What is love?
3 "...Where there is desire, there is gonna be a flame..."
Rachel pov
Assim que eu sai do consultório de Finn, fui para casa pois Jesse havia dito que estava me esperando.
– Oi amor – disse abrindo a porta e dando de cara do Jesse na sala.
– Onde você estava? — ele disse me dando um beijo. Isso era a única coisa que me irritava nele, ele não me dava espaço.
– Eu estava experimentando vestidos.
– Mas hoje não era o dia dos vestidos. — ele arqueou as sobrancelhas, sabendo o quanto aquilo me irritava — Enfim, tenho uma surpresa para você. — ele disse puxando a minha mão e me levando até o sofá. Me sentei. Ele sorriu e me entregou um envelope. Eu estava curiosa e ao mesmo tempo estava desconfiada. Abri o envelope e estava com duas passagens para Veneza em minhas mãos.
– O que é isso?
– Como você sabe, meus pais estão lá. Eles conseguiram um lugar lindo para o nosso casamento Rach. — eu fiquei em silêncio. — Fala alguma coisa.
– E-eu vou casar em Veneza – disse com os olhos marejados. — Eu vou casar em Veneza. — eu fui em direção a ele e lhe dei um beijo. — Eu preciso contar pro Finn – soltei sem nem perceber.
– Finn?
– Sim – disse respirando fundo. Eu não aguentava mais a briguinha dos dois. — Ele é o meu “padrinho de honra”.
– Desde quando? O que eu te disse Rachel Berry?
– Jesse, Finn é meu melhor amigo, eu conheço ele antes de você. Eu amo ele sim, e sei que ele me ama, e não é do jeito que você pensa, é um amor de irmãos, de melhores amigos. — disse subindo até o meu quarto e deixando ele sozinho. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Finn.
“Vamos para Veneza, baby.”
E segundos depois ele me ligou.
– Que história é essa Rachel?– ele dizia do outro lado da linha.
– Jesse conseguiu um lugar lindo para casarmos, em Veneza.
– Quando? Preciso saber para avisar o hospital Rach.
– Daqui a 2 meses.
– Ok então. Estarei lá. Te amo Rach.
– Te amo Finny – disse desligando o celular.
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Finn pov
Assim que desliguei o celular senti uma facada em meu peito. Agora precisava viajar para ver meu coração sendo partido, que legal. Eu já estava em casa então só no dia seguinte eu avisaria o hospital. Meu celular vibrou, pensei que fosse Rachel e corri para ver o que era.
“Oi Finny. Vamos jantar? Estou aqui na frente do seu prédio. Beijinhos.”
Li e reli aquela mensagem. Não podia ser Rachel. Desci até a entrada do prédio com a mesma roupa que estava e tive uma surpresa. Era Marley.
– Oi Finny – por que ela estava me chamando assim? Esse apelido é da Rach, só ela pode me chamar assim. — Vamos.
– Peraí. Como você sabe meu número? — disse franzindo a testa.
– Tenho meus contatos, Hudson. — ela fez uma cara que me assustou. — Agora vamos.
Olhei para o meu apartamento, querendo voltar, me deitar e ficar quieto. Mas por um instante eu pensei em Rachel, pensei em como ela nunca vai me notar e me rendi a Marley.
– Vamos – eu dei um sorriso torto e a segui. Fomos caminhando, porque segundo ela, o restaurante não era longe. Conversamos tanto que nem percebemos que já tínhamos chegado.
– É aqui – ela disse apontando para um lugar, que era muito bonito por sinal. Entramos e sentamos em uma mesa que estava reservada em seu nome. Fizemos nossos pedidos e enquanto a comida não chegava, eu tomava um refrigerante. — E então Finn, qual seu lance com a Rachel? — eu cuspi o meu refrigerante.
– Me desculpe, mas o que? — eu disse rindo – Eu e ela somos melhores amigos. Nada além disso. Ela é minha cunhada. — disse um pouco triste, pois sempre esperei mais de Rachel.
– Que bom – ela sussurrou mais para si do que para mim, mas eu pude escutar e dei uma risadinha.
– E você Marley? Deve ter muitos namorados na faculdade, não é mesmo?
– Nem tantos. Na faculdade só tem caras imaturos. Eu gosto é dos maduros. — já disse que ela me assustava? Ela me assustava. Mas eu gostava de conversar com ela. Eu já havia conhecido meninas da faculdade, é claro que sim, mas ela era diferente. Não que eu queria algo com ela, mas ter uma amiga sempre é bom. De amigas eu só tenho Rach e a minha irmã, Quinn, que eu nem mencionei o nome dela ainda. Quinn e eu somos inseparáveis, ao contrário de Jesse. Quinn está noiva do meu melhor amigo, Puck, eu vou ser o padrinho. O casamento é semana que vem. Mas voltando ao assunto “Marley” — Finn, eu não sou atirada. É sério. — ela disse séria e eu ri.
– Tudo bem. Não estou te julgando nem nada Marley. Me fale de você. — disse tentando puxar assunto. A noite foi longa, percebi que Marley era uma tagarela. Eu a deixei em casa e peguei um táxi pois estava sem carro. Cheguei em casa e mandei uma mensagem para Rachel.
“Casamento Quinn e Puck. Preciso da minha conselheira de moda.”
Eu estava quase dormindo quando ela me respondeu.
“Achei que nunca ia me pedir. Bloomingdale's. 15h. Te amo”
E com aquele “te amo” eu dormi mais feliz do que nunca, mesmo não sendo da forma que eu esperava que ela me amasse.
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