When September Ends
15 Capítulo 15 - Feliz Aniversário
Notas iniciais
Eu estava tendo um sonho maravilhoso quando:
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – Michelle entrou gritando em meu quarto e começou a me chacoalhar – ROBERTA! ACORDA!
- Que foi *resmunga*? – perguntei
- Eu descobri uma coisa! Acorda, olha pra mim – eu sentei-me na cama e fitei ela. Ela estava mais pálida que o gasparzinho. – Eu fui no médico, ver por quê eu estava vomitando tando e descobri uma coisa
- O quê?
- Eu to grávida!
-O QUÊ?!? – agora sim acordei de vez
- Pshhh! Silêncio, os meninos ainda estão dormindo
- Como? Quando? Por quê? De quem?
- Você sabe como! 2 meses atrás! Por que eu não usei a porra da camisinha! DO SEU TIIIIIO!!!!!
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
- EU VOU GANHAR UM PRIMINHO? LOIRINHO?
- VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI!
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – gritavamos as duas
Derrepente meu tio entrou no meu quarto com um bastão de baseball
- O QUE FOI? – perguntou ele assustado
Michelle começou a pular em cima da minha cama
- BARATA! BARATA! BARATA! – gritava ela, eu assustada comecei a pular em cima da cama também
- AONDE? AONDE? AONDE? – gritava e pulava
- NO MEU QUARTOOOOO!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
- SIGAM-ME OS BONS! – falou meu tio – digo, me sigam – ele foi sair e bateu com a testa na porta
- Tadinho! Já é loiro ainda por cima é burro! – falei
- Não falei muito Roberta, muito morena que você é – disse Michelle
- Verdade – a gente foi para o quarto dela
- Aonde?
- Aonde o que? – eu ela perguntamos
- Aonde vocês viram a barata? – perguntou ele
- Ér... cof... cof... alí – ela apontou para lugar qualquer
- O que você ta fazendo *sussurra* — falei para ela
- Despistando, não quero falar agora – ela respondeu sussurrando
- Ah ta
- Não tem nada aqui meninas – falou Duff
- Já deve ter ido embora – disse sorrindo cara de pau
- Aham, sei, agora da pra vocês voltarem para cama? TEM GENTE QUERENDO DORMIR *indignação*
- Tudo bem – falamos e voltamos cada uma para seu quarto
-
Alguns dias depois
O ventinho da primavera batia levemente em meu rosto, acordei ainda meio sonolenta. Demorei um pouco para raciocinar. Olhei no relógio 12:30 do dia 23 de Setembro; 23 de Stembro, não me é uma data estranha. Ah! Não lembro o que tem hoje, levantei, tomei um banho quente, vesti meu horts, uma camisa do Manowar.
Voltei para quarto, olhei a foto de Alisson encima do criado mudo, a peguei e apertei contra meu peito. Respirei fundo e limpei uma lágrima que havia deixado cair.
- Eu pegaria as estrelas do céu para você; Eu acabaria o mundo para dar a você o sol, a lua; Por toda a eternidade, para sempre amando você – sussurrei e beijei a foto.
Assim que terminei de descer as escadas fui atacada por uma coisa loira voadora
- PARABÉÉÉÉÉNS SOBRINHA!! – falou meu tio beijando minha bochecha com toda sua força
- AAAAAAI! – falei
- Desculpa – se afastou – parabéns
- Obrigada... Pelo que?
- Pelos seus 18 anos de vida minha mini-monstrinha
Ah é mesmo, hoje é meu aniversário, ando tão desligada que nem presto mais atenção nas coisas. A verdade, é que esse é o primeiro aniversário que passo longe de Alisson, ele sempre foi o primeiro a me dar parabéns, ou ele me ligava ou ia na minha casa escondido logo após a mei-noite; Isso me doia muito, saber que não estou junto de meu amor
- Valeu tio *sorriso triste*
- Ei, não fique assim, eu sei o quanto sente falnta do seu namorado – ele falou e eu abaixei a cabeça — Sorria, embora seu coração esteja doendo; Sorria, mesmo que ele esteja partido; Se há nuvens no céu,você conseguirá... Se você sorrir; Com seu medo e tristeza, sorria e talvez amanhã você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas sorrir; Ilumine sua face com alegria, esconda todo rastro de tristeza embora uma lágrima possa estar tão próxima; Este é o momento que você tem que continuar tentando; Sorria, de que adianta chorar? Você descobrirá que a vida ainda continua se você apenas sorrir; Você descobrirá que a vida ainda continua se você apenas sorrir; Charles Chaplin
Eu sorri de verdade ao ouvir isso
- Muito obrig... – antes que pudesse terminar a frase fui agarrada e rodopiada por Axl
- Parabéééééééns – falou ele
- Valeu *sufocada* — ele me soltou; Izzy ia fazer o mesmo, mas eu o impedi lhe dando apenas um abraço normal; Fiz o mesmo com Slash e Steven, a diferença do abraço normal deles é que um abraço normal é um esmagamento — Cadê a Michelle?
- Ela foi buscar o seu presente – tio Duff falou
- Não precisava – falei
- Precisava sim, tenho certeza absoluta, com a mais absoluta certeza do mundo inteiro que você vai amar essa “surpresa” – Steven falou
- Espero que sim – falei
Ding... Dong... a campainha tocou
— Vai abrir, deve ser o seu presente! – Slash sorridente falou. Uau, o meu presente sabe tocar a campainha. Fui lá, meio desconfiada, quando coloquei a mão na maçaneta senti uma imensa alegria, uma vontade estranha de sorrir.
Assim que abri a porta, levei um choque, fiquei paralisada sem reação; Não, não era possível, eu devo estar delirando. Meu coração disparou, eu abri o sorriso mais sincero e mais feliz que já havia dado em toda a minha vida; Será mesmo possível?
Não, não pode ser. Não acredito
- Você... – falei e comecei a chorar descontroladamente
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