Notas iniciais
Fala galera! Aqui é o Gabriel, esperamos que gostem do capítulo! A música do capítulo é What You Mean to Me - Sterling Knigh Boa leitura!!

POV Lucas Carter

Acordo no dia seguinte, ainda com a cabeça naqueles pensamentos misteriosos, minha mente ainda estava confusa pois eu não sabia ainda de quem eu gostava. Não imaginava que isso seria algo tão complicado mas não podia parar, desistir de pensar, tudo estava sob minhas mãos, ou melhor, na minha mente. Levanto e vou ao banheiro, assim que termino de tomar banho e fazer minha higiene, caminho em direção à cozinha quando escuto um barulho vindo da porta de Lena.

—Lucas, você tá aí? — ouço a voz de David abafada atrás da porta.

—Estou, por quê esse desespero? Tem um zumbi aí no quarto de vocês? — pergunto estranhando ele estar dentro do quarto da Lena. Será que...não, eles não fariam isso.

—Não idiota! Se tivesse um zumbi aqui eu estaria um pouco mais contente, é que a porcaria da maçaneta caiu e eu fiquei presa com o David que é outro idiota, anda logo! — fala Lena nervosa com a voz abafada pela porta.

—Tá bom, se afastem. — peço e abro a porta a abrindo. Assim que abro, vejo os dois saírem um pouco assustados.

—Valeu cara. — fala David um pouco mais calmo.

—Obrigada mas demorou muito mesmo assim — bufa Lena cruzando os braços.

—Por quê vocês estavam lá dentro desse quarto? — pergunto desconfiado os olhando. -Vocês não estavam fazendo nada daquilo né?

—Tá maluco Lucas? Claro que não! — bufa David.

—Nem pensar! O que você tem na cabeça Lucas ? Eu nunca deixaria vocês me tocarem, até um zumbi seria melhor — fala Lena irritada indo para cozinha resmungando.

—Então por quê estavam juntos no quarto? — insisto na pergunta.

—A gente tava só conversando ok? — resmunga David indo pro banheiro.

—Não tem café mais nessa casa ? Que ódio! — fala Lena indo até onde eu estou.

—Eu posso comprar para você se quiser, mas fique calma! — falo a olhando.

—Eu quero um duplo…-murmura Lena sentando no sofá emburrada.

—Tá bom, mas eu preciso de dinheiro né? Não vou comprar fiado. — falo.

—Deixa que eu mesma vou, quer alguma coisa ? — pergunta ela revirando os olhos.

—Não, obrigado. Eu sei onde posso comprar café, só preciso que me dê o dinheiro e eu vou.

—Eu não quero estar aqui quando o David sair do banheiro eu vou comprar café pronto e o pó — diz Lena indo para o quarto dela.

—Se é assim… — falo levantando os braços em sinal de rendição e me sento no sofá olhando a TV, alguma coisa David falou para Lena que ela está quase odiando ele, o que é estranho ,pois os dois se dão muito bem, têm uma química muito mais forte do que eu e Lena, então o que pode ter acontecido?

—Vou indo, volto com muffins para vocês — diz Lena indo para porta de legging, uma blusa dos Rolling Stones e a mesma camisa de ontem e acena para mim saindo rapidamente e eu aceno de volta.

—É melhor eu tirar essa história a limpo. — murmuro vendo David entrar na cozinha e me levanto indo atrás dele. — Você magoou a Lena não foi?

—Por quê se importa? Devia estar preocupado com a Megg. — rebate ele ríspido.

—Em primeiro lugar, eu nem sei do que está falando, a Megg é só minha amiga e está bem longe de mim, segundo que não é porque eu estou confuso de quem eu gosto que eu deixei de ser amigo da Lena, eu ainda me preocupo com ela.

—Eu não vou te contar nada, pergunte à ela quando voltar. — diz ele tomando um copo de suco de maracujá indo pro quarto novamente. Suspiro e atravesso a porta de entrada e fico sentado no alpendre. O que teria acontecido? Foi tão de repente eles estavam animados e se divertindo quando do nada, eles aparecem sérios e a Lena ainda chama ele pelo nome e não pelo apelido. Encaro o horizonte esperando Lena voltar.

—O que faz aqui Luca? Está chuviscando entra — fala Lena chegando e me empurrando para dentro e me entregando um saquinho e pegando seu café.

—Desculpa Lena, é que eu vi que está um clima tenso e pesado entre você e o David e tentei perguntar pra ele, mas ele foi rude comigo, então decidi esperar você aqui fora, não notei a leve chuva. — suspiro entrando e fazendo o café.

—Tudo bem, esquece esse clima, aproveitem o dia, eu vou estar no meu quarto — ela sorri fraco bebendo o café e pegando o saquinho de muffin dela.

—Mas… o que houve? Por quê vocês brigaram? — pergunto pegando o muffin e bebendo café a seguindo.

—Quer entrar e sentar? Só não fechar a porta — diz Lena se jogando no sofá do quarto dela.

—Ah claro, senão ela tranca a gente aqui. — rio e encosto a porta me sentando na cama dela e espero ela falar tomando o café.

—É que...a Melissa mandou mensagem para o D...David falando que ela tentou gostar de outro que a amava mas não conseguia tirar ele da cabeça e que eles tinham algo muito forte e ele respondeu dando esperança que algo podia acontecer e eu vi, então eu fui falar com ele que não ia dar certo ela não era a garota certa, que ele não devia dar falsas esperanças mas ele negou que estava fazendo isso aí discutimos muito sobre isso que ele não podia brincar com o sentimento das pessoas falando esse tipo de coisa, e por isso eu não quero o ver ou falar com ele tão cedo — explica Lena terminando o café.

—Bom… ou ele pode estar confuso sobre quem gosta assim como eu e você ou ele falou aquilo só para te provocar. — falo.

—Ele já me deixou bem claro que não está confuso, aposto que ele disse aquelas palavras doces que são mentiras deslavadas para mi..quer dizer para Melissa apenas para provocar — fala Lena extremamente irritada.

—O David não é de querer destruir o coração das garotas. Você não lembra como ele ficou quando a Melissa conversou sobre o beijo deles no último dia de aula e ele ficou triste por ter quebrado o coração dela? — falo suspirando — Eu acho que ele fez isso para provocar você sim, ele sabe que você ficou com ciúmes quando se beijaram. — digo terminando o café.

—Ai que ridículo! Não quero ver ele nunca mais — bufa ela apertando a almofada no rosto.

—Qual é Lena, querendo ou não vocês uma vão ter que se acertar, não pode ficar brigada com ele enquanto estiverem aqui, senão como vão ficar se encontrando todo dia?

—Claro que posso! É só eu não sair do quarto até vocês irem para praia — fala ela dando de ombros.

—Ir à praia não tem graça sem você Lena. — suspiro e como o muffin.

—Vamos fazer o seguinte: Nós dois saímos e deixamos ele aqui, muito mais eficiente — sorri Lena comendo o muffin.

—Ok, eu vou pegar o protetor e trocar de roupa no quarto tá bom? — falo me levantando terminando o muffin.

—OK! Te espero aqui — sorri ela e eu sorrio de volta. Rio baixinho ao entrar no meu quarto, eu não iria deixar o David sozinho em casa, não brigado com Lena. Então, assim que pego meu celular, coloco no bolso e saio sorrateiramente, já que a porta estava com a chave na fechadura. Guardo a chave no bolso e caminho para a vila, quem sabe eu pudesse encontrar por lá algo que pudesse me distrair e dar tempo suficiente para eles se acertarem? Chego numa praça e sento num banco observando tudo ao meu redor, acho que a Megg iria gostar muito desse lugar se estivesse aqui, quem sabe um dia eu trago ela aqui? Agora ela se dá bem com a Lena, então acho que ela não se importaria se eu a trouxesse pra cá e conhecer a cidade.

—Ahhhh! Oii, você não é um dos amigos pretendentes da Lena? — diz uma voz atrás de mim me assustando.

—Menos né Jess! Claro que é ele, oii — diz a outra voz que deveria ser Trina.

—Sim, sou eu, o que estão fazendo aqui? — falo sorrindo me recompondo do susto.

—Viemos passear e fazer umas comprinhas, a Trina não me entende — suspira Jess mas ela volta a sorrir logo depois — O que faz aqui solitário?

—Boa pergunta, cadê a Lena e o D? — pergunta Trina.

—Ah, eles tiveram um desentendimento e eu decidi sair às escondidas para que eles ficassem sozinhos e se acertassem, é capaz dela querer me matar quando eu chegar em casa já que eu combinei de ir pra praia com ela e saí sem avisar. — rio.

—Eu shippo eles, que triste — fala Trina sentando do meu lado.

—Eu acho que é sua chance Luca, porque não está lá com ela? Eles estão juntos? — pergunta Jess sentando do outro lado.

—Não, eles estão brigados na verdade, e eu também estou um pouco confuso, tava aqui pensando numa garota que eu conheci e até cheguei a gostar antes de vir pra cá com a Lena, mas agora nem sei de qual das duas gosto. Mas não quero pensar nisso, preciso de distração. — falo firme.

—Podemos ser sua distração? Vai ser divertido! — diz Jess batendo palmas animadamente.

—Eu juro que ela não vai te fazer passar vergonha — diz Trina e Jess mostra língua a ela.

—Claro, mas eu não quero ir para baladas de novo viu? — rio.

—Não tem balada essa hora da manhã seu doido — ri Jess — Você é mais louco que eu!

—Vamos no outlet fazer umas comprinhas e depois na lanchonete o que acham? — pergunta Trina e Jess assente ainda rindo.

—Outlet? O que é isso? — pergunto confuso.

—É um shopping a céu aberto — explica Jess levantando e estendendo a mão para mim assim como Trina.

—Tudo bem, nunca fui em um, mas acho que vai ser legal! — sorrio animado levantando com a ajuda das duas.

—Claro que vai ser legal, qualquer coisa com a gente é legal — sorri Trina piscando para mim bagunçando meu cabelo.

—Você vai ser cobiçado pelas garotas e invejados pelos homens por estar com a gente porque causamos — diz Jess entrando comigo e com Trina no outlet enquanto eu gargalho.

—Tá bom né, se dizem. — falo parando de rir e sorrindo entrando com elas. Inicialmente, fomos para várias lojas de roupas muito caras e chiques, não consigo entender até hoje como nunca conheci aquelas lojas antes, parece que vieram de outro mundo. Cheguei até a experimentar roupas em mim, mas nenhuma delas combinou e algumas que combinaram não tinham o meu tamanho, mas não liguei, não estava afim de comprar roupas. Assim que paramos de comprar depois de umas trinta lojas paramos no McDonald’s para comer algo.

—Adoroo essas comprinhas básicas! Pena que não deu nada para você Luca, queria poder comprar algo para você — diz Jess comendo o pedido dela.

—Mas pelo menos compramos aquele novo case do violão para você — fala Trina tomando o sorvete.

—Tudo bem Jess, as roupas que tenho me ajudam a ter curtidas no Instagram. — rio tomando meu refri.

—A Trina tem razão, está com seu case não? — sorri Jess comendo uma batata.

—Ele me ignorou — fala Trina fazendo drama

—Sim, estou sim, muito obrigado Trina, vou testar ele assim que chegar em casa. — sorrio pegando a mão dela.

—O que eu posso fazer se brilho mais Trina querida — ri Jess jogando o cabelo enquanto trina mostra a língua para ela e sorri para mim que sorrio de volta.

—Obrigado pela tarde maravilhosa. — sorrio e como batata.

—Ownt que fofo! — sorri Jess apertando minhas bochechas — Disponha Luca, sempre que precisar!

—Muito fofo mesmo, vamos te roubar da Lena e disponha! — sorri Trina.

—Acho que a Lena não liga. — rio e volto a comer.

—Claro que liga, se não você não estaria aqui — fala Jess terminando o lanche assim como Trina que assente.

—Quando vocês verem a química entre os dois perceberão que ela não liga. — sorrio terminando o lanche.

—Mas você e ela não são grandes amigos? Você não sente que pode confiar nela? — pergunta Trina.

—Sim, somos melhores amigos, mas eu estou meio afastado deles dois pra pensar um pouco se gosto da amiga que eu falei ou dela, precisava de distração para pensar nisso entenderam?

—Sim, fomos boas distrações? -ri Jess me olhando assim como Trina.

—Ótimas, eu estava mesmo precisando sair ao invés de ficar com aquele clima tenso em casa. — sorrio

—Sempre que precisarem estaremos de portas abertas! Mas o clima deles e visto por qualquer pessoas? — pergunta Trina curiosa.

—Não, só por mim mesmo, porque só moramos nós três lá.

—Eles sabem que tá na cara? — pergunta Jess rindo.

—Sabem, mas o David não quis me contar, ela que quis e disse para eu e ele esquecermos esse clima e aproveitar o dia sem ela, mas eu disse que sem ela não tem graça aproveitar o dia, então ela marcou de irmos à praia e foi quando eu fugi. — rio.

—E agora nos conte sobre essa sua amiga misteriosa que te deixou confuso! — sorri Trina me olhando assim como Jess.

—Bom, ela é irmã do ex-namorado da Lena, acho que ela deve ter falado pra vocês que ela namorou com o galinha do colégio. E ele queria pegar a Lena e largar, só que a Lena descobriu tudo e ficou muito mal. Então, ela nos ajudou a superar o namoro da Lena ficando nossa amiga, aí com o tempo, enquanto a Lena namorava, eu meio que me aproximei demais dela, cheguei até a ficar com ela por um tempo, mas não esqueci Lena, aí ela foi fazer estágio na Itália. Aí ontem fomos tirar foto e pôr no Instagram, mas eu vi uma foto dela com um amigo lá na Itália e fiquei com… ciúmes talvez. E por isso não sei se gosto dela ou da Lena.

—E como ela é? De aparência e personalidade? — pergunta Jess.

—Ela tem os cabelos ruivos e olhos verdes, pele branca e é o oposto da Lena. Uma garota romântica, fofa e sentimental. Vocês vão ficar com diabetes se eu falar tudo. — rio.

—Pode desembuchar! Adoro um pouco de açúcar — diz Trina e Jess assente.

—Ok, bom… ela é o oposto da Lena. Quando eu vi a foto dela ontem, parece que a saudade veio até a mim e eu senti que talvez eu possa perder ela mais pra frente, porque na foto tinha um cara e mesmo ela dizendo que eram só amigos, ele parecia gostar dela.

—Você avisou ela disso? — pergunta Jess,

—Avisei à quem? À Lena ou à Megg? — olho Jess.

—A Megg do possível interesse do cara? — Jess repete a pergunta.

—Avisei, mas ela disse que tem certeza absoluta que ele também só gosta dela como amiga.

—Se ela tem certeza deve ser só impressão sua — fala Trina.

—Se a Lena nunca desconfiou que o Elliot estava usando ela mesmo David e eu avisando, eu não acho que ela vai perceber isso sozinha. — dou de ombros.

—Mas a Lena gostava desse babaca, a Megg não gosta então confia nela! DIOS MIO KATRINA, temos que ir logo! Aceita carona Luca? Temos um encontro daqui a 3 horas — fala Jess levantando pegando as 10 sacolas.

—A Megg é inocente, não vai reparar fácil. — falo suspirando e logo assinto — Claro, adoraria. — levanto e pego meu case do violão.

—As inocentes são as mais fofas , eu acho que deveria confiar nela — diz Trina pegando as sacolas e indo para o carro junto com Jess e comigo.

—Ok, pelo menos ela confessou que ainda gosta de mim, espero que o cara não tente conquistar ela antes de eu me decidir com quem ficar. — falo caminhando pro carro com elas. Logo entramos no carro e coloco meu case ao meu lado no banco de trás e elas dirigem até a casa da Lena. Quando elas param em frente à casa de Lena, me despeço delas com um beijo no rosto e agradeço o passeio saindo do carro com meu case e entro em casa colocando a chave na fechadura.

—Que lindo esse bolo que você me deu — fala Lena me olhando de braços cruzados.

—Era pro seu bem Lena. — falo tentando não parecer afetado pelo susto.

—Não me fez bem nenhum! O covarde do David nem saiu do quarto — bufa ela indo para cozinha.

—Mas eu saí para que vocês ficassem sozinhos e se acertassem! — bufo sentando no sofá.

—Seu plano deu errado, a única coisa boa que fiz foi esse bolo de duas camadas red velvet — diz Lena tirando as massas do forno.

—Nem vai adiantar eu perguntar se posso comer um pedaço né? — suspiro fechando os olhos.

—Chama o seu amiguinho porque não quero ser acusada por ele morrer de fome — diz Lena montando o bolo enfeitando ele com frutas e calda de caramelo. Me levanto e vou chamar David pra comer bolo, ele apenas assente sem falar nada e se levanta indo pra cozinha comigo. Sentamos na mesa e esperamos o bolo ser servido, poucos minutos depois Lena leva o bolo a mesa assim como refrigerante, copos, pratos e talheres e nos servimos começando a comer.

—Tá gostoso o bolo. — fala David com um pequeno sorriso.

—É com red velvet. — sorrio comendo.

—Humm obrigada — fala Lena comendo olhando o bolo.

Assim que termino o bolo e o refri, peço licença e me levanto, sussurro algo para David e entro no meu quarto, espero que eles se acertem dessa vez.

POV Silena Vanderbill

Passar o dia presa em casa com uma pessoa que possivelmente está com raiva igual a você não é nem um pouco legal, tive sorte de ter o bolo para descontar a raiva e para passar o tempo, assim que Lucas sai termino meu refrigerante e levanto com meu pedaço de bolo e vou para a varanda comer lá, aquele clima pesado fazia o bolo descer muito mal.

—Lena? — chama D com voz arrastada atrás de mim.

—Diga o que quer — digo seca ainda de costas.

—Seu perdão. — dispara ele.

—Não sei se te perdoo por ser um idiota — bufo comendo o bolo.

—Depois de tudo que já fiz por você acho que mereço sim, todo mundo erra, mas eu nunca erro duas vezes.

—Eu sei que todo mundo erra, eu errei em te contar o que eu tava sentindo e você em dizer aquelas coisas doces… — termino de comer colocando o prato na mesa.

—Eu sei que errei, eu devo ter me empolgado com esperanças de que eu poderia ter o caminho aberto pra poder namorar você, mas acabei falando mais que devia. — suspira ele pondo o prato na mesa.

—Você falou mais do que devia e mais do que não devia — digo ainda seca, ele não ia me amansar tão facilmente..

—Mas eu quero me redimir com você, quero seu perdão, voltar a ser seu amigo. — suspira ele de novo.

—Você nunca deixou de ser meu amigo...só estou irritada com você — suspiro levantando e caminho para praia.

—Mas eu não aguento mais estar brigado com você por umas palavras erradas. — fala ele atrás de mim — Queria tanto fazer algo que pudesse me redimir com você, qualquer coisa.

—Ok...faz uma fogueira e me espera aqui — falo me virando para ele.

—Por quê uma fogueira? — pergunta ele me olhando.

—Não pergunta só faça — reviro os olhos indo para o meu quarto onde pego meu violão e volto para a praia vendo que ele fez a fogueira.

—O que achou? Quer que eu aumente o fogo? — pergunta ele sério.

—Está bom — sento e olho a fogueira segurando o violão e ele senta do meu lado.- Só a música pode te ajudar agora, me fala o que você sente com ela — falo lhe entregando o violão.

—Está bem. — diz ele assentindo e ele começa a tocar uma música e eu o olho tocar prestando atenção na letra, por mais que eu queira me manter afastada por medo desse sentimento eu não podia ficar com raiva dele, era quase impossível quando tinha música envolvida, era o meu ponto fraco, então apenas fecho os olhos deixando a melodia me levar.

Can't blame you

For thinking

That you never really knew me at all

I tried to

Deny you

But nothing ever made me feel so wrong

I thought I was protecting you

From everything that I'd go through

But I know that we got lost along the way

Just know that

I'm sorry

I never wanted to make you feel so small

A story

Is just beginning

For let the truth break down these walls

And every time I think of you

I think of how you pushed me through

And show me how much better I could be

Here I am

With all my heart

I hope you understand

I know I let you down

But I'm never gonna make that mistake again

You brought me closer

To who I really am

Come take my hand

I want the world to see

What you mean to me

Assim que ele termina abro os olhos e sorrio aplaudindo e espero ele falar alguma coisa.

—Bom, é isso que eu estou sentindo agora, espero que isso seja o suficiente… — sussurra ele olhando as cordas do violão.

—Bom, sinto lhe informar que foi mais que o suficiente… — sorrio sussurrando de volta.

—Que bom — ele sorri largo me olhando — Não vou mais tocar nesse assunto tá? Não vou te incomodar mais com isso.

—Não vamos tocar nesse assunto pelo menos até o Luca decidir tudo bem? Porque depois será inevitável — falo olhando minhas mãos.

—Tudo bem, só quero ficar de bem com você — diz ele me apertando forte.

—D...você está meio que me esmagando — rio sendo apertada por ele.

—Desculpa, queria mostrar o tamanho da saudade. — ri ele me soltando.

—Eu sei o tamanho, eu também senti, mesmo estando com raiva — sorrio o olhando.

—Que bom que não está mais. — sorri ele me entregando o violão.

—Porque não saiu do quarto desde que voltei da rua? — o olho curiosa guardando o violão.

—Eu acabei dormindo de tanto chorar, só acordei uns dez minutos antes do Lucas me chamar pra comer bolo E nem sabia que você tinha saído.. — ele me olha.

—D você é muito sensível e dramático...mas eu gosto que você seja assim, tirando a parte do choro — falo o olhando.

—Eu sei, por isso que eu segurei o choro até poder sair do seu quarto… — ele me olha.

—Não precisava chorar, você sabe que vamos nos acertar sempre — suspiro olhando o fogo — Essa é a segunda vez que te fiz chorar...

—Eu sei, mas é que é ruim brigar com você. — suspira ele.

—Desculpa….você sabe muito bem que isso vai acontecer muito por eu ser cabeça dura e nervosa — murmuro.

—Eu sei, pode deixar que mesmo que a gente brigue mais vezes, eu não vou mais chorar tá?

—D, não prometa o que não pode cumprir — rio o olhando e pego o saco de balinha fini e estendo a ele como um símbolo de paz.

—Tá bom, eu também errei ao insistir na conversa, não havia entendido porquê você ficou com medo dos seus sentimentos e quis que eu pensasse melhor e acabei insistindo pra você falar, não devia ter feito aquilo. — diz ele segurando o saco de bala

—Eu fiquei com medo por serem fortes demais, e com isso a chance de nos magoarmos é maior e eu não quero isso, então eu pensei que se te fizesse pensar melhor ia ver isso e me dar razão mas não foi isso que aconteceu…- suspiro desabafando.

—Desculpa Lena, o pior é que isso aconteceu né? Ficamos magoados um com o outro. — suspira ele.

—Mas isso não vai mais acontecer se não tocarmos no assunto, e é isso que vamos fazer — falo o olhando,

—Tá bom, enquanto o Lucas não decidir isso, não tocamos no assunto. — fala ele me olhando.

—Exatamente, agora vamos falar sobre outra coisa! O que sugere? — sorrio de lado o olhando.

—Não sei, tem alguma ideia de como aproveitar o resto da noite? — sorri ele de lado e nego rindo e ficamos conversando sobre assuntos sem sentido olhando o céu.

POV David Krupp

Eu não sei qual até hoje pode ser considerado o pior dia da minha vida, quando briguei com a Lena por ela ter beijado Elliot no acampamento ou quando brigamos por causa de um assunto que não devia ser levado adiante. Não vou culpar Lucas, ele não tem nada a ver com o que estamos sentindo. Mas pelo menos eu conheço bem a Lena pra saber o que ela pode querer para me perdoar. Após cantar a música, nos acertamos e conversamos sobre aquelas velhas loucuras de sempre. Lucas vai ficar feliz quando souber que nos acertamos, afinal, ele fez um esforço enorme me deixando sozinho com a Lena. Mas, assim que passou-se um momento em que ficamos sem saber o que dizer, soltei algo que não deu pra segurar.

—Já andou de buggy Lena? — pergunto.

—Ahn...não porque? — ela ri me olhando pela pergunta repentina.

—Ah, fiquei olhando ontem um buggy passando por aqui e fiquei com vontade de andar em um. — rio a olhando.

—Interessante, quer alugar um para a gente andar? — ela me olha sorrindo.

—Seria uma boa, mas não sei aonde podemos alugar um. — sorrio pra ela.

—Tenho meus contatos, espera um pouco — ela pega o celular e liga para alguém se afastando e espero ela terminar a ligação, seria tão interessante matar essa curiosidade de ver um buggy por dentro. Será que ele funciona como um fusca? — Daqui a 10 minutos um cara vai estacionar um buggy aqui na frente da casa.- fala Lena estendendo a mão para mim.

—Que bom, esses seus contatos são mágicos. — rio pegando a mão dela.

—Digamos que nessa pequena vila todos conhecem todos — ri ela me puxando para frente da casa onde um buggy vermelho nos espera junto com um senhor de meia idade.

—Mais um motivo para eu querer ter uma casa aqui. — sorrio indo com ela.

—Olá Silena, quem é o seu amigo? — pergunta o cara com uma voz meio rouca.

—Oi Miguel, esse é o David! Ele quer andar de buggy e eu também — sorri ela explicando,

—Que bom, podem entrar. — sorri ele nos ajudando a entrar no buggy..

—Explica como funciona porque o D que vai dirigir — diz Lena colocando o cinto no lado do carona.

—Sério? achei que você fosse dirigir! — sorrio animado.

—Cansei de dirigir, hoje deixo em suas mãos — sorri ela.

Então tá. — sorrio e pego o volante com as mãos. Logo o tal Miguel me ensina como ligar o carro, como passar as marchas e os pedais. Eu tinha habilitação e estava comigo, mas eu não tinha carro e isso me chateava, meus pais tinham dinheiro pra me dar um carro e não me davam. Por quê será? Enquanto dirigimos de buggy pela cidade, Miguel vai mostrando alguns lugares legais que eu não conhecia, mas eram lugares bem bonitos. Um lago com água cristalina, umas árvores cheias de frutas gostosas, uma casa de shows onde inclusive tinha o que parecia uma festa de música eletrônica e depois que mais ou menos uma hora, voltamos pra casa.

—E aí? Gostaram do passeio? — perguntou Miguel.

—Adorei, foi incrível, é a primeira vez que eu dirijo um veículo. — rio animado.

—Foi ótimo! Sensação do vento no rosto excelente! — fala Lena — Só não mais animada que ele — ri ela apontando para mim.

—Que bom que gostaram, espero vê-los novamente. — diz Miguel saindo do buggy.

—Pode deixar. — sorrio saindo pra ele pegar o volante.

—Te ligarei novamente, manda um abraço para Samantha — fala Lena saindo do buggy.

.–Pode deixar que eu mando sim, até mais. — fala ele acenando e eu aceno de volta pra ele e Lena faz o mesmo enquanto ele dirige para longe.

—Gostou? — sorrio olhando ela.

—Muito, e você? -sorri ela me olhando de volta.

—Também gostei muito. O que vamos fazer agora? — pergunto sorrindo.

—Uma aposta que deverá ser paga amanhã com um encontro — sorri ela travessa.

—Ok, e como será essa aposta? — pergunto a olhando.

—Assim, ficamos muito perto um do outro e quem beijar primeiro paga o jantar — sorri ela se aproximando de mim.

—Mas vamos ficar assim sem falar nada ou poderemos conversar? — sorrio me aproximando dela.

—Se quiser falar sobre algo sim — sorri ela já bem próxima de mim.

—Tá bom, mas você resiste á mim tão fácil quanto eu à você. — rio bem perto dela.

—Eu tenho mais alto controle — ela me olha arqueando as sobrancelha.

—Sim, tanto que sempre que a gente se beijava é porque eu tomei iniciativa. — falo a olhando nos olhos.

—Sempre não! Eu já te beijei duas vezes por vontade própria -ela fala e mostra a língua.

—Mas foi quando você tava fragilizada e desolada. — a olho.

—Sinto muito mas não vai ser eu quem vai perder a aposta — sorri ela me olhando nos olhos.

—Se continuarmos desse jeito não vai mesmo não, e vai ganhar de mim pela primeira vez. — rio a olhando nos olhos.

—Quando eu perdi para você? — ela me encara se aproximando mais

—Quando fomos no cinema e apostamos o encontro com a Megg se eu perdesse e um selinho se você perdesse, e eu ganhei e você me deu o selinho. — falo me aproximando mais também.

—Mas dessa vez eu me garanto D. — sorri ela mordendo o lábio inferior

—Mas não vale provocar. — bufo a olhando.

—Eu não estou provocando — ri ela.

—E por quê mordeu o lábio inferior?

—Porque estou ansiosa para ganhar- ri ela.

—Não cante vitória antes do tempo, isso dá azar. — falo tentando parecer firme.

—Ok! Então não falo mais nada — sorrio e ficamos nos encarando. Mas na verdade, eu sabia desde o início que eu tinha mais chances de perder, a maioria das vezes que Lena e eu nos beijamos não foi por vontade própria dela, fui eu quem tomei a iniciativa, tirando a aposta. Mas ainda assim, eu não sabia se eu ria ou se beijava ela, nunca entendi o motivo que as pessoas riem quando se encaram, mas eu não queria rir, ia tirar todo o foco da aposta. Espera um pouco, eu acho que tenho dinheiro na carteira, dependendo do lugar que formos jantar, eu posso pagar o jantar dela. Mas será que vale a pena arriscar? Por mim, depois da nossa briga, eu acho que deveria arriscar, é o máximo, ou o mínimo que podia fazer por ela depois dela ter se irritado comigo. Então me entrego à tentação e lhe dou um beijo rápido, dane-se que irei perder a aposta, não vai me prejudicar em nada e a Lena sempre teve um controle maior que o meu mesmo.

—Já tava demorando — ri Lena me olhando.

—Eu aguentei bastante então né? — rio.

—Que tal você me beijar direito fora da aposta — sorri Lena.

—A aposta já acabou então? — sorrio.

—Sim, amanhã vamos sair para jantar — sorri ela.

—Tá bom, mas preciso de dinheiro. — rio.

—Usamos o vale jantar que tenho — ri ela.

Assinto lembrando que o pai dela tem vários vales e por fim, lhe dou um beijo calmo e demorado. Um beijo normal que com certeza apaga toda a nossa briga e nossas palavras durante a mesma. Acaricio seu rosto e ela meus cabelos enquanto a melodia da música que cantei há pouco toca em minha mente, me fazendo sorrir durante o beijo. Separamos nossos lábios pra respirar depois de muito tempo e a encaro.

—Você tem mania de me encarar depois do beijo — sorri ela recuperando o ar me encarando de volta.

—É para saber se você gostou ou não. — sorrio.

—Gostei muito se quer saber. — sorri ela.

—Que bom, fico feliz em saber que estamos de bem. — sorrio.

—Vamos entrar? Amanhã saímos.

—Sim, vamos. — sorrio e pego sua mão entrando em casa. Assim que entramos, trancamos a porta. Entro no banheiro e tomo uma ducha rápida, troco de roupa e percebo que Lucas deve estar dormindo e decido deixar ele por lá mesmo. Deito na cama e toco meus lábios pensando no beijo, claro que eu sabia que não ia ficar sem aqueles lábios nos meus tão cedo, mas brigar com a Lena parte o meu coração, por mais que façamos as pazes. Lembro dos restaurantes que fomos durante o tempo em que estivemos ali e penso em qual eu poderia ir, talvez eu pudesse ir em algum que não tenhamos ido ainda, teria que ser algo diferente. E por um lado vai ser ruim porque iremos deixar Lucas sozinho em casa de novo, mas por outro vai ser bom porque ele pode pensar mais se quer ficar com a Megg ou não, então acho que não será problema nenhum. Com esses pensamentos, acabo adormecendo.

Notas finais
É isso, até o próximo!