When The Men Loves a Woman
21 Capítulo 19
Notas iniciais
POV David Krupp
Acordo no dia seguinte no meu quarto depois de ter conferido tudo da festa, realmente estava tudo certo, os equipamentos, os telões e o vídeo, só precisávamos convidar as pessoas de todo o colégio para a festa, iria ser difícil, demoraria um bocado, mas com certeza as meninas que fizeram o vídeo irão nos ajudar a convidar todos pra festa. Me levanto, tomo um banho, preparo meu café da manhã e me arrumo colocando uma camisa azul escura, calça jeans rasgada e meu tênis novo. Coloquei um casaco preto pois estava frio naquela manhã e vou para a sala, estava tendo umas ideias para fazer alguns convites e peguei isso através do computador. Termino os convites, começo a pensar numa maneira de distribuir todos eles. Será que Lucas já está acordado? Tudo bem que eu acordei mais cedo que ele, mas não acredito que ele tenha dormido tão tarde assim para estar dormindo até agora. Pego a mochila, abro no local onde está a chave de Lena e vou até seu apartamento. Entro e olho em volta.
–Lena? Lucas? — chamo e vejo Lena sair da cozinha parecendo muito mal e ela me mostra um papel onde estava escrito que ela estava sem voz.
–Ah sim Lena, não vou te fazer falar muito tá? Olha, vim aqui te passar a matéria que perdeu ontem, isso se o Lucas não fez isso.
–”Não ele não fez isso, ele teve que ir para casa dele, houve um problema com a mãe dele” — escreve Lena.
–Tá bom, poxa, ele nem me avisou, já tomou seu café ou ainda está tomando? — pergunto esperando ela escrever.
–”To tomando o resto do meu chá e não posso ir para a escola, to um caco” — escreve ela com cara triste.
–Fica triste não, logo você melhora. — falo e beijo sua bochecha — Vou te passar a matéria tá?
–”Ok! Obrigada D, por tudo vocês são os melhores amigos que eu poderia ter! Te adoro tá?” — escreve ela sentando no sofá sorrindo.
–Também te adoro Lena, não iria gostar de saber que algo de ruim aconteceu com você, por isso estou te ajudando. — sorrio me sentando ao lado dela abrindo a mochila.
–”Ontem eu falei para o Lucas sobre o como eu gosto de vocês e que talvez, bem talvez meu sentimento por vocês esteja mudando” — ela tampa o rosto com o caderno onde ela escreveu.
–Mundando? Tipo, você está gostando de nós mais do que apenas como amigos? — sorrio esperançoso mas também confuso.
–”Exatamente isso, mas ainda é confuso para mim também” — ela mostra o caderno novamente.
–Tudo bem, o importante é que você está começando a corresponder ao nosso sentimento. — sorrio e me surpreendo com um abraço apertado dela. Retribuo o abraço apertado sorrindo acariciando suas costas de leve, não falo nada, acho que naquele momento não palavras e sim, gestos já seriam o bastante, ela se afasta um pouco me olhando nos olhos. Encaro seus olhos e por impulso toco seu rosto acariciando, me esquecendo completamente de tudo à minha volta. Ela continua me olhando com as bochechas vermelhas pela febre sem se mexer. Dou um leve beijo em sua bochecha e sorrio pegando meu caderno e passo a matéria para o caderno dela, ainda estava sentindo uma alegria enorme no peito por finalmente ela estar começando a gostar de mim também, afinal, meu esforço foi muito grande e era bom saber que estava valendo a pena. Após algum tempo, termino de passar tudo que ela perdeu no dia seguinte e a olho.
–Prontinho, já acabei. — sorrio a olhando.
–”Obrigada D, um dia vou retribuir tudo que fizeram por mim” — sorri ela para mim.
–Fazemos isso porque gostamos de você. — sorrio mais para ela.
–”Você ainda gosta de mim daquele jeito?” — ela mostra o caderno sem me olhar.
–Gosto, nunca deixei de gostar. — falo sorrindo olhando pra ela.
–” Mas e a Kath? Achei que tava muito afim dela” — ela me olha curiosa.
–Eu também pensei, mas depois daquela noite que dormimos na casa dela, percebi que era só amizade. — falo a olhando sincero.
–”Mas você não deu um selinho nela?” — ela me olha.
–Como sabe disso? Te contaram? — a olho de volta.
–”A Kath me contou que ela havia te dando um selinho e depois que você havia dando um nela e disse que era possível você sentir o mesmo que ela”
–Sim, eu dei um selinho nela para retribuir o que ela me deu, mas ela achava que eu sentia o mesmo por causa disso, só que depois que eu dei o selinho, senti que realmente não era verdade, eu não gosto dela como gosto de você.
–”Entendo...como você sabe que gosta mais do que como amiga de mim?” — Lena me entrega o caderno e guarda outro.
–Porque eu me preocupo com você como nunca me preocupei com ninguém, penso em você toda hora, estou sempre disposto a fazer loucuras por você e até mudar também. Tudo que já fiz do seu lado nunca tive vontade de fazer com ninguém. Agora, aqui com você por exemplo, meu coração tá um pouco mais acelerado que o normal.
–” E se eu disser quer dizer escrever que o meu está meio descompassado o que seria?” — ela me olha.
–Significa duas coisas: que ele está batendo mais rápido que o ritmo normal e que você provavelmente sente o mesmo que eu. — olho em seus olhos sem ter certeza do que é descompassado.
–”Ele tá fora do ritmo normal, as vezes acelera mas depois volta ao normal” — explico a ele.
–Hm, aí complica, mas acho que significa isso mesmo, que você sente o mesmo.
–”Eu não estou pronta para gostar de alguém de novo…” — escreve ela e suspiro.
–Eu entendo, você acabou de sofrer uma dor muito grande, mas eu não sou como ele. — a olho.
–”Mas têm você e o Luca, não posso simplesmente escolher um e conviver com isso “
–Então você acha que está gostando de nós dois ao mesmo tempo?
–”Não, provavelmente gosto mais de um do que do outro mas eu fico confusa sobre eles”
–Segue o caminho do seu coração, ele vai te dizer quem você gosta mais uma hora ou outra. — falo me aproximando.
–”Mas se isso estragar a nossa amizade e a de vocês?” — ela me olha.
–Não vai acontecer isso, nós fizemos um juramento que nunca nada ia estragar nossa amizade. — a olho.
–”Espero mesmo, não quero os perder de jeito nenhum” — escreve ela suspirando.
–Eu prometo que não vai tá? — falo olhando seus olhos.
–”Você vive me prometendo coisas D” — ela sorri me olhando.
–Vivo prometendo mas vivo cumprindo. — rio.
– “O Elliot me mandou mensagem perguntando se estava bem, porque quando ele foi na enfermaria me ver eu estava apagada, então ele foi lá?” — ela faz careta.
–Foi sim, mas a gente ficou com medo de você ficar pior e não te contamos. Aí ele só saiu quando uma garota chegou lá.
–”Que garota? Ele nem me respeita mais né para fazer isso que raiva!” — bufa ela.
–Era uma tal de Lee. — olho pra cima pensando.
–”Essa garota tava no quarto dele no dia que descobri…” — ela começa a chorar.
–Calma, vem cá, tô aqui com você. — abraço ela apertado e ela me olha meio que chorando e faz algo que eu não esperava: me beija. Fico surpreso e mesmo sabendo que é apenas no calor do momento, retribuo o beijo passando minhas mãos pelos seus cabelos, sinto meu coração disparar, fazia tanto tempo, aliás, acho que nunca havia beijado Lena como estava beijando agora. Peço passando pra explorar sua boca e ela logo cede, vou explorando calmamente sentindo suas mãos acariciando meu rosto. Aprofundamos o beijo e depois de um tempo nos separamos pela falta de ar, abro meus olhos e seus olhos têm um brilho diferente. Um brilho que eu nunca vira antes, o que será que significa?
–”Desculpa...eu não sei porque fiz isso desculpa…” — ela me olha meio corada.
–Não precisa se desculpar, foi muito bom. — falo sorrindo largo.
–”Sério? Não se sentiu incomodado por eu ter te beijado do nada?” — ela sorri de lado.
–Nem um pouco, não sei se é fácil acreditar, mas eu adoro sentir seus lábios nos meus. — sorrio pra ela.
–”Como você adora se quase nunca te beijo?” — ela me olha sorrindo.
–Mas nas poucas vezes que nos beijamos eu adorei beijar você. — a olho sorrindo.
–”Contamos o que aconteceu aqui para o Luca?” — ela me olha.
–Não sei, acho que podemos contar sim, mesmo sabendo disso ele não vai deixar de ser nosso amigo, acho que não faz mal contar.
–Ok….olha minha voz melhorou — sorri ela falando com a voz meio ruim mas melhor.
–Que bom Lena, o chá deve estar fazendo efeito. — sorrio.
–Sim, já tava cansada de escrever — fala ela — Aí meu Deus D! Você perdeu a escola — ela me olha chocada.
–Calma Lena, não é o fim do mundo, com certeza o Lucas foi pra escola e ele poderá nos passar a matéria depois, aí eu e você copiamos juntos. — falo calmamente.
–Quem é você e o que fez com o D que ligava de matar a aula! — ela ri — Como crescem rápido — diz ela limpando lágrimas imaginárias.
–Se quiser eu posso voltar a ser o velho D que não mata aula. Mas, tecnicamente eu não matei aula, afinal eu não fui pra escola- rio.
–Não! Eu gosto de você assim, não precisa voltar — ela ri.
–Ok, então não se preocupe. — rio.
–Confio em você, sei que não preciso me preocupar — ela sorri meio sem jeito.
–Então, o que quer fazer agora? — sorrio sem jeito a olhando.
–Posso te mostrar a música que vou cantar lá? — ela me olha colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
–Claro, vou adorar ouvir sua voz. — sorrio.
–Não vai gostar de ouvir a música não? — ela ri se levantando e senta no piano e me entrega a partitura para eu ver a letra.
–A música e sua voz. — sorrio me sentando ao seu lado e leio a letra. Assim que eu termino de ler, ela começa a tocar e cantar, fico maravilhado com ela, a letra da música dizia tudo que obviamente ela diria para o Elliot depois do que ele fez com ela, eu também faria aquilo. Fecho meus olhos no meio da música pra ouvir melhor e sorrio sentindo a melodia em meus ouvidos. Quando a música acaba, abro meus olhos e olho pra ela sorrindo.
–Parabéns Lena, ficou perfeita, combina perfeitamente. — falo sorrindo.
–Sério? Eu escrevi ela bebendo e chorando no dia que descobri tudo — fala ela me olhando.
–Mesmo assim, eu acho que ficou muito boa, combina perfeitamente com a situação toda. — falo pondo minha mão sobre a dela.
–Você acha? Fico feliz que ache isso! — sorri ela segurando minha mão.
–Sim, eu acho. — acaricio sua mão sorrindo.
–Eu to com febre? Porque to meiga demais — ela ri
–Deixa eu ver. — rio pondo a mão na sua testa — Não Lena, acho que sua febre passou, felizmente.
–O remédio funcionou, porque antes de você chegar tava ardendo em febre, por isso eu to meio fofa hoje sabe — ela diz soltando minha mão.
–Ah sim, mas até que eu ajudei um pouco né? — falo recolhendo a mão.
–Ajudou sim, me ajudou a distrair — ela sorri.
–Sim, e isso foi um dos recursos que levou você a melhorar. — sorrio lembrando do beijo.
–Sim, eu estava meio mal no começo — ela fala olhando as teclas do piano.
–Fico feliz em saber que consegui te animar. — abraço ela de lado.
–D...eu não quero te chatear mais já tive muito contato físico por um dia — diz ela
–É, acho que eu também estou meigo demais. — falo me afastando.
–Mas você é assim e esse é o seu charme — ela sorri para mim.
–Ainda bem que você gosta assim. — sorrio pra ela de volta.
–Qual seria o meu charme D
–Seu charme é ser despojada e o contrário de meiga.
–Interessante, gostei! — diz ela.
–Eu também. — digo olhando as teclas do piano.
–Já está bem tarde D- diz ela me olhando.
–Já? Puxa, até uns minutos atrás era de manhã. — rio a olhando.
–São 4 horas da tarde — ela ri.
–Por isso, quando cheguei aqui eram 7 da manhã. — rio.
Sorrimos um pro outro até que eu dou a ideia de irmos assistir um filme. Depois que ela topa, ela vai pra cozinha e faz a pipoca enquanto eu ponho num filme de ação bem legal para vermos. Quando o filme começa, procuro afastar todas as lembranças dos últimos minutos da cabeça e me concentrar no filme.
POV Silena Vanderbill
Depois de tudo que aconteceu nenhum filme nem nada iria conseguir me dar muita atenção, meus pensamentos estavam nos meus sentimentos tanto por D quanto por Luca, mas para mim era nítido que tinha algo a mais com o D, mas também tinha o Luca, ele me tratava tão bem e eu adorava passar o tempo com ele, mas era como um irmão mais velho, não sabia o que sentir e como sentir, estou completamente perdida nessa montanha russa de sentimentos, suspiro tão imersa em meus pensamentos que nem percebo que o filme acabou.
–Gostou do filme? — pergunta ele me olhando.
–Ah, sim ótimo muito lindo — falo ao sair do devaneio.
–Eu também achei. — sorri.
–Emocionante né — falo tentando parecer que prestei atenção em algo.
–Filme de ação não tem nada de emocionante. — ele ri.
–Claro né , tava só te testando para ver se tinha prestado atenção — rio forçado.
–Ah sim, passei no teste?
–Passou sim — falo me xingando mentalmente por não ter prestado atenção no filme.
–Que bom, qual parte do filme que você mais gostou? — ele me olha sorrindo.
–É...aquela parte lá daquela...explosão sabe — falo tentando meio receosa.
–Ah sim, a minha parte favorita foi na hora da luta. — ele me olha meio confuso..
–Muito boa também — sorrio para tentar amenizar.
–O que vamos fazer agora?
–Não sei, o que quer fazer? — o olho.
–Não sei, tô sem ideia nenhuma. — ele me olha coçando a nuca.
–Porque não....é sei lá, o que gosta de fazer? — o olho sem saber como agir ou comportar com o beijo ainda na minha cabeça.
–Quando estou à toa, costumo ver filme, mas isso já fizemos, também gosto de ficar jogando videogame, mas deixa que isso aqui não tem… Então, não sei.
–Que tal jogarmos verdade ou consequência? — digo o olhando.
–Nunca joguei isso, mas parece legal.
–Sério? Nas festas sempre tem isso — falo estranhando ele nunca ter jogado.
–É, mas nunca joguei.
–Vamos jogar então! Senta aí no chão — pego minha garrafa de água e sento no tapete.
–Quem começa? — pergunta ele sentado na minha frente.
–Vamos girar a garrafa para ver — giro a garrafa e vejo que para nele para perguntar para mim- Você pergunta e eu respondo ou me propõe um desafio.
–Eita. Tá bom… Ér… — ele pensa olhando pro alto — Com quantos anos você perdeu o BV?
–Humm...acho que tinha 12, com um garoto numa festa de 15 da minha prima — falo lembrando.
–Na época você já era descolada assim? — ele fala e depois recua — É só uma pergunta por girada?
–Sim D, mas eu respondo também — falo rindo — Eu sempre fui assim, era o terror da vizinhança.- Ele ri e gira a garrafa parando para eu fazer uma pergunta ou desafio a ele.
–Agora você me pergunta ou me desafia. — ele sorri.
–Eu te desafio a ligar para a Kath e falar alguma coisa louca com ela — sorrio desafiadora para ele.
–Coisa louca tipo o quê?
–Isso é com você D — falo com ele.
–Tá, deixa eu pensar enquanto procuro o telefone dela aqui. — ele ri pegando o celular e discando o número da Kath — Alô? Kath?
–Alô? David é você? — diz Kath do celular.
–Sim Kath, eu mesmo, qual é a boa? — ele diz segurando o riso.
–Está tudo bem aqui no colégio, e o que devo a essa ligação? — diz ela.
–Queria ouvir sua voz pelo menos uma vez antes de acontecer qualquer coisa. — fala ele tossindo e fazendo uma voz fraca.
–Você está doente? Já foi no médico? — ela pergunta preocupada.
–Não, tô esperando o médico chegar, só que estou no meio do nada. — pisca ele pra mim e tosse de novo.
–Como assim esperando o médico no meio do nada? O que? Está doido? — diz ela preocupada.
– É que meus pais moram na cidade ao lado de Los Angeles, então eu vim de carro pra cá, mas acho que algo furou o pneu e agora eu acho que quebrei algum osso com a batida. Ai. — geme ele.
–Meu Deus...onde você está? Talvez eu consiga ir aí te buscar — fala ela com medo na voz.
–Eu estou numa estrada, mas não sei como você pode chegar aqui, não se preocupe que estou vendo o resgate ao longe, vou ficar bem. — fala ele e faço sinal para ele desligar antes que ela descubra a verdade e ele desliga. — Céus, e agora? Se ela vier atrás de mim e descobrir tudo, vai me matar!
–Você foi ótimo! Relaxa que te ajudo se ela desconfiar, falo que estava com o resgate que chegou — digo rindo.
–Nossa, nem eu mesmo tô me reconhecendo. — ri ele.
–Isso é ruim? — o olho girando a garrafa.
–Não, é ótimo, só que tipo, acho que peguei pesado né? Brincar com vida é coisa séria. — ele me olha sério e depois gargalha — Mas que foi divertido foi!
–Tecnicamente era uma loucura então você foi muito bem e também você se salvou com o socorro então está tudo bem — sorrio o tranquilizando — Sua vez agora D.
–Hm, quero que você dance sensualmente pra mim, como se estivesse naquelas baladas sabe? — ri ele.
–Ahm, vamos ver no que dá eu tentar dançar sensualmente — rio me levantando um pouco nervosa, eu talvez estava gostando dele e ligo o som.
–Prometo que não vou te agarrar! — ri ele.
–Acho que vai até desistir de gostar de mim de tão desengonçada que provavelmente vai ser — rio e espero a música começar
–Acho impossível. — ri ele cruzando as pernas e começo a dançar da maneira mais sensual que consigo o olhando nos olhos, faço todos os passos que vejo as meninas fazerem desde descer até o chão rebolando até subir sensualizando e quando a música acaba sento novamente tirando o casaco pelo calor,
–Viu? Eu adorei e como prometido, me controlei pra não te agarrar.. — sorri ele girando a garrafa.
–É acho que fui bem — falo sorrindo fraco e a garrafa para na minha vez. — Ok D, quero que me diga qual foi o seu pior mico até agora.
–Bom, meu maior mico foi quando eu estava na escola, atrasado para a prova que ia ter e escorreguei num palito de sorvete todo lambuzado e caí de bunda no chão na frente de muita gente, e todos riram.
–Coitado, eu ia me controlar para não rir viu? Sua vez, não precisa mais da garrafa — o olho sorrindo.
–Certo. Qual foi o momento que você mais sentiu medo na vida? — ele me olha sorrindo.
–Foi a primeira vez que enfrentei a Dona Louisa, a briga foi tão feia que fugi de casa, nunca senti tanto medo na minha vida quanto nesse dia — falo suspirando.
–Desculpe te fazer lembrar. — ele diz e suspira.
–Tudo bem, não tem um dia sequer que eu não lembre disso, ok, quando você deu seu primeiro beijo e com quem? — o olho curiosa.
–Meu primeiro beijo foi com 11 anos, eu tinha uma paixãozinha por uma garota da minha sala, aí um dia a gente tava na escola e eu levei ela até a sala, falando que precisava conversar com ela um negócio. Quando chegamos, eu dei um selinho… demorado nela e me afastei, mas ela me puxou de volta e voltamos ao beijo, mas foi rápido, porque o sinal de fim de recreio tocou. — ri ele.
–Olha! Sempre gostou de garotas de atitude e teve atitude em! — rio o olhando.
–É, depois desse dia eu comecei a preferir garotas com atitude, já que sempre eu tomava e elas não correspondiam.
–Descobri agora o porque de você gostar de atitude — rio
–Pois é. E você já teve namorado antes ou esse foi o primeiro? — ele me pergunta sério.
–Nunca tive, esse foi o primeiro, mas acho que vou desconsiderar esse — digo séria.
–É, eu também faria o mesmo.
–Você sente desejo em ter alguém? — o olho.
–Ter tipo… namorando? Tenho. — ele diz e cora.
–Sim, nesse sentindo, bom sua vez — rio vendo o quanto ele era fofo corado;
–Você tem algum plano para depois que terminar a escola? — sorri ele.
–Bom quando terminar a escola vou ter dinheiro para ter uma casa longe dos meus pais e emancipada e ir para a faculdade Juliard — o olho — E você?
–Os mesmos planos que você tem eu tenho, mas ainda não sei em qual universidade vou estudar. — sorri ele.
–Legal, quem sabe não vamos ser vizinhos também — rio.
–Quem sabe? — ri ele — Quando você sentiu vontade de aprender a cantar e tocar?
–Meu pai disse que nasci cantando e tocando meu cordão umbilical, mas ele deve ter exagerado mas aprendi a tocar ao 5 anos e canto desde os 2 anos — falo pensando -Quando aprendeu a tocar e ler partituras?
–Com 2 anos eu aprendi a ler lendo partituras, não foi aqueles livros escolares. Aí, aos 5 anos, meus pais tiveram dinheiro suficiente pra me colocarem numa aula de instrumentos.
–Que legal, praticamente ingressamos nesse mundo musical com a mesma idade — rio
–Nossa, que coincidência. — ri ele.
–Vai última rodada, sua vez — sorrio.
–Se o mundo fosse acabar agora, tipo, se você tivesse apenas um minuto de vida, o que você faria ou diria?
–Bom...acho que te beijaria de novo e falaria o que estou sentindo — falo olhando para qualquer lugar menos para ele.
–E o que você está sentindo agora? — ele me olha curioso.
–Não é o fim do mundo é? — rio o olhando — E você o que está sentindo agora?
–Bom, acho que devo manter em sigilo também. — ele ri.
–Deve não. vai me fala D — imploro a ele.
–Feliz, por estar aqui com você. — sorri ele corando de novo.
–Impressão minha ou você corou mais vezes hoje e você fica muito fofo assim — sorrio.
–Se eu fico fofo assim é opinião sua, mas se eu corei mais vezes hoje, sim. Mas tipo, foram só duas vezes. — ri ele.
–Mais vezes do que você andava corando, acho que devia ir atrás do Luca e convidar o pessoal para amanhã — digo a ele.
–Não gostou de eu ter corado? — ele me olha.
–Não ter isso de gostar ou não, você sabe que acho que fica fofo — rio.
–Então por quê do nada você me disse que eu devia ir atrás do Lucas?
–Porque eu estou preocupada com ele — falo como se fosse óbvio.
–Verdade, ele nem ligou nem mandou mensagens, o que será que houve?
–Por isso vá atrás dele, eu não posso porque estou meio mal ainda — falo o olhando.
–Tá bom, mas você vai ficar bem sozinha?
–Vou sim, relaxa, precisa de encorajamento? — o olho.
–Depende, como será esse encorajamento? — ele me olha de volta.
–Como você seria encorajado? — o olho
–Um beijo seu me provaria que está bem, aí acho que me encorajaria.
–Na bochecha pode ser? — o olho.
–Na bochecha qualquer um dá.
–Então aonde qualquer um não dá? — rio e ele me surpreende se aproximando e aproxima devagar meu rosto do seu e entendo o recado o beijando calmamente. Sinto ele retribuir o beijo durante uns minutos e logo nos separamos para respirar.
–Pode ser loucura, mas isso me encorajou muito. — ele ri fraco.
–Bom...fico feliz por ter te encorajado — sorrio de lado.
–Mais tarde eu volto pra ficar com você tá? E ele vem junto. — sorri ele e assinto e levando até a porta e abro para ele o vendo sair e fecho a porta encostando nela e escorrego até o chão colocando meu rosto em minhas mãos com os sentimentos a mil.
POV Lucas Carter.
Após acordar com Lena do meu lado, sorrio encarando seu rosto sereno e sinto meu celular vibrar. Pego e vejo que é uma mensagem do meu pai:
“Filho, venha para o hospital da cidade o mais rápido possível, sua mãe passou mal e estou aqui com ela, mas preciso do seu apoio, venha rápido.” — dizia a mensagem e eu levanto lentamente da cama de Lena para não acordá-la e subo para meu apartamento, tomo um banho, troco de roupa e saio de novo rumo ao hospital, ao chegar lá, encontro meu pai sentado com minha mãe.
–Mãe, o que houve com a senhora? Passou mal? — pergunto sentando com eles.
–Sim filho, tive um momento de estresse no trabalho e logo minha pressão meio que aumentou, mas já está tudo bem. — sorri minha mãe.
–Que bom mãe, fiquei preocupado. — falo sorrindo e beijando a bochecha dela. Em seguida, vamos em uma pastelaria para comer um pouco, já que eu não tinha tomado café, em seguida, vamos até o shopping fazer umas compras.
–E então filho? Como está a Lena? — pergunta minha mãe.
–Ah mãe, está se recuperando, ela descobriu que foi enganada pelo namorado e entrou em depressão e tá gripada por isso, mas agora David e eu estamos cuidando dela — falo.
–Ah sim filho, melhoras pra ela. — sorri ela e eu assinto.
Depois que saio do shopping com eles, meu pai deixa minha mãe em casa pra repousar e eu fico com ela enquanto ele volta pro trabalho. Depois que minha mãe adormece por causa do remédio que lhe dou, vou pra sala assistir televisão e logo a campainha toca, abro e é David.
–E aí David? — falo sorrindo quando ele entra.
–E aí Lucas? Sumiu a manhã inteira cara, o que houve?
–Minha mãe teve um aumento de pressão no trabalho e tive que ir ajudar ela. E a Lena como tá?
–Tá bem, ela estava no começo sem voz, mas depois foi melhorando e agora fala bem.
–Ah, que bom. Que é isso na sua mão?
–Os convites da festa, fiz ontem à noite quando você cuidou da Lena, topa ir no colégio comigo distribuir todos?
–Claro, será um prazer. — sorrio e logo saímos do apartamento indo distribuir os convites antes que os alunos saíssem.
–Ei, quero dois convites — diz Elliot se aproximando de nós — E cadê a Lena?
–A Lena tá meio gripada e não pôde vir. Toma, aqui tem um. — falo sorrindo, esse cara não sabe o que espera.
–E pra quem é o outro convite? Para a tal da Lee? — zomba David.
–É sim, gostaram dela? Sinto muito mas a Lee é demai para vocês assim como a Lena — bufa ele pegando os convites
–Relaxa, não estamos interessados nela, se bem que eu acho que ela super simpática pelo modo que te tratou na enfermaria. — provoco.
–Ela trata todos daquela forma, ela é muito simpática, ela trata bem até gente como vocês — diz Elliot.
–Tá bom, agora saia da nossa frente, temos convites pra entregar. — bufo e saio de perto dele caminhando ao grupo de garotas que gravou o nosso vídeo.
–Oi meninos, tudo bom? — sorri uma delas para nós
–Tudo sim. E com vocês? — falo sorrindo para a garota.
–Oi meninas, tudo bem sim. — sorri David.
–Estamos bem! O que é isso que estão entregando? — fala uma garota de cabelo castanho.
–Seus convites para a nossa festa onde iremos humilhar o Elliot. — falo pra garota.
–Queremos muito ir! Podem contar com a nossa presença — sorri a primeira garota que falou com a gente.
–Valeu, aqui estão. — fala David entregando um convite para a morena de cabelos castanhos.
–Ah obrigada David e Lucas, pode me entregar todos e qual de vocês está solteiro e disponível? — sorri ela e eu e David nos entreolhamos.
–Nós dois. — falamos ao mesmo tempo.
–Que desperdício ,mas gostam de alguém?
–Sim, gostamos, mas ela não gosta da gente. — respondo.
–Coitados! Estamos aqui se precisarem — diz ela.
–Obrigado. — sorri David.
–Obrigado meninas. — sorrio para elas.
–Nós que agradecemos — ela sorri assim como as outras e elas nos abraçam e saem da escola.
–De nada. — dou um beijo na bochecha de cada uma e vamos em direção à saída do colégio novamente para distribuir mais alguns convites que sobraram. Quando terminamos, olho David.
–O que vamos fazer agora? — pergunto.
–Que tal irmos ver a Lena? Disse que assim que acabasse de distribuir os convites, voltaria pra ver como ela está.
–Então vamos pra casa dela. — falo sorrindo e vamos em direção ao apartamento dela. Entramos e a encontramos dormindo no sofá com a tv ligada.
–O que fazemos agora? — sussurra David.
–Vamos levá-la pro quarto, você segura os braços e eu as pernas. — falo pra ele que assente. Desligo a tv e a pegamos nos braços como eu falei e levamos ela pro quarto deitando na cama e deitamos ao seu lado e ela se encolhe assim que a deitamos.
–Hoje, eu fiquei a tarde toda com a Lena, antes de ir pra sua casa. — diz David.
–Que legal cara, e ela ficou bem? — pergunto.
–Ficou, a gente conversou bastante, no começo por um caderno já que ela tava sem voz e não conseguia falar, aí em certo momento… ér… rolou um clima… e a gente se beijou.
–Se beijaram? Então ela traiu o Elliot com você? — rio chocado.
–Bom, de certa forma, não traiu, porque ela não gosta mais dele. — ri e eu assinto rindo — Mas é sério, eu acho que ela tá gostando da gente, porque tipo, teve um momento que a gente tava jogando verdade ou desafio e eu perguntei o que ela faria se o mundo fosse acabar em um minuto e ela disse que beijaria nós dois. Também conversamos bastante coisas sobre os sentimentos que ela está sentindo agora, porém, ela não falou por quem são esses sentimentos, mas eu tenho certeza que ela estava falando de nós.
–Puxa cara, que bom! — sorrio com um brilho nos olhos.
–Pois é, e você falando que nós gostamos de uma pessoa para as meninas foi legal, vai que elas correm atrás de nós ao descobrirem que somos solteiros.
–Falei porque achei que se disséssemos que somos solteiros e estamos a fim de uma garota, elas não quisessem mais ir na festa.
–Acha que elas mudariam de ideia por isso?
–Não sei, mas acho melhor não arriscar.
–Tudo bem, mas depois que a festa acabar, a gente conta que é a Lena, pode ser?
–Vou pensar, se eu concordar a gente fala.
–Ok então, boa noite. — fala ele e beija a cabeça de Lena.
–Boa noite. — falo e beijo a testa de Lena apagando a luz e adormeço com eles
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