Notas iniciais
Imaginem um pandemônio dos diabos vindo por aí...agora leiam.

POV BRIAN

Fomos para o ônibus e já estava desesperado com medo da Emily não querer continuar viajando conosco. Suspirei aliviado quando a vi entrando e indo direto para sala de vídeo. Nem olhou pra mim, agiu como se eu não estivesse ali. Matt entrou e sentou na poltrona do lado de Jimmy. Ele parecia relaxado. Bem diferente de quando foi ao quarto com os outros pra me esculachar.

Já era inicio da noite quando pegamos a estrada e me contorcia de vontade de ir falar com a Emily. Olhei para o Jimmy numa pergunta muda e ele assentiu com a cabeça. Levantei e fui até o fundo do ônibus. Parei de frente a porta e respirei fundo antes de entrar sem bater mesmo.

Ela estava deitada com as mãos atrás da cabeça e os olhos fechados.

-Emily?-ela abriu os olhos e me encarou fria.-Podemos conversar?

-Claro. -me surpreendi com a naturalidade que respondeu sentando-se logo em seguida. -Sobre o quer conversas Brian?

-Sobre nós dois...

-Não existe mais NÓS DOIS. –falou ainda me encarando como seus olhos pudessem congelar minha alma. — Existe apenas Synyster Gates e a empresária que gerencia sua banda, Emily Draven. Ponto.

-O que temos é tão intenso. Não pode acabar assim. Sei que fui um cafajeste completo e...

-Você não foi um cafajeste. Apenas foi Brian Elwin Haner Junior ou Synyster Gates. Foi outra pessoa por um período para conseguir um brinquedo que foi difícil de ganhar. Até que enjoou de brincar com o mesmo brinquedo todos os dias e voltou a ser o que sempre foi. –continuava fria como se falasse com um completo estranho.

-Nunca a vi como um brinquedo!Eu te...

-Não continue essa frase. Pare de tornar as coisas mais difíceis. Acabou. Entendeu? Você quebrou uma promessa apenas por uma... -fez cara de nojo.-Espero que tenha valido apena o prazer que aquela mulher te proporcionou.-sorriu irônica.-Parecia ser profissional em fazer homens gemerem.

-Eu...

-Agora se puder sair, agradeço. Estou com sono quero dormir. -levantou e abriu a porta. -E não se preocupe com o resto, pode contar comigo para os assuntos profissionais. Boa noite. -fechou a porta na minha cara.

Não pude impedir de lágrimas rolarem dos meus olhos ao deixa-la pra trás. Eu estraguei o que tive de mais perfeito na vida por dar ouvidos a um completo idiota que sequer era meu amigo, apenas um invejoso filho da puta.Mas não podia culpa-lo por minhas fraquezas.

Fui até o frigobar com todos me encarando, já não me importava de me verem chorar ,peguei tudo que tinha de bebida e enchi a cara até dormir.

POV EMILY

Ao fechar a porta cai sentada no sofá com o rosto entre as mãos. Eu ainda o amava demais e pude ver o sofrimento em seus olhos. Mas já não tinha volta. Ele me traiu com uma vadia qualquer e eu transei com um dos seus melhores amigos e pior adorei cada minuto. Descobri que podia separar prazer de amor. Brian eu amava como nunca vou voltar a amar e Matt cuidou de mim quando mais precisei e me deu tanto prazer ao ponto de me fazer esquecer. Até mesmo quando pedi para que me machucasse, apesar da dor foi muito excitante estar com ele. Mas isso ninguém precisaria saber. Ficaria entre mim e Shadows.

2 meses depois...

Mais 2 shows e a turnê pelos EUA acabaria ,descansaríamos por uma semana e seguíamos para a turnê Europeia.

Durante esse tempo fui o mais fria que consegui com Brian, o tratando como o talentoso guitarrista solo do Avenged Sevenfold. Não fiquei mais com Matt apesar de ele ter me tentado algumas vezes, preferi não continuar brincando com fogo e Matt sempre muito compreensivo não me pressionava a nada. Ainda doía encontrar Brian todo santo dia, no ônibus, hotel, shows. Mas fiquei mestre na arte de disfarçar o quanto estava sofrendo e trata-lo com o máximo de profissionalismo possível.

Já era de madrugada, mas nenhum de nós dormia ainda. Eu atualizava o site da banda, enquanto os garotos jogavam pôquer na mesa a minha frente. Johnny foi até um dos armários e pegou um saco de Doritos o abrindo, veio até mim para me oferecer, sabia que adorava o tal salgadinho. Mas quando senti o cheiro parecia que meu estomago iria sair pela boca, corri empurrando o pobre do Johnny e só tive tempo suficiente de chegar ao minúsculo banheiro do ônibus e vomitar até quase por as tripas pra fora. Quando meu jantar já ia descarga abaixo olhei para porta e todos estavam me olhando preocupados.

-Acho que comi alguma coisa estragada. -comentei me encostando na parede ao lado da porta.

-Quer ver se achamos um hospital no mapa?-perguntou Matt .

Fiz que não com um gesto de cabeça.

-Já está passando...

-Você tá meio branca. Será que teve queda de pressão?-Zacky se aproximou para tocar meu rosto e medir minha temperatura e ao sentir seu perfume à náusea voltou com tudo.

Cai de joelhos de frente para o vaso e continuei vomitando até o que nem me lembrava de ter comido.

-Deve ter sido aquele cachorro quente que comemos na hora do almoço.-comentou Jimmy e voltei a vomitar só de lembrar do tal cachorro quente.

-Dá pra saírem daqui e fechar a porta. Não precisam ficar vendo isso, droga!-ralhei com eles.

-Não esquenta com isso. Já viu bêbado vomitar? Nós sempre estamos vomitando. -concluiu Johnny como se quisesse me consolar.

Lavei a boca e fui para sala de vídeo me deitar, pra ver se o mal estar passava. Dormi de roupa e tudo. Acordei ainda na sala de vídeo e não ouvi ninguém, olhei no relógio e já passavam das 4 da tarde! Como aqueles fdp* me deixaram dormir tanto! Sai da sala e vi Matt encostado em uma das poltronas reclináveis com fones de ouvido. Parei em sua frente puxando os fones.

-Por que não me acordaram? Passou da hora de vocês ensaiarem e ainda está aqui?!-eu me sentia meio histérica e com uma fome do cão.

-Tentamos, mas você xingou até nossa última geração e para não te deixar sozinha no ônibus fiquei aqui.-respondeu na maior calma.

-Nunca dormi tanto na minha vida.-dei um tapa na testa.-Vou atrasar todo o itinerário .

-Relaxa, sabemos todo o track list de trás pra frente. Vai ficar tudo bem. Você passou mal, deve ter ficado cansada só isso.- levantou espreguiçando-se e beijou o alto da minha testa.

-Estou com tanta fome que poderia comer um touro!-ele riu da minha cara de faminta e segurando minha mão me levou até o restaurante do hotel. O ônibus estava no estacionamento do mesmo.

-Quero, um hambúrguer grande, batata frita com queijo porção dupla e um Milk shake de chocolate também grande, por favor.-sorri impaciente para o garçom para que ele entendesse o quanto estava com fome e trouxesse logo meu pedido.

-E o Sr.?

-Só um hambúrguer normal e uma lata de coca.

Matt ficou olhando espantado pra mim enquanto devorava toda aquela comida como se não comesse há dias.

-O que foi?- perguntei engolindo a última batata.

-Nada. Só nunca te vi comer tanto, principalmente fast food.-falou ainda espantado.

-Deu vontade e eu estava com fome.

Tentei ficar acordada durante o show, mas não aguentei e desmontei no sofá do camarim. Acordei com Jimmy me carregando de volta para o hotel.

-Onde está me levando E.T?Estou sendo abduzida?-brinquei com ele.

-Segredo. Terráquea.-gargalhei de sua imitação mal feita de extra terrestre e peguei no sono de novo.

Só acordei no outro dia, atrasada de novo. Já era hora do almoço. Separei uma calça e uma camiseta do Avenged mesmo. Mas quem disse que a droga da calça fechou. O zíper não subia de jeito nenhum. Peguei uma mais larguinha com cordão no cós e desci para ver se ainda pegava os meninos no restaurante, por sorte consegui. Fiquei no maior mau humor o dia todo porque estava ficando gorda. Precisava fazer dieta. Mas quem disse que conseguia. Nunca senti tanta fome na vida e mais dormia do que fazia esforço físico.

Pegamos a estrada por volta das 5 da tarde. Johnny, Zacky e Jimmy jogavam vídeo game sentados no chão da sala de vídeo, Matt e Brian repassavam algumas músicas. E eu me esforçava para manter os olhos abertos. Dormi de novo e acordei com enjoo e tontura. Corri para o banheiro, tentando não fazer barulho mais acabei tropeçando numa garrafa que estava no chão e acordei todo mundo. Vomitei tudo de novo. E depois de lavar a boca sentei na tampa do vaso apoiando a cabeça no lavatório.

De repente uma lembrança veio a minha mente. Kat grávida. Enjoando com tudo,vomitando,dormindo demais e quase gritei quando mentalmente fiz as contas e lembrei que não menstruava há mais de 1 mes.

Saí que nem uma louca e fui até o lugar do motorista, Matt dirigia já que revezava com Jason.

-Matt, será que pode parar em uma farmácia, loja de conveniência, motel... qualquer um destes lugares serve. –quase implorei, ele percebeu que eu estava nervosa.

-Está passando mal de novo?-olhou uma placa pela qual havíamos passado. -Tem um posto logo após a curva e uma loja de conveniência, paro lá.

-Obrigado. — falei esperando ainda ao seu lado.

Quando estacionou o ônibus desci que nem uma maluca e acabei ficando enjoada de novo por causa do movimento brusco. Pus as mãos nos joelhos e respirei fundo para que a tontura passasse.

-Quer esperar no ônibus enquanto compro o que está precisando?- perguntou Matt pondo a mão em meu ombro. Os meninos já estavam todos se espreguiçando e perguntando por que havíamos parado.

-Não precisa. Coisa de mulher sabe como é?-menti ,ou menti mais ou menos ,sei lá.

Fui para loja de conveniências e lá tinha uma farmácia, corri os olhos pelas prateleiras e peguei uma caixinha azul e rosa nas mãos e li as instruções do rotulo. Peguei mais duas paguei no caixa e voltei pro ônibus.

Fui direto para o banheiro e usei os três testes de uma vez. Esperei os 5 minutos, mais demorados da minha vida por sinal, que indicavam na caixinha .Peguei-os de cima do lavatório e quase morri ao ver o resultado: os três positivos. Não tinha mais dúvida, estava mesmo grávida.

Notas finais
já sabem quem é o pai né?!