What can I do?
4 The love is not the problem!
Notas iniciais
O acampamento estava uma bagunça, a tensão rolava solta no ar. Os soldados de ambas as tribos estavam revoltados por terem de lutar juntos. Vejo Octávia vindo em minha direção. Ela mudou muito desde que conheceu Lincon, é mais uma terra-firme do que uma pessoa da arca. Ficou mais forte, e até está se vestindo igual à eles.
— Clarke, precisa fazer alguma coisa, eles vão acabar se matando. Cada um olha com mais superioridade do que o outro! — Solto um suspiro cansado. Passo a mão pelo rosto, esfregando-o.
— Eu sei, Lexa está tentando amenizar, é impossível uma vez que ela mesma está receosa com a união. Eles precisam treinar, aprender a usar uma arma. Irão lutar juntos afinal.
Octávia fala que já sabe o que fazer, segue em direção ao centro do acampamento aonde alguns terras-firmes competem entre sí.
— Vamos lutar juntos, como querem ganhar se não confiam em seus companheiros? Vocês têm que treinar juntos!
— Eu quero todos os meus ensinando quem precisar a manusear uma arma. General, você sabe melhor do que eu que um guerreiro despreparado na guerra é um soldado morto. — Grito em alto e bom som. Levanto a cabeça e inclino o queixo, fitando cada um nos olhos. Depois me viro e saio à procurar da Lexa. Encontro-a sentada em uma poltrona, como se fosse uma espécie de trono.
— Mande seus homens treinarem com as armas. Não quero que isso se torne um genocídio.
— Você usa demais o coração, isso te enfraquece. Como estão os seus homens? Já entraram em contato?
— Eles ainda não fizeram contato. — Pego a bebida que tem sobre a mesa e tomo um grande gole — E pode por favor...
Não termino de falar, pois escuto um tumulto vindo de fora, do acampamento. Saio apressada e vejo Octávia lutando em um grupo com alguns guerreiros, ela está levando a pior, todos em sua volta gritam e sorriem, alguns torcem para ela outro para o seu oponente. Indra apenas observa no canto, analisando os movimentos dela enquanto luta. Bellamy iria me matar se assistisse sua irmã apanhando desse jeito. Ela levanta diversas vezes sem desistir. O homem deposita um soco na boca do seu estomago e um tapa na sua cara. Desta vez Octávia caí e não têm força suficiente para se levantar totalmente e quando o gigante vai dar outro golpe Indra, que até então não tinha se manifestado segura a mão dele.
— Garota tola, já provou que sabe apanhar. Têm belos movimentos mais é bastante lenta. Descanse e eu irei treiná-la.
As duas saem e eu vejo os meus homens interagindo com os selvagens. Na hora dá comida todos comem juntos cada um com um grupo conversando entre sí.
— Essa menina tem coragem — Lexa se posiciona atrás de mim.
— Quero ela longe do fronte. — Lexa trinca o maxilar e balança a cabeça em confirmação.
— Pod... — Sou jogada contra o corpo dela impedindo-a que continue.
Suas mãos cobrem minha cabeça enquanto nos abraçamos procurando proteção. Ao me levantar vejo uma parte do acampamento em fogo. O caos se instalou com a explosão. A fumaça sobe e se espalha apressadamente pelo ar, me fazendo tossir. Todos correm em pânico e me lembro de Octávia, me levanto e tento ir, mas meu braço é puxado.
— Eu preciso achar ela, prometi ao Bellamy!
— Clarke, você é a líder, não pode correr riscos. Mandarei alguém achá-la.
Sou puxada para um barraca, logo chegam todos, minha mãe, Octávia, Raven, Indra e alguns outros. Inicia-se então uma discussão. Meus pensamentos estão longes tentando entender como eles sabiam o lugar exato. Eles não têm satélites, então como poderiam saber? A voz de Raven me ilumina como se ela lê-se meus pensamentos.
— Como eles saberiam o local exato? Têm u, informante, alguém está em alguma parte dando coordenadas.
— Então só precisamos achar quem está dando a nossa localização? — Lexa pergunta.
— Eu quero Indra, Nykko e Octávia procurando ele... — Eles começam a sair mas termino — discretamente, não quero que ele pense que sabemos.
Segundos depois que eles saíram Lexa manda o resto saírem. Ela vem até à mim e segura meu rosto, levantando-o.
— Você tem um grande futuro como líder.
Meia hora depois eles voltam, só que agora com um cara de MountWest amarrado. Indra joga-o no chão bruscamente. Ele olha diretamente em meus olhos, e dá um sorriso debochado e eu sei esse míssil não foi tudo, pior não foi o único. Sem pensar ando até o filho da puta jogado no chão e ergo lhe pelo o traje.
— O que vocês estão esperando, o que mais vai acontecer? — Ele solta um risada forçada que me dá ância. Lexa manda todo mundo sair.
— Vai ter outro.
— Precisamos mover o acampamento!
— Pense, se movemos eles descobriram sobre nós. Temo que pegá-los de surpresa.
— São mais de 100 pessoas! — Grito injuriada — Como pode pensar nisso? Você diz que o amor te faz fraca, mas é ele que me faz forte.
— Eles são soldados, estão preparados para morrer por nós.
— Você não se preocupa com ninguém, se.. — Ela me corta chegando a centímetros do meu rosto.
— Isso é mentira, eu não quero que você fique aqui, quero que saí comigo, que fuja discretamente.— Ela encosta levemente seus lábios nos meus — Eu me importo com você Clarke.
Lexa volta a me beijar só que agora eu correspondo, Tudo vai bem até que a verdade cai em como água fria. São trezentas pessoas! Não cinqüenta, mas sim trezentos. Eu não posso deixar elas morrerem. Afasto me bruscamente.
— Desculpa Lexa, eu não consigo deixar trezentas pessoas morrerem enquanto eu tenho a chance de evitar.
— Clarke? — Octávia entra está de pé na porta. Me encara de forma acusadora e se vira indo embora.
— Octávia espere!
— Então é assim, você está considerando deixar todos nós morrermos?
— Não, claro que nã...
— Clarke, pense, isso que seria o dever de um líder.
— Clarke eu sei que você não acha isso correto.
— Chega, eu estou dizendo que NÃO vou deixar ninguém morrer!
As duas me encaram desafiando me, eu levanto mão e dou a ordem para que Octávia avise os outros.
— Você está cometendo um terrível erro!
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