When The Dreams Comes True
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei de manha,muito mais cedo do que estava acostumada, ainda eram quatro da manha, mas não tinha mais sonho, levantei da cama espreguiçando-me e me lembrei que era hoje o grande dia.
Hoje eu finalmente iria para Londres.Depois de anos e anos tentando convencer meus pais a me deixarem ir morar com minha tia na Inglaterra, eu finalmente consegui convencê-los e estava de voo marcado para daqui 5 horas.
Fui ate o banheiro, escovei os dentes, tomei banho, lavei o cabelo, vesti a roupa que tinha separado ontem a noite..Sai do banheiro, olhei novamente pro meu quarto, minha mala estava do lado da cama, dei uma ultima checada e fui a cozinha.
Encontrei minha mãe e meu pai conversando sobra a viajem
– Ela vai ficar bem, já sabe se cuidar. – Disse meu pai
– Eu sei, mas e se acontecer alguma coisa no caminho? – Disse minha adorável mãe coruja.
– Querida ela já tem 17 anos, sabe o mínimo de defesa pessoal que conseguiu aprender na aula de karate, ela vai entrar no taxi, ir ao aeroporto desembarcar e sua irmã vai pega-la, não precisa se preocupar.
– Ok..
– Oi gente – Disse entrando e abrindo a geladeira
– Bom dia querida, caiu cedo da cama? Sua mãe já estava indo te acordar. – Disse meu pai
– Poisé, acho que pensei tanto que ia ter que acordar cedo que nem precisei do meu despertador favorito – Respondi rindo e beijei a bochecha de minha mãe
– Bom dia querida. – Disse ela – Panquecas? – Completou
– Eu não ganho panquecas? – Disse meu pai brincando
– Claro – Minha mãe riu.
– Eba! Panquecas da mamãe, quanto tempo faz que você não cozinha panquecas pra gente em mãe? Desde que eu tinha 5 anos? – Disse brincando
– 6 anos querida,6 anos – Ela disse rindo
– Ok,seis anos. Tanto faz, mas eu quero uma panqueca – Disse meu pai
– Já vai senhor comilão –Minha mãe respondeu
– Já venho – Disse indo em direção a sala
Parei na porta, meu cachorro, Mal Contato, ou somente MC como o chamávamos, estava jogado no sofá, ri da cena.Ele não era pequeno pra falar a verdade, era um labrador retriver amarelo de 2 anos de idade.
– Hey garoto – Disse rindo
Ele veio latindo em minha direção, tão rápido que quando vi, ele já tinha me derrubado e estava me lambendo toda
– Hey Hey Calma garoto, isso é nojento – Disse enquanto me levantava e limpava a baba na manga da blusa.
– Arf Arf – Ele latiu, sorridente.Minha tia tinha conseguido que ele viajasse comigo, dentro do avião, literalmente sentado na poltrona, dizendo que ele era um cão de guarda ou algo assim pois cachorros do tamanho dele tinham que ir na caixa de viajem, depois de muita insistência a agencia de voo deixou ele ir comigo, contanto que ele não saísse do assento.
– Preparado pra grande viajem? – PergunteiComo resposta ele me babou inteira, de novo.
Ri, levantei-me e fui com ele ate a cozinha.
– Ora ora o MC acordou – Disse meu pai- Acordou e me babou inteira – Disse franzindo o nariz
– Você sabe como ele é querida – Disse minha mãe rindo e colocando minhas panquecas na bancada
–Claro claro – Disse dando uma mordida – Isso aqui está ótimo,deveria ter feito mais
– Disse apontando para as panquecas- E fiz – Ela riu e apontou para a pilha de panquecas no fogão
– Êêêêêêê — Comemorei na cadeira
– Eu disse. — Falou meu pai rindo
– Eu sei – Minha mãe riu e pegou suco na geladeira
Comi minhas panquecas tomando um leite com achocolatado quando fui interrompida pelo meu celular tocando
– Alo? – Atendi
– GI GI GI – Ouvi os gritos do outro lado da linha
– Calma pessoal, eu sou meio cega,não surda.
– Entããão? – Mel disse
Eram minhas melhores amigas, Bruna e Mellissa, estudávamos juntas desde o jardim e nossos pais eram muito amigos, então eram praticamente irmãs, mencionei que elas iriam para Londres comigo? Depois de um tempão tentando convencer os pais delas minha tia finalmente conseguiu, dizendo que era “uma grande oportunidade de estudo” e blablabla
– Então que eu estava no meio do meu café e a senhorita me atrapalhou.
– Você termina de tocar café depois– Disse a Bruna — Quando é teu voo?
– Daqui a algumas horas,e o de vocês?
– É,então,ai que vem a ma noticia,a gente so vai poder ir daqui a alguns dias. – Disseram elas
– WHAT?Por que?
– Nossos pais ainda tem que resolver algumas coisas da escola e blas – Disse Bruna
– Entendo – Disse bufando
– Maaas, você não se livrou da gente, ainda vamos morar com você, so vamos chegar um pouco atrasadas. – Disse Mel
– Ainda bem,antes tarde do que nunca – Disse rindo
– É,então,ate Londres
– Ate, beijos.
– Beijo.
Desliguei o telefone e voltei ao meu café, quando minha mãe pergunta
– Mel e Bruna?
– Aham
– Elas falaram que vão chegar uns dias depois?
– É – Estranhei
– Você já sabia?
– Já
– Porque diabos não me contou? – Franzi o cenho
– Achei que ela melhor elas contarem.
– Querida, temos que ir para a reunião. – Disse meu pai tentando dar um no de gravata.
– Eu sei, já estou indo – Minha mãe soltou o coque dela e terminou o no para meu pai
– Obrigado – Disse ele dando um beijo em sua testa
– De nada – Disse minha mãe sorrindo
Soltei um meio bufado meio riso, era sempre a mesma cena quando meus pais tinham reunião, ou seja, quase todo dia.Meus pais terminaram de se arrumar e foram se despedir de mim.
– Sinto muito não poder te levar no aeroporto bebe – Disse meu pai me abraçando
– Eu sei que a reunião é importante pai não se preocupe – Respondi abraçando-o
Minha mãe se juntou ao o abraço
– Amamos muito você Querida – Disse ela
– Também amo vocês mamãe,papai. – Os abracei mais forte
– Tome cuidado, quando chegar ligue, sempre atenda o celular, não perca o dinheiro nem os documentos. – Disseram eles em perfeita sincronia
– Eu sei – Disse rindo
– Sua tia vai estar esperando você no portão de desembarque. – Eles completaram
– Certo mãe, pai — Disse sorrindo para eles segurando o choro, sentiria muitas saudades deles.
Eles me abraçaram uma ultima vez e saíram para trabalhar, peguei um copo de suco de melancia e me sentei ao lado de MC
– E ai garoto, daqui a alguns minutos o taxi chega para nos levar para o aeroporto e alias tenho que pegar os seus documentos — Disse me levantando depressa, esqueci dos documentos de MC, sem a papelada autorizando ele a ir no aeroporto e no avião ele não poderia nem descer do taxi, e a carteira de vacinação dele precisava ir junto.
Sai revirando meu quarto em busca dos papeis, e bufando fui em direção do telefone desesperada preparada pra ligar para minha mãe perguntando onde estavam os documentos quando eu avisto um envelope abaixo do telefone junto com um bilhete.
Abri o papel dobrado ao meio com a delicada caligrafia que eu reconheci sendo de minha mãe e sorri ao terminar, ela me conhecia muito bem.
“Gi,Eu e seu pai sabemos o quanto você é esquecida então resolvemos colocar os seus documentos e do MC, passagem, endereço e telefones importantes e dinheiro nesse envelope para não correr o risco de perde-los. Quando pegar esse envelope coloque-o na bolsa e não se separe dela! Tome cuidado, te amamos.
Mamãe e Papai.”
Ri relendo o bilhete e coloquei o embrulho em minha bolsa, quando o interfone tocou.
– Alo? — Atendi
– Senhorita White?
– Oi Cam — Sorri reconhecendo a voz do nosso amigável porteiro
– Pediu um Taxi? Pronta pra viajem? — Riu ele, Cam era novo no prédio, tinha uns 20 e tantos anos, era super simpático e acabamos virando amigos.
– Pedi sim — Ri junto com ele — E eu estou pronta pra essas viajem a meses.
– Ótimo, boa viajem, divirta-se, cuidado e você tem meu telefone caso precise e aproposito, seu taxi chegou — Respondeu
– Claro — Sorri
– Até Cam e eu ligo sim.
– Até baixinha — Disse ele desligando o telefone
Eu ri comigo mesma, Cameron estudava com o meu irmão, Ricardo, primeiro na escola e depois na faculdade (cuja qual os dois ainda estavam cursando) então eles eram muito amigos.
Pendurei a bolsa no ombro, já que ela era estilo carteiro, coloquei a guia em MC e peguei minha mala e joguei as chaves na bolsa, depois abri a porta com um sorriso gigante no rosto. Tinha chegado a hora. Daqui a poucos minutos estaria no aeroporto embarcando para Londres, meu sonho desde que eu tinha no mínimo uns 2 anos, meus pais costumavam brincar falando que eu sei o que quero desde bebe, e que sou tão apressada que nasci de 8 meses somente pra mostrar quem manda.
– MC vem — Disse em seguida assobiando
Ele veio correndo com a guia na boca e eu ri, ele adorava sair de casa e viajar, então não tinha problema, segurei a guia com uma mão e com a outra tranquei a casa e arrastei minha mala, chamei o elevador e esperei.
Quando o elevador finalmente chegou entrei com um pouco de dificuldade e agradeci por Mau Contato ter o mínimo de educação, facilitando o trabalho.Um elevador nunca pareceu demorar tanto na minha vida, mas deveria ser só a ansiedade.
O elevador finalmente chegou a portaria, fui meio andando meio correndo ate a porta de entrada do edifício.
– Até mais Cam — Sorri e acenei para meu amigo e porteiro
– Até baixinha! Seu irmão falou que te liga antes de embarcar. — Disse ele sorrindo
– Valeu, vou sentir saudades cabeça.
– Também vou, agora corre se não perde o vôo
Não pude deixar de concordar e com um aceno de cabeça entrei no taxi e logo após MC se sentou ao meu lado.
– Senhorita — Cumprimentou o motorista
– Pode me chamar de Gi — Disse sorrindo
– Ok Gi -Respondeu ele sorrindo — Aeroporto internacional certo? — Complementou
– Aham — Concordei e como se não bastasse balancei a cabeça assentindo
– Arf — Latiu MC abanando o rabo
– Senta garoto. — Disse rindo
Ele sentou e lambeu meu rosto latindo novamente.
– Qual o nome dele? — Perguntou o motorista olhando pelo retrovisor
– Mau contato — Disse rindo — Mas todo mundo chama ele de MC
O motorista riu em resposta ao nome, eu no lugar dele riria, não é todo dia que se encontra um Labrador meio doidinho chamado Mau Contado, só pra completar.
Demorou mais ou menos meia hora até chegarmos no aeroporto,paguei o taxi com o cartão internacional que estava no envelope que mamãe deixou para mim, desci do taxi peguei minhas malas e um carrinho, facilitando o carregamento, logo quando entrei os seguranças vieram dizendo que não era permitido entrar com o cachorro fora da caixa de viajem, apresentei os documentos e após reler varias vezes eles acabaram me deixando passar, fomos eu e Mau Contado fazer o Check-in e claro apresentar a papelada da empresa aérea permitindo MC a sentar em uma poltrona normal,logo depois peguei tudo que a recepcionista tinha me entregado e sentei nos bancos esperando meu vôo ser chamadoMeu devaneio foi interrompido pelo barulho do meu Iphone tocando.
Olhei o numero e reconheci imediatamente como de meu irmão
– Fala cabeção — Disse sorrindo
– Oi Pirralha, já ta no aeroporto? Fez tudo que tinha que fazer? Não esqueceu nada? — Disse ele tentando disfarçar a preocupação na voz sem sucesso
– To sim, já e não esqueci nada, mamãe não deixou. — Disse rindo
– Ok — Pelo som de sua voz pude reparar que ele estava sorrindo — Então se cuida, toma cuidado, manda um oi pra tia e me liga assim que chegar. — Completou ele
– Ta, vou sim — E então pude ouvir o numero de meu vôo sendo chamado — Cabeção,vou ter que desligar, tão chamando meu vôo. Beijo, te amo e se cuida, vou sentir saudades.
– Também vou pirralha, também te amo, vou sentir saudades também,vai la. Se cuida.
– Você também, Tchau
– Tchau — Disse ele desligando
Peguei minhas malas e logicamente Mau Contato e fui ate o terminal 3, onde tinha sido anunciado que estaria o embarque.
Entreguei minhas passagens que tiveram de ser duas por conta do meu querido cachorro que eu amo; Os documentos que tiveram de ser novamente apresentados para permitir que ele fosse numa poltrona ao meu lado e entrei.
Procurei a minha poltrona que ficava graças a deus do lado da janela,acho que papai na hora de comprar a passagem pediu uma na janela pois sabia que eu não iria agüentar ficar sem olhar cada minuto da paisagem.
Mau contato, graças ao bom Deus, ficou deitado quietinho e repousou a cabeça em meu colo e em poucos minutos adormeceu.A aeromoça distribuiu alguns sanduíches e coca cola, depois perguntou se eu gostaria de um travesseiro e um coberto (que por mais que não fossem os mais confortáveis foi simpático pela parte dela,pois estava morrendo de sono), eu claramente aceitei e deixei-os de lado enquanto comia.
O sanduíche não era dos melhores, devo admitir,mas não era de tudo ruim,logo após terminar, abaixei levemente minha poltrona e coloquei o travesseiro na cabeça, cobri a mim e a Mau Contato agradecendo mentalmente por ela ter se incomodado de nos dar um cobertor grande.
Logo depois peguei meu IPod que estava no bolso da jaqueta, coloquei os fones e apertei o play, com a intenção de relaxar e pegar no sono.
Não levou muito tempo e apaguei, exausta por ter acordado tão cedo, a partir de agora, só iria acordar em Londres.
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