Whatsername
13 She's a rebel
Notas iniciais
Todos tiveram um dia até agradável, Whatsername ensinou mais algumas coisas para Bill na guitarra enquanto Tom paquerava um pouco Beatriz e ambos ficavam com ciúmes de Bill e whatsername. Georg e Yasmim se entre olharam a situação começava a ficar um pouco estranha, Gustav e Lola nem ligaram, apenas foram para sala de instrumentos tocar algumas musicas.
Ao final do dia todos estavam na sala, assistindo um filme de terror. Beatriz estava com um pouco de medo, Tom estava dando uma de fortão e Beatriz ficou o filme toda abraçando o braço dele. Gustav e Lola tinham seu jeito em particular e fofo de ambos sentirem medo e abraçarem um ao outro, já Georg e Yasmim assistiam até bem, Yasmim deitada no peito de Georg e quando ia começar uma cena de matança Georg tampava os olhos de Yasmim.
Bill estava encolhido no chão vendo o filme com um certo medo. Ele estava do lado de whatsername que não tinha medo do filme. Ela reclamava que não era possível o jeito que alguns corpos rolavam, o jeito que o assassino batia no corpo não matava e ainda como era impossível a maior parte das cenas.
- Não tem como o corpo rolar desse jeito, é impossível e ainda mais com uma batida dessa acertando a perna não tem como ele morrer assim tão rápido – ela disse – que filme de merda é esse que vocês escolheram?
- nossa você entende mesmo de filmes – Gustav disse impressionado – bem, pelo menos você entende de morte – ele fez esse comentário provocando alguns risos
A garota revirou os olhos. E ela entendia mesmo, desde pequena ela sempre via pessoas morrerem, nada daquilo de mortes causava a ela revira voltas no estomago, aquilo se tornou algo comum para ela, parte da rotina dela.
Tudo o que a garota fez foi se levantar e ir em direção da cozinha. Yasmim logo que viu a colega ir em direção a cozinha disse:
-você vai cozinhar? – ela perguntou
- vou fazer chá – whasername respondeu
- faz pipoca – todos pediram
A garota assentiu e foi fazer a pipoca para todos. Enquanto ela fazia a pipoca no micro-ondas ela fervia a agua em uma pequena panela para fazer seu chá. Ela retornou para a sala carregando uma grande tigela de pipocas e uma grande caneca cheia de chá. Ela entregou para Yasmim a pipoca e voltou a se sentar do lado de Bill. Bill sentindo o cheiro do chá perguntou:
- posso provar? – ele pediu
- claro – ela disse entregando a caneca para Bill – cuidado está quente
Bill provou um pouco de chá com cuidado para não queimar a língua ou os lábios. Ele devolveu a caneca para a garota dizendo:
- adorei, me ensina a fazer – ele pediu
- e o meu chá? – Tom perguntou
- desculpa Tom o dela é melhor – Bill disse
Tom se sentia trocado pelo Bill que saia tanto com a garota. Todos voltaram a ver o filme e mais tarde acabaram adormecendo no sofá. Bill e whatsername foram os primeiros a acordar. A garota sentia a cabeça doer e ainda sentia a necessidade de dormir, Bill acordou animado e cheio de energia.
- vamos whatsername – ele disse puxando a garota pelo braço
- I’m not Okay, I’m not Okay, I’m not Okay – ela cantarolava deitava no chão com o rosto virado para baixo
Aquela bagunça acordou os outros. Que olharam a garota cantar deitada no chão com toda a parte “da frente” do corpo virada para baixo, ate mesmo a cabeça enquanto o garoto tentava fazer ela se levantar.
- O que você acha que é Beatriz? – Tom perguntou vendo o estado da garota no chão
- crises depressivas, ela sempre tem varias dessas, tomem cuidado – Beatriz disse
- isso é coisa de cantor, é até modinha de vez em quando o Bill também tem algumas dessas – Gustav disse
- It’s not a fashion statement, it’s a fucking deathwish – a garota disse levantando minimamente a cabeça e olhando uma certa raiva para Gustav
- PORRA O ASSASSINO DO FILME ENTROU NO CORPO DELA – Gustav disse abraçando Lola que havia acabado de acordar
- que medo, é sempre assim? – Tom perguntou
- de vez enquanto, e até piora em algumas turnês – Yasmim explicou – ou ela fica como uma morta ou revolucionaria, se não ela canta musicas sobre mortes ou contra o governo, geralmente ela finge de morta e canta musicas sobre morte
- as crises depressivas do Bill não são desse jeito, ele só não quer sair do quarto ou por um dois dias, fica sem comer deitado na cama – Georg disse
- o normal da Whatsername é ficar trancada no quarto sem comer, mas quando ela tem as crises depressivas dela qualquer coisa cortante é chamativa para ela, ela adora se pendurar em lugares altos e coisas assim – Lola explicou
- teve um show que ela ficou sentada ao lado dos holofotes, ela conseguiu um microfone sem fio e deu um jeito de tocar guitarra lá, ela ficou o show inteiro lá até que a gente conseguiu tirar ela de lá depois que todo mundo foi embora com a ajuda dos seguranças – Beatriz disse
- nossa – Tom disse rindo – não dá ideia para o Bill não
- mas o mais engraçado foi que ela procurava gente que estava transando na plateia e apontava os holofotes para eles – Beatriz disse rindo
- todo mundo aproveitou o momento – Lola disse rindo
Todos riam da história, mas a garota continuava no chão sem a mínima vontade de se mexer.
- Bill desiste, se brincar ela vai ficar o dia todo nessa posição – Yasmim disse
- Não – Bill disse
Ele ainda tentou fazer a garota se levantar. Tom se levantou viu o lindo dia que teria muito sol surgindo. Logo todos foram para a cozinha até whatsername, foi difícil, mas Bill conseguiu convencer a garota. Todos tomavam um bom café da manha. Bill tomou um pouco do chá que a garota preparou. Depois Tom olhou o sol e teve a brilhante ideia de passar o dia na piscina que tinha nos fundos da casa.
- Hey gente, vamos na piscina – Tom sugeriu e todos concordaram
Depois disso todos subiram parasse trocar, cerca de meia hora depois todos estavam prontos e indo para a piscina. Beatriz colocou um bikini bem ousado para chamar bem a atenção de Tom. Yasmim colocou um bikini vermelho até normal e Lola colocou um bikini igual ao dela, só que azul. Os garotos colocaram calções de banho coloridos.
Todos estavam na piscina, Bill puxava whatsername, que agora estava com um camisa de botões preta e uma gravata vermelha. Ela havia apenas trocado a blusa. Bill insistia para que ela entrasse na piscina e a menina dizia que apenas queria tocar sua guitarra. O garoto logo desistiu e deixou a menina em paz.
Whatsername achou uma tomada, colocou seu amplificador, pegou sua guitarra, mas deixou um momento de lado enquanto ela que estava debaixo de um guarda sol passava protetor solar. Todos se entre olharam, não era a toa que a garota era tão branca.
Enquanto todos se divertiam, principalmente Tom e Georg que brincavam de briga de galo com as meninas (Beatriz nos ombros de Tom e Yasmim nos ombros de Georg, ambos os dois garotos torcendo para que os tops dos biquínis acabassem desamarrando com a briga e as coisas não estavam muito longe disso) e whatsername se concentrava em tocar a guitarra, o mais perfeitamente possível.
David chegou animado com vários envelopes, com um grande sorriso estampado no rosto. Ele disse segurando a pilha de pequenos envelopes nas mãos:
- tenho boas noticias para vocês... cadê ela? – David perguntou se referindo a whasername
Whatsername no pouco tempo que David chegou já estava atrás dele, segurando sua guitarra e com seu amplificador no volume máximo ao seu lado no chão. Ela aproveitou a deixa da pergunta de David para tocar a nota mais alta fazendo David gelar.
- WHATSERNAME!!! – David gritou ao ver a garota
Todos riram com a cena, David estava vermelho de raiva e a garota tão calma que parecia que ira virar fumaça e sair voando.
- acho que respondeu a sua pergunta – ela disse pegando o amplificador e voltando para de baixo do amplificador
- é a “TMP” dela, é tipo umas crises de raiva misturadas com as crises depressivas – Lola disse – é a época suicida dela, não chega muito perto questões de segurança
- explica muita coisa – David disse – parece que vocês estão se dando bem como eu previ
- quer ver que eu acabo com esse conto de fadas com uma frase – whatsername disse sorrindo maliciosamente
- Impossivel – todos na piscina disseram
- EU ESTOU FORA DA BANDA – ela gritou fazendo Beatriz quase ter um enfarte
O mesmo aconteceu com David.
- não diga isso nem brincando menina — David disse
- vocês sabem que eu sou uma suicida, posso um dia sair e nunca mais voltar, talvez alguém me mate ou eu própria me mate – ela se justificou – vocês tem que estar preparados para um desses casos, eu já acho bem duvidoso que eu continue viva até os vinte anos
- mas você tem 19 – Lola questionou
- já tomo remédios, sou viciada em bebidas, de vez em quando eu fumo, sou meio suicida do tipo que quer se jogar na frente dos carros na rua ou pular de prédios – ela disse – quer que eu continue? O fato é que eu não vou durar muito na banda...
- bem poderíamos começar a procurar alguém para te substituir – David disse – mas para que tanto interesse?
- penso seriamente em sair da banda – ela disse
Beatriz já estava ficando sem ar, tudo rumou a um clima tenso.
- para de brincadeira Whatsername – Yasmim disse
- não é serio – ela disse – sou eu que atrapalho a banda, posso ficar por um tempo na banda, mas pensa, eu tenho uma vida fora dessa banda, outra estou adquirindo problemas psicológicos e isso não é bom. Eu também nunca assumi e nem apareci como a vocalista então é mais fácil
- é um dos aspectos que torna mais fácil isso, mas a banda é a sua alma garota – Bill disse
- não a minha alma se perdeu a muito tempo a alameda dos sonhos perdidos – ela disse segurando ao máximo seus sentimentos – mas com outra pessoa assumindo a nova pose de vocal e guitarra eu posso ir me tratar em paz, eu já pensava em voltar a morar na minha casa com meu amigo e bem... pensando assim vai ser bem mais fácil para vocês
- gostei da ideia – David disse – amanhã começaremos as buscas, também tenho convites para cantar no discurso do prefeito, terão vários políticos e vocês terão que ir, sem mas é obrigatório
David deu um sorriso, se despediu de todos e foi embora, mas mesmo assim o clima tenso permanecia. Beatriz olhou para whatsername e disse:
- porque você se recusa? Porque você insiste em ir embora? Porque você não pode ficar com a gente? Nunca te fizemos mal – Beatriz disse
- eu aprendi que meu lugar não é aqui e eu continuo a viajar procurando ele, eu ainda não encontrei o meu lugar, não posso ficar com vocês porque eu nunca fiz parte desse grupo social, vocês podem ser simpáticos, mas ainda não chegam a ser pessoas com quem eu sairia para cima e para baixo... o Bill até mostrou atitude e até poderia andar comigo, mas entenda ainda não pertenço ao seu grupo – ela disse
- diga como devemos agir, nós faremos – Yasmim disse
- me descrevam, falem como acham que eu sou, porque eu sou assim – ela disse
- drogas? – Beatriz disse
- álcool ? – Yasmim disse
- problemas mentais? – Lola disse
- meus amigos riram de vocês nessas horas – ela disse dando um sorriso sarcástico – essas só foram as “consequências”
- você não deixa a gente se aproximar – Beatriz disse
- é justamente porque não quero que vocês machuquem... – ela suspirou – eu não sou um tipo de pessoa que é se daria bem com a imprensa, com os holofotes e coisas assim, também essa vida de rockstar não é pra mim – ela se levantou pegou o celular do bolso e começou a andar enquanto o celular ligava para St Jimmy
Ela já estava distante de todos quando St Jimmy atendeu o celular.
- alô? – St Jimmy disse atendendo o telefone
- Hey preciso de uma ajuda – ela disse
- para que? – ele perguntou
- eu sai da banda, preciso levar as minhas coisas de volta pra ai – ela disse
- tá eu passo ai quando? – St Jimmy perguntou
- ao por do sol – ela disse
- as cinco pode ser? – ele perguntou
- as cinco em ponto... tchau – ela disse
- tchau – ele disse
Ela desligou o telefone, subiu para o seu quarto sem se preocupar em fechar a passagem. Colocou tudo o que era dela nas caixas dos discos e fechou elas. Percebeu que havia mais alguém no quarto. Levantou um pouco o olhar e viu Bill.
- por que você vai embora? – Bill perguntou meio triste
- vocês começaram a se apegar de mais a mim – ela disse e então suspirou – isso não poderia acontecer desde o começo
- você poderia pelo menos me dizer seu nome? – Bill pediu com suas ultimas esperanças que ela fosse Sam
- posso te dizer que ele começa com “H” – ela disse
E assim todas as esperanças de Bill morreram. Era uma das coisas que ela disse que eram verdade, seu nome realmente começava com “H”, a maior parte das coisas ela escondia e raramente mentia... ela só não contava a ninguém.
Bill abaixou a cabeça triste, realmente aquilo acabou com ele, mesmo ele sabendo da possibilidade da garota não ser a Sam e mesmo ele começar a se dar bem com ela a muito pouco tempo ele já considerava ela uma amiga.
- quer ajuda? – ele perguntou tentando segurar o choro
- não preciso, mas você precisa – ela disse
Ele levantou o rosto vendo a face angelical de whatsername, a garota abraçou o garoto o que fez ele sentir um misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo, era como um abraço de despedida. Bill fez questão de abraçar ela com um pouco mais de força desejando que ela não fosse embora. Mas logo eles tiveram que se separar, a garota deu um pequeno beijo na testa de Bill.
O garoto já chorava desde que a garota abraçou ele, ele sentiu os lábios da garota encostarem suavemente em sua testa depositando um pequeno beijo que fez o coração do garoto esquecer como se bombeava o sangue Bill não sabia o que fazer. Uma sensação de felicidade invadia o seu coração se confrontando com o sentimento de tristeza, mesmo ele começando a sentir algo pela garota um sentimento de tristeza oprimia qualquer felicidade lembrando Bill constantemente que ela iria partir.
A garota olhou as horas no relógio, ainda faltavam alguns minutos antes de St Jimmy chegar.
- quando você vai embora? – Bill perguntou triste
- hoje, as cinco – ela respondeu
- é daqui a pouco – Bill disse bem triste abaixando a cabeça
- é melhor assim – ela disse
Faltavam dez minutos para a chegada de St Jimmy. Ela cobriu a cama os armários e tudo com alguns forros brancos para não juntar poeira. Pegou suas duas guitarras, colocou nas costas. Pegou as caixas, apesar de parecer ser muita coisa era pouca, ela simplesmente poderia levar tudo em uma viajem, estava tudo muito bem arrumado, eram só 3 caixas e as guitarras. Uma das caixas estava o amplificador, outra discos e na ultima discos e roupas.
Ela saiu, Bill fechou a passagem, ela desceu as escadas, segurando as caixas e as guitarras. Todos estavam lá, o mesmo clima tenso voltava a se formar. Um carro, do modelo Mercury, antigo, meio acabado, com a tintura verde militar, apresentando algumas partes enferrujadas estacionou na frente da casa.
- você vai hoje? – Beatriz perguntou segurando o choro
Whatsername assentiu com a cabeça.
- vou mais precisamente agora – ela disse
As três garotas queriam dar um abraço na garota de despedida. Mas ela recusou.
- fiquem longe de mim – ela disse – não sou quem eu aparento ser, não me procure e eu manterei distancia – essas palavras acertaram Bill como se fossem socos
Tom percebera que a garota parecia muito com sua colega do colegial, Samantha. E pensou alto:
- Mas Sam... – ele disse
Foi algo involuntário e a garota ouviu as palavras de Tom.
- Desculpa, meu nome não é Sam – ela disse – não se preocupem em me esquecer, vocês vão esquecer rápido e eu me tornarei uma lembrança - ela abaixou a cabeça — ... de novo – a ultima parte ela pronunciou tão baixo que só ela poderia escutar
Ela abriu a porta, St Jimmy já a esperava no carro. Ela colocou as coisas no banco de trás. Beatriz se recusava a ver aquilo tudo acontecer.
- NÃO – ela gritou alto tentando impedir whatsername, mas Lola e Yasmim a seguravam
Ela pulou dentro do carro, na parte da frente ao lado de St Jimmy, Bill apareceu correndo com sua guitarra e com seu amplificador.
- Esqueceu isso – ele disse
- eu não esqueci – ela disse – eu venho de uma “família” – ela fez aspas com os dedos – de guitarristas, temos a tradição de quando vamos ensinar uma pessoa a tocar guitarra, dar uma de nossas guitarras a ela, por isso que eu sempre me recusei a ensinar as garotas a tocar guitarra.... Bill ela é sua e eu ficaria honrada de o Tom te ensinasse a partir de agora
St Jimmy não conseguiu evitar sorrir, ele adorava o jeito que a garota falava. Ela falava de um jeito, falando a verdade, escondendo a maior parte dela, se necessário ela mentia, mas muito raramente e ainda fazia a verdade parecer a mentira.
- Whtasername... – Bill disse abraçando a guitarra quase chorando
- não quer me chamar de Sam? Aquela sua amiga do colegial – ela disse
- podem me chamar de Jimmy, apesar desse não ser meu nome, mas acho que vocês tinham um amigo no colegial com esse nome, não – St Jimmy disse
Todos arquearam a sobrancelha. Os garotos olharam melhor para o casal dentro do carro, a garota se levantou, tirou a chuchinha e os dois grampos de cabelo que mantiam ele em um cook.
- O Bill se lembra, não sei vocês... mas eu era a “Sam” – ela disse
- E eu era o “Jimmy” – o garoto disse
Fale com o autor