When Night Comes

13 Capitulo 13


Notas iniciais
Olááááááááááááá Demorei um pouquinho kk Foi total sem querer, porque me enrolei com as coisas que to começando a fazer então eu me foquei muito nisso, me estressei/estresso bastante então meio que não veio mais inspiração, mas hoje deu uma folga e sentei a minha bunda na cadeira pra escrever esse cap pra vocês! Um ponto importante é que por causa dessa fase corrida da vida agora eu não poste com tanta frequencia, porque os caps prontos acabaram e eu tenho que escrever novos do zero, to sem tempo então isso complica, mas então assim que eu terminar um cap eu já posto! Isso ocorreu com esse! Boa leitura!

Pov Nevena

Assim que amanheceu fui chamada por Eco para ser atualizada sobre o lobo capturado, já que quando voltei ontem de tarde o mesmo ainda nem havia começado e como falei para minha amiga, deixaria isso com ela. Ocupei-me com os livros e folhas que ela deixou em meu escritório referente ao assunto que pedi. A biblioteca que ficava na casa do ancião era enorme e eu nunca gostei de ficar procurando essas coisas, sempre ficava nervosa por não achar. O importante é que descobri algumas coisas que teria de falar com Astrid mais tarde.

O assunto de Eco pela manhã era que o menino lobo soltou o plano de sua alcateia e isso me deixava ligeiramente preocupada, já que haviam duas opções: a primeira é que ele realmente era fraco e soltava informações de seu povo facilmente, e a segunda que talvez eles quisessem que saibamos e havia a probabilidade de ser uma emboscada. Tirando ainda a outra hipótese de que eles perto dos humanos estariam perto de Brenda, isso me preocupava ainda mais.

Por fim, apenas mandei alguns dos nossos coletar informações junto dos humanos sobre o pequeno grupo que deve ter surgido do nada por lá. Eu realmente queria saber como proceder com eles sem partir para a brutalidade extrema, mas estava falhando miseravelmente nisso, o que em incomodava um pouco. Eu queria ser diferente, mas a alcateia sempre foi um problema, sempre achava um jeito de puxar briga de um jeito ou de outro e acabávamos tendo de nos defender, o que também era chato.

Suspirei. Mesmo querendo, acho difícil conseguir isso e ainda mais sabendo que tenho uma “responsabilidade maior” por causa do que Astrid falou, do destino e tudo mais! Se eu realmente tenho o papel de unir todos os mundos, teria de começar com algum e de alguma forma... Talvez os lobos sejam os mais difíceis, mas acho que seria o primeiro que teria de lidar justamente por saber que demoraria a acontecer algo bom vindo deles para nós.

Já havia conseguido unir as bruxas a nós, involuntariamente e acho que partiu mais delas do que meu e do meu povo, porém, ainda sim era uma união. Os humanos me assustava um pouco mais para esse processo ocorrer, porque de algum jeito teria de achar quais sabiam sobre nós, quais não teriam um colapso nervoso ao ver que vampiros são reais, lobisomens, bruxas... Tudo real. Pelo que ando sabendo desde muito tempo, os humanos pararam de acreditar em nós pela falta de contato constante e os poucos que mantinham contato com os outros mundos, foram se afastando cada vez mais. Ou seja, seria uma tarefa muito difícil de se fazer, eu sabia disso e não tentava mudar isso, sabia que seria mentira senão fosse.

Nada conseguiria ao ficar parada aqui da mesma forma.

Caminhei para fora de meu quarto, estava olhando pela janela durante um longo tempo, mas agora tinha de resolver algumas coisas.

Rumei para o quarto de Astrid cujo ficava próximo ao meu e ao lado de Jessie. Bati levemente da porta e ela se abriu quase que no mesmo segundo.

—Sabia que não tardaria a vir. – Falou abrindo e dando-me as costas, deixando-me entrar.

—Ando percebendo que sabe de muita coisa antes de acontecer. – Entrei e fechei a porta atrás de mim. – Gostaria de saber sua opinião sobre algo que aconteceu comigo no dia da ascensão do ancião.

—Que seria? – Ela se sentou na cama, olhando-me.

Astrid sempre foi uma pessoa estranha. Sempre fora muito observadora, a pegávamos sempre olhando tudo e todos de uma forma analítica, como se estivesse querendo captar tudo aquilo, entender e de alguma forma, olhar além! Quando cresceu, começou a falar coisas além do que deveria e seus poderes cresceram, já ouvi histórias o suficiente de quando seu povo percebeu que ela “mais” do que eles foram ou esperavam. A bruxa sempre foi além, antes mesmo de ser.

—Um vampiro que matei na floresta tocou-me antes de morrer e... Uma sequencia de imagens, muito reais, pareciam realmente reais, surgiram em minha mente. – Expliquei, sentando-me aos pés da cama. Eu a olhava e podia ver sua expressão tornando-se séria e seus olhos ainda mais negros. – Haviam algumas pessoas, nós duas, Brenda, Eco... Meu povo, humanos e lobos. Havia sangue, cheiro de morte, parecia uma batalha e não parecia que estávamos ganhando, no final... Uma luz forte e dourada surgiu, ofuscando tudo e depois acabou... Eu me afastei do vampiro e sumiu, terminou, mas algo me diz que nada de bom ocorreu depois.

Percebi que o corpo de Astrid havia ficado tenso, bastante inclusive. Seus olhos desviaram de mim e sua expressão ainda não parecia das melhores...

—Eu não sei, não vi nada sobre isso. Eles não me falaram nada. – Falou ainda sem me olhar. Seu tom ainda não me trouxe tranquilidade.

—Não pode perguntar a eles? – Perguntei, interessada.

—Nunca consegui fazer isso. Aparentemente não é uma via de mão dupla minha comunicação com eles. – Ela se levantou, afastando-se da cama.

—Mas então acha que isso pode ocorrer? Há pessoas que tem o dom da visão? Sendo vampiras ou não? – Perguntei, olhando-a.

—Disso eu não sei, mas acho que sim. – Falou indo mexer na cômoda perto da porta. – Os dons de vocês são variados e se um de vocês tem o dom da visão, isso não me surpreende.

—Surpreende a mim. – Falei, desviando o olhar para um ponto vazio. – Não esperava por aquilo, muito menos para o que significa. De algum modo, não acho que ocorreu algo bom no dia dessa visão. Aparentemente ocorreu de uma vez só, o fundo de ambiente não parecia se alterar.

—Por que está querendo saber disso? O que você está pensando? – Perguntou, fazendo-me olha-la.

—Você me diz que tenho o destino de unir todos, mas daí vem essa visão. – Levantei-me, olhando para ela de maneira irritada. – Óbvio que a primeira coisa que penso quando em lembro da visão é que não adianta o que eu fizer, não vai funcionar!

—Nevena! – Ela se aproximou de mim, segurando meus cotovelos, depois descendo para minhas mãos. – Eu disse que seu destino é esse e Brenda irá ajuda-la com isso! Eu disse que apenas algo muito forte pode alterar esse destino! – Seus olhos estavam ligeiramente arregalados e sua expressão parecia assustada, talvez temerosa. – Talvez essa visão apareceu como reflexo do presente, entende? Se você e Brenda se aproximarem, isso pode mudar! Esse futuro que talvez nem seja um futuro não esteja certo. Tente se acalmar, Nevena...

Franzi o rosto e me afastei dela, seu tom de voz e expressão haviam suavizados, como se quisesse me convencer.

—Está bem, Astrid. – Falei, afastando-me. Não tenho paciência para isso agora e muito menos se fosse para ser manipulada! – Só me fale se esse plano superior lhe dizer algo interessante. Agora tenho coisas para resolver.

Me afastei e sai do quarto sem ouvir uma resposta. Caminhei para a entrada, queria falar com Eco sobre as informações que peguei nos livros e papeis que me deixou para ler, porém Jessie apareceu em meu campo de visão e percebi que vinha em minha direção.

—Hey! Acho que está atrasada!

Sua fala e sorriso me fizeram estranhar a situação.

—Não entendi. Atrasada para o que exatamente? – Perguntei, parando de andar, mas não querendo.

—Hoje é o baile de formatura do instituto! Brenda não te falou? – Falou rindo e não entendi. – Acho que ela deve ter esquecido com tudo que aconteceu.

—O que é um baile de formatura? – Questionei, aparentemente interessada. Tudo que envolvia Brenda me interessava.

—Nós passamos muito tempo trancadas em sala, praticamente dezoito anos e o baile de formatura é a última coisa que fazemos antes de sair de lá. – Interessante. Nunca ouvi falar disso, não fazíamos isso aqui. – Aposto que Brenda ia amar ter você lá, é um ótimo começo e ela não tem um parceiro. — Jessie sorriu largo e piscou para mim, afastando-se em direção oposta a que eu estava indo.

Voltei a olhar para frente... Um baile de formatura, nunca ouvi nada sobre, mas se Brenda gostaria de me ter, com toda a certeza eu iria, mas apenas depois que resolvesse com Eco meus assuntos.

Continuei meu caminho para fora da casa e rumei para o galpão que tínhamos com suprimentos, provavelmente ela estaria lá já que era onde mantínhamos o lobo preso. Mas não precisei ir muito longe, já que ela me encontrou primeiro, aparentemente todos estavam fazendo isso hoje.

—Neve! Onde vai? — Virei-me e a vi aproximando correndo levemente, sorrindo e parando em minha frente. Silencio e eu sabia que ela lia minha mente. – Oh, duvidas sobre o que leu. – Ela riu e eu balancei a cabeça, sorrindo minimamente. – O que achou do que leu?

—Descobri algumas coisas novas que não sabia. – Comecei a andar enquanto falava e ela me seguiu. – O surgimento de todos, algo sobre as raças terem defeitos que todos compartilham, assim como alguns diários de anciões passados que me interessou bastante, posso aprender como trazer paz para nosso povo novamente.

—Isso é bom, Neve. – Falou e eu assenti.

—Sim, mas ainda sim me preocupo com coisas que li. – Levantei o rosto do chão, observando as árvores altas que rondavam a Vila. – Aparentemente, nenhum vampiro relacionou-se mesmo com qualquer humano, nada além do carnal que sempre pregamos.

—Isso te incomoda?

—Sim, muito. – Olhei para ela rapidamente e peguei-a me encarando. Não sabia se lia minha mente ou não. Voltei a olhar para frente. – Me incomoda o fato de que talvez demore para que nosso povo entenda o que sinto e quero com Brenda. O passado pode ser uma barreira forte desta vez.

—Coisas do passado sempre são difíceis de superar. – Falou e concordei. – Mas isso não quer dizer que não possam. Se vocês realmente tiverem as vidas ligadas por um destino que não pode ser mudado sem ser por algo muito forte, como Astrid diz, não acho que nosso povo seja algo a temer.

—Temo que ela sinta isso. – Falei, voltando meus olhos para o horizonte, pensando. – Temo que essa barreira de meu povo para com o entendimento com os humanos seja algo que incomode-a de uma maneira absurda como já demonstrou no almoço aquele dia.

—Entendo. Realmente, talvez isso ocorra.

Suspirei. Essas são verdades que não gostaria que fossem verdades.

—Só quero que ela se sinta bem ao ficar comigo. – Complementei baixo.

—Acho que isso é muito bom e um ótimo começo. – Olhei-a e a vi sorrir. – Dá para percebeu que há algo entre vocês, Neve. Se há algo entre vocês, regue para florescer. Esteja lá com ela, faça com que ela entre na sua vida e você na dela. Alimente esse sentimento e não acho que se arrependeram.

Sorri e assenti para minha amiga, voltando a olhar para o horizonte, suspirando e parando de andar.

—Consegui algo referente aos lobos? – Mudei de assunto, para um mais interessante e menos impactante para meu povo.

—Sim. Parece que um grupo pequeno, de mais ou menos quinze pessoas andando juntas fora visto caminhando para o norte da cidade dos humanos. – Falou com uma expressão séria. – Mandei alguns dos nossos verificar e se possível segui-los para descobrir para onde vão, ou onde estão alocados, mas até agora não voltaram. Acho que isso é um bom sinal.

—Também acho. – Falei, pensando. – Se eles não voltarem até amanhã detarde, mande dois dos nossos atrás deles. Como já falei, seria bom ataca-los quando estão mais fracos e debilitados como agora.

—Perdoe-me a contradição, Neve... Mas esse destino não seria juntar todos os povos? Ataca-los não seria mais do mesmo?

Meus olhos fixaram-se nos seus e absorvi aquelas palavras verdadeiras que não pareciam querer me atacar e sim ajudar-me. A pior parte de ouvir verdades que você sabe que são verdades é o impacto quando você as ouve, porque geralmente você mesmo as deduz e pensa na possibilidade de ser verdade, mas quando ouve, tudo fica ainda mais real.

—Andei pensando nisso também e ainda não me decidi sobre o que fazer com eles. – Ela me deu um questionamento verdadeiro, tudo que posso fazer é ser verdadeira também. – Provável que eu só decida quando obter a informação de sua localização, talvez até seus planos. Eu sinto que não acontecerá uma trégua entre nós e os lobos de uma forma simples e pacifica, muito menos que realmente acontecerá! Mas ainda acho que devo tentar, só não sei como.

—Pensou se vai falar essas coisas para nosso povo? – Perguntou novamente. – Se vai conta-los a verdade sobre esse destino e sua missão para com ele?

—Não sei. O que você acha? – Confiava em Eco, então seria bom ouvir o que tem pensado sobre isso já que está fazendo muitas perguntas.

—Acho que deveria sim. Talvez seja até mais fácil que eles saibam lidar com isso sabendo o motivo das mudanças que quer implementar.

Suspirei, assentindo.

—Muitas coisas para fazer. – Ri minimamente e ela sorriu.

—Concordo. Ninguém disse que seria fácil.

Sorri e lhe abracei, soltando-a rapidamente.

—Obrigada por estar me ajudando tanto e ficar ao meu lado. Você realmente tem me ajudado muito Eco, não esperava por isso, mas também não esperava menos do que isso. – Ri e ela acompanhou, assentindo enquanto um sorriso pairava em seu rosto.

—Que bom, fico feliz em estar sendo útil nessa gestão. – Assenti. – Consegui algumas opiniões de nosso povo sobre você e seu governo, até para o futuro e vou guia-la com o saber desse desejo deles. Não vou lhe falar tudo, pois nem tudo é bom de se ouvir, mas ainda sim tentarei deixar claro o que eles querem quando me pedir conselhos ou ver que precisa de ajuda.

—Fico feliz por isso e aprecio a atitude. Confio em você para isso, sei que não me decepcionará e nem a nosso povo. – Falei. – Continue assim! Mas agora se me permite, tenho algo a fazer com os humanos.

Distanciei-me de minha amiga, rumando para minha casa em alta velocidade parando apenas ao adentrar em meu quarto, em frente ao guarda-roupas onde peguei a roupa mais social que tinha, um smoking vinho com detalhes em preto e sapatos sociais. A tempos que não utilizava essa roupa, porém não me fazia gostar menos dela, muito pelo contrário.

Tomei um rápido banho penteando meu cabelo todo para trás, deixando uma ondulação na frente. Coloquei o smoking e os sapatos, por fim um perfume e as chaves no carro em mãos assim como a carteira no bolso de trás. Sorri olhando-me no espelho, aposto que Brenda iria adorar e ficar surpresa com minha presença! Nunca fui em um baile desse tipo, deve ser no mínimo interessante.

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Pov Brenda

Depois que Nevena deixou-me em casa meus pais encheram-me de perguntas de todo o tipo, inclusive da mulher que me trouxe até em casa, já que nunca havia comentado dela ou algo do gênero, obviamente estava curiosos e preocupados, o que não os culpava de maneira alguma, apenas ficava constrangida quando as perguntas eram voltadas sobre a vampira.

Praticamente passei a noite em claro pensando se iríamos nos ver de novo e como seria, se eu teria de contar para meus pais sobre tudo isso que está acontecendo com a minha vida, mas ao mesmo tempo que pensava que sim, eu teria de contar porque eles são pessoas importantes em minha vida, ao mesmo tempo eu pensava que não, que não deveria contar a eles para não os colocar em risco ou até evitar alguma esquizofrenia surgisse em um futuro próximo. Resumidamente, minha quinta-feira foi presenciar um interrogatório voltado a mim e pensar tanto que minha cabeça poderia explodir, mas por fim tudo ficou bem e cá estou eu, esperando minha digníssima amiga sair do meu banheiro para que eu possa enfim tomar um banho, depois iríamos para o baile de formatura do instituto.

Suspirei novamente, olhando para a porta do banheiro.

—Vai demorar muito? – Exclamei alto.

A porta abriu e revelou uma Jessie apenas de calcinha e sutiã, porém o que me fez rir foi ver seu cabelo armado e despenteado.

—Para de rir do meu cabelo palhaça. – Falou indo defrente para o espelho, começando a pentea-lo. Os cabelos de Jessie batiam quase na altura dos ombros e eram castanho escuro, assim como seus olhos. – Vai tomar banho logo, podre.

Sorrindo, rumei para o banheiro e me demorei lá, tentando relaxar o máximo possível para relaxar ainda mais no baile. Particularmente não sou o tipo de pessoa que faz coisas em festas que não faria em qualquer lugar, mas dessa vez eu tomei para mim que este é o meu último evento dentro da escola como aluna, então eu deveria aproveitar sim!

Respirei fundo e terminei meu banho um bom tempo depois, saindo com a toalha enrolada no corpo e com outra secando os cabelos. Abri a porta e minha amiga não estava mais lá, ouvi a campainha tocar, mas obviamente não me dei ao trabalho de ir ver quem era. Sequei os cachos e os embrulhei na toalha, deixando-a equilibrada em minha cabeça.

Meu vestido estava sobre a cama e sorri para ele, mas antes peguei minhas peças intimas e as coloquei, começando a passar um creme que ganhei no aniversário passado. Enquanto isso, minha mente pescou a hipótese de como seria uma criação vampiresca, como seria a criação dele, sem ser claro toda a coisa de sugar sangue e tudo mais, mas o que pensei foi referente a cultura! Aparentemente eles aprenderam a cultivar a violência como parte de sua cultura, mas indo além disso, seu estudo, como seria? Sua vivencia era toda feita naquela Vila, se saiam de lá para nosso mundo tinham de se esconder e não ser realmente quem são, se iam para o território dos lobos tornavam-se animais como tais... Como era a vida deles na Vila? Acho que teria de perguntar para Nevena.

Empurrando meus pensamentos para dentro de mim mesma, vesti-me da roupa de festa e comecei minha maquiagem pelos olhos, esfumaçando-os na cor preta e delineando-o logo depois, passando lápis, base e pó, deixando o batom vermelho vinho por último. Sorri para o espelho e soltei os cachos da toalha, vendo-os cair molhados em mim, porém logo peguei o secador e os deixei totalmente natural e seco.

Batidas na porta chamaram minha atenção, mas antes de anunciar para que entrasse ela foi aberta trazendo uma Jessie sorridente e, assim como eu, pronta.

—Você está linda! – Ela sorriu grande começando a pular enquanto batia palmas. – Você está muito linda! Meu Deus! — A morena saltitou até mim e parou ao meu lado, sorrimos uma para a outra pelo espelho.

—Você também está linda! Maravilhosamente linda! – Falei sorrindo.

E realmente estava! Jessie usava um vestido azul Royal que a deixava simplesmente maravilhosa! Diferente do meu que possuía apenas algumas partes transparentes em cima, o dela possuía um busto totalmente rendado com fundo transparente e com brilhos prateados! Lindo, simplesmente lindo e combinava totalmente com ela!

—Obrigada, eu sei. – Falou piscando e puxando-me pela mão, fazendo-me ficar de frente para ela. – Está pronta?

—Sim e você, convencida?

—Mais pronta do que nunca para finalmente tirar Astrid e feitiços da minha cabeça! – Ri de sua fala e ela apenas fez uma careta de alivio e sorriu. – Vamos descer então, pegue sua bolsa.

Assenti e passei meu perfume para só depois pegar a bolsa com meus documentos, os convites, meu celular, algum dinheiro e meu batom. Saímos do quarto e rumamos para a sala, mas conforme nos aproximávamos eu reconhecia uma terceira voz acompanhadas das de meus pais, mas estranhei... Seria ela mesmo? Acho que estava enlouquecendo, mas assim que aparecemos na sala a conversa parou e os três pares de olhos pousaram em eu e Jessie, mas os que me observavam mais eram os verdes de Nevena.

Não sei quanto tempo fiquei a olhando, porém senti os efeitos dela de imediato! Meu pulmão inalou o mais profundamente possível o ar e meu coração disparou e depois tudo parou, minha respiração e meu coração, tudo parou quando ela se levantou ajeitando aquela roupa maravilhosa dela e caminhou ate mim sem desviar os olhos dos meus, porém foi inevitável não desvia-los para sua boca quando esta chegou próxima a mim e pegou minha mão, a puxando até seus lábios onde deixou um beijo rápido, voltando a sorrir.

—Boa tarde, Brenda. — Inspirei profundamente para tentar acordar e lhe responder, mas piorou tudo quando senti seu perfume. – Você está linda. – Complementou, depois do meu silêncio ridículo.

Sobressaltei-me com um forte tapa nas costas e uma risada, olhei para o lado e vi Jessie rindo. Ela se aproximou e falou em meu ouvido:

—Acho melhor parar de babar porque se seus pais não sabiam, acabaram de descobrir. – Minha amiga fez uma careta confirmando o que disse e distanciou-se deixando-me ali com Nevena, mas ela estava certa.

Balancei a cabeça e voltei a respirar, tentando controlar todas essas sensações que vinham quando ela estava por perto e principalmente deslumbrante assim!

—Boa tarde, Nevena. – Saldei sorrindo nervosa e com a voz trêmula. – Você que está linda com esse smoking. Nunca te vi com ele. – Sorri brincalhona. – Deveria se vestir mais assim.

Ela riu e soltou minha mão, levando a mão até a nuca.

—Pois é, gosto muito dele, mas uso apenas em ocasiões especiais. – Falou voltando a sua pose ereta.

—Entendi. – Sorri para ela e por fim voltei-me aos meus pais, o que me fez parar de sorrir na mesma hora, pois ambos estavam com caras de deboche que me trouxeram vergonha na hora. Eles haviam percebido o climão entre eu e a vampira. – Oi, gente!

—Oi, querida. – Falou minha mãe rindo e descruzando os braços, saindo da pose debochada. – Pensei que tivesse esquecido da gente.

—Pois é, achei que nem nos tinha notado. – Complementou meu pai fazendo ambos rirem e ainda terem a companhia de Jessie.

—Engraçadinhos. – Sorri falsamente e olhei rapidamente para Nevena. – O que está fazendo aqui?

—Adoro o modo dela, meu Deus. – Falou minha mãe bufando e indo para a cozinha, mas apenas fiz uma careta para ela e voltei para a morena.

—Vim te acompanhar no baile. Posso? – Perguntou sorrindo e estendendo sua mão, dando um passo para trás.

Ri e encaixei minha mão na sua, dando um passo junto dela.

—Pode.

—Que bom. – Sorriu olhando em meus olhos, porém como estávamos perto, assim como eu da primeira vez, seus olhos caíram em meus lábios. – Lindo batom. – Voltou a me olhar.

—Muito obrigada.

—Bom, tia Yara e tio John? Já vamos. – Jessie saltou do sofá chamando atenção de todos, fazendo até com que eu e Nevena nos separássemos um pouco, mas sem soltar nossas mãos. – Eu não quero perder nada dessa festa! Me recuso! – Ela pegou a bolsa e se aproximou do meu pai, dando-lhe um beijo no rosto e depois de minha mãe, que voltou da cozinha com um copo de água. – Muito obrigada por tudo, mas eu preciso muito de uma música alta e bebidas.

—Nada alcoólico, certo? – Falou meu pai apontando para ela.

—Claro que não! Que isso! Eu não bebo esse tipo de coisa não.

Foi impossível não rir disso, mas ninguém falou mais nada sobre isso, então apenas em despedi de meus pais depois de tirarmos uma foto com eles e enfim rumamos para fora da casa e vi que o carro de Nevena estava estacionado no quintal.

—Adoro carona! – Exclamou Jessie já saltitando para o carro.

Se eu estivesse com saltos iguais os dela, que eram bem maiores do que o meu, eu jamais correria assim.

Nevena saiu logo atrás de mim, mas a vampira se voltou para os meus pais e estendeu a mão para os dois, um de cada vez.

—Muito obrigada pela recepção. – Sorriu e consegui vislumbrar seus dentes pontiagudos, mas antes que eu conseguisse achar sexy como sempre, um calafrio me ocorreu ao perceber que assim como eu estava vendo, a probabilidade de meus pais estarem vendo também era grande! – Adorei a casa de vocês, é muito aconchegante e não se preocupem que trarei a filha de você para casa sem problemas. — Olhei para eles e ambos sorriam, então talvez eles não tivessem percebido os dentes pontiagudos que furavam músculos, principalmente de pescoços!

Eles se despediram e agradeceram Nevena algumas vezes até que enfim deixaram-nos ir para dentro do carro. Sentei-me na frente, ao lado da vampira que entrou logo depois de mim, Jessie estava em silêncio no banco de trás mexendo no celular.

—É na sua escola? – Perguntou enquanto colocava o cinto e ligava o carro.

—Sim, mas não. – Ri e ela me olhou. – É no auditório da escola, então pode seguir para lá. Sabe o caminho?

Ela sorriu e saiu com o carro.

—Sei sim, pode ficar tranquila. – Como não vinha nenhum carro ela acelerou, entrando na pista, começando a distanciar-nos de minha casa. – Se quiser pode ligar o rádio. – Apontou para a tela interativa entre nós, obviamente comecei a fuçar nela até achar uma música que eu gostasse, o que não aconteceu e eu deixei em qualquer uma.

—Então... Por que você estava sem par para o baile? – Questionou-me enquanto dirigia.

—Não sei. – Dei de ombros, olhando para fora da janela. – Não cheguei a falar com ninguém para ir comigo e como sempre fico só estudando, acho difícil alguém me chamar. – Dei risada sozinha. – Também ocupei-me com as provas do instituto e a da faculdade, quando recebi a resposta que passei comecei a correr atrás dos documentos também.

—Entendi. Fico feliz que tenham conseguido passar nessa faculdade. – Olhei para ela e a vi sorrindo minimamente. – Pelo que vi é algo que você quer mesmo.

—Sim! Eu gosto muito de ensinar e com a proposta da diretora do instituto foi impossível não me voltar para isso. – Falei rindo um pouco. – E você? Como se sente como a nova anciã de seu povo?

—Me sinto responsável, muito responsável. – Ela deu uma risada nasalada, chamando mais ainda minha atenção. – São dezenas de coisas para resolver, pensar e fazer. Eu sabia que era algo complexo, porém não tanto assim. Mas estou gostando, acho que posso ser útil ao meu povo fazendo o que faço agora. Tudo e todos estavam muito saturado pelos governos passados.

—Entendo. – Falei olhando para frente. – Mas acho que você está se dando muito bem nesse novo posto. – Sorri voltando-me para ela, vendo-a sorrir minimamente. – Sei que está tensa com as coisas, mas tente se acalmar... Tudo se resolve no final.

Ela assentiu olhando-me rapidamente, mas logo voltando a dirigir no silencio da conversa e ao som da música que se passava no rádio do carro, porém logo chegamos ao estacionamento do instituto, já que eu não morava longe, e indiquei onde era melhor pararmos para ficar mais perto do auditório.

Descemos do carro e Nevena o trancou, Jessie falou algo sobre encontrar seu par em algum lugar e desapareceu, deixando-nos sozinha o que fez um nervosismo enorme crescer dentro de mim. Por mais que eu conhecesse Nevena a um tempo curto, mas significativo, eu ainda me sentia nervosa perto da mesma, principalmente depois de nosso beijo no quarto dela e da história toda de predestinação e tudo mais. Tudo isso era muita coisa para a minha cabeça, com certeza que era!

—Vamos entrar? – Ela perguntou, olhando-me. Assenti e ela pousou sua mão em minha cintura, indicando-me para andarmos, o que eu comeei a fazer, porém totalmente nervosa e com o coração batendo a mil dentro do peito!

Nevena parou de andar, eu continuei alguns passos, mas quando vi que ela não me acompanhava parei e olhei para trás, onde ela estava parada, fintando-me.

—O que foi? – Perguntei, estranhando a atitude.

—Você gostaria que eu fosse embora? – Arregalei ligeiramente os olhos com sua fala e aproximei.

—Não! Por que diz isso? – Parei em sua frente, olhando em seus olhos. Nossas alturas não eram tão diferentes assim.

—Eu consigo sentir seu nervosismo, Brenda. – Falou com pesar. – Eu sei que está nervosa e não quero que fique assim, principalmente se a causa for eu ou minha presença.

Senti o peso daquelas palavras e por um minuto nada falei, apenas prendi a respiração, mas por fim suspirei e passei as mãos pelo cabelo, deixando transparecer esse nervosismo que ela acabou de mencionar e que era totalmente verdade, mas não a causa que ela estava achando.

—Eu estou nervosa sim, mas não por isso que está pensando! – Falei, chamando sua atenção, fazendo com que suas íris verdes encontrassem as minhas. – Estou nervosa porque eu me sinto assim ao seu lado, sempre! Por que... – Suspirei desviando os olhos, mas respirando fundo ao voltar a olha-la. – Porque desde quando nos beijamos não paro de pensar em você, porque eu gosto de você e ao te ver meu coração dispara! É impossível não ficar nervosa ao seu lado, Nevena. É impossível porque eu gosto de você e esses sentimentos são muito novos para que eu os consiga controlar.

Eu estava mais ansiosa do que nunca! Meu coração disparou dentro do peito e eu sentia minhas mãos dormentes, minha mente enevoada e minha respiração descompassada como se eu tivesse correndo mais que um maratonista agora! E tudo isso por causa da vampira em minha frente, essa que não falou nada e nem alterou a expressão, apenas ficou me olhando dos pés a cabeça, me olhando em silêncio.

Deus!

Olhei ao redor completamente impaciente com isso, passei a mão no rosto e a repousei na boca, apoiando-me em uma perna só, voltando a olha-la, mas quando eu ia falar que eu iria calar a boca, ela ergueu sua mão e pegou a mão que cobria minha boca, depois ela puxou-me levemente para ela, nos aproximando.

—Tudo que falou é verdade.

—Eu sei! E...

—Isso não foi uma pergunta, Brenda. – Sua voz estava mais rouca do que o normal, seus olhos mais firmes e cativantes. Seu braço foi para minha cintura e senti uma pressão que me fez saltar para frente, colando nossos corpos.

Obviamente toda a roupa grossa que usávamos impediu que a sensação de ter seu corpo colado ao meu fosse maior, mas mesmo assim foi bom. Eu já sabia como era e ter essa proximidade de novo fez-me recordar do dia em seu quarto, quando ela me prensou contra a parede e nos beijamos, isso fez com que meus olhos descessem para sua boca e minha respiração falhasse mais ainda.

Pisquei pensando ter visto sua boca mais próxima, mas quando tornei a abrir os olhos ela estava mais próxima ainda e quando dei por mim nossos lábios já tinham se encontrado e minha respiração sumiu novamente, principalmente quando ambas as mãos de Nevena desceram para minha cintura e as minhas subiram para seu ombro e nuca.

Abri levemente a boca que foi preenchida por sua boca e suspirei involuntariamente, sentindo nossas peles se tocando e nossas bocas começando a mover-se mais avidamente. Deus! Como estava com saudade desse beijo! Segurei mais firme sua nuca, puxando-a para mim, arrepiando-me quando o aperto em minha cintura aumentou e no segundo seguinte meu corpo chocou-se contra a porta do carro, arrepiando-me por completo.

Nevena era linda, inteligente e atenciosa, também tinha defeitos como o descontrole violento aquele dia na varanda de Jessie, mas uma coisa não se podia negar a perceber sobre a morena, ela era fodidamente sexy e era impossível não sentir toda essa sensualidade, toda essa luxuria que ela deixava escapar dela com sua pose e aparência, transbordar durante o beijo, atiçando tudo dentro de você, ateando fogo em seu corpo apenas com seu toque.

Sua mão subiu para minha nuca, onde ela segurou com força aprofundando o beijo ao mesmo tempo que me pressionava no carro. Senti meu corpo se arrepiar dos pés a cabeça e toda a onda que isso proporcionou concentrou-se em meu ventre, fazendo-me gemer baixo e rapidamente, o que não passou despercebido pela vampira que segurou-me mais forte, beijando-me com mais vontade fazendo com que as minhas pernas começassem a bambear, porém fui amparada pelo braço de Nevena em minha cintura.

Eu já não conseguia respirar direito e parece que ela percebeu, pois foi diminuindo o ritmo até separar nossos lábios, deixando o seu pairando em minha frente, como se me chamasse, mas antes que eu caísse na tentação de novo, inspirei profundamente, tentando recuperar todo o ar que eu perdi só com um beijo dela.

Pisquei algumas vezes, subindo o olhar para os olhos dela percebendo que eles já me encaravam e com muita atenção. Suspirei, mas logo voltei a buscar por ar. Deus! Que beijo era esse?! Voltei a olhar para sua boca que começou a se aproximar de novo, mas quando pensei que íamos nos beijar, ela desviou para o meu pescoço onde senti seus lábios roçarem no meu ponto de pulso, arrepiando-me novamente.

Minha respiração não voltaria ao normal tão cedo já que seu corpo mantinha-se colado ao meu, pressionando-me levemente assim como fazia o braço em minha cintura, amparando-me, mas quando ela começou a beijar toda a extensão do meu pescoço foi inevitável não segurar seus a gola de seu smoking, apertando-a entre meus dedos, principalmente quando ela abriu sua boca para desferir outro beijo e senti seus caninos proeminentes acariciarem minha pele agora em chamas com as sensações que sua boca estava a me provocar.

Senti um beijo longo ser depositado na base de meu pescoço para logo depois ela se distanciar dali, ficando em minha frente, fazendo com que eu levantasse meus olhos para os dela e os percebesse mais escuros, quase avermelhados, mas a vampira deu uma piscada demorada e quando tornou a abrir os olhos, os vi verdes novamente, talvez mais escuros, mas com certeza verdes.

—Devemos entrar. – Ela falou soltando aquela respiração quente e desejosa em meu rosto.

Assenti sem muitas forças e ela afastou-se completamente de mim que senti um vento frio surgir onde o corpo dela encontrava-se com o meu. Continuei a encarando por um tempo, mas por fim respirei fundo e me apoiei corretamente em minhas pernas novamente, respirando várias e várias vezes para me acalmar. Afastei-me do carro e parei ao lado dela que me olhava, tornei a olhar para ela e aproximei-me com um sorriso risonho ao notar sua boca completamente suja de batom borrado, molhei a ponta de meu dedo e comecei a tentar limpar sob o olhar atento de Nevena.

—Desculpe. – Ela falou, atraindo minha atenção.

—Pelo que exatamente? – Questionei, terminando de limpar seus lábios.

Abri minha bolsa e peguei de lá meu batom, virei-me para o carro e retoquei meu batom, tentando limpar a parte borrada assim como fiz com ela.

—Não sei, eu... – Pelo vidro eu vi a expressão confusa dela enquanto olhava para o chão. Não me movi. – Não acho que deveria... É difícil me controlar, Brenda. Muito difícil. Não quero perder o controle com você.

Ergui uma sobrancelha encarando-me no vidro ainda retocando o batom. Quem diria, heim? Guardei meu batom e me virei para ela, ficando em sua frente ao me aproximar e segurar seu rosto.

—Você não precisa se preocupar. – Pousei minha mão na lateral de seu rosto, acariciando. Seus olhos pareciam amedrontados, mas sei que apenas pareciam. – Eu quis esse beijo tanto quanto você! Concordo que talvez devêssemos pegar um pouco mais leve. – Ri baixo e ela sorriu minimamente. – Principalmente se todos os seus beijos forem assim!

—Não teve nada de especial nesse. – Falou risonha. – Foi normal.

—Então todos vão ser como esses. – Falei rindo e sorrindo para ela. – Talvez até melhor, o que me faz pensar em muitas outras coisas que envolvem beijos e que com toda a certeza vão acontecer se você continuar me beijando assim.

Nevena sorriu, mas não falou mais nada e muito menos fez, apenas pegou minha mão e me puxou para dentro do auditório onde a festa rolava a sei lá quantos minutos.

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A festa realmente estava muito boa! Eu e Nevena ficamos juntas desde quanto entramos e a apresentei para poucas pessoas que eu considerava além de Jessie, essa inclusive apareceu com uma menina e depois com um menino o que me rendeu boas gargalhadas, mas aparentemente ela estava bem e isso que importava e como ela falou, estava relaxando muito com música e bebida, acho que com aqueles dois também!

Já se passava das dez da noite e todos estavam totalmente ligados na música, dançando e poucos conversando pelos cantos, eu e Nevena éramos dessa galera do canto. Eu não costumava beber e tampouco beberia para me distrair já que a melhor distração do mundo estava aqui! Dando-me toda a sua atenção, o que me deixava completamente feliz e relaxada, pois conversávamos sobre coisas bobas como uma dança estranha que alguém estava fazendo, como onde Jessie estaria se atracando agora, da música e até coisas como bebida favorita e tudo mais, então ficamos assim durante um bom tempo, até que começou a tocar uma música que eu amava e me empolguei, puxando a vampira para dançar comigo.

—Mas eu não sei dançar! – Ela falou relutante, ainda sentada na mesinha do bar que tinha ali, pois é, surpreendente eles terem deixado um bar entrar aqui. – Eu não sei dançar essa música, Brenda!

—Vamos! Por favor! – Exclamei ainda a puxando. – Só essa e paramos! — Ela riu e revirou os olhos, mas levantou e eu sorri grande pelo triunfo!

Quando nos posicionamos em um espaço pequenos entre todos para dançarmos a música já estava na metade, mas mesmo assim abracei-a e começamos a nos mover no embalo calmo e gostoso da música.

Baby, I'm dancing in the dark (Amor, eu estou dançando no escuro)

With you between my arms (Com você entre meus braços)

Barefoot on the Grass (Descalços na grama)

Listening to our favorite song (Ouvindo nossa música favorita)

When you said you looked a mess (Quando você disse que parecia uma bagunça)

I whispered underneath my breath (Eu sussurrei bem baixinho)

But you heard it (Mas você ouviu)

Darling, you look perfect tonight (Querida, você está perfeita essa noite)

Circulei meus braços em seu pescoço e ela repousou suas mãos em minha cintura, olhando-nos nos olhos, sorrimos.

We are still kids, but we're so in Love (Ainda somos crianças, mas estamos tão apaixonados)

Fighting against all odds (Lutando contra todas as possibilidades)

I know we'll be alright this time (Eu sei que ficaremos bem desta vez)

Darling, just hold my hand (Querido, apenas segure minha mão)

Be your girl, you'll be my woman (Serei sua garota, você será minha mulher)

And I see my future in your eyes (E eu vejo meu futuro em seus olhos)

A música foi tomando outra batida quando começou a acabar e Nevena susurrou que pegaria uma bebida para gente, assim que ela se distanciou Jessie apareceu sozinha e começou a falar coisas que não entendi absolutamente nada, comecei a fazer sinais de que não estava entendendo e ela revirou os olhos, mas puxou-me para dançar com ela, dando-me o seu copo cheio de algo que eu não sabia o que era, mas dei algumas goladas empolgando-me com ela enquanto dançávamos.

A música não era nenhuma em si, era apenas sua batida, mas isso já animou todos inclusive eu e minha amiga. Nevena não tinha surgido ainda, então começamos a dançar mesmo, obviamente eu não era muito fã de dançar em dias comuns, mas hoje não era um dia comum e também eu não dançar toda hora não quer dizer que eu não saiba.

Jessie e eu começamos a nos movimentar na mesma sintonia, praticamos muito com música em meu quarto, então não havia nenhum tipo de erro ou algo assim, apenas dançávamos como dançávamos em meu quarto em cima da cama. Sorri ao notar que uma ótima música começou a tocar e novamente dei mais goles na bebida de Jessie.

Oh my, oh my, oh my

Oh my, oh my, oh my

Oh my, oh my, oh my, oh my

It ain't my fault you keep turning me on (Não é culpa minha se você continua me excitando)

It ain't my fault you got, got me so gone (Não é culpa minha se você me fez apaixonar, apaixonar)

It ain't my fault I'm not leaving alone (Não é culpa minha se não estou indo embora sozinha)

It ain't my fault you keep turning me on (Não é culpa minha se você continua me excitando)

Eu sorria e dançava com os olhos fechados, abrindo apenas para certificar-me de não esbarrar em ninguém. Lembrava muito bem dessa música e do clipe, com toda a certeza era ótima, seria melhor ainda se Nevena voltasse logo!

I can't talk right now, I'm looking and I like what I'm seeing (Não posso falar agora, estou olhando e gosto do que vejo)

Got me feeling kinda shocked right now (Me fez ficar chocada agora)

Could've stopped right now, even if I wanted (Não poderia ter evitado, nem se eu quisesse)

Gotta get it, get it, get it, while it's hot right now (Preciso conseguir, conseguir enquanto está quente)

Oh my god, what is this, want you all in my business (Oh meu Deus, o que é isso, te quero todo sobre mim)

Baby, I insist, please don't blame me for what ever happens next (Amor, eu insisto, por favor, não me culpe pelo que acontecer)

Sorri dançando próxima a Jessie, mas em um dos paços sensuais notei Nevena sorrindo com dois copos na mão próximo a nós, então sorri e afastei-me de Jessie para puxar a vampira pela mão, trazendo-a para onde e dançávamos. Intercalei nossas pernas e peguei o copo de sua mão, segurando-me em seus ombros enquanto voltava a dançar dando alguns goles na bebida doce e torando a encarar Nevena sorrindo e cantando para ela.

No, I can't be responsible (Não, não me responsabilizo)

If I get you in trouble now (Se eu te colocar em problemas agora)

See, you're too irresistible (Veja, você é muito irresistível)

Yeah, that's for sure (É, com certeza)

Comecei a distribuir beijos em um lado de seu pescoço enquanto amparava-me pela mão no outro. Senti suas mãos segurarem minha cintura, uma delas estava com um copo.

So if I put your hands where my eyes can't see (Então se eu colocar suas mãos onde eu não posso ver)

Then you're the one who's got a hold on me (Você será quem tem poder sobre mim)

No, I can't be responsible, responsible (Não, eu não posso me responsabilizar, responsabilizar)

It ain't my fault (Não é culpa minha)

(No, no, no, no, no, no, no)

It ain't my fault (Não é culpa minha)

(No, no, no, no, no, no, no)

It ain't my fault (Não é culpa minha)

A música continuou em um ritmo novo que me fez sorrir e dançar com mais vontade. Distancie-me minimamente de Nevena para dançar de uma maneira mais solta junto de Jessie que surgiu com a menina de novo, o que me fez rir, mas minha risada ficou sumiu quando senti as mãos dela alcançarem minha cintura e puxarem-me para trás, fazendo-me chocar contra seu corpo, mas diferente do que talvez ela pensasse, continuei a dançar, mas agora pressionando-me contra ela.

It ain't my fault you came here looking like that (Não é culpa minha se você veio tão bonito)

You just made me trip, fall, and land on your lap (Você me fez tropeçar e cair direto no seu colo)

Certain bad boy swoon, body hotter than a Sun (Um ar de garoto mau, um corpo mais quente que o sol)

I don't mean to be rude, but I look so damn good on ya (Não quero ser grosseira, mas eu fico muito bem em cima de você)

Virei-me para ela e sorri percebendo sua expressão contida, bem sei contida do que!

— I don't mean to be rude, but I look so damn good on ya! – Falei bem próxima de sua boca, segurando seu queixo.

Notei que ela respirou fundo e sorri com isso, mas antes que pudesse fazer algo, Nevena puxou-me para um beijo que tirou de vez o meu fôlego. A música continuou rolando, mas eu não conseguia e nem queria pensar em nada a não ser a vampira, seu corpo colado ao meu e seu beijo avassalador que tirava cada vez mais o meu fôlego e ao mesmo tempo deixava meu corpo pegando fogo!

Ficamos na pista por longos minutos, talvez horas! Só paramos quando o calor humano ficou insuportável e eu estava louca por algo gelado para beber. Encostamos no bar e Jessie nos acompanhou dessa vez, novamente sozinha.

—Eu estou adorando essa festa! – Exclamou pegando um copo que estava ali cheio de algo que não sabíamos o que era e bebeu, sim, ela bebeu o copo desconhecido. – Melhor festa ever!

—Você nem nunca foi em outra! – Apontei e ela deu de ombros, fazendo-me rir, mas desviei os olhos para Nevena que olhava para nós duas com um sorriso divertido. – Está se divertindo? – Ela me olhou e assentiu se aproximando. Sorri de volta e segurei seu queixo, dando-lhe um rápido beijo nos lábios. – Que bom.

—Ai meu Deus! – Exclamou Jessie chamando nossa atenção. Ela nos encarava com um misto de surpresa e diverção. – Eu sabia que daria certo! Já se beijaram quantas vezes! Me contem!

Eu abri a boca para responder, porém vi a menina que surgia com Jessie durante a festa aparecer por trás dela e parar ao nossa lado. A garota nos cumprimentou com um sorriso, mas logo voltou-se para Jessie que percebeu sua presença e a olhou.

—Oi, professora. Não quer sair daqui?

Seu tom de voz era fino, mas sua voz transbordou segundas intenções assim como o sorriso e olhar que lançou para minha amiga que conhecendo como eu conheço, se arrepiou dos pés a cabeça.

Jessie apenas sorriu e se levantou, segurando a mão da menina que já começou a puxa-la para a saída, mas minha amiga parou e olhou para mim.

—Vai me contar tudo depois! – Falou com os olhos estreitos.

—Você também. – Falei somente para ela, e talvez Nevena ouvir, antes da menina sumir com uma Jessie sorridente que me encarava. – Minha amiga é doida. – Comentei virando-me para a garrafa de água que foi deixada em minha frente.

—Por que?

—Ah ela sempre falava que tinha um crush na sala dela e era uma menina, deve ser essa aí já que chamou ela de professora. – Falei para Nevena, rindo. – Mas então, o que quer fazer?

Nevena sorriu para mim e eu sorri de volta. Ela tinha um sorriso lindo! Que ficava mais perfeito ainda porque apareciam umas quase covinhas!

—Agora? Te levar para sua casa. – Falou se levantando e me puxando. – Prometi para seus pais que te levaria e já está tarde.

—Mas já?! – Exclamei sendo puxada por ela para fora da festa.

—Sim, senhora. – Ela sorriu e caminhamos até seu carro, ela o abriu e eu entrei primeiro, mas rapidamente empurrei o banco dela para trás antes dela abrir, quando ela terminou de dar a volta e entrar, acomodando-se no bando eu saltei e sentei-me em seu colo, sorrindo.

—Podíamos fazer algo bem melhor. – Sussurrei em seu ouvido e ouvi sua respiração mais pesada. – Algo que eu sei que você vai gostar e eu também.

—Brenda... – Comecei a beijar seu pescoço, direcionando-me para sua orelha, calando-a por um curto período de tempo. – Não crie tentações, por favor.

Ela afastou-me delicadamente e eu ainda resisti na posição, porém obviamente ela utilizou de sua força e rapidez para me tirar do seu colo e colocar no banco ao lado, atando meu sinto.

—Faça o favor de se comportar. – Falou meio sorrindo, mas dava para perceber que estava tensa e isso me fez sorrir.

—Eu sempre me comporto. – Falei levando minha mão até sua coxa, apertando enquanto a olhava, mas minha mão foi tirada dali na mesma velocidade que vim parar aqui.

—Só fique quieta, vou te deixar em casa e ir para a Vila! – Disse suspirando exasperada. — Você não tem noção do que faz comigo. – Sussurrou.

—Você que não tem noção do que eu posso fazer com você. – Falei sorrindo enquanto rumávamos para minha casa.

Notas finais
se segurem que a viagem vai começar e.e