What's a Soulmate?
6 Capítulo 6 - Você é minha
Fazia três meses que Delphine havia chegado à Ilha. E em três meses sua vida mudou completamente. Mais do que ela pensou ser possível. De uma maneira inimaginável.
Antes de chegar aquele paraíso secreto, Delphine era uma cientista, uma médica comprometida com as ideias trazidas pelo neolucionismo. Ela queria expandir horizontes científicos, fazer grandes descobertas, contribuir com a humanidade. Estas eram suas aspirações. A francesa não pensava em casar-se como a maioria das mulheres, tampouco em ter filhos, um lar. Delphine não tinha a mínima ideia do que significava aquela palavra. Lar. Ela nunca teve um. Seus pais sempre foram ausentes, deixando-a crescer em um internato onde havia tentado o suicídio na adolescência.
Mas ao chegar naquela Ilha e conhecer Cosima, soube no mesmo instante que alguma coisa havia mudado. Que ela não conseguiria ser uma médica fria e distante. Não conseguiria olhar para aquela criatura adorável e vê-la apenas como um objeto, uma cobaia. Cosima era um ser humano. De longe o ser humano mais adorável que conhecia. E foi inevitável se apaixonar por ela. Delphine se apaixonou tão rápido que nem se deu conta. Quando percebeu, era tarde demais.
Naqueles três meses, a relação das duas foi se intensificando em proporções inimagináveis. Elas tornaram-se, de fato, inseparáveis. E Delphine não sentia a menor vontade de ir embora, de retornar ao “mundo real”. Ela amava estar vivendo aquele sonho. Amava caminhar pela praia ao lado de Cosima, nadar na cachoeira, admirar a natureza, namorar olhando o pôr do sol. Amava trabalhar ao lado da garota, que era demasiadamente inteligente e entendia Delphine em suas crenças científicas como ninguém.
Com a ajuda das pesquisas realizadas no Instituto Dyad, Delphine e Cosima conseguiram criar uma terapia para ajuda-la com sua doença, mas ainda não era uma cura. Mesmo assim, Cosima apresentou melhoras em seus sintomas, o que deixou a francesa extremamente feliz e esperançosa.
***
A francesa aproveitou que Cosima estava distraída na cozinha com Martha e foi até seu quarto onde trancou-se para falar com Aldous Leekie pelo Skype. Ele havia mandado mensagem no celular da loira avisando-a que precisavam conversar.
“Eu tenho um comunicado a você em relação ao objeto 324b21” disse, referindo-se à Cosima.
A expressão tensa no rosto da médica confirmava o que o médico estava pensando.
“Eu sei que cometeu o erro de deixar envolver-se por Cosima, Delphine, mas espero que você ainda esteja comprometida com seu trabalho” falou o homem mais velho.
“Eu estou” afirmou ela, não muito segura.
“Na próxima semana Cosima será retirada da Ilha” Delphine arregalou os olhos ao ouvir tal revelação. “Ela finalmente será trazida para o mundo dos homens” ele sorria.
“Mesmo?” Delphine estava bastante surpresa, e também feliz. Se Cosima sair da Ilha, aquilo significava que elas poderiam permanecer juntas e...
“Sim. Nós temos um plano para conseguirmos alcançar os outros objetos. Com Cosima fora da Ilha, não será difícil para as outras encontra-la.”
“Vocês vão usar a Cosima para encontrar as outras?” questionou a francesa e seu tom soou ligeiramente indignado.
“Dra. Cormier, espero que você compreenda a importância da tarefa de monitorar Cosima. Você irá guia-la, vigiá-la quando estiverem aqui.”
“Quando vocês contarão a ela?”
“Susan Duncan irá comunica-la depois a respeito da saída da Ilha, mas não preciso dizer que Cosima não pode saber o nosso propósito com isso, e nem que você irá monitorá-la, ou do contrário sua querida jamais sairá dessa Ilha e você será removida da função” o tom dele era de ameaça e deixou a loira irritada. Ela não queria mentir para Cosima, mas não havia escolha.
“Entendido.”
Delphine desligou sem despedir-se do homem. Ela odiava Leekie, odiava todos os envolvidos no projeto LEDA. Eram monstros brincando de deuses. Criaram várias vidas com a clonagem, mas queriam tirá-las. Cerceavam a liberdade de suas criações, e uma delas era Cosima. Mas ao mesmo tempo que os odiava, Delphine não poderia censurá-los. Se não fosse pela clonagem, Cosima não existiria.
A loira fez como o comandado. Não disse uma palavra à Cosima e se fingiu surpresa quando Susan Duncan apareceu no Skype com a notícia de que em uma semana a garota finalmente sairia daquela Ilha e conheceria o mundo real.
“Oh man, eu não consigo acreditar” Cosima disse à Delphine, estavam no quarto da garota. Delphine sentada no sofá com Cosima deitada em seu colo. “Em poucos dias sairei dessa Ilha... E com você ao meu lado!” um sorriso radiante e infantil brotou nos lábios da adolescente e inevitavelmente Delphine sorriu também.
“Está feliz, mon amour?” a francesa segurava a mão de Cosuna, que ficava deslizando os dedos entre os seus. “Sabe para onde iremos?”
“Para o Canadá, é lá onde fica o Instituto, não é?” Delphine assentiu. “Estou mais ansiosa do que tudo. Sinto uma agitação no estômago... Parecido com o que sinto quando estou com você” a garota admitiu.
“É mesmo?” Delphine levou a mão dela para seus lábios, depositando um beijo tenro ali. “Você vai amar o Canadá, especialmente Montreal. Vou leva-la para vários passeios super românticos...” Cosima se empolgou com a ideia e se desmanchou, sorrindo feito boba.
“Vai me mostrar toda a cidade, é?”
Delphine inclinou-se para baixo e tocou o rosto de Cosima com a outra mão, alisando sua face carinhosamente.
“Vou ser sua guia turística” sussurrou com aquele sotaque carregado e irresistível.
“Guia turística?” repetiu as palavras, tentando imitar o sotaque da loira. “Você é tão fofa.”
Cosima se levantou e sentou no colo da francesa com os joelhos flexionados no sofá, uma perna de cada lado do corpo da loira. Delphine segurou o rosto dela com possessividade e mordeu seu próprio lábio inferior antes de beijá-la. O beijo durou pouco, porque era demasiadamente intenso ao ponto de deixa-las sem ar.
“Eu quero te pedir uma coisa” a garota de óculos sussurrou ainda de olhos fechados, seu nariz rende ao da cientista.
“O que você quiser, mon amour” sussurrou de volta.
“Faz amor comigo essa noite?” abriu os olhos bem a tempo de ver a surpresa no olhar da médica. “Eu quero que nossa primeira vez seja aqui nessa ilha.”
Diante daquele pedido irrecusável e carregado de sentimentos, Delphine se viu sem palavras. Fazia tempo que desejava estar com Cosima por completo, especialmente depois daquela noite em que brincaram. Tocá-la tão intimamente foi a experiência mais incrível que tivera e quase não conseguiu conter-se.
Delphine sentiu-se tão excitada naquele momento que agarrou Cosima, apertando-a toda contra si enquanto a beijava. Deslizou as mãos até a bunda dela, dando um apertão tão forte que a garota gemeu contra seus lábios, lhe agarrando os cabelos.
“E por que não agora?” ofereceu a loira em tom sensual. Não era noite ainda.
“Porque alguém pode nos interromper” murmurou a estudante aos suspiros. “E eu não quero que ninguém nos atrapalhe. Quero ter a noite inteira para amá-la.”
Aquelas palavras fizeram o coração da francesa esquentar e seus olhos brilharam, tornando-se um tom de verde apaixonante.
“Tem toda razão. Mais uma coisa que compartilhamos. Então...” Delphine beijou Cosima rapidamente e em seguida tirou-a de seu colo, levantando-se depressa. “Até a noite.”
“Não vai mais me ver até a noite?” a garota questionou de cenho franzido.
“No. Vai ter que aguardar como um noivo aguarda a noiva antes da cerimônia” apesar do tom de brincadeira, ela falava sério. “Se eu ficar aqui com você por mais um minuto, não vou me controlar” explicou, ajeitando suas roupas e em seguida seus cabelos enrolados que estavam ligeiramente bagunçados.
Cosima riu e deitou-se no sofá com Delphine ainda ali.
“Espero que essa noite não demore muito a chegar... Já estou ansiosa, man.”
Delphine riu e balançou a cabeça, caminhando de costas até a porta, sem deixar de olhar para sua amada. Enviou-lhe um beijo com a mão antes de sair.
**
Ambas passaram o resto do dia trancadas em seu quarto, preparando-se para a grande noite.
Delphine ligou o notebook e pesquisou vídeos pornô lésbicos para entender melhor a dinâmica da coisa, como deveria agir com sua garota. E ficou tremendamente excitada, tendo que controlar o ímpeto de se masturbar. Ela não queria se tocar, queria guardar todo o seu desejo, todas as suas energias para aquela noite especial.
Na hora do jantar, a francesa não apareceu. Cosima jantou em silêncio acompanhada de Paul, que questionou a ausência da médica.
“Está com saudades de Delphine?” provocou a garota, sabendo bem que ele não gostava de sua médica.
“Só fiquei curioso com o sumiço repentino, afinal, vocês não se desgrudam mais” ele devolveu a provocação com um meio sorriso.
Cosima se controlou para não rir. Apesar do jeito rígido, ela adorava Paul.
“Sentir saudade faz bem, mas fica difícil morando na mesma casa, presas em uma ilha, então estamos treinando.” Brincou, dando uma garfada generosa em sua salada. Cosima estava ansiosa para sua noite de amor com Delphine, mas tentava ao máximo conter-se.
“Quando sairmos dessa ilha, eu não vou ser babá das duas” murmurou o moreno.
“Duvido que você vá querer se livrar de mim. Eu sei que você me ama, Paul.”
Ele olhou seriamente para ela. Cosima estava brincando, mas era tão verdade o que ela disse que mexeu com os sentimentos do ex militar.
“Eu só quero que você seja feliz, Cosima.”
A menina sentiu-se emocionada com aquelas palavras.
“Eu sei.”
***
Já passava das dez. Todos haviam se recolhido. Cosima estava em seu quarto, esperando por Delphine. Tinha tomado banho pela segunda vez no dia e colocou a roupa mais sexy que achou em seu armário: um collant preto e uma meia arrastão da mesma cor. Olhou-se no espelho milhares de vezes, ajeitando os dreads e tentando se decidir se tirava ou não seus óculos. A maioria tiraria, mas Cosima se achava mais atraente com eles, então os deixou.
Cosima nem imaginava que Delphine estava tão nervosa quanto ela seu quarto. A francesa sentia-se como se ela fosse a adolescente virgem. E mesmo já tendo estado com alguns homens, sentia-se virgem e não deixava de ser em certo ponto, já que nunca havia dormido com uma mulher antes. Ela não queria fazer feio com Cosima, ainda mais por ser a primeira vez da menina.
“Merde!” resmungou depois de revirar seu armário e não encontrar nada que gostasse para vestir.
O que ela poderia vestir para agradar Cosima? Uma garota virgem, super inteligente, descolada e tão maravilhosa? Certamente não seriam as mesmas roupas que usava em seus encontros heterossexuais. Não aguentando mais esperar, decidiu ficar nua e cobrir-se com um sobretudo preto de couro. Muito mais prático, concluiu.
Quando duas batidas foram dadas à sua porta, Cosima sentiu o coração quase sair pela boca. Mais que depressa após ajeitar-se, ela foi abrir a mesma.
“Hey...”
“Hey” Delphine copiou a garota no cumprimento.
Cosima se afastou, deixando a loira adentrar o quarto. Delphine passou a tranca na porta e olhou ao redor, reparando que Cosima deixou apenas o abajur aceso, dando um clima romântico e um pequeno rádio conectado ao seu ipod estava ligado, tocando Lana Del Rey. Sugestivo, pensou a francesa, bem sugestivo.
“Estava ansiosa” confessou a nerd de óculos, encostando-se à sua mesa de madeira. “Você não apareceu na hora do jantar...”
“Eu quis aumentar as expectativas para o nosso reencontro” falou com um sorriso de tirar o fôlego, deixando Cosima arfante antes mesmo de fazer alguma coisa. “Posso escolher uma música?” pediu ao aproximar-se do aparelho e pegar em mãos o ipod roxo.
“Claro...”
Delphine olhou a playlist por alguns instantes e selecionou a música que queria. Elvis Presley começou a tocar, ressoando romanticamente pelo quarto.
“Dedico essa canção a você”
Cosima sorriu, derretida e se obrigou a mover-se, indo na direção da francesa, parando bem perto. Não havia espaço pessoal. Não havia nada que separasse as duas mulheres que estavam perdidamente apaixonadas. Delphine segurou o rosto da garota e a beijou apaixonamente. Cosima jogou seus braços sobre os ombros dela e se entregou. O beijo durou longos minutos. Delphine afastou seus lábios para tomar fôlego e fitar Cosima.
“Você é tão linda” sussurrou, tocando o corpo dela por cima do collant, deslizando as mãos por suas costas. “Posso tirar?”
“Deve...” o sorrisinho levado de Cosima deixou a francesa ainda mais apaixonada.
Lentamente Delphine foi retirando o collant preto e conforme o tecido do mesmo escorregava pelo corpo pequeno de sua amada, a francesa sentia seu coração bater mais forte, parecia que iria sair pela boca.
Delphine se ajoelhou para terminar de tirá-lo e Cosima olhou para baixo no mesmo momento que a loira olhou para cima. Seus olhares fundiram-se. Delphine terminou de tirar o collant, deixando Cosima apenas com as meias e a calcinha preta. Lentamente a médica segurou na perna direita, puxando a meia aos poucos, revelando a pele macia da coxa. Conforme descia a meia, Delphine beijava a coxa de Cosima, que estremecia a cada toque, suspirando.
Delphine repetiu o gesto com a outra perna até Cosima estar livre das meias. Em seguida, ela abaixou lentamente a calcinha sem desviar seu olhar do rosto da adolescente, que estava corada. Depois de terminar de despi-la totalmente, Delphine tocou-lhe as coxas lentamente e beijou o baixo ventre de Cosima. Seus beijos eram molhados, sensuais e faziam a menina tremer. Cosima colocou suas mãos sobre os cabelos enrolados e os segurou com força ao sentir a boca da francesa abocanhar seu sexo, enfiando a língua entre seus grandes lábios e deslizando-a por toda sua extensão, causando um reboliço em seu interior.
“Delphine...” gemeu, fechando os olhos e tombando a cabeça para trás. “Oh Deus, isso é tão bom...”
A francesa sorriu ao ouvi-la. Era exatamente desse incentivo que precisava para continuar. Sem se preocupar que estava de joelhos, Delphine agarrou as nádegas encorpadas de Cosima e começou a chupá-la com bastante vontade, se vendo totalmente viciada no sabor da garota. Sua língua deslizava, explorando todos os cantos, mas focando sempre no pequeno órgão inchado, lambendo-o de todas as maneiras possíveis num ritmo ora lento, ora mais rápido enquanto Cosima tentava a todo custo controlar-se, em vão. Os gemidos escapavam de sua garganta quase como gritos e suas pernas tremiam. Quando Delphine notou que a garota estava prestes a gozar, intensificou ainda mais seus movimentos e agarrou-lhe as pernas, se certificando de que dali Cosima não escaparia.
“Oh meu Deus” Cosima tremia da cabeça aos pés enquanto seu corpo todo se contraía, arrebatado pelo orgasmo.
Mesmo acabando de gozar, a garota se sentia extremamente excitada. Puxou Delphine selvagemente pelos cabelos, fazendo-a levantar-se depressa do chão. Cosima abriu o sobretudo e não se surpreendeu ao constatar o que desconfiava: Delphine estava nua. Arrancou depressa o casaco e abraçou a loira, colando seus corpos nus, que fervilhavam de desejo.
“Cosima...” a loira gemeu no ouvido da menina ao sentir os dentes dela em seu pescoço. Suas mãos vagavam pelas costas dela. “Quero você demais.”
“Esperei tanto por isso, pra te tocar” admitiu Cosima, apertando as coxas, a bunda, a lombar enquanto ia beijando o colo dos seios da francesa. “Sou louca por você” sussurrou, encarando os olhos esverdeados da loira.
Delphine segurou o rosto de Cosima e a beijou profundamente, empurrando a garota em direção à cama onde caíram uma sobre a outra. Cosima ficou por cima. Desajeitadamente a morena deslizava as mãos pelo corpo da mais velha, apertando Delphine em todos os lugares, especialmente nos seios. Uma brincava com a língua da outra e Delphine agarrava a nuca de Cosima, querendo manter aquela boca má presa à sua.
“Eu amo sua boca” admitiu a francesa, sussurrando com os lábios contra os dela “Tão deliciosa. Eu poderia te beijar para sempre”
Cosima sorriu e a beijou mais uma vez e depois beijou-a por toda a mandíbula até a orelha.
“Eu vou te beijar da cabeça aos pés.”
Delphine se arrepiou inteiramente ao ouvir aquilo. Foi exatamente o que Cosima fez. Ela beijou Delphine da cabeça aos pés, sem pressa, querendo desfrutar de cada segundo, explorando cada canto. E suas mãos acompanhavam o trajeto de seus lábios, apertando o quadril, as coxas, os seios, moldando aquele corpo perfeito aos seus dedos. Delphine suspirava, gemia, arfava. Sentia-se totalmente fora de si, totalmente entregue à Cosima como nunca esteve a ninguém antes.
A médica já não aguentava mais. Ela precisava receber toques mais íntimos na mesma proporção que Cosima precisava tocá-la intimamente, então como se estivessem conectadas também mentalmente, no momento exato, Cosima seguiu com sua boca até o sexo da francesa. Com calma, ela explorou o sexo rosado de Delphine, passando a ponta dos dedos, sentindo a textura, o calor, a umidade. Afastou os grandes lábios e permitiu-se experimentar o sabor de sua amada pela primeira vez, se surpreendendo com aquela relíquia. Delphine era demasiadamente gostosa. Viciante.
“COSIMA”
A morena sorriu ao ouvir seu nome ser pronunciado com tamanho desespero pelos lábios da francesa. E sem pensar em mais nada, abocanhou-lhe o clitóris, chupando Delphine vagarosamente enquanto a loira se contorcia toda, puxando os lençóis da cama, demonstrando seu prazer de uma maneira deliciosa.
Delphine gemia palavras em francês desconexas que Cosima não conseguia entender, mas ainda assim era maravilhoso ouvi-la. Um deleite para os ouvidos. E fazia com que Cosima quisesse chupá-la mais e mais até devorá-la por inteiro. No ritmo intenso em que estavam, não tardou até que a francesa gozasse na boca da mais jovem, impulsionando seu quadril e quase gritando.
“Vous... Você... Me enlouquece...” arfou a francesa quando Cosima subiu sobre ela. A loira mais que depressa envolveu-a nos braços e prendeu as pernas no quadril da garota.
“Idem” sussurrou Cosima com um sorriso lindo nos lábios melados. Uma visão erótica e ao mesmo tempo angelical.
“Vem aqui”
Delphine beijou aquela boca deliciosa, sentindo seu próprio gosto nos lábios de Cosima. Mordeu-lhe o lábio inferior devagarinho e brincou com a ponta da língua por entre os lábios de Cosima, que sorria o tempo todo, sentindo-se incrivelmente feliz.
Elas ficaram longos minutos se beijando e trocando carícias até a Delphine virar seus corpos, deixando uma deitada de frente para a outra com as pernas enroscadas. A perna de Cosima por cima da sua e de seu braço. A mão da francesa se guiou por entre as pernas da garota, encontrando sua intimidade encharcada. Quando Delphine a tocou intimamente, ambas gemeram juntas.
“Eu quero ser sua” Cosima gemeu manhosamente, tocando o rosto de Delphine “Completamente sua.”
A loira sorriu e a beijou devagar ao mesmo tempo em que escorregou seu dedo indicador e médio para dentro de Cosima lentamente, sentindo o quão apertada ela era. Suas paredes quase coladas foram sendo separadas pelos dedos da francesa, fazendo Cosima gemer alto contra a boca dela. No mesmo instante Delphine a encarou num misto de preocupação, desejo e carinho. Cosima olhou para ela com os olhos semicerrados, sua mão agora apertando o braço da loira. No olhar da garota Delphine viu o aval para prosseguir e foi o que fez. Vagarosamente ela movia os dedos para dentro e para fora, sentindo como ficava mais fácil a cada estocada, pois Cosima estava demasiadamente lubrificada.
A garota gemia, um gemido tão gostoso e manhoso que fazia Delphine beijá-la os lábios e o rosto o tempo inteiro, não querendo afastar-se da garota nem por um instante.
Cosima apertava o braço, a nuca, as costas. Todos os cantos que sua mão livre alcançava, enquanto a outra mão mantinha-se agarrada aos cabelos volumosos e enrolados da francesa. Encostou sua testa na dela e permaneceram ali, naquela posição tão íntima, romântica, por longos minutos até a garota gozar novamente, sôfrega.
Os dedos exigentes de Delphine ainda estavam no interior de Cosima quando a menina abriu os olhos e a encarou.
“Você é minha.” Delphine sussurrou.
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