When Everything Changes
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Acordei com dores em lugares estranhos. Olhei para os lados e não encontrei Klaus, nem a foto em que estamos eu, ele e Hope juntos. Tentei fugir, mas, estava presa. Quis gritar, mas, um pano cheio de verbena atravessava minha boca, fazendo com que cada movimento doesse.
Eu não sabia onde estava e nem o porque de estar ali.
–Vejam só! A vadia acordou. -uma garota abriu a porta. Logo depois percebi que era Hayley. -Como está, Caroline? -ela perguntou, sentando-se num banquinho na minha frente. -Ops! Esqueci... Não pode conversar e nem se mover. -ela sorriu maleficamente. -A não ser, é claro, que goste de sofrer.
A olhei, sentindo enorme nojo. Minutos depois, uma loira apareceu, tirando o pano da minha boca, dando-me chance para gritar.
Tentei, mas, o máximo que consegui foi um tapa na cara.
–Tem imensa sorte por eu estar presa. -falei, tentando me soltar.
–Tenho? -ela riu, novamente dando um tapa na minha cara. Mostrei meus dentes e o máximo que ela fez, foi rir. -Você merece sofrer, Caroline Forbes. -sussurrei um "por que?" e ela me olhou como se eu fosse a vilã e ela a vítima. -Ainda tem coragem de me perguntar isso? -ela perguntou e esperou por resposta, o que eu não dei, já que não estava entendendo nada ali. -Você roubou minha família de mim. Não pense que sairá ilesa disso. -ela segurava uma faca, que logo após passou pelo meu pescoço.
–Sua família? Você é mesmo uma maluca, Camille. Eu a construi, e ela é, por direito, minha. -Hayley se intrometeu.
–Klaus jamais te amou e você simplesmente odeia Hope. Não sei o que isso é para você, mas, para mim, não é família. -a loira revidou, aproximando-se de Hayley -Eu cuidei de Hope e ajudei esse híbrido, e o que ele fez para agradecer, foi me trocar por uma loira mais jovem, que não sabe nada da vida. -Camille disse, se referindo a mim. Senti que precisava me defender.
–Não sei nada da vida? Posso ter sido transformada quando adolescente, posso até ser mais jovem, comparada a você, mas, fui a tantos enterros desde que os vampiros, lobos e as outras criaturas sobrenaturais entraram na minha vida, que já até me esqueci qual foi a posição do da minha mãe. -sorri, tentando ser forte. -Ah, e me desculpe pela sinceridade, mas, sou mais madura do que vocês duas, que insistem em correr atrás de um homem que não a amam.
Ambas olhavam para mim com clara irritação. Camille tentou revidar, mas, uma morena apareceu pela porta, interrompendo-as.
–Chega de briga! Não estamos aqui para discutir com a Caroline, e sim, para torturá-la. -ela fez uma breve pausa -Tentem não matá-la. -e assim, virou-se, indo embora.
–Estou cansada de Davina! Ela realmente acha que é a capitã. -Hayley disse, revirando os olhos.
–Ela é uma bruxa, certo? -perguntei, ambas assentiram.
Estava começando a pensar que ninguém me torturaria. Meus pensamentos mudaram quando as duas pegaram facas, puxaram minha blusa para cima e começaram a me torturar. Olhei para minha barriga e havia um coração com as iniciais "K C H", onde Camille estava. Quis saber o que Hayley estava fazendo: se estava escrevendo algo com a faca ou apenas passando-a normalmente, querendo me torturar. Fiquei sabendo depois de uns 10 minutos, quando a loira também ficou curiosa e pediu que mudassem de lugar agora, para ver o que a rival havia escrito.
–Ela é uma vadia, pegou o Niklaus de mim, ganhou um tapa na cara e terá um trágico fim. -Camille leu o que estava escrito ali, logo após rindo. -Sério isso, Hayley?! Está obssessiva.
–Como se fosse apenas eu. -olhei para baixo e a vi dando uma piscadela, depois olhando o que Camille havia escrito. -Você está muito sem sal, loira. Apenas um coração com as inicias "K C H" ? Caramba! -ela riu, passando a faca na minha barriga, tentando desfazer o que a outra fizera. Gemi de dor, pedindo para parar.
–Por favor! -implorei. -Se me deixarem em paz, termino com o Niklaus e vocês decidem quem irá ficar com ele... -falei, sabendo que era mentira.
–Acha que somos otárias, Caroline? -Camille disse, saindo de onde estava e caminhando até minha frente. -Você e Klaus se amam mais do que qualquer casal que eu já conheci. Morreriam um pelo outro e você, de repente, me diz que desistiu dele? Acho que sou esperta demais para confiar nisso. -revirei os olhos, pensando em como não era boa em mentir e logo após, ganhando outro tapa na cara.
–Chega! -a bruxa apareceu dizendo. -Tenho planos e acho bom vocês me ouvirem. Ah, e, claro, concordarem.
Tentei escapar mais uma vez, mas, não consegui. Olhei para cima e fechei os olhos, pensando em quando aquele inferno acabaria. Já estava começando a ficar com muita sede, o que não me deixava com o melhor humor e também me deixava fraca, o que impediria minha fulga.
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POV Klaus
Chegara em casa com Liz, mãe de Caroline e a colocara na prisão, logo após voltando para onde Caroline estava.
Davina era forte, seria capaz de fazer coisas terríveis contra ela.
A procurei pela praça, mas, o que encontrei foi apenas seu celular totalmente quebrado.
O peguei, sentei num banco, e, depois de muito tempo, comecei a chorar. Foi um choro baixo, mas, acompanhado de muita raiva. Eu perdera Caroline mais uma vez, por causa das mulheres com quem me envolvi e também os inimigos que criei. Quando as coisas começam a dar certo na minha vida, alguém sempre tem que destruir. Talvez fosse porque tudo que eu fizera de ruim, estivesse voltando para mim. Eu já matara muitas pessoas, e elas deviam ser felizes, ter um namorado, uma filha, amigos... Olhei para os lados e encontrei Stefan me observando. Sequei as lágrimas, não queria parecer vulnerável para ninguém.
–Há tempos não te vejo chorar, Klaus. -ele disse, sentando-se ao meu lado.
–Quem disse que eu estava chorando? -dei um sorriso forçado que saiu até triste demais. -Está vendo coisas que não estão acontecendo, Stefan.
–Eu sei o que vi. Você ama a Caroline, não é? Você sempre a amou, desde quando a salvara, dando seu sangue. Você se sentiu vulnerável, pois esse sentimento poderia dar uma chance aos seus inimigos de te atacar de alguma maneira. E então, foi para New Orleans, deixando-a aqui sozinha. -eu o encarava. Não sabia que ele me conhecia tanto assim. Fomos grandes amigos, mas, faz muito tempo. -Eu e ela confundimos as coisas enquanto estávamos sem humaninade. Ela se sentiu culpada por me ter feito seguir o mesmo caminho. -ele olhou para baixo, mostrando que ainda não se recuperara daquela época em que matara pessoas inocentes. -Eu a amei, mesmo quando ligamos. Mas, percebi que era ilusão. Eu e ela fomos feitos para sermos melhores amigos, e vocês para serem almas gêmeas. -ele me olhou novamente. -Quero que saiba que foi o único capaz de fazer com que ela voltasse a ser a velha Caroline, alegre e sonhadora. E também que você tem seu amigo de volta. Hoje vi uma parte de você que não via a muito tempo, o que me fez lembrar de quando eramos melhores amigos. Se quiser, podemos fazer uma parceria e ir salvar a Caroline. -ele sorriu.
–É claro. -levantei, andando em direção a casa dos Salvatore. -Mas, primeiro, precisamos que sua amiga Bonnie faça um feitiço de localização.
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