When Love And Death Embrace
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Voltando pra fic,vou explicar uma coisinha sobre o nome dos personagens,nada a ver ,mas só pra vcs saberem ,Eric Draven (irmão da Emily) é o nome do personagem "O corvo" filme que por acaso passou ontem na tv aberta ,não lembro o canal...como gosto muito desse filme escolhi o nome do irmão e sobrenome para meus personagens.O que acham?Vocês já conheciam a história de Eric Draven?Vale a pena mesmo sendo mais velho que vocês ...
Não deixem de comentar o capítulo por favor.Bjus e boa leitura.
POV MATT
Quando me certifiquei que Emily dormia profundamente, devido à respiração pesada. Tive que dar um jeito na minha própria insônia. Toca-la daquele jeito e senti-la úmida em meus dedos me deixaram com uma vontade louca de fazer amor com ela. Como podia se julgar pouco atraente por estar grávida, principalmente carregando um pedacinho meu dentro de si. Acabei me masturbando sem emitir nenhum gemido para não acorda-la ou faze-la se sentir culpada ou constrangida.
Dormi agarrado em seu corpo quente com a mão sobre sua barriga. O bebê estava quietinho, parecia dormir também.
Acordei no meio da madrugada com o barulho estridente do telefone no criado mudo ao lado de Emily. Ela abriu os olhos assustada.
-Deixa que eu atendo. -levantei e atendi a ligação.
-Alô.
-Quem fala?
-Matt.
-Cara, sou eu Zacky. -sua voz estava diferente parecia preocupado.
Olhei no relógio digital e eram 03h30minh da madrugada.
-Aconteceu alguma coisa?-perguntei já ficando desesperado ele não ligaria no meio da noite sem um motivo grave.
-É o Brian, Matt. Está péssimo. Estamos com medo de ele acabar se matando com o que anda fazendo. -suspirou pesadamente.
-O que ele anda fazendo?-perguntei baixo tentando não assustar Emily que já me olhava sentada na cama com os olhos arregalados.
-Sumiu ontem o dia todo. Voltou pra casa tão drogado que parecia um maluco. -fez uma pausa e respirou pesadamente de novo. –E não é coisa leve cara! Acho que pelo estado dele é heroína ou morfina e ainda por cima não para de beber um segundo. Fomos atrás dele naquela boate no centro que frequentávamos e uns caras de lá nos disseram que ele estava na maior orgia com várias prostitutas. Porra, ele tava tão doido que pode até ter pegado alguma doença dessas vagabundas.
-Vou pegar o primeiro voo de volta. Chegarei aí o mais rápido que puder. -falei já indo em direção ao banheiro para me arrumar.
-Matt, ele está trancado no quarto e não abre pra nenhum de nós, nem mesmo pro Papa Gates. Só ouvimos seus barulhos quebrando tudo lá dentro e xingando quem tenta entrar. Será que pode trazer a Emily, talvez seja a única que o faça sair dessa fossa. -sua voz pareceu desesperada.
-Ok. -desliguei sem querer ouvir mais nada.
Droga! Como vou deixar a mãe do meu filho que está tão frágil agora chegar perto de um maluco drogado e depressivo. Mas o cara é meu amigo e sei que a única que ele vai ouvir é a Emily. E perder mais alguém acabaria com ela e comigo também. Não tive outra opção a não ser acatar a sugestão de Zacky.
-Aconteceu alguma coisa?-perguntou encostada na porta do banheiro de braços cruzados já aflita.
-O Brian. Zacky disse que ele tá muito mal e se trancou no quarto e não abre pra ninguém-abracei seus ombros a fazendo encostar o rosto em meu peito. -Acha que a única que vai fazê-lo sair dessa depressão é você.
-Vamos logo então. -soltou-se dos meus braços pegando uma mala de mão dentro do armário já começando a arrumar suas coisas. -Tem um voo pra Califórnia as 5:ooh se corrermos chegaremos lá logo após o almoço.-parecia muito aflita.
Sabia o quanto isso era egoísta de minha parte, mas senti um ciúme enorme em ver o quanto ela se preocupava em perdê-lo. Não era apenas preocupação de amiga, ela ainda o amava tanto quanto antes.
POV EMILY
Chegamos à casa do Brian por volta das 02h00minh da tarde. Estava com muito medo de ele fazer uma grande besteira. Como eu mesma quase havia feito há tantos anos.
Estavam todos na sala, Johnny, Zacky, Gena, os pais e irmãos do Syn.Estava tão desesperada para vê-lo que não cumprimentei ninguém subindo direto para seu quarto deixando Matt pra trás.
Bati na porta, várias vezes e nada dele abrir ou responder. Encostei a testa na madeira e esmurrei com mais força desta vez e gritando para que ele me ouvisse.
-Syn, sou eu Emily, abre essa porta, por favor... -já estava chorando nesse momento e minha voz saiu meio embargada. -Se não abrir juro que peço para o Matt arro...
Não terminei a frese e ouvi a porta sendo destrancada. Suspirei aliviada e entrei trancando-a atrás de mim.
O quarto estava escuro as cortinas fechadas. Um cheiro forte de álcool me atingiu causando-me náuseas. Respirei fundo para não acabar vomitando. Achei o interruptor e acendi as luzes.
Encontrei-o ao lado da porta encolhido na parede sentado no chão com as mãos tapando o rosto. Reparei que o quarto estava todo quebrado: porta retratos, abajures, uma guitarra e garrafas de bebida. Vi caída ao lado da cama uma seringa e uma colher. Aproximei-me daquilo e vi gotas de sangue ao seu redor e na agulha. Heroína e ainda por cima injetada direta na veia. Em cima do criado mudo tinham várias outras seringas também usadas e pedaços de papel branco.
Olhei pra ele ainda encolhido e não consegui segurar o choro. Sentei-me na cama e comecei a soluçar. Em que ponto ele tinha chegado! Enxuguei os olhos com a manga da blusa de moletom que usava e fui até ele.
-Hei, Syn...-toquei devagar em seus cabelos bagunçados-Olha pra mim.-segurei seu rosto o fazendo me encarar.
Suas pupilas estavam dilatadas e como estava sem camisa vi seus braços cheios de marcas de picadas. Mais uma lágrima rolou caindo em suas mãos.
-Dói muito te ver assim. -foi tudo que pude dizer antes de envolvê-lo em um abraço apertado. Estava ajoelhada de frente pra ele e aquela posição estava muito incomoda por causa da barriga, mas não me importei. Fiquei assim um bom tempo apenas abraçando seu corpo imóvel e acariciando seu cabelo. -Por favor, me diz o que posso fazer pra te ajudar sair dessa... -disse fungando.
-Nada. -respondeu finalmente saindo daquele silencio mórbido.
-Juro que não vou te julgar por nada que fez. Já estive nessa mesma situação e quase me matei por não conseguir por pra fora toda aquela tristeza. E não vou sair daqui até você reagir. -falei firme secando os olhos mais uma vez.
-O que eu quero você não vai mais me dar. -falou num tom cínico.
-Não posso, só por causa do meu bebê... se não deixaria você me usar como quisesse se isso fosse te ajudar a acabar com toda essa dor. E não estou nem aí se está pensando que sou apenas mais uma vagabunda, só não vou aguentar te perder por que...
-Por quê?-olhou pra mim com um olhar dolorido como se implorasse para que dissesse aquilo.
-Porque ainda te amo demais. Nunca deixei de te amar e acho que nunca vou conseguir te arrancar do meu coração. -as lagrimas rolavam escorrendo pelo meu rosto e caído em suas mãos mais uma vez. -Não sabe o quanto está doendo aqui te ver assim-levei sua mão pálida até meu coração.
Fui pega de surpresa quando me puxou e me beijou com violência, fazendo meu lábio inferior sangrar.
-Eu também te amo. Você não imagina o quanto!-ele se levantou me puxando junto com ele, foi me emburrando agarrado a mim até me jogar na cama.
-Syn, calma já disse que não posso por causa...
-Desse maldito bebê!-pegou um cinzeiro no criado mudo e arremessou na parede.
Fiquei assustada com seu comportamento agressivo e tentei me levantar antes que ele pudesse me machucar, mas não consegui já que segurava meus pulsos ao lado do corpo não me deixando sair da cama.
-Syn, você está insano. Por favor, pare... -seus lábios colaram nos meus de forma violenta outra vez e quanto mais eu tentava me soltar mais ele me prensava contra a cama.
-Droga!-ele gritou me soltando e se jogando no chão ao lado da cama abraçando os próprios joelhos.
-Syn.-toquei seu cabelo novamente enquanto me sentava na beira da cama.
-Vai embora, se não vou acabar te machucando... -sua voz era fria e chorosa ao mesmo tempo.
-Já disse que só saio daqui depois que você estiver bem. -falei decidida.
-Vai foder comigo até me fazer esquecer? Porque fiz isso à noite toda ontem com umas cinco vadias diferentes e não melhorou nada!-gritou me fazendo dar um pulo pelo susto.
-Eu... -voltei a chorar convulsivamente e meu corpo todo tremia por causa dos soluços. Como ouvir tudo aquilo machucava. Mas eu não podia simplesmente ir embora e deixa-lo se matar agindo daquela forma.
-Desculpe!-senti seus braços me envolvendo enquanto ainda tentava controlar aquele acesso de choro. -Você não precisa ouvir isso. Desculpe, desculpe... -beijou meu pescoço e pude sentir o seu hálito de álcool, fiquei enjoada e saí correndo me soltando de seu abraço para logo em seguida vomitar na pia do banheiro.
Lavei o rosto e a boca tentando me acalmar. Acho que aquela situação me fez vomitar e não apenas o cheiro de álcool.
-Eu não consigo sozinho Emy... -vi seu reflexo atrás de mim, e não pude evitar me virar e abraça-lo de novo.
Deslizei minhas mãos pelo botão de sua calça e o desabotoei abaixando-a e junto à boxer branca que usava, voltei a me virar e me apoiei na pia fechando meus olhos.
-Só não machuque meu bebê, por favor... -pedi já deslizando a saia e a calcinha até deixa-las caírem aos meus pés.
Senti seus braços me envolvendo e puxando minha blusa para cima tirando-a pelo pescoço, me virou de frente pra ele e tirou meu sutiã. Pegou-me no colo e entrou embaixo do chuveiro comigo nos braços. Colocou-me no chão e voltou a me abraçar enterrando a cabeça na curva do meu pescoço, ficamos assim com água batendo em nós por um bom tempo. Ele pareceu recuperar a sanidade e me beijou segurando meu rosto mais ternamente.
Afastou-se um pouco de mim e começou a esfregar o corpo e o rosto com a esponja e sabonete. Lavou o cabelo com shampoo e eu fiquei apenas o observando com as mãos em volta dos seios e as pernas cruzadas encosta a parede. Sorri aliviada quando vi sua melhora.
Desligou o chuveiro e puxou uma toalha se enxugando e enrolando-a na cintura.
-Só um instante, vou buscar uma pra você. -beijou minha testa e em segundos abriu à porta do Box entregando a toalha. Enxuguei meu corpo e peguei minhas roupas perto da pia as vestindo novamente. Voltei para o quarto e Brian já havia vestido uma bermuda. Estava sentado na cama.
Dei uma geral no quarto pegando os cacos e ele me ajudou. Juntei todas aquelas seringas e o que sobrou das drogas e joguei no lixo.
Ajeitei o lençol e os travesseiros e o fiz se deitar cobrindo-o com um edredom fino logo em seguida. Fiquei sentada na beira da cama passando a mão em seus cabelos e em seu rosto. Senti suas lagrimas molhando meus dedos ainda em sua face e sorri aliviada por ele estar conseguindo desabafar toda aquela dor. Essas lagrimam pareciam lavar sua alma já que seu semblante tornava-se mais suave. Selei nossos lábios num beijo calmo e depois colei minha testa na dele e continuei acariciando seu rosto com as pontas dos dedos até que ele adormeceu.
Fiquei observando ele dormir ainda acariciando seu rosto. Após um tempo desci e todos ainda estavam na sala aflitos.
-Ele tomou um banho, chorou bastante e dormiu-sorri para mostrar que eles poderiam ficar mais tranquilos agora. -Tirei a chave da porta para que ele não se a tranque de novo e joguei todas as porcarias que estava usando no lixo.
-Graças a Deus!-falou Suzy madrasta de Syn me dando um abraço-Obrigada querida.
-Já que ele está bem vamos embora então. -disse Zacky levantando-se de mãos dadas com Gena. -Qualquer coisa me ligue, vou estar com o celular o tempo todo.
Johnny fez o mesmo. Estavam exaustos por ficaram esse tempo todo tentando ajudar Brian.
Papa Gates beijou minha testa e agradeceu apenas me olhando com ternura. E subiu as escadas para dar uma olhada no filho.
-Venha querida vou te levar para o quarto de hóspedes, precisa de um banho e descansar um pouco. E você Matt, fique a vontade para fazer o que quiser.
-Vou ficar com a Emily no quarto, preciso tomar conta dela e do meu filho. -falou meio ríspido. Suzy pareceu nem perceber seu tom de voz e me levou para o quarto.
Tomei um banho rápido e coloquei um vestido de linho preto até os joelhos, mangas compridas e gola alta. Quando saí dei de cara com Matt me olhando. Parecia estressado.
-Você ainda o ama não é? Acho que até mais que antes, principalmente agora que ele está sofrendo e tentando se destruir dessa forma?-seu tom de voz parecia carregado de ciúmes.
-Porque pensa assim? Ele precisava de ajuda, assim como eu também já precisei e você estava lá ao meu lado... -respondi me arrependendo logo depois de ter falado aquilo.
-Consolou ele assim como eu te consolei?-perguntou irônico.
-Não! Lógico que não! Ele estava insano, eu não colocaria a vida do meu filho em risco para consolar ninguém!-praticamente gritei com ele.
-Eu sei. Desculpe. É que esse bebê nos aproximou demais e estou... -hesitou em continuar, mas já sabia o que queria dizer.
-Matt... -falei tocando seu rosto e ele fechou os olhos com meu toque. — Não quero que se magoe. Só preciso de um tempo. Quando Eric nascer vai ficar tudo mais fácil. Vou conseguir pensar sem os hormônios e minhas emoções a flor da pele para me influenciar e aí saberei o que realmente sinto.
-Quero criar esse bebê ao seu lado, só preciso de uma chance para tentar fazer você me amar como ama o Brian. Promete que me dará essa chance antes de voltar correndo pros braços dele?-perguntou suplicante.
-Nem sei se voltaria pra ele algum dia. O que ele fez me magoou muito, já o perdoei, mas a confiança quando se quebra é muito difícil de colar... Mas não posso deixa-lo sozinho numa hora dessas. Ele era o mais próximo do Jimmy e sei exatamente a dor que está sentindo.
-Eu sei. Você é uma pessoa incrível sabia?-beijou a minha mão com doçura.
-Você também é. E é quem me deu a maior alegria da minha vida. -passei a mão na barriga. -Vai ficar incomodado se eu for dar uma olhada no Syn?
-Não. Ele está precisando de cuidados mais do que eu... –riu se mostrando sincero.
Beijei sua testa e voltei para o quarto do Syn. Ele ainda dormia, e nem tinha trocado de posição, devia estar exausto. Deite-me ao seu lado na nossa antiga cama e o abracei por trás puxando o edredom para me cobrir. Acabei adormecendo também.
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