Notas iniciais
Não tenho nada para dizer...só que estou na maior ressaca !
Boa leitura.

POV BRIAN

Acordei sentindo uma respiração quente em minha nuca e mãos abraçando meu braço. Virei-me devagar e fiquei admirando o seu rosto enquanto dormia. Acariciei de leve seus cabelos para não acorda-la e fiquei me lembrando do que fez no dia anterior. Arriscou ficar perto de um louco drogado mesmo grávida e frágil. Foi capaz de se oferecer para que eu transasse com ela apenas para aliviar meu sofrimento por alguns momentos. Como eu pude ser tão estúpido a ponto de jogar o amor de alguém assim pela janela?

Ela respirava calma e pude reparar melhor em suas mudanças durante esse tempo. O cabelo mais curto da cor natural a deixava tão angelical, que mal parecia àquela mulher sexy que conheci há alguns anos. Mas igualmente linda, só parecia mais doce e maternal.

Agradeci a todos os santos que conhecia por não ter cedido ao instinto quando ela tirou minha calça e a própria saia. Caso contrário me sentiria mais imundo do que já estou me sentindo. Havia transado com várias prostitutas uma atrás da outra na noite anterior e nem me importei de usar camisinha e muito menos tomar um banho para tirar os resíduos delas de mim. Emily jamais mereceria isso. Continuei apenas admirando seu rosto quando ela abriu os olhos lentamente e sorriu pra mim. Aquilo arrancava qualquer dor do meu coração.

-Oi. Está se sentindo melhor?-perguntou se sentando na cama com um pouco de dificuldade por causa da barriga.

-Com você aqui, tudo melhora. -passei a mãos por seus cabelos e lhe dei um selinho de leve.

-Não se viciou naquelas porcarias não é? Tinha uma quantidade enorme aqui ontem...

-Não só usei nesse dia. Mas o efeito passa rápido por isso tinha muito. -me abraçou encostando a cabeça em meu ombro.

-Meu Deus! Você podia ter tido uma overdose!-falou com a voz chorosa.

-Mas não tive. Vaso ruim não quebra fácil. Pode ficar tranquila. -apertei mais nosso abraço e fiquei sentindo o cheiro que exalava de seus cabelos me fazendo lembrar quando podia sentir isso todas as noites.

-Fiquei com medo de não chegar a tempo...

-Por que se preocupa tanto com todo mundo? Devia pensar mais em você. -passei a mão em sua barriga e senti o bebê chutando de leve.

-Essa pergunta, não sei responder. Acho que nasci assim... -riu pelo nariz.

Deitei a cabeça em seu colo e fiquei assim sentindo seus dedos deslizando pelo meu cabelo.

-Acha que consegue comer alguma coisa? Parece meio fraco.

-Acho que sim. -respondi mais para agrada-la, as porcarias que usei tiram totalmente a fome por um bom tempo.

-Vou descer e trazer um café da manhã caprichado pra você. Deita e continua descansando que eu já volto. -beijou minha testa e saiu do quarto como um furacão toda sorridente.

Voltou rápido com uma bandeja nas mãos. Seria difícil engolir toda aquela comida, mas vê-la feliz me ajudava. Enquanto comia ouvia-a rindo sozinha.

-O que é tão engraçado?-perguntei curioso.

-Estou lembrando quando o Jimmy te fez correr pelado no corredor do hotel numa cidade da Carolina do Norte. Apertou a campainha te fazendo acreditar que o Johnny tava tendo um treco e quando saiu pelo corredor só de toalha ele a puxou e você correu atrás dele com a bunda e o resto de fora. Acho que nunca ri tanto na vida.

Gargalhei com a lembrança.

-Lembra-se daquela vez que fomos a um parque para dar entrevista e o Jimmy sumiu e ninguém achava o bastardo e por fim ele estava deitado debaixo de uma arvore abraçado a um pato conversando com o bicho como se ele fosse um psicólogo.

Foi à vez dela de gargalhar até chorar.

-Filho da puta maluco!-acrescentei após algumas histórias que recordamos das doideiras de Jimmy.

Ela me fez lembrar apenas coisas boas, a dor de nunca mais vê-lo foi diminuindo em minutos só de conversar com ela.

-Você comeu tudo, está até mais corado. -riu da proeza que havia conseguido. — Vou avisar o Matt que já acordou que ele provavelmente quer te passar um sermão a la Shadows.

Segurei sua mão quando se levantou da cama.

-O que está rolando entre você e o Matt?Estão juntos de vez?-perguntei triste.

-Não. Só acho que seria egoísmo da minha parte deixa-lo longe do filho e vice e versa.

-Ele está apaixonado por você...

-Não vamos falar nesse assunto agora, tá bem?Depois que meu bebê nascer, veremos o que acontece. -beijou minha testa e saiu.

POV EMILY

Entrei no quarto de hospedes e encontrei Matt de bruços ainda dormindo. Estava sem camisa e só de boxer o edredom tinha caído no chão, deixando-o totalmente descoberto. Fiquei um tempo olhando pra ele daquele jeito. Ele era muito lindo. Alto, forte, másculoso, rosto de garoto apesar de todas as outras qualidades de um homem. As tatuagens, os piercings e alargadores o deixavam ainda mais atraente.

Estar com os dois tão próximos, Brian e Matt, estava me deixando confusa. Por um lado àquele que amei mais que qualquer outro na vida, frágil, triste e precisando de mim. Do outro o pai do meu filho que queria me proteger de tudo e que me causava arrepios só de olha-lo.

A minha vontade era voltar pra casa e deixar os dois pra trás sem ter que escolher. Mas meu filho precisa do pai e meu coração de Brian.

-Bom dia!-Matt havia acordado e estava tão absorta em meus pensamentos que nem tinha notado ele se levantando.

-Bom dia. Syn já está acordado se quiser ir falar com ele...

-Está mesmo preocupada não é?-pôs uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

-Só não quero mais uma tragédia. Minha vida já está cheia delas. -comentei triste.

-Vou lá falar com aquele viado. Fica tranquila ele vai sair dessa. -beijou minha testa e vestiu a calça saindo do quarto.

Notas finais
Cometem florzinhas...(que gay isso rsrsrsrsrs)