Notas iniciais
Desculpem se desapontarei vocês,mas não quero clichês por isso segui esse rumo...
Quem estava ligada ,deixei dicas no capitulo 40 do que iria acontecer e no 41 do que não iria acontecer.então...
Boa leitura.

Aos poucos, dia após dia empacotando e desmontando o quarto que seria do bebê e lógico chorando segurando cada roupinha e objeto do qual estava me desfazendo, fui me sentindo melhor. Sei que esse vazio nunca seria preenchido mesmo que tivesse outros filhos, mas estava mais conformada.

Fiz tudo sozinha, queria poder enfrentar de uma vez essa perca e chorar tudo que tinha para chorar enquanto vazia aquilo.

Jason me visitava todos os dias, parecia ter largado tudo para ficar ao meu lado. Imagino o que Jack, pai dele, pensava e falava sobre isso, mas nunca comentei nada com ele. Via-o mais feliz que das últimas vezes que nos encontramos, só de não ter que carregar o fardo de cuidar dos negócios da família ao lado de um pai tão repressor quando o dele.

Os meninos resolveram que continuariam com a banda. Principalmente porque era isso que Jimmy iria querer. O lançamento do novo cd foi um sucesso e apesar de não ter ido à festa de divulgação Zacky deixou uma webcam ligada na bancada de autógrafos para que acompanhasse tudo ao vivo. No fundo vendo toda aquela agitação senti que não fazia mais parte daquele mundo. Do mundo deles. Se dissesse que já não sentia nada pelo Brian estaria mentindo, mas o sentimento mudou após a morte do meu filho.

Talvez ele estivesse concentrado demais na turnê do novo cd e nos afastamos um pouco. Quando nos encontrávamos rolava uma tensão. Ele ainda fazia meu coração disparar e o sentia arrepiar com um único abraço meu. Mas percebi que jamais conseguiria deixa-lo me tocar como antes. Uma vez ele acabou me beijando e acabamos na cama, mas quando já estávamos praticamente sem roupas à imagem de sua traição e tudo que veio depois me atingiu como um soco no estomago e acabei pedindo para que ele parasse. Como eu havia dito a confiança quando se quebra não dá mais para colar. Acho que ele acabou se conformando que realmente não tínhamos mais volta.

Com Matt foi à mesma coisa, olhar para seu rosto e pensar na semelhança com meu filho era doloroso e não podia mais me imaginar na cama com ele.

Mas o amor que tinha nascido entre eu e os Avengers seria algo que jamais seria quebrado. Carinho, amizade, cumplicidade e adoraria voltar a trabalhar com eles um dia quando todos os sentimentos estivessem em ordem.

Jason se mostrou tão dedicado e se reaproximou de uma forma tão repentina que tudo que vivemos começou a despertar um sentimento novo dentro de mim. Um sentimento mais maduro e certeiro.

Ele praticamente abandonou os negócios do pai e voltou a se dedicar aquilo que mais gostávamos: a música. Não tocando, mas fazendo investimentos em ações de gravadoras e patrocinando novas bandas e acabou provando para o pai que podia sim continuar fazendo o patrimônio Blackwood crescer fazendo aquilo. Jack não tinha como discordar que a indústria fonográfica era realmente um ramo com o qual se podia lucrar e por fim acabou apoiando o filho na sua decisão.

Jason estava mais despojado, nunca mais o vi usando aqueles ternos que tanto odiava e certo dia chegou tão feliz por ter finalmente finalizado as tatuagens do braço que parecia um garotinho que havia ganhado a tão sonhada bicicleta nova.

Kat estava saindo com um cara chamado Damon ,ele parecia legal e a Mel o adorou logo de cara.

Em um dos encontros da Kat,Mel ficou comigo e Jason. Assistíamos um filme qualquer na sala. Ela apagou com a cabeça no meu colo e as pernas no colo de Jason. Mel já estava se tornando uma mocinha e ficava cada dia mais linda.

-Emily?-chamou Jason enquanto ainda olhava pra minha sobrinha pensando em como ela havia crescido tão rápido.

-Sim.

-Queria que fosse comigo a um lugar hoje. Sei que é tarde mais quando a Kat chegar quero muito te levar lá. -ele parecia com medo de eu dizer não.

-Claro. O tal lugar é surpresa?-perguntei sorrindo largo para demonstrar que adoraria sair com ele essa noite.

-Mais ou menos... você verá quando chegarmos.- retribuiu o sorriso parecendo aliviado por não tê-lo rejeitado.

Kat chegou um pouco antes da meia noite e levou Mel para quarto.

Coloquei um vestido leve preto de alças finas e saia de pregas até os joelhos, fazia calor apesar do horário e calcei uma rasteirinha também preta. Fomos no carro de Jason e ao longo do caminho reconheci o trajeto. Paramos de frente para o lugar conhecido pra mim, no entanto estava muito diferente. Era o camping que fizemos o lual para comemorar a gravação do cd e logo depois onde tivemos nossa primeira vez. Sorri ao lembrar o quanto foi mágico. Perdemos a virgindade juntos e aquilo fazia com que fossemos especiais um para o outro.

Ao invés da enorme área descampada, tinha a fundação de uma construção de proporções a se perder de vista.

-O que está sendo construído aqui?-perguntei curiosa descendo do carro.

A brisa era refrescante e fazia meu cabelo esvoaçar batendo no meu rosto. Jason se aproximou colocando as mechas revoltas atrás da minha orelha. Segurou minha mão me puxando em direção ao lugar.

-Será uma casa.

-Uma casa? Pelo tamanho da fundação mais parece um hotel?-falei ainda caminhando entre a grama rasteira atrás dele. -Como sabe que vai ser uma casa?

-Por que a obra é minha!-respondeu se virando pra mim com um sorriso enorme no rosto.

-Sua? Você comprou a área de camping para construir uma casa?-fiquei surpresa com aquilo.

-Na verdade meu pai comprou o lugar e queria construir uma espécie de hotel onde os turistas pudessem aproveitar a natureza ao redor para rapel, trilhas e essas coisas que os hospedes adoram fazer. -continuou me puxando pela mão e contornamos a fundação indo em direção à cachoeira ao fundo do terreno. -Mas fizemos um acordo e fiquei com a área para fazer o que bem entendesse. Não deixaria que estranho usufruíssem de um lugar tão especial pra mim.

-Nossa! Deve ter custado uma fortuna!-disse espantada.

-Valeu cada milhão.

Sabia que o patrimônio dos Blackwood era incalculável, mas a naturalidade com que Jason falava parecia que eu não sabia de um terço a metade.

-Onde está me levando? Não vai me matar com uma faca como o Jason do filme sexta-feira 13 não é?-brinquei com ele por causa de seu nome.

-Tudo que eu não faria seria te matar. Pelo menos não na forma literal do verbo. -olhou pra trás piscando pra mim. -Tenho outras formas de matar alguém e não preciso de uma faca pra isso!

Gargalhei de sua insinuação e sei bem do que ele queria me matar. E conhecendo-o como o conheço sei que é capaz disso e muito mais.

Chegamos à cachoeira e o lugar não havia mudado nada. Estava bem claro porque era lua cheia. Ele se sentou e bateu no chão para que sentasse ao seu lado. Ficamos alguns minutos em silencio apenas observando a lua e ouvindo o barulho da cachoeira.

-Não acredito que esse lugar é seu agora...

-Pode ser nosso se quiser.

Fiquei meio sem saber o que responder e continuei a olhando a lua e o céu estrelado.

-Emily?-me chamou segurando em minha mão.

-Sim?-o olhei e seus olhos de uma azul safira ainda mais intensos que antes me prenderam em lembranças maravilhosas. -Sei que não está mais com o Brian e acho que não vão mais voltar a ficar juntos. Caso contrário isso já teria acontecido...

Meu coração se apertou com a lembrança do Brian, mas sabia que o que Jason dizia era verdade.

-Fui um covarde em te deixar escorrer por entre meus dedos de forma tão fácil. Achei que te dando espaço para viver sua vida como bem quisesse seria o melhor a fazer. Já que eu mesmo, depois de não ter mais meu irmão, não tinha coragem de enfrentar meu pai e impor minha real vontade a ele. E jamais desejaria a vida que levei durante esses anos para alguém. Muito menos para a pessoa que mais amo no mundo. -tocou meu rosto e o segurou com um das mãos.

-Eu também fui covarde. Olhar pra você me fazia lembrar que me escolheu ao invés do Tyler e a culpa que sentia me fez querer fugir ao invés de ficar ao seu lado e te dar forças para seguir com nossos planos. -também segurei seu rosto da mesma forma que ele segurava o meu.

-Tyler jamais me perdoaria se tivesse te deixado no fundo daquele lago. Ele te adorava como a uma irmã e juro que tentei soltar os dois ao mesmo tempo, mas ele mesmo não deixou, me empurrando para soltar você primeiro. E quando voltei, ele já tinha...

-Por que nunca me disse isso antes?-perguntei sentindo um enorme carinho pelo Tyler e lagrimas já rolavam por meu rosto.

-Eu tentei. Mas você olhava pra mim como se não me enxergasse e muito menos entendesse o que eu dizia. -seu olhar pareceu perdido nas lembranças daquela época.

-Eu o entendo agora Jason. Conheci alguém exatamente igual ao Tyler, capaz de dar a vida para salvar um amigo e amar e sentir aquilo como ninguém mais poderia. –a lembrança de Jimmy e seu enorme sorriso me vieram à mente confortando meu coração de uma forma inexplicável.

-Jimmy?-perguntou já sabendo a resposta.

Assenti com a cabeça.

-Você devia ter o conhecido. Ele era incrível. Uma das melhores pessoas que já conheci...

-Os bons morrem cedo.

-É o que parece. -respondi suspirando

Depois de alguns segundos apenas me encarando ele voltou a falar:

-Emily eu queria tanto saber o que teria acontecido se tivéssemos continuado juntos.

-Eu também.

-Acha que poderíamos tentar de novo? Poderíamos começar do zero... estamos mais maduros e você já viveu todas as experiências que podia ter vivenciado longe de mim.Quando te vi naquele estado no hospital e pensei que o tempo poderia me trair tirando de mim a chance de te ter de novo, jurei que faria tudo para merecer estar com você sem te aprisionar na minha vida complicada...

Coloquei um dedo em seus lábios e o beijei segurando seu rosto de forma terna. Foi um beijo longo, calmo e cheio de lembranças e sensações que estavam adormecidas há muito tempo. Quando nos separamos colei minha testa na dele.

-Devemos essa chance um ao outro. E farei de tudo para tentar fazer parte da sua vida complicada. –sorri para deixa-lo seguro daquilo que eu dizia.

-Jura que pensa assim?

-Juro. E juro também que não vou mais fugir de nada, nem mesmo do seu pai.

Ele riu do meu comentário.

-Ele já não está mais tão rabugento quanto antes, acho que a idade e o fato de eu enfrenta-lo de frente agora acabaram o colocando em seu lugar. -comentou correndo os olhos por todo o meu corpo e parando novamente em meu rosto.

-Isso é bom.Ninguém merece um sogro implicante!-ri pelo nariz achando graça das minhas próprias palavras.

-Ele não seria louco de implicar com a mulher da minha vida. -disse sorrindo e acariciando minha bochecha.

Deitei o rosto na palma de sua mão e fechei os olhos. Senti seus lábios nos meus novamente e ele me puxando para deitar na grama baixa.

-Tenho uma surpresa pra você!-se levantou me deixando onde estava e foi até um arbusto tirando uma enorme mochila de trilha de lá.

-O que é isso?-perguntei me apoiando nos cotovelos para olha-lo.

Ele abriu a mochila e tirou uma lanterna, um saco de dormir de casal e um edredom. De um dos bolsos menores tirou um saquinho preto com um laço da mesma cor que o fechava e entregou pra mim.

Abri e tirei o tecido leve de lá de dentro e deitei na grama para gargalhar daquilo.

-Não acredito que guardou isso!-falei ainda rindo.

-É lógico. Lembra a coisa mais incrível que já aconteceu comigo. Eu e você juntos aqui pela primeira vez. -era a bandeira do Metallica que tinha usado para me cobrir na noite do lual e me enrolar logo depois.

Ele arrumou o saco de dormir no chão a minha frente, acendeu a lanterna deixando acima das nossas cabeças e me chamou para deitar a seu lado.

-Não precisa achar que te trouxe aqui e fiz tudo isso só para te convencer a dormir comigo.

-Que pena. Achei que quisesse exatamente isso. -falei fingindo estar desapontada.

Ele sorriu e voltou a me beijar e quando o beijo se tornou mais intenso, me puxou para ficar de joelhos e deslizou meu vestido para baixo me fazendo deitar logo em seguida para terminar de tira-lo. Deitou-se sobre mim e continuou me beijando e acariciando as laterais do meu corpo. A sensação de suas mãos na minha pele era única como se uma brasa quase apagada acendesse novamente naquele momento. Puxei a barra de sua camiseta e ele levantou os braços para que eu pudesse tira-la.

-Senti tanto sua falta... -sussurrou em meu ouvido para logo depois deslizar a língua pelo meu pescoço.

Colou seu peito aos meus seios e ficamos nos beijando por um bom tempo até não dar mais para segurar. Deslizou as mãos pelo meu quadril, e acabou com um só gesto, rasgando as laterais finas da calcinha que eu usava. Continuou a beijar meu pescoço descendo para meus seios e beijando-os de forma suave. Gemi baixo com sua língua acariciando meu mamilo esquerdo enquanto sua mão massageava o direito. Desceu beijando minha barriga e parou no meu baixo ventre. Tocou com a ponta dos dedos a fina cicatriz da cesariana e beijou-a como se pudesse fazê-la desaparecer apenas com aquele gesto. Antes que ele prosseguisse puxei seu cabelo agora mais curto e meio arrepiado para que voltasse a beijar minha boca. Levei as mãos ao cós da bermuda camuflada que usava e abaixei até onde consegui junto com a boxer branca. Sem me soltar terminou de desliza-la esfregando uma perna na outras até que as peças caíssem aos nossos pés. Mordi o lábio quando o senti entre minhas pernas. E mais uma vez soube que estar com ele era tão simples quanto respirar.

Ele segurou minha cintura com um pouco mais de força e aprofundou o beijo. Senti uma de suas mãos me soltar e olhei para o lado vendo-o tatear um dos bolsos da mochila.

-O que está fazendo?-perguntei separando apenas um pouco nossos lábios e ofegando em sua boca.

-Pegando uma...

-Não precisa. -dei vários selinhos molhados em sua boca e segurei seu rosto deslizando a língua por seus lábios.

-Tem certeza?!-perguntou me olhando espantado.

-Tenho. -o beijei novamente pedindo passagem para invadir sua boca com a língua. -Estou... -dei mais um selinho demorado nele-tomando pílula. — o médico havia recomendado para regular meu ciclo após a gravides.

Ele separou nossos lábios e acabei reclamando. Ele sorriu e acariciou meu rosto.

-Obrigada por confiar em mim desse jeito. -seus olhos brilhavam como da primeira vez que ficamos juntos.

Apenas retribui o sorriso e passei as mãos por suas costas sentindo cada músculo muito mais desenvolvidos do que há alguns anos. Ele se arrepiou e enterrou o rosto na curva do meu pescoço. Entrou em mim gemendo e ofegando como se aquilo o estivesse dando-lhe um prazer indescritível. Fiquei feliz por ele ainda me desejar daquela forma. Ficou um tempo parado quando já estava todo dentro de mim. E continuou me beijando de forma mais intensa segurando meu rosto com força entre as mãos. Começou a se movimentar primeiro lentamente e quando puxei seu quadril para que me estocasse com mais força seus movimentos se tornaram mais agressivos, porém não senti nenhuma dor. Com ele nunca havia dor, apenas carinho e prazer. Apertei com força seus braços enterrando as unhas e gemendo em sua boca quando explodi com ele ainda me estocando com vontade. Logo senti um líquido quente dentro de mim. E sua boca abafando um gemido em meu ombro.

-Eu te amo como nunca consegui amar ninguém. -se apoiou nos cotovelos para me olhar enquanto eu ainda me contorcia em baixo dele com o prazer recente-Casa comigo?

-Demorou muito pra fazer esse pedido... -o puxei para mais um beijo. -É o que mais quero nesse momento.

Notas finais
Já sei,já sei team Brian e Team Matt ...podem xingar .Mas acreditem,ainda tem emoções nada românticas pela frente,principalmente com Syn...