When Everything Changes
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Abri a porta para que Rebekah pudesse entrar e peguei nosso lanche para que ela fechasse a porta. Dei uma olhadinha nas sacolas e encontrei dois milkshakes, batata frita, pipoca, refrigerante...
–Isso é para não pararmos mais –ela disse, dando um sorrisinho triste.
Assenti e afundei no banco, pegando meu celular para ver quantas horas. Eram apenas 15:35. Segundo Klaus, não chegaríamos no local onde Hope supostamente estaria até o pôr do sol, e, o pior de tudo, já estávamos na estrada há horas.
Guardei meu celular, peguei um milkshake e comecei a bebê-lo. Eu, sinceramente, não sabia nem onde estávamos. A única coisa que eu tinha em mente era que Mystic Falls estava bem, bem longe dali.
De repente todos os acontecimentos das últimas horas vieram com força total na minha mente. O desespero quando descobrimos que Hope havia sido sequestrada. A briga terrível que eu tivera com Klaus logo depois, o que fazia com que parecêssemos estranhos agora. O feitiço que Bonnie fizera e como todos estavam desesperados, prontos para encontrarmos a pequena Mikaelson. Depois disso, todos se dividiram e entraram nos carros, dirigindo em direção ao local onde Bonnie nos avisara que minha filha estaria –nesse momento eu estava preocupada demais para prestar atenção em qualquer coisa que as pessoas falassem.
–Você está bem, Care? –Rebekah sussurrou e eu pude sentir a atenção de Klaus vindo diretamente sob nós.
–Como eu posso estar bem? –resolvi ser sincera –Minha filha foi sequestrada e tudo parece estar dando errado. Não sei o que farei se não encontrá-la...
–Ei, Care, não pense assim! Nós vamos conseguir salvá-la e, no final, meus irmãos farão esse sequestrador sofrer, seja lá quem ele for –ela me deu um sorrisinho, voltando a se concentrar nas coisas que podíamos ver através da janela.
Dei um suspiro baixo e encostei minha cabeça no banco. Sem que eu pudesse evitar, dormi ali mesmo.
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Quando o carro parou, senti alguém me envolver em seus braços e me colocar em uma cama. Não ousei abrir os olhos, estava cansada demais e necessitava de poucos minutos de sono. Porém, havia Hope. Ela era mais importante do que meu sono. Sendo assim, abri meus olhos e olhei para os lados. Eu estava numa cama, no que parecia ser um hotel.
Klaus estava sentado num sofá num canto do quarto e parecia estar desenhando algo enquanto me fitava. Imaginei que nossa briga de mais cedo não iria afetar nada em nosso relacionamento. Na verdade, como ele sempre me dizia, nosso amor é eterno.
Calcei um par de pantufas que havia ali e caminhei até ele, sentando-me ao seu lado. Ele afastou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha e se inclinou para me dar um beijo apaixonante.
Quando enfim nos separamos, dei um sorrisinho e, carinhosamente, passei a mão em seu cabelo.
–Decidimos descansar um pouco –ele sussurrou –Amanhã iremos salvar nossa filha. Parece que ela está numa antiga fábrica perto de uma lanchonete.
Dei um sorrisinho e segurei sua mão.
–Vai dar tudo certo. Iremos salvá-la e no final você matará o homem que ousou sequestrar nossa bebê.
Ele deu uma risada e assentiu, me puxando novamente para um beijo.
–E nossos amigos também estão hospedados aqui, nesse hotel?
–Estão –ele disse –Bonnie trouxe o novo namorado e Tyler ligou querendo notícias. Parece que ele finalmente nos perdoou.
Dei uma risada.
–Nos perdoou por vivermos um amor que todos achavam que era errado? Se sim, acho que ele finalmente superou.
Antes que Klaus pudesse falar alguma coisa, Rebekah entrou no quarto, mais desesperada do que estava mais cedo.
–E-ela está aqui –disse.
Eu e Klaus trocamos olhares.
–Quem está aqui, Rebekah? –o Mikaelson perguntou.
–Hope! Eu a encontrei na cama do meu quarto, dentro de uma cesta, com um bilhete...
Ela não precisou falar mais nada. Klaus e eu corremos para o quarto de sua irmã e encontramos nossa filha dormindo calmamente numa cesta.
Carinhosamente a peguei no colo. Segurei-a por alguns instantes e a dei para seu pai.
–Não consigo acreditar que ela está aqui! –exclamei, sorrindo.
Rebekah, porém, parecia assustada.
–Care, leia isso –ela me entregou um pedaço de papel.
Caroline Forbes e Klaus Mikaelson,
Espero que estejam curtindo o casamento. Não irão viver muito tempo para fazê-lo depois. Quanto à Hope, jamais a machucaria –a não ser que eu esteja num dia ruim.
–O que é isso? –Klaus disse enquanto se aproximava. Hope ainda dormia em seus braços.
–Um bilhete. Do sequestrador. –Rebekah disse, pegando um copo d'água de cima de sua cômoda e bebendo-o.
Entreguei o bilhete e peguei nossa filha para que ele lesse. Tinha certeza de que ele não ficaria feliz após ler um absurdo daqueles.
–O que é isso? –ele gritou após ler –Quem ele pensa que é? Como ele ousa me desafiar? Como ele tem a audácia de sequestrar minha filha e ameaçar a vida da minha família?
Entreguei Hope à Rebekah e segurei o rosto de Klaus, tentando passar alguma segurança para ele.
–Apenas relaxe. Ninguém vai destruir nossa família. Somos os Mikaelson. Quem um dia tiver coragem suficiente para nos desafiar, certamente não viverá para contar aos amigos como foi a experiência –dei um sorrisinho.
Klaus parecia estar se acalmando, e quando estávamos indo para nosso quarto com Hope nos braços, deparamos com Stefan, Elena, Damon e Bonnie parados na porta, esperando por explicações.
–Como ela veio parar aqui? –o Salvatore mais velho perguntou, obviamente se referindo à bebê.
–A mesma pessoa que a sequestrou, fez questão de devolvê-la –falei –E deixou isto –entreguei à Damon o bilhete. Ele leu e passou para Bonnie.
–Que sinistro! –ela murmurou –Por que alguém sequestraria um bebê e depois a devolveria, deixando apenas um bilhete?
Stefan passou a mão pelo seu cabelo.
–Talvez ele apenas quisesse nos causar medo –falou.
–Vocês acham que pode ser algum inimigo do Klaus? –Elena perguntou.
–Talvez –o Mikaelson respondeu, pensativo –Tenho muitos inimigos e eles sabem que minha família é meu ponto fraco.
Todos assentiram e Elijah apareceu com uma mamadeira na mão.
–Rebekah me avisou que Hope estava aqui e pediu para que eu pegasse a mamadeira que havíamos preparado para ela –ele explicou.
Na mesma hora Hope acordou e eu sorri.
–Obrigada –falei –Ela deve estar com fome.
Caminhei até o sofá e me sentei, dando mamadeira à Hope. Klaus, Stefan, Elijah e Damon preferiram conversar sobre os planos enquanto as garotas viam Hope mamar, todas sentadas no sofá, discutindo sobre quem poderia ser um provável inimigo naquele momento, quando nós estávamos apenas agindo como uma família normal.
Dez minutos depois, Stefan parou na nossa frente.
–Acho bom vocês voltarem para seus quartos e arrumarem as coisas. Voltaremos para Mystic Falls daqui vinte minutos.
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–E onde o Stefan estava quando a Hope apareceu? –Elena perguntou à Rebekah.
–Nós dois estávamos na sacada. Eu fui buscar meu celular e a encontrei lá. Depois corri para o quarto da Care e ela e o Klaus foram ver a Hope. Stefan ficou sabendo de tudo na mesma hora em que vocês –a loira explicou.
–Chegamos! –avisei, parando o carro em frente ao Mystic Grill.
Saí, dei uma olhada na estrada e não avistei o carro dos garotos.
Depois de termos passado por tudo àquilo, eu, Bonnie, Elena e Rebekah preferimos ficar apenas num carro e deixar os garotos no outro. Hope estava a salvo e dormia calmamente na cadeirinha no banco de trás, onde Elena e Rebekah ocupavam os outros dois lugares, ao lado da minha filha.
Abri a porta e a peguei, tentando não acordá-la.
–Será que eles vão demorar muito? –Elena perguntou, bocejando.
–Espero que não –falei –Um assassino está à solta e não podemos ficar aqui, principalmente porque estamos com Hope.
Dez minutos depois, o carro de Klaus estacionou logo atrás do nosso.
–Decidiram parar pra fazer um lanchinho? –Rebekah perguntou, indo logo para os braços de Stefan.
–Bem que eu queria –o Salvatore respondeu, dando um sorriso cansado.
Só então percebi que em todas àquelas horas, não havíamos bebido nem mesmo uma gota de sangue. Todos estavam famintos, exceto Bon, que não necessitava de sangue para viver.
Logo nos despedimos e fomos embora para nossas casas. Deixei meu carro com Bonnie, que deu uma carona para Damon, Elena, Stefan e Rebekah e depois foi para sua casa com seu namorado.
Klaus e eu fomos para nossa mansão em seu carro.
Quando enfim já estávamos em casa e prontos para dormir, pude ter certeza de que vira um vulto na cozinha.
Fui até lá e encontrei a porta aberta. Rapidamente a fechei, a tranquei e voltei para o quarto, onde Klaus me esperava. Hope estava num berço ao lado de nossa cama.
Me joguei na cama e ele se inclinou para me dar um beijo.
–Eu te amo –ele sussurrou.
–Também te amo –falei, sorrindo.
Ele então me abraçou e com a cabeça sob seu peito, dormi esperando que amanhã tudo fosse melhor.
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