Notas iniciais
Mais um pouquinho de Synyster obcecado e Emily piradinha pra vocês.

POV EMILY

A tal noite do bebê seria amanhã. De fato as reações adversas estavam me deixando meio pirada, principalmente porque já estava há quase uma semana sem sexo. O calor, a excitação por qualquer coisa, até olhar para o Brian me deixava subindo pelas paredes e rezava para meu marido não perceber, ele não merece isso. Mas os hormônios estavam à flor da pele e era mil vezes pior do que quando estava grávida. A natureza com a ajuda da medicação estava fazendo sua parte. Só mais um dia, e se não engravidasse dessa vez acho que nunca mais conseguiria.

Passava um pouco de agua na nuca quando ouvi uma voz rouca sussurrando ao meu ouvido me causando arrepios até na alma.

-Atualizando o site da banda?-Brian sorria olhando pra tela notebook a minha frente.

-Tentando... -sorri de volta ainda jogando agua na nuca.

-Problemas de concentração?

-Você nem imagina... -sorri amarelo desejando muito que ele saísse dali.

Mas ele se sentou a minha frente e parecia bem entusiasmado em puxar assunto.

-Tenho algumas ideias se quiser ajuda. -droga!Eu estou precisando de ajuda para outra coisa.

-Claro, manda!-falei voltando a encarar a tela do notebook a minha frente e tentando não perder o foco.

-O baterista novo, Arin, acho que seria legal contar como foi que o escolhemos para ficar no lugar do Jimmy.

-Ótima ideia!-eu já havia pensado nisso, mas quem disse que conseguia me concentrar em algo que não fosse essa vontade incontrolável de... esquece.-Será que podia fazer isso pra mim?Não estou me sentindo muito bem... -com a sua aproximação acrescentei mentalmente.

-Claro. Posso ajudar em mais alguma coisa, precisa de algum remédio?-de você no meu quarto. Emily controle seus pensamentos.

-Não, obrigado. Vou deitar um pouquinho logo passa. -Fui para o quarto e de fato não era dele que eu estava precisando lá, era de qualquer um. Mas tinha que ser meu marido.

Tomei uma ducha gelada e nunca entendi tão bem a natureza masculina quanto agora quando estavam diante de uma tentação. Eu já não estava me aguentando e isso me deixava até irritada às vezes com quem não tinha nada a ver esse meu probleminha.

-Emily!-ouvi Jason me chamando e o xinguei mentalmente.Eu teria que voltar para o quarto só de toalha e tudo que eu não precisava era dar de cara com ele sem camisa deitado na cama.

-Estou no banho e vou demorar. -gritei de volta aumentando a quantidade de agua gelada da ducha.

-Banho há essa hora hum... quer que eu entre aí com você?-sorriu safado pra mim encostando a cabeça no vidro do box e me secando de cima a baixo.

-Porra Jason! Vê se colabora!-ralhei já sentindo calor de novo mesmo embaixo da agua fria.

-Tudo bem querida, já estou subindo pelas paredes também. Você está muito gostosa, é impressão minha ou seus peitos e bunda estão maiores?-o vi morder o lábio olhando para essas partes especificas.

Com certeza estava maiores, atrativos femininos para os homens. Natureza sábia.

-Cai fora!-berrei mostrando o dedo pra ele que gargalhou se afastando em direção a porta. -E saia do quarto de preferencia. -gritei mais alto para que me ouvisse do quarto.

-Sim senhora, tchau gatona!- o ouvi gargalhando e acabei gargalhando junto. Filho da mãe gostoso.

Sai do banho e só me enrolei na toalha sem me enxugar e me joguei na cama dormindo quase imediatamente. Tive cada sonho que eu mesma fiquei com vergonha de mim.

Senti os braços do meu marido em cima das minhas costas e parecia que estava tomando choque. Enterrei o rosto no travesseiro e fiquei ouvindo sua respiração pesada. Só mais um dia, só mais um dia...

POV BRIAN

Vi como a Emily ficou quando cheguei perto dela essa manhã. A noite do bebê ,como ouvi a Val chamando, seria amanhã e já sabia o que fazer para Jason não poder estar lá na hora certa.

Liguei para um conhecido e encomendei tudo que precisaria para aquela noite. Teria uma festa após o último show da turnê em L.A e seria mais do que perfeito. Emily só precisaria de alguém para ajuda-la quando Jason estivesse numa reunião importantíssima com o pai em Seattle. Claro que nem ele mesmo sabia disso e Emily saberia pela boca do Zacky que saberia pelo Johnny porque se eu a instigasse assim daria muito na cara.

Estávamos todos na mesa de café da manhã no restaurante do hotel e Emily estava incrivelmente linda. A boca mais vermelha que o normal, os seios e o bumbum maiores estavam chamando atenção de todos os homens, sem exceção, que olhavam pra ela.

Após o show me juntei a Jason e comecei a puxar assunto na bancada do bar enquanto ele esperava Emily.

-Estou morto de vontade de tomar uma dose de rum, me acompanha?-convidei sorrindo.

-Claro. -pedi duas doses de rum e na primeira vacilada dele “batizei” sua bebida com um sonífero fortíssimo.

Ele virou a dose de uma única vez nem percebendo o provável sabor estranho. Em alguns minutos começou a bocejar sem parar.

-Nossa que sono!Puta que pariu... -bocejou novamente.

-Anda fraco pra beber Blackwood?-zombei dele.

-É o que está parecendo... -e tombou pra frente.

O segurei e pedi para um carinha ao nosso lado que me desse uma mãozinha para levar meu amigo “bêbado” para se deitar na salinha no fundo do bar. Já tinha dado uma geral e ninguém iria acha-lo ali.

Deixei-o caído no sofá e segui festa afora para achar a Emily.

Aproximei-me do Zacky para saber se ele já tinha dado o recado do Jason para Emily sobre a tal reunião.

-Cara, coitada ela ficou arrasada... acho que hoje seria a tal noite do bebê. Mas parece que esse pai dele é um mala não é? Podia esperar até amanhã pelo menos. -comentou inocente e acabei rindo da ironia daquilo.

-É tem razão.Onde será que ela está?-joguei verde como se não quisesse nada.

-A vi indo por ali. -indicou uma porta que levava ao terraço do salão que estávamos.

-Deve estar querendo ficar sozinha... vou dar uma volta por aí tá afim?-perguntei já sabendo a resposta, Zacky já estava bastante bêbado e ficava preguiçoso quando estava naquele estado.

-Não. Valeu. Vou ficar por aqui mesmo.-respondeu com a voz mole encostando a cara na mesa onde estava.

Fui até o bar e pedi uma garrafa de suco de morango. Sabia que era o sabor favorito da Emily e como ela não bebia nada alcoólico seria perfeito. Abri a garrafa e despejei o pozinho branco, um alucinógeno que eu havia comprado e segui para o terraço. Talvez nem precisasse disso se ela continuasse excitada e arrasada, mas era bom garantir.

Encontrei-a deitada no chão de concreto rustico olhando para o céu e me sentei ao seu lado.

-Tudo bem aí?-perguntei a assustando. Não tinha percebido minha presença. Seus olhos estavam vermelhos. Ótimo, ela precisava ser consolada.

-Ah, oi Brian é você, me assustou... -disse desanimada voltando a olhar para o céu estrelado.

-Vim ver como está. Zacky me contou que Jason foi a uma reunião de emergência com o pai e a noite do bebê foi pro saco.

Ela riu pelo nariz e acrescentou:

-Todos já sabem da “noite do bebê”.-falou meio chorosa.

-Desculpe, não quis ser intrometido é que achei que não era segredo. Afinal é difícil não ouvir algumas coisas principalmente no ônibus. -menti.

-Tudo bem, não era segredo. -ela enxugou uma lágrima com o dedo e se sentou apoiando-se aos cotovelos.-Só não entendo porque ele mesmo não me contou dessa droga de reunião...

-Vai ver não queria ter que te encarar olhando pra ele com essa carinha decepcionada. -passei a mão por seu rosto e senti-a arrepiar com meu toque.-Quer conversar ,pode se abrir comigo.Somos amigos não é?

-Acho melhor não. Agradeço mas vou dormir agora. -segurei sua mão enquanto ela se levantava e ajeitava o vestido. -Fica só mais um pouquinho, olha o que eu trouxe. -mostrei a garrafa de suco de morango.

Ela sorriu e voltou a se sentar.

-Ok,estou com sede mesmo.-entreguei a garrafa, ela abriu tomando uma golada grande do suco.-Obrigado. Quer?-me ofereceu.

-Não, prefiro coisas mais fortes. -levantei o copo de uísque que segurava na outra mão e bati na garrafa dela para fazer um brinde.

-Você e suas coisas mais fortes Bri...quando vai deixar de ser tão bebum?-perguntou sorrindo.

-Espero que nunca.-sorri de volta e a vi coçar os olhos como se estivesse com sono. A droga que eu coloquei no suco já começava a fazer efeito.

Continuei puxando assunto com ela até percebê-la bem grogue. Ela não dormiria, afinal não quero transar com ela como se fosse um cadáver. Só vai ficar fora de controle como se estivesse sonhando por um tempinho.

Ela jogou seu corpo pra trás e começou a gargalhar olhando para o céu e apontando para o mesmo.

-As estrelas estão borradas Bri, olha...

Debrucei-me sobre ela e segurei sua nuca aproximando minha boca da dela.

-Estão?-passei a língua de leve sobre seus lábios e ainda estavam com gosto de morango, suspirei para me conter.

-Haham. -ela respondeu me encarando com os olhos arregalados e as pupilas já bem dilatadas. -Bri?

-O que?

-Você não devia fazer isso...

-Isso o que?-colei meus lábios nos dela e senti sua boca se abrindo para que eu aprofundasse o beijo. Deslizei minha língua explorando sua boca e fiquei muito excitado com aquilo.

Deitei meu corpo sobre o seu e a senti afastando as pernas para me permitir ficar mais próximo dela.

-Isso o que?-ela repetiu enrolando os dedos nos meus cabelos na altura da nuca e voltando a corresponder o beijo.-Quero ir pro quarto agora Syn...-pediu manhosa.

Ela falava comigo como na época que namorávamos. Efeito do alucinógeno e da excitação provocada pelas injeções de hormônio.

Levantei e a puxei pela mão até o elevador do outro lado do terraço. Ela andava meio aos tropeços e acabei a pegando no colo. Entrei no elevador e notei que estava mais mole em meus braços. Descemos até a garagem subterrânea e a coloquei no banco passageiro do carro que eu havia alugado para leva-la de volta ao hotel.

-Tenta não dormir ok?-pedi lhe dando mais um beijo demorado.

-Vou tentar. -respondeu embolado.

Chegamos ao hotel e subi com ela no colo da garagem direto para o andar do meu quarto que agora não dividia com mais ninguém.

Coloquei-a no chão apoiando sua cabeça no meu peito e com a outra mão abri a porta. Voltei à pega-la no colo e a deitei na cama. Ela já parecia dormir profundamente. Droga! Segurei seu queixo virando sua cabeça para ver se a acordava.

-O que foi?-perguntou abrindo os olhos e piscando várias vezes por causa da luz que estava acesa. –Essa luz está...

-Só um minuto. -liguei o abajur no criado mudo e desliguei a luz do quarto.

-Bem melhor... -falou sussurrado enquanto levava uma das mãos até o meio das pernas e se arranhava ali.

Fiquei muito excitado com aquele gesto. Ela parecia uma gata no cio e se contorcia como se estivesse querendo muito o mesmo que eu.

Ajoelhem-me a seu lado na cama e a encarei por uns instantes, seus olhos verdes esmeralda parecia um poço que eu não pude evitar ser puxado para dentro. Sua boca vermelha, a verdadeira tentação como a maça do pecado original. Segurei sua nuca e a beijei de novo com ainda mais intensidade, logo depois deslizando para seu pescoço. Como senti falta daquele corpo sob o meu, do seu cheiro, sua boca deliciosa...

-Jason ...quero meu bebê agora.-parei de beijar seu pescoço e a olhei espantada.

Soltei seu corpo sobre a cama e fiquei furioso por ela ter me confundido com o maridinho dela. Arranquei minhas roupas o mais rápido que consegui e segurei as alças finas do vestido de um tecido leve cor violeta o puxando de uma vez para baixo. A lingerie era da mesma cor do vestido com detalhes em preto.

Sem nenhuma delicadeza ataquei seu colo e seu pescoço novamente. Vi-a se contorcendo sob meu corpo e quando levei a mão para dentro de sua calcinha senti o quanto estava úmida.

Tirei seu sutiã sem me dar o trabalho de abrir o fecho o puxando pela sua cabeça, a peça de tecido rendado acabou arranhando seu mamilo esquerdo, que já não tinha mais o piercing de argola, fazendo-o sangrar um pouco. Levei a boca até lá e suguei tudo até estancar o pequeno sangramento. Isso parecia doentio, mas não conseguia me controlar vendo-a nua em meus braços novamente. Rasquei sua calcinha com apenas uma das mãos e deslizei de uma vez um dedo dentro dela fazendo-a arquear as costas e gemer alto.

Ela segurou meu cabelo puxando com força.

-Quero você dentro de mim... -jogou seu quadril com força em direção a minha mão fazendo com que meu dedo entrasse mais fundo nela. Gemi alto mordendo seu seio esquerdo fazendo-o voltar a sangrar.

Tirei o dedo dela e a penetrei de uma única vez e comecei estoca-la forte. Eu delirava com ela embaixo de mim e ouvi-la gemer e senti-la arranhar minhas costas me deixava ainda mais louco. Não me segurei muito tempo quando senti sua entrada me apertando e me despejei dentro dela ao mesmo tempo em que ela gritava com o orgasmo recente. Ainda se contorcendo sob minha pele em brasas continuei me movendo preguiçosamente dentro dela. Ela mordia meu ombro e puxava meu cabelo para me incentivar a ir mais rápido e não demoramos muito para chegarmos ao segundo orgasmo da noite.

Ainda estava ofegante quando ela abriu os olhos e me encarou. E foi como se algo dentro daquelas esmeraldas estivessem quebrados.

-Brian?-perguntou num sussurro. -O que...

Pendeu a cabeça pra trás e praticamente desmaiou ainda nos meus braços. O efeito do alucinógeno estava passando rápido demais por causa do esforço físico. Provavelmente ela iria apagar agora. Deitei-a devagar com a cabeça no travesseiro e voltei a me deitar sobre ela. A queria mais uma vez, mesmo que dormindo. Continuei me movendo dentro dela e suas mãos estavam flácidas caídas ao lado do corpo, encostei meu ouvido em sua boca ainda estocando-a devagar para sentir se respirava normalmente. Gozei pela terceira vez e cai exausto ao seu lado na cama. Não queria ter feito isso com ela dormindo, mas não consegui me conter. Há muito tempo esperava estar com ela de novo.

Fiquei encarando o teto esperando minha respiração voltar ao normal quando ouvi uma voz dentro da minha cabeça: “-Não acredito que fez uma coisa dessas com ela. Que espécie de amor doentio é esse?”-ótima hora pra se ter uma crise de consciência e a minha consciência tinha a voz do Jimmy.

Notas finais
Então, gostaram do hentai????É mais ou menos isso que esperavam do Syn e da Emily juntos de novo?