Notas iniciais
Bom, capitulo novinho pra você!

Flashback on

''Novembro de 1933. Steve estava voltando da escola o mais rápido possível. Naquele dia mais cedo, quando estava acordando para ir a escola, Bucky alegou que não estava se sentindo muito bem, reclamou de dores de cabeça com a mãe de Steve, que quando foi dar uma olhada no garoto antes de sair para trabalhar, notou que ele queimava de febre. Sarah fez o possível para manter o garoto bem para poder ir trabalhar e disse para Steve ir a escola e voltar o mais rápido possível para ficar com Bucky. Steve fez o caminho de volta quase correndo, visivelmente preocupado com o estado do amigo, não querendo que ele estivesse piorado nesse tempo que ficou sozinho. Quando chegou em casa, foi encontrar Bucky dormindo no quarto. Ele parecia visivelmente melhor, e ao tocar na testa do amigo, notou que a febre parecia ter abaixado, mesmo que um pouco. Foi para a cozinha preparar uma sopa para que o amigo pudesse comer quando acordasse. Quando voltou ara o quarto, viu que o amigo já tinha acordado.

–Hey James, como está se sentindo?

–Hey Steven, estou bem melhor, ainda com um pouco de dor de cabeça e parece que estou ficando gripado.

–Ainda bem que fiz uma sopa pra você!

–Você quem fez essa sopa? Acho que vou preferir ficar sem comer

–Jerk, tenho certeza que não ficou tão ruim.

–Eu passo.

Steve fez uma cara de desgosto e se sentou na beira da cama do amigo. Bucky pegou a vasilha que continha a sopa e começou a comer, fez algumas caretas fingindo estar ruim, mas acabou com toda a sopa. Steve pegou a vasilha do colo de Bucky e pediu para que ele descansasse mais um pouco. Levou a vasilha de volta para a cozinha e tratou de limpar tudo que havia sujado. Voltando para o quarto, notou que Bucky estava tremendo de frio novamente, pegou o cobertor forrado em sua própria cama, e colocou em cima de Bucky, mas isso não foi o suficiente para aquecê-lo.

–S-Steve, eu e-estou com muito f-frio.

–Eu sei pal, eu te trouxe outro cobertor, logo você vai ficar quente.

–Steven, posso te pedir uma coisa?

–Claro, qualquer coisa.

–Deita aqui comigo.

Steve ficou um pouco estático com o pedido do amigo, mas ele não tinha como negar, então afastou as cobertas e se deitou ao lado do amigo. Bucky se aproximou o mais que poder do corpo do amigo na intenção de tentar se aquecer e também poque gostava de quando podia ficar o mais próximo possível fisicamente do amigo. Steve percebendo a atitude do amigo, o abraçou bem próximo do seu corpo, e depois de algum tempo, Bucky já não sentia mais tanto frio.

–Situação engraçada.

–Que situação?

–Você aqui cuidando de mim, Steve. Eu quem deveria cuidar de você.

–Algum dia eu teria que cuidar de você também.

–É, eu sei, mas não deixa de ser engraçado. Eu me sinto responsável por você, você é o único melhor amigo que tive, sempre cuidei de você, me sinto meio estranho agora precisando que você cuide de mim.

–Eu sei, Bucky, mas nem sempre vai ser assim, as vezes eu vou ter que cuidar de você, porque é isso que os amigos fazem.

–Que bom que tenho você, Steve. Você é a melhor pessoa que já conheci.

–Você sempre vai me ter, Bucky, você é meu melhor amigo.

Bucky sorriu e apertou ainda mais Steve contra seu corpo, e em pouco tempo, os dois caíram no sono.''

Flashback off.

Brooklyn, 15 Novembro de 1935.

Faltavam exatos 8 dias para o baile de formatura, e eu sinceramente, não sabia se me animava com isso. Tudo bem que era meu último ano, minha oportunidade de comemorar com as pessoas que eu mais gostava, mas eu não sei, ultimamente, cada vez que chega mais perto do grande dia, mas o desanimo me consumia. Na última semana, briguei mais de duas vezes com Bucky por motivos fúteis, não estava podendo me encontrar com Peggy, por esta estar muito atarefada com os preparativos do baile, e eu me encontrava cada vez mais frustrado por conta dessa idiota paixão que eu insisto nutrir pelo idiota do meu amigo. E o fato de eu não poder confessar isso a ninguém me deixava ainda mais descontente.

Muitas pessoas dizem que é ótimo se apaixonar, que tudo parece ficar mais bonito, que o sentimento é demasiado revigorante, mas temo em não poder dizer o mesmo, ter me apaixonado por Bucky Barnes não vem me trazendo muitas felicidades. Nossas brigas, implicâncias, o ciúme que tenho que engolir goela a baixo, e a recente implicância de Bucky com Peggy está me levando a loucura. Peggy disse uma vez que eu poderia ver isso como um sinal de que ele talvez goste de mim do mesmo jeito que gosto dele, mas eu não conseguia me convencer disso.

Alguns dias atrás tivemos uma briga por causa do rumor de que eu e Peggy estávamos namorando. Bucky acabou sabendo disso por outras pessoas, e não por mim como ele esperava. E quando veio tirar satisfações comigo, logo que cheguei em casa, acabamos brigando, com Bucky saindo do quarto sem falar comigo. Ficamos sem se falar por dois dias, até que acabamos fazendo as pazes um pouco antes irmos nos deitar. No dia seguinte, antes de eu ir pra escola, ele veio me perguntar sobre o baile, se eu estava mesmo pensando em não ir, e eu respondi que sim. Não estava esperando que ele quisesse saber os motivos de eu não querer ir, e tive que pensar um pouco antes de responder. Até que lembrei de um fato, não menos importante, talvez crucial. Eu não sabia dançar. Bucky ficou um tempo rindo da minha cara, mas logo parou quando percebeu que eu falava sério.

–Isso é sério mesmo, punk?

–Eu estou com cara de quem está brincando, jerk?

–Puxa Steve, me desculpe, mas isso realmente é engraçado.

–Eu sei, ria o quanto você quiser, eu estou me matando de rir internamente, continue.

–Hey punk, fica calmo, eu estou brincando apenas. Mas enfim, isso não é motivo.

–Como não? Como eu vou a um baile sem saber dançar?

–Não precisa.

–Por que?

–Eu vou te ensinar.

–O que? A dançar? Você me ensinado a dançar? Qual é dickhead?

–Isso mesmo, vou te ensinar a dançar, e nem venha tentar arrumar alguma desculpa, okay asshole?!

–Essa eu quero até ver!

Logo após que eu voltei da escola, Bucky já estava a minha espera no quarto. Ele tinha arrastado um pouco as camas para ter mais espaço e havia trazido a vitrola da sala. Ele tinha aquele sorriso sacana de quando ele estava prestes a aprontar alguma coisa e não segurei a risada quando ele fez uma reverência diante de mim, estendendo a mão, num pedido para uma dança.

Nas primeiras vezes, ele me conduzia, com a mão em minha cintura, e minha mão posta em seu ombro. Com o passar dos dias, ele resolveu deixar ser conduzido por mim. Ainda tive que ser um pouco ajudado por ele, eu era um pouco desajeitado, o que me fez pisar em seu pé algumas vezes, mas ele parecia não se importar com isso. Essas ''aulas'' duraram até faltar quase uma semana para o baile. Bom, só não durou mais por causa do corrido.

Naquele dia, depois que cheguei da escola, Bucky estava no quarto me esperando como de costume. Ficamos ensaiando durante algumas horas, bem concentrados. Eu já não pisava mais nos pés de Bucky, e eu já não me atrapalhava mais em conduzi-lo. Eu estava indo bem, como ele mesmo dizia. Tiramos alguns minutos para descansar, deixamos a vitrola ainda tocando, até que começou a tocar uma música que eu particularmente adorava, It's Been a Long, Long Time. Bucky sabia disso, e logo se pôs de pé novamente, sorrindo irritavelmente.

–Você me daria a honra de dançar com você sua música favorita?

–Você é realmente um tremendo idiota.

Eu me levantei e fiquei de frente pra ele. Ele segurou uma de minhas mãos e a outra ficou parada na minha cintura. A melodia ia dando forma aos nossos passos, nós íamos de um lado para o outro, e Bucky com a mão na minha cintura, não deixava eu sair do ritmo quando ameaçava isso. Quando a voz feminina tomo conta da melodia, os passos ficaram ainda mais lentos, e eu acabei arriscando fazer o que não havia tido coragem desde que começamos dançar. Olhar para Bucky.

Never thought that you would be

Standing here so close to me

There's so much I feel that I should say

But words can wait until some other day

Kiss me once and kiss me twice

Then kiss me once again

It's been a long, long time

Haven't felt like this, my dear

Since I can't remember when

It's been a long, long time

Acho que poderia muito bem me arrepender de ter feito isso, porque depois não consegui mais tirar os olhos dele. Ele sustentava um sorriso suave nos lábios, e os olhos semicerrados, mostrando sua concentração na música, me ajudaram a achar ele mais bonito que o normal naquela noite.

You'll never know how many dreams

I've dreamed about you

Or just how empty they all seemed without you

So kiss me once, then kiss me twice

Then kiss me once again

It's been a long, long time

Minha súbita distração me fez tomar um pequeno susto quando ele aproximou o seu corpo do meu. E fiquei sem ar quando vi o quão próximo eu estava dele e que pra ajudar mais ele estava me olhando. Ele continuou me olhando, sorrindo, até que seu semblante foi ficando sério e eu fui prendendo cada vez mais a respiração. Até que ele fez o inesperado. Ele me beijou.

Achei que poderia estar a ter um delírio, mas depois que ele se afastou de mim um pouco ofegante eu vi que não era. Ele havia mesmo me beijado, e eu estava querendo um pouco mais. Com nossa última dança, nós havíamos parado perto da parede, então não precisei fazer muito para encostá-lo na parede e voltar a beijá-lo. Eu mesmo fiquei assustado com tamanha ousadia que tinha no meu ato, mas como sempre, eu não estava ligando. Assim que Bucky abriu a boca, não pedi tempo em esgueirar minha língua pra dentro da boca dele. O ar foi ficando mais quente a cada momento, e eu me vi perdendo toda a minha sanidade quando Bucky me virou e me colocou contra a parede.

Sua língua quente dentro da minha boca, com movimento ávidos e precisos, continuo a mandar minha sanidade por água a baixo, e tudo só piorou quando ele conseguiu enfiar as mãos por dentro da minha camisa. E minha pele parecia queimar a cada toque dele, deixando mais quente cada parte em que sua mão passava sobre mim. Ele apertava minha cintura com certa possessividade, prensando cada vez mais seu corpo contra o meu. Mas quando finalmente, ele havia conseguido tirar todo vestigo de minha sanidade, parece que alguma coisa havia se acendido em Bucky, que se afastou de mim quase brutalmente.

Ofegante, Bucky ficou parado no centro do quarto e não ousava olhar pra mim. Eu tentando me recompor e digerir o que havia acabado de acontecer, decidi não dizer nada. Bucky ficou olhando para o chão, e me doeu quando seu semblante começou a adquirir uma expressão de arrependimento.

–Eu não... A gente não devia ter feito isso.

–Bucky espera, vamos conversar.

–Não tem nada o que conversar.

–Bucky, por favor, vam..

–NÃO TEM CONVERSA, STEVE, ME DEIXA EM PAZ.

Assim, Bucky saiu em disparato para fora do quarto, e me deixou lá, um tanto desamparado e duvidando se ainda existiria amizade entre nós depois disso

Notas finais
Bom, tá ai. Espero que tenham gostado. Bom, pra todos os efeitos o próximo será o último capitulo, mas isso depende de vocês. Se for do agrado de vocês ter um capitulo bônus, a fic não acaba, caso contrario, ela acabará no próximo mesmo. Então, me digam o que acham. E não esqueçam de comentar! Beijos.