Notas iniciais
Mil perdões pela demora, gente. Pra compensar esse capítulo vai ser bem grande, ok? Se divirtam, E comentem. Hahahaha ;)

- O Kol tá analisando até como a gente respira -falo rolando os olhos depois que fecho a porta-

— vc acha que ele ta desconfiando?

— acho que é ciúmes por ter outro homem aqui mesmo -falo puxando ela pela cintura-

ela sorri

— a gente podia sair pra dar uma olhada em volta mais tarde né? só assim você não fica sem fazer nada

— pode ser

— Não sei porque trouxe o Kol pra cá, to me arrependendo a cada segundo que passa

— ele não ta fazendo nada, deixa ele

— ele é chato, vai dizer que não?!

— não, vc sabe que eu gosto dele

— tá, tá bom -falo rolando os olhos, soltando ela e indo até a janela-

— que foi? — ela pergunta vindo ate a mim

— nada

— a qual é, fala logo

— só não gosto do jeito que você fala dele

— falo como dele?

— que você gosta dele, que ele é um fofo, um meigo, um amor e .. blá, blá, blá.

— ta com ciumes é?

Eu olho pra ela e dou um sorriso irônico.

— Ciúmes? Isso é ridículo, claro que não.

— então ta assim pq??

— Só disse que não gosto. -falo dando de ombros de novo-

— ta né

Eu bufo e puxo ela com força pra perto de mim, a fazendo me olhar surpresa.

— Eu não tô com ciumes, mas só pra você saber eu não costumo dividir.

— pq dividir?

— não iria gostar de te ver de mimimi com o Kol, nem com qualquer outro babaca por aí

— nunca fico de mimimi

— no carro e na lanchonete você tava

— aquilo não era mimimi, eu só gosto

— ok, ok -eu seguro o rosto dela com as duas mãos e dou um selinho na mesma-

— se o Kol descobri ele te mata

— porque? ele nem tá mais com você

— mesmo assim né. e eu nem quero que ele descubra

— porque não?

— pq não ué...

— Elena!

— que?

— fala!

— pq... Só não quero que ele saiba

Mordo o lábio, bufo e solto ela, indo em direção a porta.

— que foi agora?

Não respondo, só saio porta a fora deixando ela no quarto.

— damon vem aqui — ela fala me vendo sair no corredor

Continuo andando e a mesma corre até mim e me pega pelo braço.

— O que você quer?

— não faz isso...

— Eu não tô fazendo nada Elena, quem tá fazendo é você!

— eu já te falei o que tava acontecendo comigo, em relação a você e ao Kol

— E eu já entendi, não precisa ficar jogando na cara toda hora.

— eu não to jogando na cara

— você fica me lembrando de 5 em 5 minutos o quanto você tá indecisa, o quanto o kol é fofo e o quanto você não quer machucar ele, não importa o que aconteça com a gente. Isso não é jogar na cara?

— desculpa se isso te irrita, mas eu sempre lembro que to fazendo alguma coisa errada, eu sempre faço a coisa e errada, eu sei. Mas nesses dias eu não sei o que ta acontecendo comigo, eu ando diferente e tudo ta mudando pra pior. Só queria que tudo voltasse a ser como antes — ela fala quase chorando

Suspirei e puxei ela, a abraçando.

— Shh, tá tudo bem. Eu que sou impaciente ..

— desculpa

— não tem porque se desculpar.

ela sorriu pra mim — ainda quer da uma volta?

— claro -sorrio-

— vamos?

Assinto a soltando e descemos.

e Kol estava na sala — vão a algum lugar?

— Vou levar a Elena pra dar uma volta nas redondezas, porque?

— por nada... — ta agora eu tenho certeza que o Kol ta sacando as coisas

— Quer ir?

Elena perguntou.

— não... vou ficar aqui mesmo

— Vamos Elena?

Falo já impaciente.

— vamos. Tchau Kol

— Tchau amor — Kol falou, eca

Ela sorri pra ele e eu rolo os olhos. Saímos.

— pra onde vamos?

— Andar.

Falo e ela dá um sorriso de canto. Ficamos andando um bom tempo enquanto ela me fala das lembranças de quando era pequena, até que eu decido levar ela a um lugar ainda mais familiar. Uma lanchonete a poucas quadras da casa. Entramos no local e ela me olha engolindo a seco, eu a guio até uma mesa no "fundo" do lugar. Era a mesa onde ela, Grayson, Miranda e Jeremy costumavam sentar pra jantar, jogar conversa fora como qualquer família normal e feliz. Ela me encara e eu dou um sorriso de canto. — Como você sabe disso?

— Anos de convivência. -falo me sentando e faço um gesto pra ela sentar também-

— como você conheceu eles?

— Eu não conheci eles diretamente, conheci a Jenna. Estávamos num baile e eu diria que ela era uma das mulheres mais bonitas dali. -ela franziu a testa e eu sorri- Eu fui até ela e começamos a conversar, e um tempo depois apareceram a Miranda e o Grayson falando que eles já tinham que ir, porque tinham que trabalhar, enfim. Sua tia me apresentou eles, mas nada demais. O "problema" foi que eu continuei me encontrando com a Jenna, e como ela morava com a sua mãe eu acabei virando amigo dos dois. No fim ganhei só a amizade dos três, porque acabei apresentando o babaca do Alaric pra Jenna e os dois estão juntos até hoje -rolo os olhos e Elena sorri pra mim-

-Isso não faz tempo não? — ela ri — Cara, quantos anos você tem?

— Você já era nascida, só não lembra.

— ava, jura que eu era nascida? — pra que eu fui falar isso, agora ela vai ficar perguntando a minha idade

Eu rolo os olhos.

— Então, quer pedir alguma coisa?

pedimos e ficamos esperando a comida

Quando a mesma chegou, Elena praticamente pulou em cima do prato.

— Você come hein

— eu tava com fome ue u-u

— de novo? -eu rio e ela dá um soco no meu ombro- ai -faço bico-

ficamos la e quando ela acabou de comer fomos embora

Entramos em casa e o Kol tava trocando de canal irritantemente. Devia tá com tédio. Me atirei no sofá.

— hey — elena fala pra Kol

— Até que enfim chegaram! -ele sorri pra ela-

— ah, nem demoramos

— tá brincando? já são quase 18:00 -ele ri-

— e saimos que horas? nem vi a hora passar — ela falou rindo também

— nem vi que horas eram.

ela ri — to com vontade de ver um filme

— Vamos então!

— qual?

— Escolhe você!

O Kol se faz de bonzinho até demais, chego a ficar enjoado.

— não sei...

— "A última casa da rua"?

Falo com cara de tédio.

— é de terror??

— É

Sorrio.

— então não. Da ultima vez que eu vi um de terror, a coisa não acabou muito bem...

— Ah, para. Foi legal! -sorrio maliciosamente-

— O que houve?

— ele me assustou

— você tinha que ver a sua cara, foi demais!

— pois eu não achei graça

— tá, escolhe você então medrosa!

— a ultima musica

— AAAAAAAAAARGH, não. Esse filme é muito dramático.

— eu gosto — fez bico

— deixa ela ver esse Damon!

Eu juro que não to mais aguentando ele. Muito mocinho, fazendo todas as vontades dela, muito mel. Ele acha que vai conquistar ela desse jeito. Mas no fim ela prefere quem? Ah, pois é.

— Tá.

— eeeeeeeeeee — ela fala abraçando ele

Rolei os olhos e fui pra cozinha fazer pipoca, quando voltei já tava todo mundo sentado só me esperando. Passei a pipoca pra eles e me sentei, logo a Elena deu play no filme.

— esse filme é tão nindo

— Essa menina é problemática, isso sim.

— insensível

— vai dizer que não? é o pai dela, ela devia parar de se fazer de vítima.

— ela não se faz de vitima, ela só ficou chateada pelo pai ter deixado elas só com a mãe

— o pai tem que ter a vida dele também, de que adianta ele viver sufocado lá se ele não gostava da mulher? isso ia afetar até no relacionamento com os filhos, porque com certeza ele ia viver irritado, ia ser pior

— mas ele não deixaria os filhos

— como não deixou, tanto que ele tava sempre puxando o saco da garota mesmo ela sendo uma mimada

— a onde é mimada. Ela era uma garota que se escondia por dentro, até conhecer ele que mudou ela completamente awwwwwn acho isso tão lindo

Dessa vez eu olhei pra ela e fiquei quieto.

— acabou o argumento né? — ela fala rindo

— como eu vou argumentar com você se você é fanática por todo "felizes para sempre"?

— e quem não é? Por dentro qualquer pessoa é e quer ter um

— eu não diria isso

— pq não?

— existem pessoas e pessoas. tem gente que não é capaz de amar

— mesmo que seja bem la no fundo, qualquer pessoa quer encontrar alguém

— isso não existe. tem gente que não tem amor nem pela propria família, quem dirá por outra pessoa

— eu acho que tem gente que só se esconde

— se for mesmo assim como você diz, já parou pra pensar que talvez essa pessoa tenha motivos pra esconder tudo isso?

— que motivos?

— sei lá, talvez a pessoa não tenha um "histórico" bom de relações ou já saiba o que vai acontecer.

— Eu acho que tem aquelas pessoas que só se escondem pq já sofreu ou pq é orgulhoso e não pode admitir amar alguém. E também pode ser aquele que não liga pra nada alem de si mesmo, mas é só ate aparecer a pessoa certa, o amor muda as pessoas, como nenhuma outra coisa, vai por mim. E qualquer pessoa quer encontrar aquele alguém, que só se sinta bem e por completo com ele

— A questão é que não é só orgulho em jogo, é um certo medo de que vá ceder e vá dar tudo errado de novo. Tudo bem que o orgulho estraga boa parte das coisas mas de que adianta deixar o orgulho de lado e no fim quebrar a cara de novo?

— ta falando de amor não correspondido?

— amor não correspondido ou apenas medo de amar?

— acho que entre o não correspondido e o medo a linha é tênue, porque você só tem medo se um dia já não foi correspondido

— nem tudo é assim. Já parou pra pensar que um garoto pode amar um garota e ela também amar ele, mas por medo acabam separados?

— o problema é que as garotas tão sempre escondidas no medo enquanto os caras na maioria das vezes tão fazendo de tudo pra ter elas por perto

— nem sempre é só as garotas

— na maioria dos casos sim, só que aí elas dão tanto corte que o cara perde as esperanças, ou elas dão corda pra no fim dizer que não, e eu acho que deve ser por isso que eles são tão fechados, insensíveis ou tem tanto medo de se envolver.

— por isso eu odeia o orgulho, podemos perder muito com isso. Eu admito que eu sou orgulhosa é muito, e isso que me arrependo até agora de ser

— então porque não muda de atitude? eu já perdi muito com o orgulho e tenho certeza que vou perder, mas agora não é o caso.

— e você acha que eu não tento?

— você tem que parar de deixar o medo te controlar

— gente, eu to aqui ta — Kol fala irritado

— tá -eu dou de ombros-

a gente seguiu vendo o filme que logo depois acabou

— vou indo pro quarto — falou com uma voz meio embargada

— tá tudo bem?

Kol pergunta.

— ta pq?

— nada, só pra saber. boa noite

— boa noite

Ela me olhou e subiu.

Não demorou muito e eu falei que tava com sono, subi e fui no quarto da Elena.

— que foi? -ela me pergunta

— eu vi o jeito que você saiu da sala.

— que jeito?

— chateada

— não to chateada

— parecia

— impressão

— tem certeza?

-sim

— ainda acho que ficou assim por causa da conversa sobre o "filme" ..

— não, só me emocionei com o filme

— ah, ele nem é tanto assim vai

— eu acho — ela sorri fraco

— hm, sei -falo me aproximando dela-

— você não resiste né?

— ahhhh é assim? -dou risada- você também não resiste!

— resisto mais que você

— não é o que parece -falo sorrindo-

— pq não?

— porque você não seria capaz de me expulsar daqui agora, seria? -falo mordendo o queixo dela-

— não pq não seria educado — ela fala rindo

— não seria educado? -dou risada- conta outra, fala logo que você não me quer fora do seu quarto

— vc não seria capaz de sair mesmo

— ainda bem que você sabe -ela ri e eu a beijo-

Nós ficamos nos beijando ate quando as coisas foram começando a esquentar, ela para o beijo

— o que foi? -falo ofegando-

— nada

— porque parou então?

— é que... eu não to com vontade de fazer isso agora

Eu arqueio a sombrancelha.

— ok ..

— não fica chateado ta? só não quero agora

— tudo bem -falo erguendo as mãos em forma de rendição e ela sorri-

— vou deitar um pouco

— já?

— só vou ficar pensando um pouquinho

— essa é a parte que eu saio?

— pode ficar se quiser

Dou um sorriso e me deito do lado dela.

ela fecha os olhos e eu fico um tempinho olhando pra ela e ela abre os olhos

— que foi? — ela pergunta sorrindo

— gosto de ficar te olhando, sei lá -dou um sorriso de canto-

— pq?

— tudo o que é bonito é pra ser apreciado também, ué

ela sorri -awwn que fofo

— gostei do que me disse lá na sala ..

— o que?

— de tudo, parece que só assim você conseguiu ser mais sincera comigo

— só falei o que eu acho

— você tem medo ou tudo aquilo era uma definição pra menina do filme?

— a realidade é que eu tenho medo

— medo de que?

— de nunca ter nada disso. Sempre fico vendo esses filmes, e fico sempre pensando "e se isso nunca acontecer comigo?" fico com medo de acabar sozinha. Não aguento mais esse sentimento de "queria que fosse comigo". Quando eu era criança parecia que eu já planejava o futuro, eu tão inocente achando que tudo ia dar certo, que tudo seria perfeito e ai cresci e descobri que não é nada disso. Essa é a realidade de tudo, eu tenho medo de nunca achar ninguém que eu ame de verdade, que eu queria estar sempre, que eu me sinta protegida ao lado deles. Eu sempre me iludo quando começo a namorar um menino, começo a sentir algo forte por ele, mas eu nunca realmente me senti daquele jeito como se fosse amor de verdade sabe? E eu to cansada disso, de só fica vendo e pensar como seria eu lá

— Talvez você só esteja tão tomada por esse medo que não tá se permitindo ter experiências novas com pessoas que talvez podem ser legais pra você.

— esse é o problema. Eu não acho ninguém

— Você não tá se permitindo ver as pessoas que entram na sua vida. Tá se preocupando muito com o depois, se vai durar ou não. O depois não importa Elena, o que importa é o aqui, o agora.

— quem sabe não apareça alguém

— Se você deixar o orgulho e o medo de lado!

ela olha pra mim sorri e vira de lado

— que foi?

— nada

Sorrio.

— que dia a gente vai voltar pra casa?

— suas férias começaram ontem e você já quer voltar pra casa?

— ja -ela ri

— que sem graça

— não gosto muito de viajar.

— você tá na sua casa -falo arqueando a sombrancelha

— prefiro ficar na outra, aqui fiou sem graça

— mas tem tanta lembrança boa ..

— não gosto muito de lembranças

— a única coisa que te faz igual as meninas da sua idade é acreditar em felizes para sempre, porque olha -dou risada-

— isso é bom ou ruim?

— eu acho bom

— hm

— mas de todo caso, não vamos voltar tão cedo, o Ric quer uma folga de você

— Aaaaai

— E ele despacha a mala pra mim ainda!

Falo rolando os olhos, só pra irritar.

— para, eu sou um amor

— um amor? -dou risada

— sim

— não acho

— Pq não? — fez bico

— você é muito má comigo -falo me fazendo de inocente e ela ri

— má pq??

— porque eu deixei você ver aquele filme chato e até agora não recebi nem um obrigado -faço bico

— aquele filme não é chato

— pra mim é -dou de ombros- não vai agradecer?

— obrigada — ela fala cínica

— só isso?

— o que mais seria?

— vou ter que te ensinar a agradecer agora, é?

— uhum

Dou um sorriso malicioso a puxando pra cima de mim em questão de segundos e a beijo. A Elena não é nada ingênua, ela aparenta ser mas é totalmente diferente, sempre foi. Sempre teve essa carinha de santa, mas no fundo sempre foi ao contrário disso.

— ta agora chega né?

— você tem que parar com essa mania de me interromper -falo a olhando-

— é pq eu não quero nada agora — ela suspira — é melhor ficar só nos beijos, ok?

— porque isso agora?

— é que... É melhor assim

— tudo bem -eu falo e sai de cima de mim e vai pro meu lado-

— aaaai não fica assim

— só falei que tá tudo bem -eu olho pra ela e dou um sorriso de canto, e ela deita a cabeça no meu peito- não sou nenhum louco que vai te forçar a fazer algo

— eu sei que não

— não parece, as vezes você me trata como se eu fosse te engolir viva -eu dou risada-

— as vezes você me assusta — ela ri

— isso é bom -falo ainda rindo-

— bom pq?

— alguém tem que te meter medo -ela ri-

— Atha — ela ri

— to falando sério -eu dou risada-

— nossa, tão perigoso assim?

— quer pagar pra ver?

— quero

Eu dou risada.

— Se você não quer não me provoooque Elena!

-ue vc falou que ia provar — ela fala rindo

— Não faz isso que eu não resisto -eu mordo o lábio dela com certa força.

— eu sei que não

— Não vou provar nada, não agora.

— ah ta — ela ri .

— Não por falta de vontade, mas o horário é impróprio -eu dou risada-

— "horário impróprio" — ela fala rindo me imitando

— tudo beem, você quem sabe -eu falo indo pra cima dela e a beijo com vontade, fazendo ela soltar um gemido baixo. Fui intensificando o beijo até que dei uma mordida no lábio inferior dela com força, mas acho que força demais porque começou a sangrar. Senti o gosto do sangue e me afastei da mesma encarando seus lábios. Tava sangrando mesmo, e eu comecei a sentir minha garganta arder de sede e tudo o que me veio em mente foi sugar o sangue dela. Me afastei da mesma virando o rosto pra longe dela.-

Notas finais
Ansiosos pro próximo capítulo? TCHANANNNNNNN. Hahahahahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.