When I Look At You

21 Epílogo - Para sempre


Notas iniciais
Ah meus amores... GRATIDÃO!!!!! Obrigada por chegar até aqui comigo. Foram 2 anos construindo essa história linda e eu agradeço a cada uma de vocês que acreditaram no nosso casal e torceram pela felicidade deles a todo momento. Não vou citar nomes, mas algumas de vocês, com seus reviews, fortaleceram e muito o processo de retorno desta autora e saibam que existe um lugar todinho de vocês dentro do meu coração. Inspirada por este lindo final, devo postar (enfim) o epílogo de Tempestade na proxima semana. Então aconselho a relerem toda a historia e preparar o coração, ok? É isso, meninas! Feliz última leitura!

Dezesseis anos depois....

— Pelo amor de Deus, Charlie! – Eu digo da cerca onde estou encostada – Você precisa fortalecer essa mão na rédea, se você cair, eu sou capaz de ter um treco!

— Desculpe mãe, prometo melhorar! – O moreno diz se levantando do chão e limpando as mãos na calça.

— Machucou alguma coisa? – Eu pergunto já me aproximando.

— Não, tá tudo bem, mãezinha. – Ele fala indo até mim para encurtar a distância. – E a senhora não devia estar andando tanto. Papai vai ficar bravo comigo.

— Seu pai sabe que eu nunca me arriscaria demais. – Eu digo dando um leve tapinha no ombro do meu primogênito. — Não é à toa que você e seus irmãos estão aí firmes e fortes! Você precisa de mim para treinar.

— Certo, mas acho que por hoje está bom de treino. Vamos para dentro. – Meu menino nem tão menino assim diz me enchendo de orgulho por sua preocupação. Seus olhos e cabelos castanhos como meu me fazem lembrar de meu pai a cada instante e eu sou muito grata a Deus por isso.

— Sim, meu filho, vamos porque preciso ver se suas irmãs já adiantaram o jantar.

Charlie, o primeiro filho meu e de Edward, nasceu ainda no nosso primeiro ano de casamento, que aconteceu na primavera seguinte à chegada da família Cullen à cidade. Ele recebeu seu nome em homenagem ao meu pai, e foi um lindo gesto de Edward permitir que ele carregasse o sobrenome Swan junto ao Cullen, assim hoje a nossa família é Swan-Cullen, para que o legado dos Swan não morresse com o meu pai.

— Pronto mãe, eu vou colocar os meninos no banho. – Meu filho diz me deixando na sala e seguindo para o andar de cima.

Eu sigo caminho para a cozinha onde encontro o segundo presente que recebemos depois do Charlie: Charlotte. Nossa menina veio numa noite chuvosa, nasceu em casa, pelas mãos do pai. Charlie tinha apenas 2 anos quando a irmã chegou.

— Filha, tudo certo aqui? – Eu pergunto e ela se vira para mim, fazendo seus cabelos ruivos e compridos balançarem.

— Mãe, venha se sentar! – Ela exclama e sus olhos verdes brilham em desaprovação total. Minha filha é tão madura e me ajuda tanto que as vezes esqueço que ela tem apenas 13 anos. Se Charlie é a minha versão masculina, Charlotte é a versão feminina de Edward – Olha só como estão seus pés, mãe!

Eu olho para os meus pés inchados e lhe sorrio. Já passei por isso tantas vezes, que ver meus pés daquele jeito agora só me faz sorrir... está chegando a hora.

— Lizzie! Por favor, traz a bacia com água! – Ela chama a irmã, minha terceira dádiva, que logo atende a irmã. Elizabeth nasceu prematura, depois de todo esforço de um dia de colheita anos atrás, dando um susto tremendo em mim e em Edward.

— Aqui Char. Nossa mamãe, seu pé vai explodir! – Minha menina, de apenas 9 anos, exclama preocupada. Sem olhar amendoado me encara e coloca a bacia na direção de meus pés. Charlotte traz um pouco de água quente para equilibrar o escalda-pés improvisado.

— Estou bem meninas, já passei por isso várias vezes. – Eu digo para acalmá-las – Precisamos terminar o jantar, seu pai já deve estar chegando.

— Fique tranquila, mãe. – Charlotte responde – Já está quase tudo pronto. Só falta o ensopado cozinhar um pouco mais. – Ela diz orgulhosa de seu trabalho — Lizzie me ajudou bastante.

— Certo. – eu digo – Então tratem de ir tomar o banho de vocês que eu monitoro a panela aqui. Charlie já deve estar terminando o banho dos meninos, você pode ajudá-lo, Char?

— Ok mamãe. – Ela fala e ambas saem para o andar de cima.

Eu me levanto com um pouco de esforço e vou finalizar o jantar. Meu corpo protesta, querendo descansar, mas sei que preciso verificar o que minha meninas andaram fazendo por aqui. Na verdade, ainda falta a salada, o suco e o ensopado estava com pouco tempero. Sorrio por dentro cheia de orgulho das minhas meninas que tanto se esforçam para me ajudar, ainda que sejam só meninas.

— Mamãe, mamãe! – Uma voz aguda atravessa a casa e ouço a correria antes mesmo que seus pezinhos toquem a cozinha. A julgar pela voz um pouco mais grave, mesmo sem olhar, sei que se trata do Noah, o primeiro dos gêmeos. – Não quelo o pijama verde, quelo o azul!

Noah está apenas de cueca e meias, com seu cabelo todo desgrenhado em todas as direções igual o cabelo do pai. Sua cópia perfeita vem logo atrás, completamente vestido num pijama cinza e penteado. Tão iguais e tão diferentes, estes são Noah e Peter.

— Noah, por favor, meu pequeno, vá colocar seu pijama para jantarmos! – Eu digo carinhosa, mas firme, se é que é possível.

Nesta hora, Charlie surge com o pijama verde nas mãos.

— Ah seu pestinha, venha aqui! – Ele e se aproxima de seu irmão mais novo rebelde.

— Cadê o pijama azul dele? – Pergunto para o mais velho.

— Está sujo mãe, ele sujou hoje de manhã – Charlie suspira e eu olho para Noah. Ele faz um biquinho e vai relutante se vestir com o irmão mais velho.

— Peter, sente em seu lugar e espere seus irmãos. – Eu digo para o mini Edward ao meu lado.

Noah e Peter foram um presente dos grandes. Foi uma época complicada para nós. Edward estava terminando o doutorado em Chicago, passava 4 dias lá e os 3 que passava aqui era imerso no hospital. Estávamos vivendo a primeira e única crise séria que já houve no nosso casamento. Tínhamos passado por mais de 10 anos de casados, a casa estava cheia de crianças, meu coração aperta ao lembrar daquele tempo. Era angustiante para mim ver Edward ser seduzido pela antiga vida. Tive muito medo de que nossa história fosse acabar. Mas não, pelo contrário, a vida nos enviou dois meninos lindos para completar a nossa família há 3 anos. Idênticos, eles parecem miniaturas de Edward, ruivos de olhos verdes.

Um barulho de carro me distrai. A estrada de cascalho na frente da casa nos anuncia que meu marido está chegando. Meu coração pula no peito e meu sorriso brota sem permissão. Não importa quanto tempo passe, não me importa se estamos juntos há uma década e meia. As borboletas em meu estômago ainda voam desenfreadas a cada aproximação dele.

Minha filhas surgem na cozinha, banhadas e arrumadas, e me ajudam a terminar de pôr a mesa. Charlie vai tomar o seu banho e ouço Edward entrar na porta da frente. Eu ajeito um pouco o meu cabelo, soltando-o do coque mal feito em que esteve o dia inteiro.

— Mãe, relaxa, você é linda! – Lizzie diz e eu sorrio para a minha garota. Minha moreninha é tão meiga e sensível, a mais apaziguadora da casa. Aquela que sabe resolver todos os conflitos entre os irmãos.

— Boa noite, meus amores! – Edward adentra a cozinha com sua presença marcante. Sinto todo meu corpo responder a ele e sorrio automaticamente quando nosso olhar se encontra.

O tempo só lhe fez bem, devo dizer. Seu semblante visivelmente cansado não inflige em nada na sua beleza. Edward está com uma calça jeans, botas, camisa verde e blazer grafite. Seus óculos, algo que ele precisou adquirir faz 5 anos, realçam ainda mais a sua beleza crua, bem como a barba por fazer. Só de imaginar o que aquela barba faz em minha pele sinto minha excitação surgir. Eu respiro fundo. Controle-se, Bella!

— Oi papai! – As quatro vozes na mesa respondem sorrindo. Edward vem ao meu encontro e me dá um beijo delicado.

— Como você está meu amor? – Ele pergunta carinhoso afagando meu rosto.

— Estou bem, melhor agora, eu garanto. – Eu digo roçando nossos narizes num beijo de esquimó. Sua mão direita afaga o lado esquerdo de minha enorme barriga de 8 meses.

— E como está nossa menina aqui? – Em resposta, um pequeno chutinho é sentido por mim e por ele onde está a sua mão.

— Isso te responde? – Eu digo e ele sorri. Sua outra mão pousa do lado direito do meu ventre.

— E a nossa outra princesa? – Como que para não passar recibo para a gêmea, a outra bebê se mexe lentamente na direção da mão dele. – Hum, vejo que temos uma menina geniosa como a mãe aqui.

— Ah não, se eu tiver mais uma irmã geniosa eu não vou sobreviver! – Charlie fala entrando na cozinha ainda com o cabelo molhado do banho. – Já basta a Char!

— Ei! – Charlotte fala e Edward intervêm antes que a confusão se forme.

— Onde está Tony? – Edward pergunta e eu reviro os olhos.

— Eu dei o banho dele e ele desceu, achei que estivesse aqui – Charlie fala. Todos nos entr olhamos e a Lizzie suspira.

— Eu vou chamar ele – Ela se levanta e vai para a sala de música, onde sabemos que meu menino de 6 anos está.

— Sério, as vezes nem parece que ele mora aqui, é bizarro – Charlotte diz enquanto mexe no celular.

— Char! – Edward fala e ela para na hora.

— Desculpe pai!

— Oi papai! – Anthony diz ao entrar na cozinha.

Anthony é um menino extremamente introvertido. Tem sido uma luta fazê-lo se adaptar à escola. Na verdade, ele só tem conseguido interagir o pouco que consegue graças a Lizzie, que é a irmã com que ele tem mais proximidade de idade e de amizade. Durante um tempo, me culpei muito por esse jeito dele, como se tivesse lhe dado menos atenção ou cuidado. Assim como Charlie, ele puxou mais a mim e ao meu pai e percebi que não foi só na aparência. Toda essa timidez é muito característica do meu pai, segunda meu sogro me contou. Carlisle, que cresceu com meu pai, conta que Anthony herdou todo o jeito de seu avô na infância. E foi isso que acalmou mais o meu coração.

— Bom agora que estamos todos aqui, podemos jantar. – Eu digo olhando minha linda família ao redor da mesa. Eu, Edward e nossos seis filhos maravilhosos.

— Sim meu amor. – Ele responde e sorri para mim.

Edward conduz uma breve oração e depois todos nos servimos. Os mais velhos servem os mais novos e Edward nos conta como foi o seu dia de trabalho no hospital. Após concluir seu doutorado, Edward foi promovido a coordenador geral de cirurgia e sob sua direção, o hospital se tornou referência em cirurgias traumatológicas. Depois que Carlisle resolveu se afastar e somente atender ambulatorial no ano passado, Edward assumiu a diretoria do hospital. Eu tenho muito orgulho de todas estas conquistas profissionais dele e também do homem mais maduro e gentil que ele se tornou com o passar dos anos.

Eu nunca mais competi em rodeios depois daquele ano em que perdi meu pai. Não fazia mais sentido para mim apesar das grandes ofertas que surgiram nos anos posteriores. Me dediquei ao sítio e a minha família que estava em construção. Na colheita seguinte, no ano em que nos casamos, tivemos uma colheita recorde e alavancamos e muito os investimentos em nossa terra. Cerca de 5 anos depois que nos casamos, nossos vizinhos, os Jensen, resolveram vender o sítio deles e nós o compramos, ampliando as nossas terras e dando ao sítio a categoria de fazenda.

Com isso, o pomar aumentou e o trabalho também. Resolvi então ter mais gente trabalhando e criei uma cooperativa de mulheres para a fabricação das compotas Swan. Angela é o meu braço direito na administração, principalmente depois que ela se casou com Embry, que permanece conosco na fazenda, junto com Sam, liderando o gado.

Jasper e Rose assumiram os negócios da família e expandiram ainda mais, inaugurando franquias em mais 6 cidades do estado de Illinois. Emmett prossegue trabalhando no hospital com Edward, já Alice, escolheu criar e conduzir uma liga de doulas, tendo se especializado em Obstetrícia. Alice e Jasper tiveram 2 filhos, Maria e Louis. Já Rose e Emmett tiveram quatro: Madison, John, Ashley e Jane.

Quando nosso jantar se finaliza, eu me levanto para retirar a louça, porém sinto uma fisgada no ventre e uma contração. Eu respiro fundo e disfarço, mas sei que meu marido percebe.

— Papai, preciso que o senhor dê uma olhada no meu projeto de biologia avançada. – Charlotte diz distraída – Fiz aquelas alterações que o senhor pontuou, acho que agora está bom.

— Certo, filha, deixe na minha cama que eu olho antes de dormir. – Edward responde carinhoso, mas com o olhar atento em mim – Agora leve a sua mãe para cima e a faça entrar na banheira e relaxar um pouco.

Estou de costas, mas sorrio. Minha filha vem para o meu lado e me abraça de lado.

— Charlie, leve os pequenos para cima, faça-os escovar os dentes e os coloque na cama que eu já subo para dar boa noite. – Ele emenda – Vou só cuidar dessa louça aqui.

— Lizzie, minha pequena, você poderia ligar para sua tia Alice e me passar o telefone?

A menina olha do pai para mim, de Charlie para Charlotte e depois para a minha barriga. Seus olhos brilham e ela sorri, começando a ligar para a tia. Meus filhos vão se movimentando e enquanto eu ando devagar, meu olhar encontra com o do meu marido. Em seu olhar eu vejo que ele assim como eu já entendeu tudo. Antes que amanheça conheceremos as mais novas meninas da família Swan-Cullen, Catherine e Caroline.

Alice chega 20 minutos depois com sua assistente. No auge de meus 38 anos, sei que este parto não será fácil. Há 3 anos, os gêmeos não vieram em casa, como eu desejei, tive uma complicação e precisamos ir para o hospital às pressas. Desta vez, eu torcia para que tudo corresse bem.

— A água está boa, mãe? – Charlotte pergunta entrando no banheiro devagar.

— Sim minha linda, está tudo bem – Digo e suspiro massageando o local onde mais uma contração se inicia. Minha filha me observa preocupada.

— Mãe... porque passar por tudo isso? – Minha filha se agacha ao lado da banheira.

— Charlotte, vocês são a melhor parte da minha vida. – Eu digo – nenhum sofrimento do mundo pode apagar a beleza de ter um novo filho nos braços.

— Mas...

— A vida é cheia de sacrifício e dor, filha. – Eu lhe corto gentil. – Mas quando você encontra algo pelo qual vale a pena sofrer, aquilo não te dá medo. – Eu aliso o seu rosto com carinho – e por vocês, valeu e vale muito a pena.

Ela sorri e nesta hora meu marido entra com minha cunhada e Lizzie vem logo atrás.

— Como estão essas meninas? – Alice, minha grande amiga pergunta.

— Bem calmas, mas as contrações nem tanto. – Eu digo descontraindo um pouco.

— Pois vamos monitorar isso.

Alice começa a preparar tudo e fico muito feliz por ter minhas duas filhas ajudando no processo, preocupadas comigo e com suas irmãs que estão chegando. Edward está calado, mas sempre presente e solícito. Sua apreensão é grande, eu sei. Ele passou toda a gestação preocupado com este momento, já que ele quase me perdeu no parto do gêmeos. Tanto que ele expôs seus medos e decidimos por ele fazer uma vasectomia no ano passado, depois de um alarme falso.

O problema é que não cumprimos todo o intervalo pós cirúrgico, afinal... não tem como dormir ao lado dele e não querer tê-lo. A surpresa da gravidez nos tomou de maneira muito positiva, mas também muito apreensiva. Mas eu confiava que meu pai estaria cuidando de tudo para mim e suas netinhas.

O céu escuro da noite de primavera estava clareando quando a nossa Catherine chegou. Seu choro ecoou pela casa silenciosa e nos fez sorrir. Nascida na água, ela foi colocada sobre o meu peito e ali se aconchegou. Apenas um minuto de descanso e meu corpo voltou a se contrair. Caroline levou apenas mais 5 minutos para chegar. Minhas duas princesas logo encontraram cada uma a sua fonte de alimento e ali permaneceram enquanto tudo era preparado para elas. Lizzie, Charlote e Charlie que não dormiram um só minuto durante toda a noite estavam exaustos, mas felizes de tudo ter acabado bem. Minhas filhas escolhem a primeira roupa das irmãs enquanto Edward e Charlie descem para fazer o café da manhã e Alice cuida de mim.

— Como está, minha amiga?

— Exausta... – Eu digo suspirando. Olho para Cathy que já está dormindo firme agora. – Ainda bem que são as últimas...

— Elas são lindas, Bells. – Alice diz pegando a menina e entregando a Claire, sua assistente, filha de meus grandes amigos, Sam e Emily. – Você e Edward construíram uma família e tanto.

Meus olhos enchem de lágrimas e eu desvio o olhar para Caroline, que também está dormindo agora. Alice a pega e a entrega para Charlotte, que emocionada carrega a irmã caçula pela primeira vez com todo o cuidado do mundo. Alice me ajuda a levantar da banheira, me lavar e me vestir após cuidar da placenta e de minha laceração mínima.

Eu me deito na cama vestindo uma camisola confortável num tom rosa claro. Claire resolve ir ajudar com o café da manhã e minhas filhas vão tomar um banho e trocar de roupa. Quinze minutos mais tarde, Edward entra no quarto com uma linda bandeja de café da manhã e eu sorrio para o homem que amo.

— Para você, minha linda. – Ele deposita a bandeja em meu colo e me dá um selinho. Eu aspiro o pequeno lírio que ele trouxe para mim.

Tomo o meu café da manhã faminta, afinal tinha gastado todas as minhas forças durante o parto das pequenas. Lizzie e Char logo chegam para ver as irmãs e cansadas, elas se deitam ao meu lado e acabam cochilando.

— Pelo jeito, acho que hoje não tem escola para elas... – Edward fala alisando o cabelo de Lizzie – Eu estava lendo o projeto da Char... ela é tão fantástica, Bells!

Charlotte com certeza seguiria os passos do pai na medicina. Com apenas treze anos, ela já demonstra muita habilidade para as ciências biológicas, o que deixa o meu marido extremamente orgulhoso. Charlie, por sua vez, é encantado pela lida do campo e deseja seguir para a agronomia, além de estar treinando comigo para o seu primeiro rodeio no ano que vem. Já os pequenos ainda possuem muito tempo pela frente, mas de longe sabemos que Lizzie e Tony seguirão nas artes, Lizzie na música e Tony no desenho.

— Ela tem um grande exemplo em casa, meu amor – Eu digo apaixonada pelo homem com quem escolhi viver.

Um chorinho soa do bercinho ao lado da cama e uma de minhas caçulas resmunga baixinho. Catherine está acordando e com certeza quer ser alimentada logo. Edward vai até ela e troca a sua fralda molhada antes de me entregá-la para que eu a amamente. Assim que a coloco no peito, meus três meninos aparecem surpresos na porta do quarto com Charlie logo atrás. Eles olham maravilhados para a bebê em meus braços.

— Desculpe, mãe, tentei segurar eles... – Charlie pede desculpas coçando a cabeça meio envergonhado.

— Tudo bem, meu filho, venham aqui! – Eu peço e todos se acomodam em cima e em volta da cama.

As mais velhas acabam acordando, assim como Caroline também com toda a agitação no quarto. Edward a pega no colo e a nina um pouco, fazendo com que ela volte a dormir tranquila. Ali, naquela manhã de quinta-feira, numa linda primavera, tudo o que eu mais desejei na vida estava concretizado. Uma grande e linda família, nascida do amor entre mim e Edward.

— Eu te amo! – Eu sussurro para ele que sorri torto de volta.

— Eu te amo! – Ele responde.

— Para sempre! – Nós sussurramos juntos e sorrimos, transmitindo para os nossos filhos a melhor herança que podemos deixar: o nosso amor!

Notas finais
Céus, como foi difícil chegar até aqui! Mas como disse a nossa menina, valeu muito a pena! Gratidão, mais uma vez, a todas! Salvador, 23 de Julho de 2022, por DC Anjos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!