Notas iniciais
Hey! :) Espero que gostem do capítulo! *-* Boa leitura!

POV Rebekah

Eu estava sonhando. Nesse sonho, eu caminhava por entre as flores, sentindo o sol no meu rosto. Ao meu lado esquerdo, havia uma montanha. No direito, um rio tão lindo que me dava vontade de pular nele. Me direcionei até o banco mais próximo, sentindo-me cansada. Cansaço era uma coisa que não sentia há uns tempos, então, por esse motivo, estranhei.

Minha visão ficou embaçada por alguns instantes, mas logo pude perceber a presença de alguém ao meu lado.

Dei um pulo, afastando-me após perceber quem era.

–Kai! -gritei.

Ele sorriu e me encarou.

–Sim. Ah, e esse cansaço que está sentindo é apenas uma amostra do que sentirá quando for humana novamente. Não poderá fazer o que era de costume, pois será mais fraca.

–Do que está falando? Aliás, como sabe disso... -falei, supervisionando o local -Isso é apenas um sonho. Não devo me preocupar com nada nem ninguém.

–Ah, deve sim! -ele usou sua magia, fazendo-me sentir uma dor de cabeça terrível.

Ia me levantar para matá-lo, algo que teria prazer em fazer mesmo em sonho, mas, de repente, ele soltou uma gargalhada, dizendo-me que, se eu fosse humana, não teria chances contra ele. Ia argumentar, mas ele sumira junto com aquele lugar maravilhoso, fazendo-me abrir os olhos.

–De volta ao inferno! -murmurei, não percebendo a presença do vilão Parker.

–Não sabia que havia gostado tanto assim. Se quiser, posso fazer mais vezes.

Fitei-o, tentando entender o que ele dizia. Então era verdade... Ele entrara na minha cabeça de alguma maneira.

Horrorizada, tentei me soltar daquelas correntes. Ele abaixou o olhar, olhando meus braços.

–Não se preocupe. Isso não será mais problema para você. -ele segurou as correntes como quem segura um cachorrinho na coleira e me levou para outro cômodo, jogando-me no chão ali mesmo. Levantei-me, aproveitando a chance, querendo matá-lo, mas sendo derrubada por uma barreira invisível.

–Seu idiota! Você vai pagar por tudo que está fazendo! -gritei enquanto ele me dava as costas.

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POV Bonnie

Estava dormindo, mas acordei a tempo de ver que Kai ia levar Rebekah para outro lugar.

Suspirei. Aquilo estava acontecendo mesmo acontecendo? Por minha causa, dois membros da família Original estavam em perigo. Na verdade, Rebekah só podia ser morta com a estaca do Carvalho Branco, o que acho que Kai não tem. Eu me preocupava mesmo era com a pequena Hope, que assistia a tudo e chorava sempre que algo terrível acontencia.

Eu havia deixado Kai preso, quando voltamos para pegar Lily, a mãe dos Salvatore. Agora, como se tivesse me amado e eu o decepcionado, ele resolvera se vingar. Aliás, espero que Lily ainda esteja na prisão. Ouvi, enquanto fingia dormir, que a "família" dela havia voltado junto com o bruxo, o que, confesso, não me deixou animada. Eles eram mais fortes do que qualquer um de nós, e isso ia do Damon até a Caroline. Mas talvez os Originais conseguissem matá-lo. Rebekah pode até ter fracassado, mas Elijah e Klaus conseguiriam. Se juntassem suas forças, matariam todos os amigos da Lily, ela e, principalmente, o Kai.

Havia muita coisa para se explicar: como o bruxo Parker saira do mundo prisão vivo? Por que os amiguinhos da mãe dos Salvatore não o mataram? Por que duas Originais e eu? Ah, para a última eu sabia a resposta. Era simples: atrair os irmãos de Rebekah até aqui para não sei o que, e eu só permanecia viva porque ele daria um jeito de fazer com que eu sofresse o dobro do que já sofri em toda a minha vida. E depois, aí sim, eu morreria. Quanto aos Mikaelson, não entendi qual era seu objetivo. Quem era louco o suficiente para querer começar uma guerra contra os Originais, tirando do Klaus sua filha e sua irmã?! Talvez Kai fosse. Mas também havia algo de errado com ele. Algo que mudara bastante, mas que eu não sabia o que era.

Quis pensar mais até descobrir, mas fui arrancado dos meus devaneios quando ele bateu a porta, voltando sem Rebekah. Fitei-o por alguns instantes, horrorizada com o que estava vendo.

–Oh, meu Deus! Você virou um dos amigos da Lily. -falei, totalmente arrepiada.

–Ah... -ele terminou de beber a bolsa de sangue -Pensei que não fossem descobrir isso nunca. -um sorriso maldoso atravessou seus lábios. Hope começara a chorar novamente, o que sempre fazia quando Kai estava presente. -Clary! -ele chamou e uma mulher apareceu. -Dê comida, ou seja, faça o que for necessário para essa bebê calar a boca! -o bruxo mandou e a senhora pegou Hope, totalmente desajeitada.

–Eu posso cuidar dela se me soltar. -ele me olhou, pensativo. -Eu já sei que você tirou de mim toda a minha magia, então, realmente não tem como fugir. Portanto, me deixe cuidar da bebê. Ela é filha da minha amiga e eu me sentiria péssima se algo acontecesse com ela. -fiz uma pausa -Por favor...

–Tudo bem! -ele disse e mandou o guarda me soltar.

Livre, peguei Hope dos braços da mulher que estava do outro lado do cômodo. Ela parecia aliviada. Suspirei e fui fazer mamadeira para a filha da Care e do Klaus num fogão que havia ali.

Eu iria salvá-las de alguma maneira. Esse não podia ser o meu fim, nem o de Hope. Rebekah não sairia daqui triste, sabendo que não teve chance de fazer nada para salvar duas vidas, eu não vou deixar que isso aconteça. Porque eu tenho a chance de nos tirar desse lugar, e não vou desperdiçá-la.

Sentindo o olhar de Kai em mim, apressei o que estava fazendo enquanto elaborava planos da minha mente.

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POV Caroline

Andava de um lado para outro enquanto esperava por Freya. Klaus estava estranho, nervoso, triste, mas permanecia quieto na poltrona. Às vezes penso se ele me culpa pelo que aconteceu, afinal, se eu não fosse tão distraída, tão fraca, nada disso teria acontecido.

Resolvi tomar um banho, afinal, o máximo que havia feito desde que tudo aconteceu, foi jogar água no rosto.

Avisei Klaus, que não disse nada. Assim que estava chegando no quarto, olhei para trás e pude ver que ele agora mexia no celular.

Dei as costas e bufei. Eu me recusava a acreditar que aquele pesadelo estava realmente acontencendo. Poxa, era para ser uma viagem entre família para esquecermos tudo que vinha acontecendo. Mas no fim, se transformara nessa tragédia.

Enquanto a banheira enchia, eu segurava o ursinho de Hope. Ela o adorava, e nós quase o esquecemos aqui. Sorri ao sentir o cheiro do perfume de bebê que havia ali. Não era forte, e de tanto ela brincar com ele, ficou com mesmo cheiro que suas roupas.

Entrei de uma vez na água, mergulhando para molhar o cabelo. Minutos depois, já havia terminado o banho e estava limpa e cheirosa. Tempos atrás, eu correria para o colo do Klaus e o beijaria. Depois, faríamos uma sessão de filmes e de noite seria um paraíso. Sorri ao me lembrar desses dias, sabendo que hoje seria diferente.

Vesti uma saia e uma blusinha. Resolvi calçar um salto preto e deixar o cabelo solto. Passei perfume e um batom claro.

Enquanto descia a escada, ouvi a campainha tocar. Rapidamente, Klaus se levantara e fora abrir a porta. Freya entrou com várias malas e seu irmão a ajudou a colocá-las num canto. Enfim, sentamos no sofá para arquitetar o plano.

Eu estava ao lado de Klaus num sofá para dois. Minha cunhada nos encarou e quebrou o silêncio.

–Tenho duas notícias: uma boa, outra ruim. Qual vocês querem ouvir primeiro? -ela perguntou.

Senti os dedos de Klaus se entrelaçarem nos meus, e nós trocamos olhares. Demos força um ao outro e ele enfim respondeu.

–A ruim.

Notas finais
Peço desculpas por qualquer erro! :) Aviso importante: heyduds16.blogspot.com.br/2015/07/fanfic-aviso.html xoxo ♡