When Love And Death Embrace
17 Capítulo 17
Notas iniciais
-O que tá fazendo aqui?-Praticamente gritei.
-Esperando você. -respondeu na maior tranquilidade-Você sumiu da festa e vim ver se estava bem.
-Estou ótima. Obrigado. Pode ir agora. -disse com a voz tremula.
-Porque quer que eu vá? Minha presença te incomoda? Ou tem medo do que sente por mim?-Levantou-se e se aproximou, não consegui responder, nem me mover para sair dali-O que aquele cara que estava com você ontem tem que eu não tenho?-sua voz estava carregada de magoa.
-O Jason é meu ex-namorado e continuamos amigos. -sussurrei, estava perdendo o folego, ele chegava cada vez mais perto do meu rosto.
-Ah, o seu primeiro homem!-Falou mais para si mesmo do que pra mim. Fechou os olhos e respirou fundo-Não sabia que beijava seus amigos.
-Estava me espionando?!-eu não lhe devia satisfação da minha vida.
-Não foi minha intenção só estava lá quando chegou. Fiquei com ciúmes quando o vi beija-la.
Engoli em seco. Ele me olhava nos olhos e parecia tão sincero, quase triste quando disse isso. Senti vontade de tocar seu rosto e num impulso acabei fazendo-o.
Ele se virou e segurou minha mão que estava em seu rosto e beijou sua palma. Arrepiei-me inteira apenas com esse gesto simples. Fiquei tão perdida no castanho de seus olhos que nem me dei conta que estava colada na parede. Ele encostou seu corpo no meu e voltou a perguntar:
-O que ele tem que eu não tenho?
-Não trabalho pra ele e sei que jamais faria nada para me machucar. –respondi num fio de voz.
-Não vou te machucar... Juro. E não precisa ser tão profissional o tempo todo. Nenhum de nós vai te julgar. -Fechei os olhos e aspirei seu perfume, minhas pernas estavam ficando moles.
-Eu não posso me arriscar, não quero me arriscar a... — antes que pudesse concluir a frase suas mãos seguraram meu rosto e seus lábios já estavam nos meus. O beijo foi suave e apertei meus olhos com força esquecendo completamente o motivo de não poder me entregar a ele. Quando se afastou seus olhos me fitavam atentos.
Perdi totalmente o controle e enrosquei meus dedos nos seus cabelos e fui eu que o beijei dessa vez. Pressionei mais meus lábios aos dele e pedi passagem com a língua para entrar em sua boca. Acabei exagerando na força porque senti gosto de sangue e quando abri os olhos vi seu lábio inferior um pouco sujo do liquido vermelho.
-Desculpe. -disse ofegante passando o indicador em sua boca para limpar o sangue.
-Pode fazer isso o quanto quiser. -e voltou a me beijar. — Onde está o cartão para abrir a porta?
-Aqui. -entreguei o cartão que estava num bolso interno da minha saia.
Ele abriu a porta e me puxou pela cintura para dentro do quarto.
Voltou a atacar meus lábios e eu correspondia sem o menor pudor. Fiquei encostada na parede ao lado da porta e suas mãos subiram por minhas coxas embaixo da saia curta de renda. Puxou-me para cima e entrelacei minhas pernas em sua cintura. Seus beijos foram descendo pelo meu maxilar, pescoço e quando chegou ao decote, aberto do corselet, passou a língua entre meus seios me fazendo soltar um gemido alto. Isso o incentivou ainda mais. Caminhou comigo em seu colo, enquanto eu apertava seus braços, até me deitar na cama. Tirou a própria camiseta e o achei ainda mais lindo. As tatuagens, os músculos definidos dos braços e abdômen... Tudo estava me deixando completamente insana.
Deitou-se sobre mim apoiado nos braços e puxou com força a fita que fechava o corpete. Ela deslizou pelos ilhoses com a maior facilidade, ele afastou o tecido para o lado e meus seios ficaram totalmente expostos. Passou seus dedos tatuados por um dos mamilos e sussurrou no meu ouvido:
-Você não tem noção como te desejei, é exatamente como imaginava. Adorei isso. — tocou a ponta dos dedos nas finas argolas que eu tinha nos mamilos.
Soltou seu peso sobre mim e pude sentir o quanto ele estava excitado, mordi os lábios para segurar outro gemido que teimava em escapar.
Deslizou uma das mãos por meus seios, passando pela barriga e a colocou dentro da saia pressionando minha intimidade. Arfei com seu toque e acabei mordendo seu ombro com um pouco de força. Soltou uma espécie de gruindo baixo e começou a atacar meus seios com a língua, hora dando pequenas lambidas, hora leves mordida ou brincando com as argolas. Eu já não conseguia abafar os gemidos. E pareceu que isso o excitou mais ainda. Desceu os lábios dando beijos em minha barriga, no baixo ventre e tirou minha saia. Ficou de pé em frente à cama e retirou o restante de suas próprias roupas. Corei ao olha-lo completamente nu, mas o desejei mais ainda.
Sentou na beira da cama de costas pra mim e ouvi um barulho de plástico se rasgando, ele estava colocando a camisinha.
Voltou-se pra mim e deslizou a calcinha por minhas pernas a jogando aos pés da cama. Tentei juntar as coxas, mas ele afastou meus joelhos e sorriu malicioso. Depositou um beijo ali, bem suave, mas o suficiente para me fazer apertar com força o lençol ao meu redor. Ele levantou a cabeça do meio das minhas pernas e corei novamente quando olhei em seus olhos.
-Não precisa ficar com vergonha de mim... Você é tão linda...
Foi subindo novamente distribuindo beijos por todo o meu corpo e se pôs entre minhas coxas. Segurou meu rosto com umas da mão e com a outra ficou apoiado para me olhar.
-Desde que eu olhe nos seus olhos... -repetiu aquilo que eu disse no parque quando brincávamos de jogo da verdade.
Beijou-me novamente e foi me penetrando lentamente, gemi baixo ao senti-lo e gritei quando deslizou seu membro de uma vez entrando totalmente em mim.
-Brian... -arfei.
-Nem acredito que estou ouvindo você gemer meu nome... -disse afastando um pouco os lábios dos meus.
Ele começos a se mover com força e eu mordia seu ombro e apertava seus braços enquanto ele segurava minhas coxas. Nossos corpos estavam suados e não havia uma parte do meu corpo que suas mãos não exploravam. Uma última estocada e gritei seu nome novamente.
Senti seu corpo relaxado sobre o meu e passei meus dedos em seus cabelos negros molhados pelo suor. Ele me olhou ofegante e acariciou minha face. Saiu bem devagar de dentro de mim gemendo gostosamente. Sorri com esse ruído.
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