah...bom então felicidades a vocês — forço um sorriso e bebo um bom gole do vinho para ver se aquela notícia descia.

–Não vai reclamar? Olha que milagre, papai te treinou direitinho — comenta Silena rindo.

–E por quê você não aproveita que ela está do seu agrado para se comportar filha? Acho que já deu de provocações né? — suspira Gavin.

–Trocaram de corpos pelo visto, mas eu vou parar — diz ela voltando a comer a entrada.

–Ótimo, agora vamos comer. — diz ele voltando a comer.

O resto do jantar seguiu sem mais delongas e complicação, até a hora da sobremesa, Lorenzo chega tirando nossos pratos e nos servindo o doce que era pequenas tortas de abóbora em homenagem ao Halloween, estavam maravilhosas, a mesa estava em silêncio até a Silena falar.

–A propósito eu odiei a sua nova coleção de roupas Dona Louisa, de muito mal gosto, acho que deveria desistir da carreira porque são desconfortáveis — diz ela me fazendo perder a boa.

–Olha aqui mocinha, eu aturei suas provocações o jantar inteiro sem retrucar porque seu pai me pediu mas agora passou dos limites, eu não vou tolerar mais nada, se minhas roupas são tão feias devia parar de pagar o aluguel do seu apartamento porque todo o dinheiro que eu ganho vai para você, se você não ficar caladinha eu não irei perdoar e sobre seu namoro, eu não vou permitir e não vou tolerar, ele vai acabar nem que seja a última coisa que eu faça — digo nervosa levantando da mesa abruptamente e saio pisando duro para o jardim dos fundos, mas antes escuto Gavin chamar atenção de Silena.

–Silena, por quê falou isso? A Louisa estava tão calma, precisava estragar tudo desse jeito? — bufa ele e escuto seus passos atrás de mim. — Querida, se acalma por favor.

–Como eu vou me acalmar depois daquilo? — falo extremamente nervosa.

–Eu sei, mas a Silena estava querendo ser sincera com você, mas não vale a pena ficar assim por ela, eu gostei, o David com certeza gostou, isso que importa. — diz ele acariciando meus ombros.

–Não acredito que você está defendendo ela — suspiro me afastando dele.

–Tenta entender o lado da Silena querida, vocês têm gostos diferentes. — diz ele.

–Gavin, isso é o que menos importa, eu aturei tudo aquilo a noite inteira para depois ela falar daquele jeito comigo? Eu sou a mãe dela independente do que for e quero respeito, e isso que mais me deixa indignada, ela não me trata como mãe, então não venha defender ela — falo o olhando com os olhos marejados e respiro fundo me afastando andando pelo jardim.

–Me desculpe querida, é que ver vocês duas nessa situação me deixa confuso, não quero defender nossa filha e brigar com você, mas também não quero te defender e brigar com ela. Mas agora ela já está mais calma, depois vocês conversam. — suspira ele.

–Vai lá se despedir antes que ela vá embora, irei ficar aqui — falo secando uma lágrima de costas para ele.

–Tá bom, mas não quero que fique chorando por isso, se ao menos você se controlasse mais ao invés de retrucar e me deixar convencer ela de conversar com vocês com calma para ver se vocês se entendam, tudo seria diferente. E não se intrometa no namoro dela só pelo dinheiro, o importante é ela estar feliz. — diz ele se afastando e indo pra sala de jantar.

Depois dele ir ainda defendendo Silena suspiro e sento na mesa que tinha no jardim e toco um sino, logo Lucy chega com minha taça de vinho e o preto com a torta, sorrio agradecendo ela e como minha sobremesa bebendo o vinho com calma olhando o jardim passando tudo o que foi dito no jantar, talvez ela esteja certa e Gavin mereça uma esposa melhor, talvez se eu o fizer me odiar ele case com alguém melhor, e com esse pensamento degusto a sobremesa no silêncio, até que termino e saio indo para cozinha e lavo o prato e a taça e seco os guardando e caminho para varanda da casa e fico olhando o mar que ficava poucos metros da casa.

–Querida, eles já foram, pode entrar no quarto agora. — diz Gavin perto de mim.

–Você devia escutar a Silena e procurar alguém melhor para vocês dois — falo sem me virar para o olhar porque me doia dizer aquilo.

–Claro que não Louisa, é só vocês conversarem com calma, procurarem se entender que ela vai parar de dizer essas coisas. — suspira ele.

–Eu já tentei Gavin não dá! Ela não me aceita — digo suspirando.

–Se você começasse a aceitar ela do jeito que ela gosta de ser, parar de querer que ela vista as roupas que você manda, controlar a vida da menina, ela vai te odiar sempre. Por quê não pode aceitá-la do jeito que ela é? Eu sei que você tem seus motivos, mas por amor aos filhos os pais podem mudar. Tente isso, vai ver como ela vai te aceitar bem. — diz ele.

–Ok, eu sou a errada da história toda, a vilã, pior que as madrastas pelo visto, pode deixar que nunca mais faço nada para ela, vou apenas pagar o que ela precisar e pronto e você vai lidar com ela — falo suspirando e passo por ele entrando na casa subindo para o quarto.

–Querida, não foi isso que eu disse, só estou te aconselhando a aceitar ela do jeito que é, pois isso é o que faz vocês não se darem bem, mas parece que você não aceita isso. — suspira ele me seguindo pro quarto.

–Eu já aceitei Gavin, não vou fazer nada para ela e nem pro namoro dela tá? — falo respirando fundo tirando o salto e depois o colar, brinco, pulseira e anel.

–Tá bom, assim espero, quando ela perceber que a aceitou ela vai mudar com você também. — diz ele tirando o necessário e deitando na cama com seu roupão.

–Se você diz… — entro no closet e visto um pijama, passo creme e visto um robe, tiro a maquiagem e volto para o quarto e sento na poltrona pegando um livro para ler, ainda não me sentia bem para deitar com o Gavin.

–Vai ficar aí querida? — pergunta ele me olhando ainda deitado.

–Sim, não quero deitar no momento — suspiro abrindo o livro.

–Ok, então boa noite. — ele diz se virando para o outro lado, e eu deixo umas lágrimas caírem em silêncio e tento me focar na leitura. Um tempo depois, tiro o robe apagando a luz e deito com cuidado me virando para o canto pensando em como fazer o Gavin não gostar mais de mim, assim ele seria mais feliz e acabo dormindo cansada de tristeza.

POV Shane Lewis

Após uma semana longa de shows por muitos lugares, me sinto aliviado por ter um pouco de descanso, a banda estava começando a ganhar muito reconhecimento e isso me deixava feliz. Sorrio pensando no começo da banda, quando viajávamos numa van fazendo shows em bares ou nas ruas para ganhar algum dinheiro, é bom finalmente estar chegando aonde estamos. E agora até fã clube temos, muitas fãs, mas uma delas é Katherine. Ela era bem diferente, além de muito linda, parecia tão sincera, a cada dia que passa eu fico muito ansioso para vê-la novamente, só espero que se eu estiver apaixonado, ela não se afaste de mim por isso. Falando nisso, tenho que fazer o show solo para ela, preciso marcar logo. Então pego meu celular e ligo para ela.

–Alô? — diz ela quando atende.

–Oi Kath, sou eu, Shane. — sorrio quando ela atende.

–Ah...oi Shane, que surpresa, não esperava que fosse me ligar — diz ela parecendo sem graça.

–Desculpe ligar sem avisar, estava descansando da maratona de shows, tanto que nem pude te ligar antes. Mas hoje tenho uma folga, posso fazer um show solo exclusivo pra você se quiser, o que acha? — pergunto com receio da sua resposta.

–Então aquela história de show solo era verdade? Meu Deus, nem acredito...ahmm eu vou adorar! — diz ela animada.

–Claro que era Kath, por quê não seria? Então pode ser daqui a uma hora? — rio fraco.

–Ah, é que achei que era brincadeira...Pode ser sim, aonde eu devo te encontrar? — pergunta ela.

–A banda tem uma sala de ensaio lá no nosso estúdio, pode ser lá, assim você conhecerá tudo de pertinho. — falo sorrindo.

–Vai ser uma honra, mas tem certeza que eu não vou incomodar? — pergunta ela animada mas preocupada.

–Claro Kath, não se preocupe com isso. — falo sorrindo.

–Ok então, te encontro lá daqui a uma hora! Tchau… -diz ela desligando.

–Tchau, até daqui a uma hora. — sorrio animado desligando e logo vou me arrumar. Visto uma camisa preta, colete jeans, calça rasgada e meu tênis all star. Quando passo perfume, pego as chaves do meu carro, meu violão dentro da caixa e sigo para a garagem. Sorrio dirigindo para o estúdio e quando chego, destranco a porta pois tinha a chave e começo a ajeitar tudo. Ligo o violão elétrico no amplificador, ligo as luzes e, quando tudo fica pronto, espero Kath chegar. Alguns minutos depois, ouço o barulho da porta, indicando que alguém chegou e vou abrir, sorrio ao vê-la.

–Oi Kath. — sorrio beijando sua bochecha.

–Oi Shane, eu demorei um pouco para achar mas consegui — diz ela sorrindo, a observo e vejo que usava uma jardineira, uma blusa da banda por baixo, um tênis, os cabelos também estavam soltos e usava o mesmo batom vermelho do dia que conheci ela.

–Tudo bem, é meio longe mesmo, eu também me perdia no começo. Pode entrar. — sorrio dando espaço pra ela.

–Obrigada… — sorri ela entrando quando dou espaço e logo a escuto — Nossa, aqui é bem legal!

–Que bom que gostou, essa aqui é a sala onde gravamos as músicas. Os produtores ficam aqui usando esses mixadores e nós ficamos ali atrás daquela porta. — sorrio mostrando tudo.

–Uau, deve ser bem difícil mexer nisso tudo, são muitos controles — diz ela rindo.

–Com certeza, mas acho que com o tempo eles acostumam aí fica fácil. — rio também.

–Sim, e gostaria de parabenizar você e a banda pelos shows, acompanhei todos pelo computador — sorri ela — Não quero parecer uma fã maluca ok?

–Que isso Kath, eu entendo. Sabe, eu também costumava acompanhar os shows das minhas bandas favoritas sempre que eu não podia ir assistir ao vivo. Então, não se preocupe com isso. — sorrio a olhando.

–Ah e mais uma coisa, eu contei para minha chefe que ia te encontrar para poder sair mais cedo, então ela mandou o cd para você autografar para ela — ri ela tirando um cd da bolsa.

–Claro, posso autografar com todo o prazer. — sorrio largo pegando olhando o CD.

–Obrigada! Ela vai ficar muito grata, mas agora vamos ao que interessa — diz ela pegando o CD novamente o guardando — Vai tocar aqui mesmo?

–Sim, vamos sentar nesses bancos que os produtores usam para usarem os mixers. Que música quer ouvir? — pergunto pegando o violão.

–Ok! Eu quero ouvir aquela que é a minha favorita primeiro — sorri ela se sentando em um banco.

–Tudo bem então. — sorrio e pego o violão e começo a tocar a versão acústica da música. Durante a música, de vez em quando olho ela e vejo que ela sorria igual boba enquanto eu tocava, o que me fazia sorrir também, mas eu procurava não olhar muito, porque o sorriso lindo dela poderia me desconcentrar. Logo termino a música e sorrio a olhando.

–Amei! Você toca e canta muito bem! — sorri ela batendo palmas.

–Obrigado, mas ainda preciso melhorar muita coisa, muita coisa mesmo. — sorrio a olhando ajeitando o violão no colo.

–Não acho não, acho que está perfeito! Sua vez de escolher uma música! — sorri ela.

–Ok então. — sorrio e começo tocar uma das músicas que cantamos no show onde reencontrei David e conheci Lena, era uma das minhas favoritas, eu realmente estava inspirado quando compus e todos os fãs adoram a letra dessa música. Toco sorrindo já que vi que ela estava gostando e pouco depois, a música acaba e eu sorrio trocando a palheta do violão.
–Adorei essa também! Agora eu escolho né? — sorri ela enquanto pensa.

–Sim, sua vez. — sorrio a esperando escolher.

–Toca a última música que vocês tocam no show — diz ela animada.

–Com prazer. — sorrio e começo a tocar a música. Era uma clássica que estava no cd que ela trouxe, Thomas quem compôs, mas eu adorava ela. Termino de cantar e ela me olha sorrindo.

–Estou adorando esse show particular — sorri largo ela — Obrigada pela chance!

–Fico feliz que tenha valido a pena para você sair mais cedo para vir pra cá. — sorrio largo também — De nada Kath, você merece essa chance.

–Acho que todas as fãs merecem um show acústico! — sorri ela colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.

–É, mas você é uma fã especial. — sorrio a olhando.

–Eu? Especial? — ela me olha corando.

–Sim, muito especial. — sorrio mais corando também.

–E ser especial é bom? — ela fala me olhando ainda com as bochechas vermelhas.

–Pra mim é sim, porque faz eu me sentir bem, nem terminamos o show particular e já quero fazer outro! — sorrio.

–Tenho certeza que quando fizer eles vão se sentir especiais também — sorri ela.

–Mas você é especial pra mim. — falo corando e ela me olha nos olhos corando também.

–Eu...não sei o que falar… — diz ela ainda me olhando nos olhos.

–Tudo bem, eu acho que estou sendo muito atirado, afinal nos conhecemos bem pouco né? — falo ainda a olhando mas agora sério.

–Bom...podemos nos conhecer melhor, se quiser é claro — fala ela sorrindo de lado.

–Adoraria, seria uma honra pra mim. — sorrio de lado.

–Pode perguntar o que quiser — diz ela se ajeitando no banco.

–Ok… Bom, você nasceu aqui em Los Angeles? — sorrio deixando o violão de lado.

–Sim, eu morei aqui mais ou menos até os 17 aí fiz intercâmbio, voltei e terminei os estudos em um convento — ri ela me olhando.

–Que legal, onde foi intercâmbio? — sorrio animado.

–Dinamarca, foi muito bom, me ajudou muito a ser quem sou hoje — diz ela sorrindo.

–E que língua aprendeu lá? — sorrio.

–Dinamarquês, francês e um pouco de russo porque era amiga de um intercambista russa — explica ela.

–Que legal, um dia me ensina uma dessas línguas? Aí quem sabe um dia se visitarmos a França por exemplo, saberemos falar com nossas fãs. — rio.

–Oui, ensino sim, vai ser uma honra! E você? é daqui mesmo?

–Sim, sou daqui. Estudei na mesma escola que o David estuda, mas depois que me formei montei a banda passei a morar num apartamento com eles aqui perto, quando começamos a ganhar dinheiro com os cachês. — sorrio.

–Ah que legal! Sobre a banda, como escolheram esse nome? — pergunta ela curiosa.

–É que nós já tínhamos uma música pronta, com esse nome, aí em homenagem à ela, decidimos colocar esse nome na banda. E também porque quando nós nos reunimos para decidir quem tocaria qual instrumento e tal, eram sete da noite. — rio.

–Verdade, adoro essa música com o nome da banda e legal a origem desse nome — ri ela.

–Sim, é muito boa. E qual seu maior sonho? — pergunto curioso.

–Meu maior sonho...acho que é viajar pelo mundo ajudando as pessoas — diz ela depois de pensar um pouco.

–Belo sonho, se você acredita que consegue, corra atrás. — sorrio.

–Irei correr quando acabar a faculdade e tiver dinheiro — diz ela sorrindo.

–Isso aí. Gosta de assistir o quê na televisão? — sorrio.

–Ah eu gosto de várías séries e filmes mas a minha favorita é uma de comédia, Jane The Virgin, é muito boa, recomendo e você? — pergunta ela me olhando.

–Não conheço essa, mas parece ser boa. A minha série favorita é School of Rock. — sorrio.

–Ah sim, tem um filme com esse nome também, é bem legal o filme — diz ela sorrindo.
–Sim, também gosto do filme, muito legal. — sorrio.

–Agora outra pergunta, quantos anos você tem? O Google não me ajudou a descobrir isso — ri ela me olhando.

–É que nossa banda ainda não está tão famosa para aparecer tão detalhada no Google. — rio a olhando — Eu tenho 20, sou um ano e meio mais velho que o David.

–Ah sim, mas o David tem 18? Não seria 2 anos mais velho? — pergunta ela meio confusa.

–Mais ou menos, é que eu faço aniversário só ano que vem, mas o David vai fazer 19 no fim do ano, então eu considero que tenho um ano e meio de diferença, tanto que na escola eu estava um ano à frente dele. — explico.

–Ah sim, eu sou alguns meses mais nova que você, ainda vou fazer 20 mas é logo — fala ela.

–Ah sim, quando o David me falou de você ele achava que você parecia um ano mais nova que ele ou da mesma idade até. — falo.

–Ele e a Lena estão falando o que de mim? — ri ela me olhando.

–Ah, desde aquele nosso encontro na cafeteria eu não os vi mais, mas enquanto você estava no banheiro com a Lena, ele me contou sobre você, tudo que viveram desde que se conheceram no shopping até quando você foi embora pro convento, e que gostou de nós dois, acha que combinamos. — falo sorrindo corando a olhando.

–A Lena fez a mesma coisa comigo, disse que a gente devia namorar e que para eu tascar um beijo em você logo se não eu perdia a chance — diz ela rindo mas corada.

–Bom, você não vai perder a chance se não me beijar, mas eu também sinto vontade de saber como é o seu beijo. — confesso corando mais.

–Tem certeza que isso está acontecendo de verdade? Porque tive vários sonhos de conhecer e namorar algum ídolo meu — diz ela tampando o rosto com o cabelo.

–Sim, está acontecendo sim. Só que você por enquanto só conheceu um ídolo. — sorrio.

–Mas o David disse que eu já cheguei a gostar dele? — pergunta ela mudando de assunto.

–Sim, você disse isso para mim, aí quando vocês foram no banheiro eu perguntei à ele e ele confirmou, mas ficou feliz por você ter aceitado muito bem ele não te corresponder. — explico.

–Eu não ia obrigar ele ficar comigo se ele não queria, então eu tive que aceitar — explica ela dando de ombros.

–Mas você ficou triste quando soube que era não-correspondido? — pergunto a olhando.

–Eu já sabia que não seria então não foi tão doloroso — explica ela ajeitando uma mecha do cabelo que caía em seu rosto.

–Entendo… O David me contou que você gostou de alguém lá no convento, rolou algo? — pergunto.

–O D te contou minha vida então — ri ela mas logo bufa — Não, ele estava me usando para chegar em uma amiga minha, é um idiota, minha vida tá muito precisando das Novas Regras da Dua Lipa...

–Desculpa, não devia ter tocado nesse assunto que te chateia tanto. — suspiro a olhando.

–Não tem problema, eu já estou superando, e quero cantar a música que te falei, toca ela — sorri ela me entregando a cifra dela no celular.

–Toco sim. — sorrio pegando o violão novamente e começo a tocar a introdução. Quando ela começa percebo que a música devia mexer muito com ela e pois fechou seus olhos, para poder sentir mais a música dentro de si. Quando ela chega no refrão, sua voz fica ainda melhor.

“One
Don't pick up the phone
You know he's only calling
'Cause he's drunk and alone
Two
Don't let him in
You have to kick him out again
Three
Don't be his friend
You know you're gonna wake up
In his bed in the morning
And if you're under him
You ain't getting over him”

Sorri largo ouvindo ela cantar, sua voz era tão linda, será que ela toparia participar da banda como backing vocal? Talvez, sendo a única garota da banda. Quando acabamos de tocar a música, aplaudo sorrindo.

–Parabéns, você canta muito bem como uma profissional! — sorrio aplaudindo.

–Que exagero! Mas obrigada, tive aulas de canto no convento — ri ela corando.

–Essas aulas deram resultado, quer fazer parte da banda? — sorrio convidando.

–Não, não obrigada, eu vejo a música mais como um hobby, e se eu aceitasse como ia reagir o pessoal da banda? — diz ela me olhando.

–Eles iam adorar, eu contei para eles sobre o dia na cafeteria e todos ficaram animados querendo te conhecer, até a Mel ficou curiosa pedindo para eu te apresentar à ela um dia. — falo sorrindo a olhando.

–Mesmo assim isso não é para mim, me desculpa… — fala ela sorrindo fraco.

–Tudo bem, eu entendo, muita gente também tem dom pra cantar mas leva como um passatempo. — sorrio beijando sua bochecha — Mas um dia vou te apresentar para os outros integrantes.

–Que bom que entende… — diz ela sorrindo meio corada pelo beijo na bochecha — E eu vou adorar conhecer o resto da banda!

–A gente marca um dia, talvez no próximo show eu te levo para o camarim antes de começarmos. — sugiro sorrindo.

–Ah ia ser ótimo! Posso levar minha prima? Acho que ela vai gostar! — sorri ela animada.

–Claro, eu também vou chamar a Lena e o David pra esse show! — sorrio animado.

–Ótimo! Meu Deus! Olha a hora! Tenho que ir antes que meu pai ligue para onde eu trabalho — diz Kath levantando apressada depois de olhar o relógio.

–Quer uma carona pra casa? Não tenho nada planejado para mais tarde. — falo guardando o violão.

–Vou querer sim! Muito obrigada! — sorri ela.

–Ótimo, só vou guardar as coisas aqui e já vamos. — sorrio levantando e guardo o violão na capa, desligo os amplificadores, pego as chaves do carro e logo saímos do estúdio indo para o meu carro. Entramos e dirijo pelos lugares que ela me guia. Ao chegarmos, paro em frente da sua casa e olho sorrindo.

–Sua casa é bem grande e bonita! — sorrio.

–Obrigada pelo elogio a minha casa, obrigada por me trazer aqui e obrigada por essa tarde maravilhosa! — sorri ela e me dá um beijo na bochecha soltando o cinto do carro.

–De nada, quando quiser outras tardes como essa é só me ligar. — sorrio beijando a sua também.

Sorrimos um para o outro e por um instante, me perdi em seus lindos olhos, tão profundos e sinceros. Toco seu rosto e acaricio levemente, agora era certo que eu estava gostando de verdade dela, mas eu não podia ser tão rápido, ainda mais depois do que ela passou. Mas, depois de tudo o que falamos no estúdio, ficou mais difícil de controlar os sentimentos. Aproximo meu rosto do seu e quando roço nossos narizes fecho meus olhos selando nossos lábios. Sua boca era tão macia, seus lábios eram tão carnudos, seu beijo era muito bom, me trazia uma felicidade tão grande, sinto meu coração disparar logo assim que nossos lábios se tocaram, suas mãos se encaixaram em meus cabelos e acariciavam, minha outra mão foi até sua nuca, sinto sua língua pedindo permissão para explorar minha boca e eu cedo, ela explorava todos os cantos com calma, sem pressa, deixando meu coração mais acelerado. Logo faço o mesmo e sinto ela se arrepiar segurando em minha nuca. Só paramos o beijo por falta de ar. Abro meus olhos encarando os seus, será que ela ter retribuído significa que ela gosta de mim também? Acho que sim, pois seus olhos brilhavam e um sorriso estava estampado em seu rosto.

–Seu beijo é bom. — sussurro sorrindo um pouco corado.

–Obrigada...o seu também...mas eu tenho que ir — diz ela baixo corando e sai do carro e corre para casa deixando o cartão de onde ela trabalhava no banco. Sorrio pegando o cartão guardando no bolso e dirijo pra minha casa. Como será que o David vai reagir quando souber do beijo? Com certeza ele vai comemorar muito. Chego em casa e logo tomo um banho saindo pouco depois e ao me deitar pego no sono pensando no beijo da Kath.

Notas finais
O que acham que a Dona Louisa vai aprontar? Até o próximo! Bjs da Caçadora!