When Everything Changes
4 Capítulo 4
Notas iniciais
No aeroporto
Olhei pela centésima vez a minha caixa de mensagens para me certificar de que realmente não havia nenhuma nova mensagem com informações sobre a carta.
–Se continuar olhando isso aí, vai acabar ficando maluca. –Klaus brincou me dando um selinho para que pudesse me acalmar.
–Desculpa... –olhei séria para ele –Estou estragando tudo, não é? Ah, me desculpe.
–Não precisa se desculpar. Está tudo perfeito: eu, você e Hope iremos para Mystic Falls e depois viajaremos o mundo, tendo uma longa e feliz vida em família. –ele disse com um tom sonhador. –Só achei que ficaria mais calma depois da última noite.
Sorri maliciosamente após me lembrar dos acontecimentos de ontem. Naquele momento eu realmente me esquecera de todas as preocupações, medos, problemas e, principalmente, do peso que carregava por ter desligado a humanidade. Eu simplesmente foquei no que estava acontecendo e aproveitei o momento.
Me recompus após me lembrar de Elijah, que permanecia calado com sua sobrinha em seus braços ao nosso lado. Niklaus percebera o mesmo que eu e resolvera conversar com seu irmão.
–Irá se cuidar ou precisarei voltar aqui a cada dez minutos? –ele disse sorrindo, ficando sério logo após perceber algo que eu certamente não percebera porque pensara que Elijah sempre fora assim. –Está preocupado com o que?
–Nada demais. –ele deu um sorriso triste.
Anunciaram nosso voo e nos despedimos do irmão de Klaus, pegando Hope de seus braços. Em pouco tempo já estávamos no avião.
Coloquei a bebê em um jeito confortável para que ela pudesse continuar seu sono e enconstei minha cabeça no ombro de Niklaus.
–Eu te amo. –disse a ele enquanto mexia em seu lindo cabelo.
–Eu te amo, sweet. –ele respondeu, me dando um beijo carinhoso e apaixonante.
Eu não estava voltando apenas para a cidadezinha em que nascera, e sim para o lugar onde minha mãe morrera. Eu sempre soube que não poderia simplesmente fingir que Mystic Falls não existia, mas queria tentar. A parte ruim é que estava voltando e boa é que eu poderia ter uma notícia sobre a carta que eu queimara. Não sei se fizeram alguma cópia, ou algo do tipo. Matt não dissera nada sobre isso. A única certeza que fortalecia a mim e a minha esperança era que se não fosse importante, não pediriam que eu voltasse.
Olhei para Klaus e vira o meu futuro e o amor da minha vida. Eu o amava mais do que tudo agora e ele sabia disso. É realmente uma pena minha mãe ter morrido antes de conhecer o lado bom dele, porque ela poderia me ajudar a convencer meus amigos de que ele era e sempre fora um homem bom.
O único que podia me ajudar agora era meu coração e ele me dizia o tempo todo que ninguém poderia destruir o amor que eu e Niklaus estávamos sentindo. Ninguém.
Sorri e tentei dormir, o que consegui facilmente.
Algumas horas depois
Acordei com uma mão tocando meus braços, onde a bebê dormia tranquilamente. Me recompus rapidamente para dar uma surra em quem estivesse tentando pegar minha loirinha de mim. Fiquei tranquila ao perceber que era o pai dela.
–Pensei que fosse um ladrão, ou, algo pior. –disse com voz de sono.
–Certas pessoas estão muito assustadas. –ele sorria enquanto dava mamadeira para Hope.
–Já estamos chegando?
–Sim, love. Estaremos lá daqui 15 minutos.
Dei um selinho nele e fui ao banheiro arrumar o meu cabelo que se encontrava totalmente rebelde e depois voltei me sentindo literalmente uma Miss Mystic Falls.
–Posso terminar de dar mamadeira a ela? –perguntei, maravilhada com a ideia.
–Você quer? –Klaus disse surpreso.
–Claro, por que não? Eu amo essa garotinha! –falei sem querer. Não queria que ele entendesse errado e pensasse que eu queria tomar o lugar de Hayley na vida de Hope. Mas, o máximo que ele fez foi dar um grande e lindo sorriso e me entregar a bebê.
Terminei de dar a mamadeira e comecei a brincar com ela, que sorria a cada careta feita por mim. Uma mulher que se sentava em nossa frente olhou para trás e nos encarou de um jeito bom.
–Sua filha é linda. –ela disse para mim e Klaus, que ficou feliz em saber que éramos vistos como uma família.
–Obrigada. –respondi sorrindo, meio sem graça de dizer que não era sua verdadeira mãe.
Ela assentiu e virou-se novamente para frente. No mesmo momento, pousamos em Mystic Falls.
Olhei para Klaus que me deu um sorriso de apoio.
O dia seria longo.
POV Elena
Enquanto arrumávamos as coisas da Liz, Bonnie e eu achamos o que provavelmente poderia ser um rascunho da carta que ela escrevera para Caroline. Porém, agora, Damon insista em não entregar a carta a ela até nos certificarmos se ela não desligou a humanidade novamente ou se está vindo com uma pessoa desconhecida em que não podemos confiar.
–E se ela queimar de novo? –ele repetia até darmos uma resposta. –Não podemos deixar que ela faça isso novamente e depois se arrependa.
–Ela não desligou, Damon! –Bonnie gritou do outro lado da sala –Caroline não faria isso novamente porque ela se arrependeu e eu conheço a minha amiga. Ela é boa demais para fazer isso com si mesma.
–Quem faz uma vez, faz duas, BonBon. –Damon disse pegando no queixo da minha amiga.
Coloquei meus fones, totalmente indisposta a ouvir aquilo. Deitei-me no sofá dos Salvatore e virei para o lado, com vontade de dormir e esquecer que toda aquela confusão estava realmente acontecendo. Fechei meus olhos e tentei imaginar o paraíso. Eu, Damon e nossos filhos que nunca chegariam a existir por sermos vampiros.
Tentei dormir, mas, uma mão macia tirou um dos meus fones, dizendo que a música que estava ouvindo era realmente boa. Virei para o outro lado e a vi: Caroline continuava a mesma. Me levantei rapidamente e a dei um abraço de urso em que Bonnie rapidamente entrou também.
–Não sabe como sentimos sua falta. –sorri, feliz em saber que ela realmente estava aqui. Porém, meu sorriso se desfez assim que uma pessoa passou pela porta. –O que ele está fazendo aqui? –perguntei, me referindo a Klaus.
–Eles vieram comigo. –ela disse, procurando coragem para dizer o resto –Estamos juntos e está é Hope, filha do Klaus. –Caroline deu um sorriso amarelo, segurando a mão de Niklaus enquanto a bebê nos encarava sorridente enquanto eu apenas pensava em como ele poderia ser pai. Caroline pareceu adivinhar meus pensamentos.
–Depois eu explico tudo isso. Agora, mais do que nunca, preciso que vocês me contem tudo o que sabem sobre a carta.
–Na verdade não temos notícias apenas da carta. –respondi com certo medo da reação dela. –Temos notícias sobre sua mãe também.
–Quero que me contem tudo o que saibam. –Care disse rapidamente.
–Iremos. Mas, é melhor se sentar. –olhei para os outros que me deram apoio para continuar a conversa, o que eu fiz. –Sua mãe está viva, Caroline.
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