Notas iniciais
Yo, depois de um tempão, cá está o capítulo ^~^ Espero que tenha ficado incrível >.< Boa leitura :3

No começo da noite, não saí de perto da minha amiga um momento sequer. Até que, depois de alguns minutos, ela se virou, mandando eu desgrudar dela. Não foi rude, mas claramente queria me ver, me virando sozinha. Aceitei, ainda um pouco insegura. Não reconheci a música que estava tocando no momento em que peguei algo para beber. Lembro-me de ter perguntado para alguém se tinha álcool, mas fui duramente ignorada. Suspirei, dei de ombros, e tomei um primeiro gole. O gosto era bom. Me convenci a ir dançar. Reconheci alguns dos meus amigos mais novos ali. Sim, os populares eram eles, claro que tinham sido convidados. Dancei com dois ou três garotos, claro que eles que tinham me puxado. Juro de pés juntos, não me lembro de nenhum deles.

Em algum momento, reencontrei Hanna. Quando viu que eu estava bebendo, riu alto. Apesar da música alta e das luzes coloridas, consegui ler seus lábios: "Sabe que isso aí tem álcool, né?" Depois disso, me puxou para uma roda, entramos nas extremidades. Garotos e garotas dançavam formando um círculo, um entrava e puxava qualquer um para dançarem um pouco. É claro, por 'dançarem', digo 'se esfregarem'. Quase pude ler os pensamentos da loira. Achava que seria máis fácil de eu ficar com alguém assim. Ela foi chamada pelo garoto que estava no meio, que era até bonito. Dançaram, ele saiu, ela chamou outro garoto. Quando ela saiu, esse garoto chamou outra menina, que chamou outro menino, que chamou a Hanna, que chamou outro menino, que finalmente me puxou para o meio da roda. Ele não era o mais bonito lá, mas também não era feio. Chamei um outro garoto, que chamou Hanna outra vez. Tá certo, ela era bem bonita, mas isso já parecia exagero. Todos queriam dançar com ela! Enfim, quando ele voltou ao próprio lugar, Hanna me chamou. Não só me chamou, como puxou meu braço, e começou a rir. Ri também, e começamos a dançar, por um pouquinho mais de tempo que os outros ali. Antes de nos afastarmos, colamos nossas testas, encostando a ponta dos narizes, e rimos, voltando ao nosso lugar.

Bebi mais um pouco, tenho certeza que ela também. Não era correto dizer que estávamos bêbadas, mas já começamos a falar besteiras. Paramos de dançar, e saímos da festa, para pegar um táxi qualquer. Talvez os deuses estivessem a nosso favor, pois a motorista era uma mulher, não um gordo asqueroso de índole duvidosa. Ao chegar no prédio de Hanna, demoramos alguns minutos para conseguir achar a porta de vidro, já que nenhuma das duas parava de rir. No elevador, olhei para o nosso reflexo embaçado. Estávamos apoiadas uma à outra, cheirando a doce. Exatamente, açúcar. Fomos direto para o quarto, e só deu tempo de largarmos os sapatos em um canto qualquer antes de desabarmos na sua cama. Num segundo, percebi o quão cansada eu estava, e como minhas pálpebras estavam pesadas.

Minha última lembrança dessa noite foi do beijo de Hanna em minha bochecha. Só isso.

Acordei com uma agulha de metal quente perfurando minhas têmporas. Digo, foi isso que senti. Abri os olhos subitamente, piscando em seguida uma ou duas vezes. Estava de frente para Hanna, que ainda dormia, nossos corpos se empurrando um contra o outro. Minha primeira ressaca. Enfim, anos de filmes de comédias ajudariam em algo. Primeira coisa, tomar um banho. Levantei com dificuldade, a enxaqueca ainda pulsante. Fui logo para o banheiro, onde consegui uma toalha limpa num armário. Preferi a ducha no lugar da banheira. Debaixo da água, fechei os olhos por um tempo e senti a água cair. Dizem que a água leva as impurezas da alma, esperei que isso acontecesse. Só depois do banho, me senti um pouco mais leve, pois quando acordei, ainda estava com maquiagem e roupas justas até demais. Nada confortável. Voltei para o quarto ainda de toalha, e Hanna estava acordada, porém sonolenta, na cama.

– Bom dia, Maria Festeira. — A cumprimentei, sentando na cama.

– Hmm... — Ela resmungou. — Não pode dizer nada...

Levantou-se, e não parecia estar morrendo de dor de cabeça, como eu estava há um tempo. Foi até o próprio guarda-roupa, pegando um blusão e uma calcinha, em seguida os jogando para mim. Saiu, indo tomar banho. Soltei a toalha, começando a me vestir. Esse tal blusão, não ficou tão comprido e folgado como eu esperava, na verdade nem chegava à metade da minha coxa. Até agora, me pergunto como não ouvi o barulho de chaves naquele momento. Alguns segundos depois, passos se aproximavam.

– Já tomou banho? — Perguntei, podendo jurar que era Hanna.

Não me respondeu. Me virei para a porta do quarto, esperando ela entrar. Em seu lugar, um garoto de olhos claros como os dela e cabelos no mesmo tom de loiro claro estava me encarando. Provavelmente, não estava acostumado a ver garotas seminuas no quarto da... Irmã? Presumi que aquele fosse o tal Lucas, irmão da minha amiga. Tentei cobrir minhas pernas e meu busto, já que no momento me senti quase nua. Ao mesmo tempo, tentei não parecer idiota e amedrontada, o menino parecia ter 14 anos no máximo. Agora, posso considerá-lo bem bonitinho, mas no momento não foi bem isso que me veio à cabeça.

– Cadê a Hanna? — Falou, com um sotaque fofo.

– T-tá tomando banho. — Respondi, sem um pingo de graciosidade.

– Hm, ok. — E saiu, me deixando de pernas bambas. De algum lugar na sala, ouvi a televisão sendo ligada. A porta do banheiro foi aberta, e Hanna entrou no quarto.

– O que tem a me dizer sobre o seu irmão? — Comecei, calmamente.

– É só um pirralho que joga LoL o dia todo. Porquê? — Ela secava o cabelo e colocava um blusão, também.

– Por nada não. Ah, ele acabou de chegar.

Me senti envergonhada por ele, mas tentei pensar nisso só como uma fragilidade do momento. Afinal, ele não tinha visto nada demais.

Notas finais
Hey, não se esqueçam de comentar, ok? Até o próximo capítulo! Bjinhos da Pan :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.