What the hell

5 Despedida de liberdade.


Notas iniciais
Estou! DDesculpe por ficar tanto, tanto, tanto tempo sem postar, alguém ainda está aqui? Tenho avisos na nota final! Curtam esse capítulo.

POV´ Alice Cardoso

They tell me
I'm too young to understand
They say I'm caught up in a dream
Well life will pass me by if
I don't open up my eyes
Well, that's fine by me

Eu sempre gostei de música, na verdade prefiro músicas internacionais, do que as nacionais. São poucas músicas brasileiras que me conquistam. Poucas mesmo. Desde pequena minha mãe fazia questão que eu aprendesse a língua inglesa e espanhola. Ela sempre dizia “As oportunidades são maiores, quando você tem um amplo conhecimento”. Até hoje, eu adorava músicas, mais agora – nesse momento – estou odiando-as. Acordar às 6:00h da manhã, não tem, não teve e nunca terá seu lado positivo. Ainda mais quando você – nesse caso eu -, chega em casa às 4:30h da manhã. Meu corpo reclama das dores, minha cabeça está martelando e meus olhos parece ter algum peso sobre eles, sem mencionar nos meus pés, meus amados pezinhos, que estão doloridos de tanto correr. Tudo isso é culpa da vadia – no bom sentido, é claro – chamada Bruna, que resolveu fazer uma despedida de liberdade. Júnior – um primo bi da Bruna –, ficou encarregado de conseguir os ingressos VIPS – Júnior é afilhado de um dos sócios da boate – para a balada que estaria acontecendo no centro da cidade, após Júnior ligar para a Bruna avisando-a que a operação ingressos, foi efetuada com sucesso. Então eu e a Bruna, elaboramos um cronograma para podermos chegar em casa a tempo de descansarmos para a escola no dia seguinte. Tudo sairia perfeitamente bem:


Boate às 23:00h
Bebidas
Paqueras
Voltar para casa às 3:00h

Mais nada saiu como o combinado, meu traseiro doía de tanto esperar a princesinha se arrumar, ela insistia em encontrar uma maldita gordura em toda roupa que experimentava. Eu a apoiaria se ela fosse acima do peso, ou se fosse possível encontrar alguma gordura naquele corpo, mais a Bruna – assim como eu –, faz parte do grupo esqueleto, somos magras e não há quem ache alguma gordura. Estamos totalmente fora do padrão torneado brasileiro. Suspeito que somos de outro país. Enfim, após a bonitona se arrumar, fomos para a boate – super atrasadas –, após encontrar o Júnior na porta da boate e escutar várias ofensas dele, entramos e resolvemos nos divertir. Afinal era nossas últimas horas de férias, e mais tarde iríamos para a prisão – também conhecida como escola –. As músicas eletrônicas passam a ter mais sentido quando você está na metade da sua primeira garrafa de vodca, o som fica mais emocionante, e uma vontade incontrolável de dançar aflora sobre sua pele. Lá estava eu, dançando feito louca, enquanto a Bruna se atracava com um garoto loiro, super lindo. O Júnior tinha tomado chá de sumiço. Já que eu estava sozinha, o jeito era viver os últimos momentos feito louca. Fui ao bar que tinha ali, conversei um pouco com o barman e o convenci de misturar algumas bebidas para mim, graças a minha lábia e uma nota de cinqüenta reais. Após meu segundo copo da mistureba, sai do bar e voltando pra pista eu esbarrei em uma guria, derramando um pouco da bebida vermelha em seu vestido branco.

— Desculpe — gargalhei — estava distraída.
— Desculpa uma ova! — a garota ruiva gritou — você fez isso de propósito.
— Ãn? Eu não te vi. E por que eu faria isso de propósito? — arquejei uma sobrancelha — Eu não te conheço.
— Pensa que eu não vi, você olhando o meu namorado? E agora pra se vingar, você jogou essa bebida em mim, manchou meu vestido. Sua idiota! — me empurrou.

Eu, Alice, sendo a moça civilizada que minha mãe sempre sonhou, apenas deixaria isso de lado. Afinal, aquela garota era louca e eu não flertei com o namorado dela, na verdade eu nem sei quem é o namorado dela, a não ser que fosse todos os garotos da boate, pois sim, eu observei todos os garotos, que apesar de bonitos, nenhum me interessou. Pelo fato de todos pertencer ao grupo “safados querendo transa e depois se engrandecer na frente dos amigos, falando que foi apenas mais uma otária que caiu na lábia deles”.

Eu poderia simplesmente virar as costas e ser superior, mais eu sou uma ogra, e aquela piranha estava caçando confusão com a garota certa.

Eu entreguei a bebida para alguém, e voei como uma leoa em cima daquela menina, estávamos nos estapeando no chão, enquanto uma platéia se formava em volta. Senti meu cabelo sendo brutamente puxado por alguém atrás de mim, nesse momento a garota ruiva se aproveitou do meu descuido, e me bateu várias vezes.

Vi a Bruna correndo em minha direção e indo me defender da louca que puxava meus fios. Então de um lado estava eu e a garota ruiva e do outro a Bruna com uma garota loira, a platéia continuava ali, desejando mais murros e tapas. Não me perguntem como e nem o por que, mais depois de apanhar e bater na garota, percebi que várias pessoas brigavam na boate, eram socos, murros, pontapés, garrafas sendo quebradas, cadeiras voando e etc.

A briga só veio cessar quando a polícia chegou no local. Para tentar escapar eu e a Bruna corremos em direção a saída, mais encontramos dois seguranças brutamontes impedindo a passagem. Todos envolvidos – ou não – na briga, foram levados para delegacia. Eu e a Bruna, por sermos menor de idade e estarmos portando uma identidade falsa, em uma boate adulta, fomos a última a ser atendida. Por compreensão do queridíssimo delegado, apenas um responsável teria que assinar os papéis para nossa liberação.

Pra quem ligar? Já que estávamos escondidas lá, eu disse ao Felipe que iria dormi na casa da Bruna e a Bruna não precisou dá satisfações pros pais, já que os mesmos estavam fora da cidade. Eu estava totalmente ferrada!

Após eu ligar pro Felipe e dizer que precisávamos da presença dele em uma delegacia, ele chegou de cueca samba canção, com uma camisa velha e de sandália havaianas. Claro que ele proporcionou várias gargalhadas pros policiais com sua vestimenta (risos). Felipe assinou os papéis e no caminho de volta pra casa, falou horrores, eu mal conseguia ouvir as reclamações dele, estava tão cansada e com sono. Já passava das 3h quando deixamos a Bruna na casa dela, seguimos para a nossa, claro que Felipe aproveitou pra falar mais um pouco.

Assim que o carro entrou pela garagem, eu abri as portas e sai correndo pra dentro de casa, meus saltos ficaram no caminho e eu me joguei em cima da cama, estava muito cansada pra tomar um banho, meu cansaço era tanto que após me deitar, fui levada para o mundo mágico dos sonhos.

Notas finais
Bom gurias, devido a falta de comentários e leitoras, isso meio que contribuiu para o meu bloqueio. Escrevendo uma ou duas linhas por dia, ou na maioria das vezes nenhuma linha, então assim fui levando o dia a dia. Com o começo das minhas aulas, eu fiquei sem tempo e apesar de não está estudando as matérias, não tive como escrever, pois meu HD queimou... Somente esses dias eu consegui meu computador *----* E agora pretendo continuar aqui!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.