Notas iniciais
Boa noite. Como estão? Gente está quase acabando, só mais três ou dois capitulo e é o final. Escrevi certas palavras erradas de proposito, Okay? Okay! Vocês vão entender o motivo.

Pov’s Tony

Eu nunca vi a Ziva tão animada. Isso me deixou muito feliz. Quando ela ficava sem fazer nada, ela pensava e pensar no caso da Ziva era uma coisa ruim. Agora me respondam: o que, a não ser uma criança, ocupa todo o seu tempo e pensamentos? Exatamente, nada, só uma criança mesmo.

Ela não parou de falar o caminho inteiro. Eu agradeci por hoje ser sexta. Amanhã era o meu dia de folga. Então eu ia poder passar bastante tempo com a Ziva e o Nicolas.

Chegamos em casa, joguei minha mochila no sofá, mas logo fui repreendido:

– Hey Tony, pode pegar essa mochila e guardar lá no quarto.

Olhei para ela com carinha de cachorro sem dono, mas não funcionou. Fui até o quarto e joguei minha mochila na cama. Quando voltei, Ziva estava preparando um lanche. Cheguei bem devagar e a abracei por trás:

– Hum. Adoro quando você cozinha. – ela se virou e me deu um beijo.

– A senhora lá do orfanato parece te adorar.

– Ela não é tão senhora assim. Ela só tem quarenta anos e está bastante conservada para a sua idade... – percebi que era a hora de me calar, quando Ziva se livrou dos meus braços. – Isso é ciúme David?

– Claro que não. Só fiquei intrigada com isso. Você não vai voltar a trabalhar hoje não?

– Não. Eu acabei descobrindo que ser genro da diretora traz vários benefícios.

– Para de abusar da minha mãe! Vem cá, senta aqui no sofá, vamos conversar.

– Sobre o que?

– Sobre a criança! É isso mesmo que você quer?

– Isso é o que você quer?

– Sim, mas eu quero...

– Se você quer eu quero.

– Tony, não é assim que funciona amor. Vamos nos casar daqui um tempo e nossas decisões farão parte da vida de nós dois.

– A minha decisão é construir uma família com você. E passar o resto da minha vida ao seu lado. – ela me puxou pela gravata e me deu um beijo incrivelmente quente. Nossa, eu amo essa mulher. – Me beija assim de novo e eu não respondo por mim.

Ziva sorriu pra mim da forma mais doce possível e voltou a me beijar:

– Tony. – ela me chamou em um sussurro.

– Oi? – eu respondi com outro sussurro.

– Eu te amo. – ela não me deu tempo de responder, apenas me beijou novamente, mas dessa vez ele tentava aprofundar o nosso beijo. Quando ela puxou meus cabelos eu consegui perceber o que ela estava tentando fazer. Eu cortei o beijo e sorri pra ela.

– O que você está fazendo? – perguntei acariciando seu rosto.

– Beijando você. Levanta!

– Que mandona. – mesmo assim eu obedeci.

Ela tirou minha gravata delicadamente e foi desabotoando minha camisa e quando conseguiu tira-la a jogou em cima do sofá. Depois voltou sua atenção para minha boca e depois foi descendo os beijos para meu pescoço. Em outra situação eu já teria perdido o controle, mas essa situação de agora era delicada, eu tinha que esperar e ver até onde ela conseguiria chegar. Ainda me beijando ela foi me empurrando para o quarto. Quando chegamos perto da cama ela parou. Abri meus olhos para ver o que era e ela estava lá parada olhando para a cama:

– Eu mandei você guardar a mochila, não jogar em outro lugar.

Rapidamente peguei a mochila e coloquei dentro do guarda-roupa, voltei pra ela e envolvi meus braços em sua cintura:

– Pronto! –disse pra ela antes de começar a beija-la.

Coloquei-a deitada na cama e comecei a dar leves beijos por todo o se corpo. Ela mantinha os olhos fechados, tirei sua blusa e desci meus beijos por sua barriga. Passeei minha mão nas suas pernas ainda cobertas por uma calça jeans. Desabotoei aqueles botões e lentamente fui tirando sua calça. Ela tentou fazer o mesmo comigo, mas não teve muito êxito, então resolvi ajuda-la. Passei minha mão por baixo de seu corpo na intenção de soltar o seu sutiã, quando consegui comecei a dar vários beijos por aquela área, fazendo Zi dar vários gemidos. Senti sua mão tentando tirar minha cueca, novamente ela não conseguiria, me levantei um pouco de cima de seu corpo e deixe-a tirar a minha peça. Finalmente tirei a sua calcinha. Ela pela primeira vez abriu os olhos e sorriu para mim. Em um movimento lento, porém preciso encaixei nossos corpos e ela dessa vez praticamente gritou. Eu parei, achei que tinha a machucado. Mas ela apertou meu corpo contra o dela e voltou a me chamar, então retomei com os movimentos. Mais alguns minutos e cai exausto ao seu lado. Puxei ela para o meu peito e comecei a passar a mão em seu cabelo. Respirei fundo e pude finalmente falar:

– Eu também te amo.

O resto do dia foi bastante tranquilo. Antes de dormir vimos um filme e acabamos adormecendo no sofá mesmo.

Na manhã seguinte acordei com Ziva me sacudindo sem parar. Olhei para o relógio que ficava pendurado na parede:

– Zi, são 06:00. Volta a dormir amor. – me levantei e peguei em sua mão. – Vem cá, vamos deitar na cama.

– Não, amor. Eu quero comprar algumas coisas para o Nicolas. Levanta e vamos.

– Vou só tomar um banho.

Fiquei uma meia hora de baixo do chuveiro. Eu acho que adormeci lá em baixo.

Entramos no carro e fomos em direção ao shopping. Ziva comprou um robô para ele. Até que esse brinquedo era engraçadinho.

Chegamos no orfanato só meia hora mais cedo. Tivemos que ficar lá, parados, dentro do carro, esperando o orfanato abrir. Quando deu a hora marcada com a Senhora Fields, ela estava lá no portão. Pediu que acompanhássemos ela até os dormitórios, quando entramos lá, Nicolas estava parado em frente a cama, com uma blusa polo verde, calças jeans, bem justas e uma mala na mão. A senhora Fields olhou para o menino e rapidamente ele veio em nossa direção e estendeu sua mão pra mim:

– Oi, eu sou o Nicolas. É um plaze conhece vocês.

Abaixei-me para ficar da altura do menino que pronunciava as palavras de forma tão errada e lenta. E eu achava isso tão fofo:

– O prazer é meu Nick. Posso te chamar assim? – o menininho balançou a cabeça de forma afirmativa. – Eu sou o Anthony, mas pode me chamar de Tony. – me levantei e passei meu braço na cintura de Ziva. – E essa é a Ziva.

Ziva sorria feito uma criança, eu ri daquilo. A dona Fields nos disse que semana que vem uma assistente social iria lá em casa pra ver como estavam as coisas e dizer se podemos ou não ficar com ele.

Ziva estendeu a mão para Nicolas e o menino segurou a mão dela, peguei a sua pequena malinha e fomos para o carro. Abri a porta para Ziva entrar, mas ela foi no banco de trás:

– A gente comprou uma coisa pra você.

Ziva tirou da sacola o robozinho, na verdade, era um robozão. Quase do tamanho de Nicolas. Ele pegou o brinquedo e ficou parado, parecia esperar alguma ordem vinda de um de nós dois:

– Pode brincar. É seu. – Ziva disse passando a mão nos cabelinho preto do garotinho que estava ao seu lado.

Ele sorriu e começou a explorar as funções do brinquedo novo.

Jenny havia convidado a gente para almoçar em sua casa. Levamos Nicolas para conhecer alguns parques e o shopping, depois seguimos para a casa de Jenny. Ao contrario do que eu imaginava, quando contei aos meus sogros sobre querer adotar um bebê, eles apoiaram. Achei legal, menos um problema.

Ziva ajudou Nicolas a descer do carro, quando chegamos na porta ele pediu para apertar a campainha. Ziva pegou ele no colo, deixando-o na altura adequada para executar a tarefa. Jenny rapidamente abriu a porta com um sorriso enorme no rosto:

– Então esse vai ser o meu netinho? – Jenny dizia já tomando o menino do colo de Ziva e o apertando em toda parte que conseguia.

– Mãe, você está machucando ele. – Ziva disse descendo Nicolas do colo de Jenny e colocando ele no chão.

Entramos na casa e cumprimentamos Tali e Gibbs, Tali teve a mesma reação de Jenny, apertar a criança como se ele fosse uma massinha, Gibbs apenas falou “oi” para o menino e deu uma bagunçada no seu cabelo. Sentamos na mesa e Jenny já veio com um prato do Homem-Aranha cheio de comida. Ziva ria, Jenny parecia maluca para conquistar Nicolas. Almoçamos e conversamos sobre tudo, até sobre quando seria meu casamento com Ziva. Agora com a adoção, não sabemos como vai ser, mas que vamos nos casar é certeza.

Assim que terminamos Jenny implorou para ficarmos mais. Ziva negou, ela disse que queria ir pra casa. E foi o que fizemos, para a minha alegria e desespero de Ziva, Nicolas disse que amava filmes. Então passamos o resto do dia em frente a TV.

De noite Nick iria dormir comigo e com a Ziva. Se desse tudo certo com a adoção, compraríamos os moveis para o quarto dele o mais rápido possível.

Nessa noite chovia, mas chovia tanto que chegava a trovejar e Nicolas dava vários pulos na cama. Ziva se aproximou do menino e puxei ele para seu colo e começou a cantarolar uma canção de ninar em hebraico, eu acho que era hebraico. Nick dormiu feito pedra nos braços de Ziva, ela me deu um beijo e então dormimos tranquilamente.

O resto da semana foi divertido, Nicolas se abria cada vez mais com a gente. Agora ele já nos abraçava e dava beijos. Ziva ficava completamente derretida, mas hoje a assistente social viria para fazer a avaliação. Estávamos todos nervosos, inclusive Nick, mesmo eu não achando uma boa ideia, Ziva contou para ele o que aconteceria naquela tarde. Ziva vestiu Nick impecavelmente. Colocou uma blusinha azul nele e novamente a calça jeans justa. Qual a fissura de mulheres por homem com calças justas? Eu não sei, mas o Nicolas ficou uma gracinha vestido daquele jeito. As 17:00 a campainha tocou, meu coração petrificou na hora. Ziva foi até a porta e abriu a mesma:

– Olá, eu sou a Monica. – dizia a mulher loira do outro lado da porta.

– Prazer. Eu sou a Ziva. Vamos, entre.

Ziva deu espaço para a mulher que teria no máximo uns trinta anos, ela me cumprimentou e depois cumprimentou Nicolas. A entrevista foi tranquila. Primeiro ela falou com Ziva. Não tenho a menor ideia do que elas conversaram, tive que ficar no quarto com o Nick, depois foi minha vez. Ela perguntou sobre o meu trabalho, sobre quanto tempo eu fico fora de casa e o por que de eu querer adotar o Nick. E depois ela falou com o Nick. No final, sentamos novamente todos na sala. Monica não parava de escrever em um caderninho que ela tinha em mãos. Fez mais algumas perguntas para Ziva. Escreveu mais no caderno, parou e sorriu para nós antes de se levantar. De pé a moça nos olhou e sorriu novamente:

– Parabéns. Vocês estão aptos para adotar o pequeno Nicolas.

Isso, isso, isso! Havíamos conseguido. Não que eu tivesse alguma duvida, mas vai saber. Beijei Ziva e peguei Nick no colo e comecei a gira-lo no ar.

Ziva acompanhou Monica até a porta e pude ouvir a moça dizer:

– Na segunda mando os documentos para assinar. Não se preocupem, são apenas normas e burocracias.

– Sem problemas. – Ziva disse sorridente para a mulher e quando fechou a porta ela pulou em meus braços. Depois se agachou na altura de Nicolas:

– Ouviu isso Nick. Você vai morar com a gente agora.

O garoto abraçou Ziva, eu pude ver seus olhos umedecerem com isso. Droga, agora também estou emocionado. Éramos uma família.

Três meses depois.

Ziva e eu ainda não havíamos nos casados, com Nicolas em casa nossa vida estava bem agitada. O quarto dele era todo do Homem-Aranha, tudo culpa da Jenny, que inventou comprar aquele pratinho do super-herói. Era uma linda tarde de domingo. Nick estava deitado no colchão que Ziva havia colocado na sala, eu e ela estávamos deitados no sofá. Estava passando Jurassic Park, Nick prestava atenção em cada cena, já eu e Ziva, nem tanto. Amávamos ter o Nicolas em casa, mas não havia sobrado muito tempo pra nós dois, então a gente estava na maior agarração. Mas nosso momento romântico foi interrompido por uma linda frase do Nick:

– Mamãe, papai, olha o dinossaulo.

Ziva desceu rapidamente para o colchão e ficou fitando Nick:

– O que você disse meu anjo?

– O dinossaulo.

– Não, antes disso? – Ziva ainda insistia.

– Mamãe e papai. – Nicolas olhava Ziva sem entender nada. Ela o abraçou com tanta força que pensei que iria esmagar o menino.

– A mamãe e o papai te amam muito Nick. Você nem imagina o quanto.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos. Até a próxima