Notas iniciais
Olá lindas!Já está quase no final,por favor não deixem de comentar...

POV BRIAN

Acabei me assustando com Emily quebrando o copo daquele jeito e levantando-se como um furacão parecendo furiosa e triste ao mesmo tempo. Antes de jogar o que sobrou da taça de cristal sobre a mesa e se afastar quase correndo, vi lagrimas em seus olhos. Já haviam começado os surtos e esse era o primeiro que presenciei e acabei sorrindo meio sádico com isso. Notei Jason preocupado e quando ele já ia se levantando Val se ofereceu para ir atrás dela porque pela direção só podia ter ido ao banheiro feminino.

-Obrigada. –agradeceu e depois voltou a fuçar o prato de frutos do mar a sua frente passando a mão na cabeça de tempos em tempos.

Idiota, nem um filho para a esposa era capaz de dar. Como ela foi se casar com esse cara. Aposto que se fosse minha mulher já estaria grávida há tempos. Mas ela não quis ter um filho comigo... e isso me deixava com muita raiva . Ódio e amor são sentimentos que ficam separados por uma linha tênue e acho que minha maior frustação sempre foi essa. Pedi que seu filho fosse meu e ela engravidou do Matt e agora se casou com outro. Como Michele mesmo disse o que eu fiz não foi tão grave assim, vai ver ela não me amava tanto como dizia. Mas descontaria tudo isso quando a pegasse de jeito e a faria minha da mesma forma que fiz da primeira vez que coloquei essa ideia em minha mente.

Quando voltou acompanhada da Val, seus olhos já estavam secos e a maquiagem intacta porem bastante vermelhos.

-Vamos amor?-pediu se dirigindo ao marido sorrindo triste para tentar tranquiliza-lo.

-Claro. Boa noite. -Se despediram e foram embora.

Gena trocou um olhar com Val que assentiu com a cabeça e ambas pareciam preocupadas. Ficamos mais um tempo e logo fomos também.

-O que foi aquele surto da Emily na festa de hoje?-perguntou Michele passando creme nas mãos enquanto eu já estava deitado na cama.

-Eu que vou saber? -fiz-me de desentendido.

-Ah Brian, acha mesmo que sou burra não é? Você sabe muito bem que ela está surtando por causa de não conseguir engravidar...

-Não é da nossa conta. -disse seco.

-Eu bem que queria ficar grávida agora para poder esfregar isso na cara dela...

-O QUE?-quase engasguei com o que aquela louca disse.

-Por quê? Você não quer ser pai meu amor?-perguntou me encarando cínica.

Claro que eu quero ser pai. Um filho da Emily e não seu.

-Não quero ter filhos. -menti para acabar com aquele assunto de uma vez.

-Não quer ter filhos ou não quer ter filhos comigo?-sua voz já estava alterada.

-Não quero filhos com NINGUÉM. Assunto encerrado agora?-arqueei a sobrancelha e a olhei sério.

-Assunto encerrado. -levantou as mãos em sinal de rendição e se trancou ao banheiro dormi antes dela voltar de lá.

POV EMILY

Como sabia que iriamos ficar mais 3 dias em Nova Iorque marquei outra consulta com um médico famoso especialista em fertilidade feminina daqui. Tive esperanças até o último minuto de ontem que não seria necessário ir a essa consulta, mas meu corpo me traiu mais uma vez então agora é guerra.

Jason iria comigo e ele parecia tão arrasado quanto eu. Jamais o culpei por não estar conseguindo ficar grávida, mas já estava deixando-o frustrado também.

-Amor, desculpa se estou te pressionando, é que ser mãe é algo muito importante pra mim... sei que o problema está na minha cabeça e não em você.-falei segurando seu rosto o fazendo me encarar.

-Esse é um PROBLEMA NOSSO. Não seu. — corrigiu me dando um selinho de leve. -Prometi que seu bem estar estaria sempre entre minhas prioridades quando nos casamos não foi? Então não diga que está me pressionando. Vamos enfrentar isso junto. -deu-me um beijo mais demorado dessa vez e me envolveu num abraço apertado cheio de cumplicidade.

Chegamos ao consultório do médico, Dr. Gabriel Gray.

-Sra. Blackwood, vou fazer-lhe algumas perguntas antes de pedir exames ao casal tudo bem?

Assenti com a cabeça agarrando com força a mão do meu marido por debaixo da mesa .

-Tem pré-disposição ou algum caso de infertilidade física de algum lado das famílias?

-Não que eu saiba.

-Algum de vocês é filho único?

-Não. Ambos tivemos irmãos.

-Caso de gêmeos?

-Sim, eu sou gêmea.

-Sinal de boa fertilidade na genética materna.-ele fazia as perguntas e ia teclando cada informação no computador a sua frente.

-Já teve caso de aborto há pouco tempo ou na adolescência ?

-Na verdade...-senti meus olhos arderem de ter que falar sobre meu bebê morto.-Não foi bem um caso de aborto.Tive um acidente e meu bebê morreu aos 8 meses de gestação.

-Que tipo de acidente Sra.Blackwood?-tirou os óculos e me encarou mais atentamente aguardando minha resposta.

-Queda de uma escada. Tive uma lesão no útero, mas os outros médicos me disseram que não me impediria de voltar a engravidar.

-Há quanto tempo foi isso ?

-Pouco mais de 1 ano e meio.

-Aparentemente seu problema não é físico .Já ouviu falar em infertilidade psicológica?

-Mais ou menos.

- A infertilidade psicológica na mulher pode vir de conflitos familiares, da rivalidade ou de problemas mal resolvidos com os pais, o medo do corpo e a hipocondria — a obsessão com a própria saúde. Normalmente, os distúrbios psicológicos podem levar à falta de ovulação na mulher e à menor produção de espermatozoides no homem, além do receio da geração de um filho anormal. -fez uma pausa e me se aproximou mais do meu rosto se apoiando a mesa. -No seu caso imagino que essa lesão que teve deixou-a com trauma e seu subconsciente não manda estímulos suficientes para a ovulação normal de uma mulher da sua idade.

-Ok.Como eu resolvo isso, preciso de alguma espécie de terapia?-perguntei impaciente.

-Na verdade há muitos métodos para resolver esse problema: A inseminação artificial é o método mais simples da fertilização assistida. O primeiro passo é detectar, por ultra-sonografia, o momento da ovulação (natural ou induzida por hormônios). Logo após, o esperma é recolhido por masturbação e os espermatozoides móveis e com formato normal são selecionados e introduzidos na trompa por meio de um cateter.

-Outro método é o ICSI — injeção intracitoplasmática de esperma. Nessa técnica, o ovário é estimulado por hormônios e os óvulos retirados. O esperma é colhido por masturbação e são escolhidos os espermatozoides mais saudáveis. Cada óvulo recebe apenas um espermatozoide, injetado com uma agulha muito fina. Formados os embriões, eles são colocados no útero.

-Uma outra opção é a transferência intrafalopiana de gameta — GIFT Por esse método, retira-se o óvulo depois da estimulação com hormônios, e o espermatozoide é coletado por masturbação. Ambos são colocados no interior da trompa — é lá que ocorrerá a fecundação, imitando a natureza. Esse método requer uma pequena cirurgia — uma laparoscopia para observar a colocação do óvulo na trompa.

-Na fertilização emvitro, os óvulos são recolhidos depois da ovulação se estimulada por remédios. No laboratório, o óvulo e espermatozoides são colocados juntos, para que ocorra a fertilização. Após a formação do embrião, ele é colocado no útero.

Fiquei chocada com a explicação de cada método .

-Se eu não tenho nenhum problema físico porque precisaria de algum desses métodos nada naturais para ter um filho?-eu falei meio ríspida devido ao pensamento de ter que fabricar um filho no laboratório.-Desculpe minha ignorância Dr.,mas quero um bebê feito de forma natural e não um fabricado...-passei as mãos pelos cabelos e Jason sussurrou um “calma”em meu ouvido.

-Só sugeri isso porque percebi que está muito ansiosa. Mas há um jeito mais simples. Aplicação de injeções de hormônios para aumentar a ovulação próximo ao período fértil. Mas é um pouco mais exigente na questão do dia da relação para se tentar engravidar. -olhou-me questionativo para ver se eu concordava com aquilo, vendo minha expressão continuou. -As injeções são diferentes dos comprimidos e causam algumas reações, como irritabilidade, libido excessivo e ondas de calor fora de hora.

-Vamos tentar isso então. -disse decidida.

Ao termino da consulta ele nos entregou um formulário e receitas para compra das injeções e algumas guias de exames. Também uma espécie de explicativo do dia que teríamos que ter a tal relação sexual para gerar o bebê após o inicio do tratamento.

Agora era só esperar e ter um pouco mais de paciência até o tal dia.

Notas finais
Como acham que vai acabar essa história do Brian e da Emily?