Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo *-* Peço desculpas por qualquer erro :) Boa leitura! ♥

Acordei sem sentir dor, o que já era de se estranhar. Levantei a minha mão para observá-la e ainda estava com o meu anel que me protegia da luz do sol.

Me levantei, sentindo-me mais saudável a alegre do que nunca. Será que aquilo tudo tinha sido apenas um sonho? Não. Não podia ser. A dor de quando eu tivera meu pescoço quebrado e o que Enzo dissera era real demais.

Concluí então que era mesmo aquela minha realidade assustadora, o que me fez querer sair do quarto onde estava e correr o quanto eu pudesse para bem longe.

Joguei os cobertores que estavam por cima de mim e calcei o mesmo par de salto alto que eu havia usado quando estava a caminho do aeroporto.

Me levantei e, cuidadosamente, caminhei até a porta, com medo de que alguém escutasse o som de meus passos.

Coloquei a mão na maçaneta e a girei, fechando os olhos e desejando que tudo desse certo ao menos dessa vez.

-Onde vai, sweet?

Abri os olhos, deparando-me com Klaus. Revirei meus olhos e fingi estar interessada na minha pulseira.

-Embora daqui. Não me chame de sweet. Apenas o antigo Klaus tinha permissão para isso.

Ele bufou e deu uma risadinha. Eu teria achado bonitinha se não estivesse preocupada demais em pensar em como fugir dali sem ser morta.

-Você não vai conseguir sair daí. Pedi a uma bruxa para fazer um feitiço que a fizesse permanecer ao menos por três dias. Há uma barreira invisível separando você do resto do mundo.

Droga! Outro problema.

De repente as coisas tiveram um pouquinho de sentido.

-Então foi você que mandou Enzo quebrar meu pescoço? Estava ocupado demais procurando por a Hayley, a garota que morreu há bastante um tempo?

Eu não queria ser tão rude e me arrependi logo depois, quando sua reação me machucou profundamente. Ele encarou o chão por alguns minutos, e percebi que eu não era mais o motivo de seu sofrimento.

Se ele chorasse por perder alguém, eu não seria mais essa pessoa.

-Acho bom termos tocado no assunto, Caroline Forbes —ele disse, fitando-me —Porque eu fiquei sabendo que você teve certa culpa nessa morte.

-Você já sabia que ela estava morta? —perguntei, um pouquinho surpresa. Quem teria contado?

-Rebekah contou enquanto tínhamos uma discussão —ele revirou os olhos, mostrando que lembrar daquele dia não era uma coisa muito legal para ele.

Bufei e resolvi voltar ao assunto, que, obviamente, era o que estava fazendo ali e o que ele queria comigo. Perguntei a ele, fazendo-o dar um sorriso antes de responder.

-Ora, Caroline! Você morrerá, mas antes farei com que sofra um pouco, ficando nesse quartinho sem qualquer tipo de sangue.

-Acho que eu já passei por isso. Posso aguentar mais uma vez.

Ele deu uma risada e meu corpo se arrepiou.

Olhei para a cama no centro do quarto e me joguei nela, fechando os olhos e esperando as sombras virem. Mas elas não vieram. Então eu dormi, esperando sonhar com algo melhor do que a realidade.

______________

O segundo dia já estava passando e eu começava a sentir muita, muita sede.

Klaus às vezes me visitava, o que fazia com que a gente discutisse a cada minuto que ele permanecesse aqui. Talvez fosse o efeito de ficar algum tempo sem beber sangue, mas eu estava começando a ver um pouco do antigo Klaus voltando naquele monstro que perdera a memória.

Um dia, ele apareceu na porta como sempre fazia. Não me chamou e nem saiu. Apenas permaneceu lá, me encarando de um jeito estranho, como se estivesse fazendo uma escolha.

E eu sabia qual era pelo simples fato de que minha morte estava chegando.

-Venha. Retirei o feitiço —ele disse, distraído.

Nem pude acreditar em suas palavras, mas concluí que eram verdadeiras quando pude cruzar a porta.

Sem pensar muito bem, me joguei em seus braços, o que ele realmente estranhou.

Por estar fraca, logo me separei e murmurei um pedido de desculpas. Pude notar o que parecia ser um sorriso verdadeiro em seus lábios, mas isso logo desapareceu.

-Aonde vamos? —perguntei enquanto o seguia. —Preciso de sangue.

Por incrível que pareça, eu não quis fugir. Talvez fosse porque estava fraca demais para fazê-lo.

Ele parou em frente a uma porta e a abriu, ignorando minha pergunta. Bufei e o segui, percebendo que aquele lugar estava cheio de bolsas de sangue.

-Uau! Confesso que fiquei surpresa. Pensei que agora você matasse para sobrivever —falei após estar satisfeita.

Ele suspirou e me puxou para o lugar onde estávamos realmente indo.

Quando chegamos em duas grandes portas, ele as abriu, permitindo-me ver as pessoas que se encontravam lá.

Eram todos os meus amigos, incluindo a família de Klaus nesse grupo.

Fiquei de certo modo, feliz por vê-los. Será que estavam aqui para me buscar? Não. Não podia ser e a expressão de Elena e Bonnie entregavam tudo. Elas estavam preocupadas.

-O que está acontecendo? —sussurrei para Klaus, que estava contente a ver que sua pequena plateia nos esperava ansiosos.

-Você saberá como todos os outros, Caroline —ele avisou, olhando para frente e me puxando de um jeito agressivo até o palco.

-Me solte! —falei, empurrando-o um pouco pro lado e soltando o meu braço.

Ele me lançou um olhar raivoso e eu decidi apenas olhar para meus amigos, procurando por alguma informação.

Klaus pegou o microfone, como se fosse necessário, e cumprimentou meus amigos e seus familiares.

A expressão de tédio no rosto de cada um dizia que eles já haviam esperado um bom tempo e queriam ir direto ao assunto.

Minhas amigas queriam me abraçar e com certeza se perguntavam porque eu estava com ele.

Será que não sabiam que ele havia me mantido presa num quarto por três dias?

Bufei e deixei meus devaneios de lado para prestar atenção no que Klaus dizia.

-Hoje, amigos, inimigos, familiares...

—ele começou, rindo de um jeito que me fez arrepiar — Vocês presenciarão a morte de Caroline Forbes. Realmente espero que aproveitem!

Notas finais
Espero que tenham gostado! ♥ Caroline vai morrer? Veremos nos próximos capítulos :/ Klaus está muito confuso, né? Mas isso vai mudar logo. xoxo ♡