Notas iniciais
Mais um que estava pronto.Estão acabando os capítulos que estavam escritos há algum tempo ,preciso de sugestões para o final.Estou pensando num final nada obvio...espero que não gostem do esperado porque isso não vai acontecer se depender só das minhas idéias...a menos que vocês queiram....

POV EMILY

Comecei a arrumar as minhas coisas o mais rápido que pude. Precisava ir embora, faze-los esquecer de que eu existo e que esse bebê é do Matt. Eu sabia desde o início qual seria a reação do Brian. E não vou permitir que essa banda que eu tanto amo, muito além do profissional, se desfaça por minha causa e minhas atitudes desesperadas.

Terminei de juntar minhas coisas e tirei o short que usava para colocar a calça quando vi pingos de sangue manchando o tecido claro. Coloquei a mão dentro da calcinha e entrei em pânico quando olhei meus dedos sujos. Estava com sangramento, mas não sentia nenhuma dor. Tentei raciocinar, mas o medo de perder meu bebê me dominou e comecei a tremer a ponto de não conseguir nem terminar de vestir a calça.

Peguei o telefone e liguei no quarto do Jimmy, ele não atendeu. Liguei para todos os meninos e nada também. Fiquei bem quietinha tentando não me mover para não sangrar mais. Sem nenhuma alternativa liguei no quarto do Brian. Não vou arriscar sair sozinha desse quarto e acabar matando meu filho.

-Fala. -atendeu mal humorado.

-Brian... -estava chorando e quase não conseguia falar. -Pode vir... ao meu quarto...

-Emily, não precisa ficar assim, me desculpe eu não quero que você vá embora...

-Não é isso... -tentei segurar o choro, mas ele percebeu o desespero em minha voz.

-Você está bem?-gritou do outro lado.

Ouvi a voz do Matt perguntando a ele o que estava acontecendo.

-Não, Brian eu não estou bem. Estou sangrando e com medo de perder... -voltei a chorar soluçando e não consegui terminar a frase.

-Fica calma, estamos indo aí agora. -desligou.

Ouvi batidas na porta em menos de 2 minutos depois.

-Entra está destrancada!-gritei ainda pressionando a mão entre as pernas para tentar conter o sangramento.

Brian caiu de joelhos diante de mim e Matt pegou o telefone na cabeceira da cama ligando para recepção e pedindo um carro para me levar ao hospital.

-Fica calma ok?Vai dar tudo certo, estamos aqui agora!-disse Brian pegando uma toalha que estava sobre a cama e me entregando para que eu colocasse onde estava sangrando.

Assenti com a cabeça ainda apavorada demais para emitir qualquer som.

-Vem. -Matt me pegou no colo e Brian abriu a porta para que ele passasse comigo, correu pelo corredor e descemos pelo elevador direto para garagem do hotel onde já tinha um rapaz que entregou as chaves para Brian.

Chegamos ao hospital em menos de 5 minutos, uma enfermeira já veio ao nosso encontro com uma cadeira de rodas onde Matt me colocou com todo cuidado. Ele pareia tão aflito quanto eu. Ouvi Brian explicar a situação para o médico que estava com uma prancheta nas mãos anotando tudo que ele falava. Chequei a sala de consultas de emergências e a enfermeira me ajudou a deitar na maca, logo o médico entrou e começou a fazer perguntas enquanto tirava minha calcinha e afastava minhas pernas para fazer o exame de toque.

-Está sentindo dor?

-Não.

-Fez esforço físico excessivo?

-Não.

-Ficou nervosa com alguma coisa?

-Sim.

Trouxe o aparelho de ultrassonografia e fez o exame rapidamente.

-Não tem nada de errado com o bebê e não ouve descolamento de placenta.

Respirei aliviada ao ouvir isso dele.

-O sangramento foi devido a contrações no útero que acontecem quando a grávida fica muito nervosa ou tensa com alguma coisa. Isso não acontece com muita frequência, por isso daqui pra frente tente controlar suas emoções. Vou aplicar esse medicamento intra-venal para estancar esse sangramento e já poderá ir pra casa.

-Vou viajar essa noite para os EUA, acha que pode piorar a situação?-perguntei preocupada.

-Desde que não carregue peso, nem caminhe muito ou se estresse não vejo problema. -conclui sorrindo simpático para me tranquilizar.

-Obrigado.

-Posso pedir para os rapazes que te trouxeram entrar?-perguntou o médico.

-Pode. Obrigado.

Matt entrou e logo em seguida Brian.

-Está tudo bem?-perguntou Matt aflito, estava com os olhos vermelhos parecia que tinha chorado.

-Sim. O médico disse que não foi nada grave.

-Graças a Deus!-respirou aliviado.

-Obrigado Brian por ter sido tão rápido. -agradeci olhando para ele com ternura.

-Foi o mínimo que pude fazer. Fui o culpado em ter ficado nervosa daquele jeito. –pareceu sincero e triste.

-O médico disse que já podemos ir.

Matt veio em minha direção para me pegar no colo, mas recusei.

-Tudo bem, posso ir andando mesmo. Obrigado. –acariciei seu rosto e desci devagar da maca.

Ao chegar ao hotel, tomei um banho e troquei a roupa. Meu voo sairia às 10h. Não me despedi de ninguém. Não aguentaria dizer adeus aos meus meninos daquela forma.

Fui de táxi até o aeroporto e embarquei sem atrasos. Chorei durante a viajem inteira sem conseguir dormir. O voo era até Nova Iorque e de lá peguei outro para Port. Angeles.

Cheguei em casa quase ao anoitecer do dia seguinte ,cansada e arrasada. Ver minha casa e saber que voltaria a morar ali novamente me confortou um pouco. Ouvi os recados da secretária eletrônica e tinha mais de 20 dos garotos. Jimmy, Johnny e Zacky. A maioria eram do Matt e Brian. Ainda não estava preparada para falar com eles, mas precisaria ligar na gravadora e explicar minha demissão sem causar problemas para a banda.

Ouvi batidas na porta e ao abrir dei de cara com a Kat assustada.

-O que houve?-me abraçou apertado. -Os garotos da banda me ligaram várias vezes, pareciam muito preocupados com você.

-Longa história, mas estou cansada demais para te contar agora. -falei desanimada.

-Posso ficar aqui essa noite tomando conta de você?-passou a mão em meus cabelos e me encarou com os olhos brilhando.

-Claro. Preciso de colo de irmã mais do que nunca agora.-sorri para ela que voltou a me abraçar.-Cadê a Mel?

-Dormindo na casa de uma amiguinha. -respondeu envolvendo-me pelos ombros e me levando escada acima.

Tomei um banho demorado de banheira enquanto Kat acariciava meus cabelos presos num coque. Por isso éramos melhores amigas ela sabia exatamente quando eu não estava a fim de conversar e sabia respeitar isso. Deitamos juntas em minha cama e lembrei-me de quando éramos crianças e ela dormia na minha casa e no meio da noite pulava da cama auxiliar ao lado da minha para dormir agarrada comigo. Dormi com ela afagando minha cabeça de frente pra mim.

Notas finais
Comentem e deem idéias, por favor.