Notas iniciais
Eu sei, eu sei, demorei um século para lançar esse capitulo, mas prometo que o próximo vai sair mais rápido. Ah, e obrigada a tudo mundo que leu, acompanhou, favoritou e comentou!!!!!! Me deixaram muuuuito feliz. Boa leitura, espero que gostem!

Diferente dos anos anteriores, aquele verão passava muito lentamente, mais do que eu desejava.

Faltando ainda um mês e meio para o início das aulas, eu estava instalada em um pequeno flat na Londres trouxa, qual eu conseguia pagar com meu salário que recebia como garçonete em uma cafeteria não muito longe dali.

Meus dias resumiam-se em acordar razoavelmente cedo, sair para correr – o que fico feliz em admitir que era um dos pontos altos da minha rotina. Depois de percorrer um pedaço do bairro, voltava para o tal flat e então ia para o trabalho, do qual eu só saia quando a noite já havia caído. Por mais que o serviço fosse cansativo algumas vezes, comecei a gostar de conversar com os diversos tipos de clientes que passavam por lá. Quando meu turno finalmente chegava ao fim, voltava para casa, jantava e me distraia com alguns livros trouxas enquanto ainda não tinha meus livros de magia do ano para me entreter.

A rotina seguia-se bem pacata, o que na maioria das vezes me irritava. Mas em um tedioso sábado, quando faltava pouco para eu poder voltar para casa, uma cliente inesperada entrou na cafeteria.

Ninguém mais ninguém menos que Pansy Parkinson com lágrimas escorrendo pelo seu rosto entrou no estabelecimento, sentou-se na mesa mais afastada de todas e ficou analisando o cardápio em cima da mesma, parecendo não entender nada do que estava escrito.

— Parkinson? — Perguntei ao estranhar a presença da sangue-puro ali.

— Granger? O que faz aqui? — Retrucou enquanto tentava tirar os resquícios de choro das bochechas.

— Eu trabalho aqui. — Apontei para o crachá em meu uniforme — Posso te ajudar em alguma coisa?

— Não conheço nenhuma dessas bebidas estranhas. — Disse franzindo a testa enquanto olhava o menu de bebidas — Alguma sugestão?

Indiquei minha bebida preferida para a sonserina e ela logo pediu uma.

Quando eu estava prestes a ir embora e a cafeteria já estava fechando as portas, a garota continuava lá, encarando a rua agora pouco movimentada como tinha feito na hora passada. Me aproximei devagar, estranhando o comportamento da minha antiga rival em Hogwarts.

— Parkinson? — Ela finalmente descolou o olhar da avenida e o focou em mim — Estamos fechando, você vai ter que ir embora.

Seu olhar mudou de melancolia e tristeza para um desespero tão grande ou maior quanto do dia da batalha de Hogwarts, em que ela e seus colegas de casa foram expulsos do Salão Principal e levados às masmorras. A morena começou a gaguejar em meio as lágrimas que voltaram a cair pelo seu rosto e isso me fez sentir uma compaixão que nunca pensei que fosse capaz de sentir por alguém que me atormentou por tantos anos. No meio disso, acabei perguntando a única coisa que pensei que pudesse lhe ajudar.

— Se não tiver para onde ir, pode ficar no meu apartamento essa noite. — Parkinson conseguiu assentir com a cabeça e conseguiu dar um sorriso fraco por detrás das lágrimas.

Fomos andando silenciosamente pelas ruas escuras de Londres e assim que eu abri a porta do pequeno flat e falei para se sentir à vontade, Pansy se sentou no sofá e começou a chorar incansavelmente. Andei até a minúscula cozinha, enchendo um copo d’água e lhe entregando.

— Por que está sendo tão boa comigo? — Perguntou em meio aos soluços.

— Se eu estivesse assim como você está agora, — sentei-me ao seu lado — gostaria que fizessem o mesmo por mim.

— Obrigada Granger. — Disse com outro sorriso, qual dessa vez eu retribuí.

— Quer conversar?

— É só que... minha mãe não parece entender que meu pai não vai mais voltar. — Lembro que assim que Voldemort foi morto, o pai da Parkinson foi logo sentenciado à prisão perpétua em Azkaban — E quando eu disse a ela que isso não ia mais aconteceu ela simplesmente pirou e me expulsou. — Ela voltou a chorar, mais ainda do que antes.

— Ela vai reconsiderar, pode ter certeza.

— Minha mãe não é do tipo que volta atrás — soluçou mais uma vez — Mesmo que ela mude de ideia, seu orgulho não vai deixar que eu volte para lá. Vou ter que achar outra solução.

—Bom, até lá, você pode ficar aqui.

Seus soluços diminuíram e ela limpou o nariz que escorria com a manga da blusa, algo que nunca pensei ver uma puro sangue da mais alta sociedade bruxa fazer

— Te-Tem certeza? — gaguejou

— Sim, pode ficar no quarto extra até conseguir se ajustar.

E como se eu tivesse conseguido a paz mundial, Pansy Parkinson me abraçou.

— Obrigada, obrigada, obrigada... — Ela agradecia sem parar.

— Parkinson... você está me.... Sufocando! — Disse enquanto devolvia o abraço desajeitadamente.

Ela me soltou e se ajeitou no sofá, sem mais chorar, apenas com um singelo sorriso no rosto.

— Sabe Hermione, — Ela começou — eu acho que eu nunca te pedi desculpas por todos aqueles anos de provocações.

— Não precisa se preocupar Pansy — Tentei retrucar, estranhando um pouco chamá-la pelo primeiro nome.

— Não, preciso sim! Peguei muito no seu pé nesses últimos anos e mesmo depois disso você está me acolhendo! Sério, acho que nunca terei como te agradecer e me desculpar! — Ela continuou aumentando o sorriso — Ah, e não pense que ou ficar e graça aqui. Assim que puder, passo em Gringotts e pago o que lhe dever.

— Mas Pansy, pra que isso? — Questionei já que não me importava se ela ficasse lá de graça.

— Não vou abusar da sua boa vontade. Já está sendo muito boa comigo.

Depois daquilo, acabamos passando a noite conversando e descobri que Pansy não era quem todo mundo dizia ser. Ao invés de ser a tal “vadia atirada”, como era rotulada, ela era na verdade uma menina muito doce que possuía uma longa lista de antigos quase relacionamentos. Assim como ela me contou do seu ódio pelas irmãs Greengrass, sua longa amizade sem nada de romântico com Draco Malfoy e sua paixonite não recíproca por Theodore Nott, acabei lhe falando do meu (ex) namoro com Ronald e o episódio na casa dele, além de minha nova birra com Gina e Harry.

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Algumas semanas haviam se passado e eu e Pan havíamos nos tornado bem próximas. Ela passou a morar comigo, ficando em um quarto que estava sobrando e por ela insistir em me pagar sua parte do aluguel, nos dirigíamos para o Beco Diagonal em meio a conversas e risadas.

Passamos primeiro pelo meu cofre, que graças as recompensas pela vitória da guerra, encontrava-se bem cheio. Deixei lá parte das economias que havia juntado com o trabalho de garçonete e logo seguimos para o cofre da minha mais nova amiga. Assim que tiramos uma boa quantia de dinheiro bruxo de seu cofre – qual ela disse que sua mãe não iria dar falta já que, definitivamente, havia muito mais lá – ela insistiu para que já comprássemos os materiais de Hogwarts já que também iria completar seus estudos comigo.

Primeiro seguimos para Madame Malkin, pois segundo a carta iríamos precisar de uniformes lisos. Ao ver as vestes que havia pedido para a costureira, a sonserina só faltou me bater.

— Mione, assim você irá parecer uma freira! Não vou deixar você usar isso. – Ela desceu do pequeno pedestal no qual experimentava seu próprio uniforme.

— Mas Pan, eu sempre usei desse tamanho! — Olhei para a saia dois palmos abaixo do joelho que estava experimentando.

— Exatamente! Pensei que você queria mudar esse ano, mostrar que você não é aquela garotinha ingênua e boba que o Weasley te fez sentir que era... Que ia se cuidar mais, se amar mais!— Ela me encarou, usando aquela história como uma pequena chantagem para que eu alterasse o tamanho — Deixa eu te ajudar, por favor! — Completou puxando o “o” ao ver que eu não estava cedendo — Por favorzinho!

— Tudo bem, mas não muito curto. — Suspirei derrotada.

A morena logo chamou a dona do estabelecimento indicando quais ajustes que ela deveria fazer e aonde. De lá, fomos comprar alguns ingredientes que faltavam em nossos estoques de poções assim como algumas poções de beleza e então finalmente nos dirigimos á Floreios e Borrões, minha loja favorita de todo mundo bruxo.

Compramos os livros pedidos pela escola e enquanto Pansy conversava com alguns colegas que encontrou por lá, eu fuçava as prateleiras procurando por algum título interessante que conseguisse me manter entretida durante um tempo.

Quando finalmente achei algo que me chamou a atenção, antes que eu pudesse tirá-lo da prateleira, a mão de alguém o pegou para si, me tirando dos meus devaneios. Virei-me para a tal pessoa que não teve nenhum pingo de sensibilidade e me deparei com o loiro mais desprezível de todos: Draco Malfoy.

— Malfoy. — A irritação começava a crescer dentro de mim — Você quer fazer o favor de me devolver o livro?

— Não acho que ele seja seu para eu te devolver, Granger. — Ele disse enquanto passava o objeto para outra mão — Eu o peguei primeiro.

— Eu o vi primeiro. — Retruquei no mesmo tom arrogante dele e rapidamente me repreendi, notando quão infantil aquilo soara.

— Draco! Mione! — A voz de Pansy nos chamou a atenção, tirando-a da pequena guerra de olhares que entre nós se instalava — Vocês podem por favor parar? Estão parecendo duas crianças!

— A culpa não é minha se a sabe-tudo está sendo irritante como de costume. — O oxigenado voltou a me encarar — E por que você a está chamando assim?

— Talvez porque agora sejamos amigas? Você leu alguma das cartas que e te mandei? — A morena perguntou retoricamente ao loiro enquanto ficava ao meu lado — Agora para de canalhice e dá o livro para ela.

— Mas eu que peguei o livro primeiro então ele deveria ser meu! — Retrucou como uma criança ao mesmo tempo que levantava o livro mais ao alto, como se a qualquer momento eu fosse pular para pegá-lo.

—Mas não será. — Um moreno ainda mais alto que ele pegou o exemplar de sua mão sem que ele percebesse ao chegar por trás e logo me entregou — Acho que nunca fomos devidamente apresentados; sou Blásio Zabini. — Disse enquanto beijava minha mão que segurava o livro de um jeito galanteador.

— Já deu de tentativas de conquistar minha amiga, não é Blás? — Minha amiga voltou a falar — E esse é Theodore Nott, Mione. — Completou sinalizando um menino que estava ao seu lado e parecia de certa forma tímido. Lancei lhe um sorriso como comprimento e um pouco maior para Zabini.

Eu me lembrava dos dois sonserinos nos anos anteriores de Hogwarts. Sempre andavam com Pansy e com o Malfoy, mas nunca chegaram realmente a me provocar. Só ficavam lá aos seus lados, parecendo cachorrinhos, totalmente diferentes de como deveriam ser e estavam no momento.

Assim que tive a chance, paguei meu livro sob o olhar maldoso do Malfoy e logo iniciei uma conversa confortável com Blás, percebendo que o moreno era muito brincalhão. O papo logo foi interrompido por Pansy que dizia que precisávamos voltar às compras.

— Pan, nós já compramos tudo... — Disse meio incerta enquanto checava se tudo que havia sido pedido nas listas de materiais estava ali.

— Isso Mione, nós já compramos tudo que precisávamos... do mundo bruxo.

Notas finais
Quem puder gastar 2 minutinhos pra comentar e dizer do que ta gostando,do que nao está, suas ideias pra historia, qualquer coisa que passar pela sua cabeça, vai me deixar muuuito feliz! Ah e desculpe pelos erros ortograficos (se alguem encontrar algum me avise por favor porque ai eu posso corrigir) Adeuzinho e até o proximo capitulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.