Whatsername
18 Always
Notas iniciais
~le comemoração
Ao ir para os fundos do palco a garota esbarrou em uma pessoa, ambos caíram no chão. A garota sem olhar quem era disse:
- olha para aonde anda porra – ela disse se alterando visivelmente irritada
- whatsername? – uma voz familiar disse
A garota levantou um pouco para ver de quem era a voz já com uma vaga ideia de quem era em mente. Aquela visão apenas confirmou o que a garota havia pensado. Na sua frente estava Bill, provavelmente ele sabia que o show tinha acabado então ele veio atrás da garota.
Os dois se levantaram no chão. Antes que qualquer um dos dois dissesse qualquer coisa, Tom, Georg, Gustav, Beatriz, Lola e Yasmim apareceram. Em especial, Tom, em um pulo abraçou St Jimmy, passando um dos braços pelo pescoço e depois começando a esfregar o punho na cabeça de St Jimmy lhe dando um cascudo.
- SEU FILHO DA PUTA, NEM ME CUMPRIMENTOU – Tom disse
St Jimmy e Tom começaram a brincar de brigar, coisa até muito comum para os dois. Ao final da briga que não durou mais do que dois minutos, Tom estava deitado no chão e St Jimmy sentado em cima dele enquanto todos assistiam a luta. Tom relutava para conseguir sair debaixo de St Jimmy, mas não conseguia.
- a gente perdeu alguma coisa nesses últimos anos? – Frank perguntou meio surpreso com a cena
- St Jimmy, você não fez aquilo com aquele tipo de pessoas, ou você fez? St Jimmy, você virou bi? – Billie Joe perguntou fazendo St Jimmy e Whatsername arregalarem os olhos
St Jimmy e Whatsername entendiam o duplo sentido que Billie Joe dizia, tanto porque já tinham anos de convivência com ele e os dois foram os únicos a entender o duplo sentido.
- Não, pode ter certeza que não – St Jimmy disse
- é vocês perderam algumas coisas legais que tivemos enquanto Holiday era Holiday, criamos feriados internos, escolhíamos grupos para roubar carros e chegava um dia a gente destruía tudo, era muito legal – a garota disse se recordando
- ah porra porque vocês não chamaram a gente? – Tré disse
- você sabe bem o motivo Tré, você e quase todo mundo aqui – St Jimmy disse
Whatsername desviou o olhar para o grupo de sete pessoas que havia assistido a apresentação. Ela viu as expressões de todos e estava mais do que subentendido que eles não estavam entendendo nada da conversa, principalmente Bill.
A garota olhou para St Jimmy e fez um gesto com a cabeça. O garoto entendeu que o gesto queria dizer que eles deveriam ir embora. Mas, Gerard veio a olhar para Bill do lado da garota e então disse:
- Hey! Saint Jimmy, você conhece eles? – Gerard perguntou se referindo as outras pessoas ali presentes
A garota sabia que aquilo não seria muito bom, ela não queria ter que contar sua historia para eles e deixar as bandas todas juntas ali não era nada bom para ela. Logo disse disfarçando completamente que estava desesperada.
- vamos, temos que ir, explico para vocês no caminho – ela disse
St Jimmy se levantou de cima de Tom que já estava começando a perder ar com aquela brincadeira. A garota já ia sair correndo de lá quando sentiu alguém segurar em seu pulso. Era Bill, ele olhou fundo nos olhos da garota e disse:
- de novo não – ele disse
- Vocês sabem, não vamos deixar vocês irem embora sem se explicar – Tom disse se levantando com as costas um pouco doloridas
A garota respirou fundo, suspirou e abaixou a cabeça. Dessa vez ela sabia, ela teria que contar a historia para eles. Coisa do qual ela odiava fazer e evitava ao máximo. Mas dessa vez não tinha jeito, ela sabia que eles seguiriam ela até que ela e St Jimmy explicassem o ocorrido.
- nós contamos, mas na minha casa, aqui tem muita gente, lá vocês perguntam para a gente e nós respondemos – a garota disse – nós escoltamos os carros de vocês para que nada aconteça e vocês estacionam o carro na nossa garagem, ou roubam e destroem, experiência própria
- já destruíram o seu carro? – Lola perguntou um tanto surpresa
- não, eu já destruí carros – a garota disse
Eles saíram de lá, Tom, Bill e Beatriz entraram em um carro, Georg, Gustav, Lola e Yasmim em outro, Billie Joe, Tré e Mike em mais outro carro e por fim no ultimo carro Frank, Gerard, Mikey e Ray. De moto, na frente estavam St Jimmy e Whatsername.
Todos seguiram eles até o pequeno edifício de no máximo 6 andares. A garagem ficava no subsolo, após todos os carros passarem, como o portão não era automático, a garota saiu de sua moto, fechou os portões e trancou eles com correntes e cadeados.
- é de escada, o elevador é antigo e para quando tem muita gente subindo nele, são no máximo três pessoas por viagem e vai demorar muito, então é mais fácil subir de escada. O apartamento é no segundo andar — St Jimmy explicou enquanto todos saiam dos carros
Após todos subirem as escadas, logo ao olhar ao redor no segundo andar, eles perceberam que o prédio era bem antigo é bem acabado, precisava de reformas e ainda faltavam portas na frente dos apartamentos.
- ah nada melhor do que estar em casa – a garota disse entrando em um dos apartamentos
Os outros demais (Gerard, Mikey, Frank, Ray, Mike, Billie e Tré) entravam aleatoriamente nos apartamentos fazendo com que os que restaram ficassem confusos. St Jimmy riu com a cena e logo disse:
- não se preocupem, entrem em qualquer uma confiem em mim – ele disse
Todos foram entrando em cada um dos quatro apartamentos e logo depois que entraram perceberam que não havia divisões entre os apartamentos, eram buracos na parede grandes o suficiente para você passar de um lugar para outro sem esforço.
- vamos sentem-se, aqui a gente não tem bons modos – Tré explicou
Todos foram até a sala onde se sentaram nos sofás e ouviram um grito vindo da cozinha, essa era whatsername.
- VOCÊS VÃO QUERER BEBER O QUE? – ela gritou
As duas bandas (Green Day e My Chemical Romance) pediram cerveja assim como Saint Jimmy, já o restante ficou meio tímido quanto a isso. A garota voltou com varias latas de cerveja e refrigerante na mão.
Ela foi jogando as latas de cerveja para as respectivas pessoas que pediram cerveja e fez o mesmo com as latas de refrigerante para as pessoas que haviam pedido refrigerante. Ela se sentou no chão tanto porque não haviam mais lugares nos sofás.
Bill, desde que já haviam chegado, ele reparava no cenário, as paredes da sala eram brancas, com partes que apareciam os tijolos e outras partes com algumas frases, como se alguém tivesse pegado um pincele escrito elas lá.
- então, o que vocês querem saber? – St Jimmy perguntou bebendo um gole de sua cerveja
- tudo, não sabemos nada sobre vocês, nós já falamos tudo sobre nós, agora vocês poderiam contar tudo sobre vocês... desde o começo – Tom sugeriu
- defina começo... começo do que? – a garota disse – esse “do começo” pode ser bem relativo Tom
- do começo, desde onde vocês se lembram, marcos importantes entende? – Tom disse
- ah entendi – St Jimmy disse – bem se eu for contar bem do começo é melhor que vocês tenham um pouco de tempo porque desde o começo é bem longa a historia. Se possível desliguem os celulares e levantem a lata para perguntar e levantem ela de cabeça para baixo para pedir outra bebida
Todos desligaram os seus celulares na mesma hora, whatsename em especial começou a desmontar o celular, típico da garota.
- para começar meu nome não é Jimmy, na verdade Jimmy foi um nome que nós usamos para entrar naquela escola, esse nome derivado de um dos meus apelidos, Saint Jimmy – St Jimmy começou – o meu nome de verdade é Christian, com “h” mudo depois do “c”.
Aquilo surpreendeu tanto Tom como Bill, aquele era um nome tão diferente do que eles haviam se acostumado. Mas não disseram nada continuaram a ouvir ele.
- eu ainda era pequeno, acho que eu deveria ter por volta de uns 6 anos quando me perdi dos meus pais em uma viajem e eles nunca vieram me buscar – ele continuou – eu comecei a andar pela cidade procurando comida, foi no mesmo dia em que meus pais sumiram que eu comecei a andar pela cidade, não era Berlim, era outra cidade, mais precisamente nos EUA.
Aquilo gerou um pouco de duvida, os estados unidos? Antes de fazer qualquer pergunta eles esperaram o garoto terminar a historia
- foi lá que eu me encontrei com a whatsername, ela poderia ser pequena na época, mas era muito esperta para a idade. Eu encontrei ela pela primeira vez fugindo de um cara... – Christian continuou, mas logo foi interrompido pela garota
- fugindo de um cara é o caralho, se for falar a verdade fala direito, era o Slash aquele dia, aquele pedófilo estava correndo atrás de mim, o Christian me ajudou a me esconder... é estranho te chamar de Christian, eu me acostumei com “St Jimmy” – a garota disse
- é, então foi como ela disse, ai eu claro, uma ótima pessoa disse que se ela me desse algo para comer ficava tudo bem, na época ela tinha eu acho que uns cinco anos, mas uma mentalidade de sete – o garoto continuou
Bill levantou a lata pedindo para fazer uma pergunta, logo St Jimmy passou a palavra para ele.
- ela não tem a mesma idade que a gente? – Bill perguntou
- não, ela sempre foi um ano mais nova – Christian respondeu
- mas ela não estudava na mesma sala que a gente? – Tom perguntou levantando sua lata
- sim, eu ainda vou chegar nessa parte – o garoto disse – continuando, eu e ela estávamos andando pela rua, ela já tinha roubado um sanduiche para mim e nós já tínhamos repartido ele, enquanto nós estávamos andando distraídos, eu esbarrei em um cara alto.
- esse era eu – Billie Joe disse orgulhoso
- na época eram duas gangues de dividiam esse bairro em dois e fazia com que acontecessem varias brigas, era o My Chemical Romance que naquela época nem pensava em ser uma banda e defendia os sentimentos e lutavam contra... bem, eu não me lembro bem o que eles eram contra e o Green Day, outros que nem sonhavam em ser uma banda, eles deixavam de lado o sentimento para falar da revolução, as gangues eram diferentes de mais e isso fazia com que acontecessem brigas – a garota explicou
- é era mais ou menos assim, então imaginem, duas crianças, novatas naquele bairro esbarrarem com as duas piores gangues de uma vez só – o garoto disse – foi o que aconteceu com a gente
- lembro daquele dia como se fosse ontem – Ray disse olhando para cima como sum sorriso bobo
- continuando, eles começaram a intimidar a gente, e depois voltaram a brigar entre si para ver quem tinha o direito de dar uma surra na gente – o garoto disse – era a hora perfeita para fugir, mas a whatsername fez algo que surpreendeu a todos nós
- é foi mais ou menos assim, ela pegou o meu revolver do meu bolso, era uma semiautomática, ela deu um jeito de atirar para chamar a nossa atenção, mas ela mirou tão bem, mas tão bem que foi para chamar a minha atenção, não acertar ninguém e ainda fazer a gente calar a boca – Bille joe disse com um sorriso bobo no rosto – aquela garotinha fofa mirou em uma mecha de cabelo minha e acertou, meu cabelo eu tive que repicar depois disso, mas nada como ver uma garotinha de 5 anos roubar seu revolver e mirar tão bem na sua mecha de cabelo que eu vi a bala passar na frente dos meus olhos
- ah, crianças, nenhuma vai ser tão legal quanto a whatsername foi – Mikey disse – ainda lembro daquela coisinha de cinco aninhos dar um sermão na gente e dizer que somos burros
- ainda lembro disso – Mike disse quase como uma tia animada – e depois daquele sermão o Billie disse “você não tem medo de morrer garotinha?” e ela disse toda poética “o meu coração já está morto, minha alma fora do meu corpo, não tenho medo nem de vivo, nem de morto, já estive no inferno e no céu e posso garantir parar vocês, o inferno é muito melhor que esse mundo”
- desde então as duas gangues passaram a morar em um lugar só e tomar conta da gente – Christian disse
- desde os cinco anos... eu convivo com esses oito homens retardados que não sabem cozinhar ou lavar a roupa direito – a garota disse
Beatriz levantou a lata de refrigerante e logo perguntou:
- mas você só conviveu com eles, não tinha nenhuma mulher com vocês? – Beatriz perguntou
- eram ou as garotas que um deles vinha a “pegar” ou não tinha nenhuma por aqui – a garota disse fazendo aspas com os dedos
- pera ai... você cresceu em um ambiente desses com oito homens que não sabiam nem cozinhar? – Lola perguntou
- sim – a garota disse
- continuando, a gente ficou bastante tempo nos EUA, o bom de morar em um bairro desses é que você encontra bastantes imigrantes ilegais, nós tivemos a ideia de todos nós aprendermos alemão, achamos uma alemã, imigrante ilegal que dava aulas sobre a língua. Ela nos ensinou a falar e escrever. Em pouco tempo ficamos fluentes – St Jimmy disse
- mas ai veio algo que passou no mundo inteiro, como um programa pesado para acabar com o crime nesses bairros, todo mundo estava sendo preso, na época, o Jimmy tinha 16 e a whatsername 15 – Ray disse
- ainda era aquela época do “jesus of suburbia”, lembra St Jimmy? – Frank disse
- ainda lembro desse apelido – o garoto disse — naquela época viemos para a Alemanha, conseguimos vistos permanentes legais com ajuda do Tré e começamos a morar aqui em Holiday... os anos passaram, conseguimos algumas bolsas para colégios, então conhecemos vocês
- mas nós tínhamos um projeto para acabar com o crime de Berlim de um jeito muito melhor, subordinando todas as gangues, fazendo com que a nossa se tornasse a maior e melhor, logo criamos o tema “the black parade”, criamos as roupas, a historia, as musicas, regras, absolutamente tudo – a garota disse
- tínhamos que colocar o plano em execução antes que todos começassem a se revoltar e voltasse tudo para a fase inicial, dava para esperar algum tempo, mas eles insistiram para que fosse naquele ultimo dia de aula – o garoto disse apontando para as bandas MCR e Green day
- prendemos todos em Holiday, eles sumiram dias depois disso enquanto eu e o Jimmy ensinávamos todos os bandidos, desde a língua alemã para quem não sabia até como conseguir um emprego honestamente ou abrir um negocio – a garota disse
- e porque você não contou isso para a gente, poderíamos ajudar sabe? – Beatriz disse
A garota apontou para uma parede toda furada e disse:
– você acha que eu peguei uma arma e fiz todos esses buraquinhos? – ela disse – aqui as coisas são realmente perigosas, desde cedo você está treinando para ser um atirador, as pessoas aqui com vinte anos tem mira melhor que de atirador de elite que passa anos treinando, as coisas aqui são realmente perigosas, espero que agora as coisas melhorem
Ela se levantou e disse:
- estou no terraço, caso precisem de mim sabem como me chamar – ela disse
Enquanto ela se levantava e ia embora Christian já puxa outro tipo de assunto, explicando outras coisas para Tom. Bill, sem que as pessoas notassem, se levantou e foi atrás da menina. Subindo e subindo escadas logo encontrou ela olhando para as estrelas e então viu uma lagrima escorrer pela bochecha.
Ele abraçou ela por trás limpando sua lagrima e disse:
- acho que você não contou tudo... – ele olhou no fundo dos olhos dela – não quero te obrigar a nada, mas juro que não conto para ninguém se você contar para mim
A garota olhou para trás e abraçou o garoto, que antes a abraçava pelas costas. Por um momento ela tentou segurar o choro, mas não conseguiu, acabou por abraçar Bille chorar em seu ombro.
Após algum tempo chorando e Bill fazendo um pequeno carrinho no topo da cabeça da garota, ela conseguiu parar o choro. Bill disse delicadamente:
- whatsername, você está melhor agora?
- Helena – ela disse
Bill olhou para a garota com uma expressão de duvida enquanto ela limpava as lagrimas. Logo a garota explicou:
- meu nome... meu nome de verdade é Helena – ela disse
Bill apenas deu um sorriso simpático e reconfortante ficando um pouco mais próximo da garota.
- naquele dia que eu conheci o Christian, eu... eu tinha me perdido dos meus pais, mas depois eu descobri que eles me abandonaram, que tinham outra garota no meu lugar, que eles não me queriam... eu acho que esse é o meu lugar, eu sou diferente, tudo em mim, desde tatuagens até minha personalidade, eu nunca me adaptaria a outra coisa, principalmente a uma família normal – ela disse querendo chorar de novo
Bill já via lagrimas se formando de novo nos olhos da menina. Ele a abraçou, deixando sua cabeça encostada em seu peito e olhando para seu rosto. O garoto limpou as lagrimas da garota e disse delicadamente:
- você é especial, o que você faz é incrível, são poucas pessoas como o Billie, o Jimmy... quer dizer Christian, acho que eu vou demorar algum tempo para me acostumar, o Tom e eu percebemos isso. – Bill disse — Você pode nunca se adaptar a uma família normal, mas você viveu mais dez anos debaixo do mesmo teto que oito homens que não sabiam nem cozinhar direito e ainda virou uma guitarrista muito foda
Ela olhou profundamente nos olhos de Bill com os olhos ainda um pouco molhados por causa do choro. A luz ali presente, tanto da lua refletida em seus olhos quanto dos prédios que estavam ao redor faziam com que os olhos dela parecessem brilhar. Aqueles doces olhinhos tão puros e até inocentes.
- você é de todas garotas a mais incrível que eu já conheci – Bill disse isso olhando nos profundos olhos da garota
Ele não aguentou, puxou ao mesmo tempo que rapidamente, delicadamente iniciando um beijo. Um beijo longo, correspondido pela garota. Lentamente os lábios se tocavam, não era um beijo como qualquer outro, era um beijo apaixonado, se tanto o garoto como a garota pudessem eles ficariam ali para sempre.
Era uma sensação incrível para os dois, nenhum dos dois poderia explicar o que eles sentiram naquele momento, era mais que fogos de artificio, mas que estrelas explodindo dentro da boca. Mas em um momento eles tiveram de se separar pela falta de ar.
Tanto um como o outro coraram fortemente depois disso, principalmente a garota, ela abaixou um pouco o olhar tímida enquanto o garoto continuou tão próximo dela olhando para aquela garotinha, agora tímida olhando para os sapatos. Ele sorriu, um sorriso feliz e bobo com isso.
Ele abraçou ela, aproximou-se de seu ouvido e sussurrou fazendo a garota arrepidar:
- eu te amo – ele disse
A garota meio tímida se aproximou do ouvido do garoto e disse:
- eu te amo... muito — ela disse
Bill sorriu feliz, logo puxou ela iniciando outro beijo.
**
Algum tempo depois eles ficaram em silencio, apenas abraçados e trocando carinhos. Ela estava sentada no colo dele, com a cabeça encostada em seu peito. Não precisavam de palavras, não precisavam de nada.
Bill percebeu que a garota começava a ficar com frio. Ele esticou um pouco mais do casaco que não era mais um da coleção do seu guarda roupas de “casacos super colados”. Esse era um pouco mais solto então “cobriu” a garota com o casaco.
- Bill – ela disse com uma voz um tanto tímida
Ele apenas sorriu.
- você não está com frio Helena? – ele perguntou
Ela riu. Uma risada que Bill achou fofa.
- ainda é estranho para mim alguém me chamar de Helena – ela disse
- acostume-se porque de agora em diante é Helena para cá e Helena para lá, você também pode se acostumar a se chamada se senhorita Kaulitz, não me interessa quando, mas um dia a gente vai se casar – ele disse
Ela sorriu.
- eu estava pensando em como seria chato não conhecer você – ela disse
- eu estive pensando em muitas coisas, no vestido de noiva que você vai usar, tem que ser diferente... e com certeza ele vai ser preto – ele disse rindo
- e eu vou usar uma maquiagem escura e tatuar a aliança – ela disse rindo
- nunca pensei em tatuar as alianças, adorei a ideia – ele disse – adoro tatuagens, eu tenho algumas
- eu também – ela disse
- você tem? Aonde que eu nunca vi? — ele disse puxando a roupa dela procurando onde estava a tatuagem
A garota corou um pouco antes de responder.
- é na virilha? – Bill perguntou brincando
Ela empurrou ele rindo e disse:
- claro que não, é nas costas – ela disse – seu pervertido
- hey! Eu disse brincando e eu tenho uma tatuagem um pouco a baixo da linha da cintura – ele disse
- vou fazer uma lista de coisas que eu não precisava saber e colocar isso entre os dez mais – ela disse
- mas isso é uma coisa que você precisa saber, você vai ser a futura senhorita Kaulitz – ele disse
~~~~ Fim ~~~~
~~~~ o que aconteceu depois para ninguém ficar com duvidas~~~~
*whatsername narrando on*
Acordei deitada no peito de Bill em uma cama de casal. Onde estamos? Na nossa casa aqui onde antigamente era Holiday, fizemos umas reformas no prédio, construímos um muro ao redor dele, arrumamos as paredes dos apartamentos, mantivemos eles sem portas e fizemos questão de apenas “arrumar” algumas passagens que davam acesso de um apartamento ao outro. Algumas passagens tiveram que ser fechadas, decoramos os quartos, está lindo.
O Billie? O Tré? O Mike? O Mikey? O Gerard? O Frank? O Ray? O Christian? Bem, eles ainda moram aqui claro que só o Christian fica aqui o ano todo. Ele está namorando com a Glória agora, eles estão aqui nesse prédio, só que no segundo andar. Fico feliz que ele ache uma pessoa parecida com ele que leve ele para o bom caminho.
Descobrimos que a Glória além de desenhista e ilustradora é escritora e ajudou o Gerard a fazer a história dele em uma revista em quadrinhos. Meus lindos amigos trouxeram as famílias deles para cá, as filhas deles são fofas.
Falando em fofas, o Bill conheceu algumas garotinhas, de cinco anos, descobrimos que elas eram de um orfanato e sempre iam ao parque tomar chá pela manha. Viramos os tutores delas, ou seja não adotamos elas legalmente, mas somos nós quem toma conta delas.
A Lay vive brincando com o Tom, ela se identifica muito com ele e com a Beatriz. Os três juntos são quase uma família. Já a Carol e a Cakau vão correr atrás do Georg e Gustav, porque segundo elas é mais divertido trançar o cabelo do Georg e brincar de fugir do mostro chamado Gustav.
Realmente, aquelas menininhas para cima e para baixo são bem divertidas, elas ocupam muito tempo as filhas do Gerard e do Frank. Recentemente conseguimos consertar o elevador, então não precisamos mais de subir e descer escadas, grande alivio para mim pois eu fiquei com o sexto andar.
Não é tão ruim, o acesso ao terraço é ótimo e agora eu e o Bill transforamos lá em um espaço muito bom, com piscina, churrasqueira e um jardim, tudo bem planejado e decorado.
Sobre a banda? Bem eu voltei, eu apareci pela primeira vez na mídia, causou polemicas claro, mas nada que cantar um pouco resolvesse. Eu estou ai fugindo de paparazzi e quebrando as câmeras deles.
No final a Beatriz ficou com o Tom e pela primeira vez os dois pensam em se casar, o mesmo vale para a Lola e o Gustav e o Georg e a Yasmim. Eu e o Bill pensamos em casar, um dia ainda faço ele vestir um smoking, visto um vestido preto e levo ele até um cartório e depois para um tatuador, nós nos casamos, com as alianças e tudo mais.
Por que não casar com ele hoje? Eu amo ele e ele me ama, porque não?
- Bill acorda – eu disse pulando fora da cama
- Helena? – ele disse ainda acordando
Eu abri a porta do nosso guarda roupa e procurei aquele vestido. Era o vestido que eu usei naquele dia no baile, mais ou menos dois anos atrás.
- vamos levanta e pega o smoking – eu disse
- para que um smoking? – ele perguntou
- para um casamento – eu disse
- de quem? – ele perguntou
- de uma garota chamada Helena, super famosa, amiga minha e um cara super legal tambpem famoso chamado Bill – eu disse
- serio que você quer casar hoje? – ele perguntou ao mesmo tempo que feliz surpreso
Eu apenas joguei o smoking em cima dele e fui me trocar e passar maquiagem no banheiro. Logo vejo uma figura alta se maquiando também. Depois de prontos saímos correndo o que chamou a atenção era que em uma das primeiras vezes na historia todos estavam na minha sala no sexto andar.
- para aonde vocês vão? – Lay perguntou
- nos casar – eu disse pegando uma rosa vermelha da cesta dela para prender o meu cabelo
- tipo agora? – Tom perguntou assustado
- sim – Bill disse como se não existisse problema nenhum nisso
Acabou que nós estávamos todos lá no cartório, assinando papeis. Tom e Beatriz estavam lá quase chorando assim como todos os demais. Em especial Beatriz com roupa de banho assim como Tom.
- sempre choro em casamentos – Frank disse
- meu baixinho fofo – Gerard disse dando um beijinho na testa de Frank
- eles são gays? – Bill me perguntou
- não eles só são bi – eu respondi baixinho
Preenchemos os últimos campos que faltavam. Sim, agora estávamos casados, terminamos tudo com um beijo e ah, que lindo foi. Saímos correndo de lá antes que o Ray e o Tré achassem arroz ou trigo para jogar em nós.
Eu tatuei um anel assim como ele, mas as linhas desses anéis eram formadas por letras de musica. E assim nos casamos, Beatriz, Tom, Lola, Gustav, Georg e Yasmim aproveitaram a situação para se casar também.
Imagine, um casal se casando vestidos de emo, outro com roupas de praia, outro com fantasia cosplay e outro se casando e passando chapinha no cabelo. Enquanto três garotinhas roqueiras são as damas de honra e oito caras e uma garota, todos super valentões choram com o casamento.
Bem, acho que esse não é o final feliz de contos de fadas, mas é o meu final feliz então é do meu jeito.
Fim.
*whatsername narrando off*
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