Notas iniciais
Mais um capítulo lindo pra vocês, desculpa a demora pra postar e quero ver os comentários de todas, ok? xx

Povs Elena:

A semana passou rápido. Passei quase esse tempo todo ignorando o Damon, só as vezes que falava com o Kol.

As coisas não estavam lá tão fáceis, vendo pelo ponto que eu tava sendo praticamente obrigada a sair de férias com o Damon. Não obrigada, mas dava a impressão de que o tio Ric tava praticamente me expulsando de casa, ouvi até a tia Jenna falando que ele tava exagerando. Mas segundo ele, vai ser "melhor pra mim".

Tava conversando com a Caroline sobre essas férias aí, quando o Kol chegou perguntando se podia me levar em casa.

— pode — sorrio

Ele sorriu, e fomos até em casa conversando. Quando chegamos e eu ia me despedir, ele me interrompeu.

— O Damon tá em casa?

-sim, pq?

— Tenho que falar com ele, pode chamar?

-claro — sai do carro e chamei o damon

POV's Damon:

O que o Kol quer agora? Tava demorando. Desci e fui falar com ele.

— O que você quer?

— Descobri que você e a Elena vão sair em férias e que você tava esquecendo de me avisar esse pequeno detalhe -ele sorriu ironicamente-

— nem namorado dela você é mais, pq iria de avisar

— Eu já fui muito nobre em não te matar, não me faça perder a paciência. Você sabe muito bem que eu quero ir junto!

— eu to justamente protegendo a Elena, e o que você tem a ver com isso?

— Você acha mesmo que pode com o Klaus? -ele deu risada-

— eu farei o possível pra proteger ela, e vê se não se mete

Ele respirou fundo, deu um sorriso ironico e me segurou pela gola da camisa.

— Olha só, o nosso interesse em proteger a Elena é totalmente mútuo, então acho melhor você parar de querer dar uma de fodão e aceitar que AQUI, quem tem mais a perder é você, e me deixar logo ajudar. Caso contrário eu faço você sair do meu caminho -ele deu um sorriso irônico- então, qual vai ser? vai me deixar ajudar de boa vontade ou eu vou ter que te forçar?

— não posso confiar em você

Ele rolou os olhos, me soltou com força e tirou de dentro do casaco uma estaca de carvalho branco.

— Toma -ele tocou pra mim- isso serve? Mas antes que você tente fazer alguma gracinha com isso, fique sabendo que tem gente que sabe que eu te dei essa forma de confiar em mim, e se alguma coisa acontecer a mim, virão atrás de você.

— se você fizer eu me arrepender ..

— Sem gracinhas Damon -ele disse ironicamente-

— você sabe que temos que contar a verdade pra ela né?

— Sei, mas depois damos um jeito de fazer isso. Se contarmos antes da viagem ela não vai querer ir.

— na viagem então?

— Não né. -ele rolou os olhos- o que a gente tem que se preocupar em fazer é tirar ela daqui, ou você acha que o Klaus vai esperar a chegada do inverno pra vir atrás dela? -ele balançou a cabeça-

— idiota, o que a gente vai falar pra ela? Ela acharia estranho vc ir também

— você é um vampiro ou o que? -ele rolou os olhos- é só compelir ela ou inventar qualquer desculpa, pronto.

— se o Ric não tiver dado verbena pra ela

— tá brincando né? COMO VOCÊ DEIXA UMA COISA DESSAS SEU ANIMAL?

— a culpa não é minha. Mas posso fazer ela parar

— Não. É melhor deixar ela com verbena, mas alguma coisa que saia a hora que a gente quiser, um anel, um colar, uma pulseira. Sei lá. Ela precisa de verbena caso a gente trombe com o Klaus por aí.

— o que? A tempos não vejo nada de verbena

— Se o Ric tem verbena é óbvio que ele deve ter guardado em algum lugar, dá um jeito. Ou será que nem isso você faz sozinho?!

— vou perguntar a ele

— tá -ele rolou os olhos-

— era só isso?

— era

— então tchau

— Tchau

Saio e fecho a porta

Ele saiu com o carro e eu fui até o Ric, aproveitando que ele tava sozinho olhando umas papeladas do escritório.

— Ric, você já deu verbena pra Elena?

— ainda não, Pq?

— Porque você não pode fazer ela tomar, tem que dar verbena pra ela de outro jeito!

— mas como?

— Você nunca ouviu falar que se você colocar verbena em qualquer acessório ou roupa da pessoa ela protege da mesma maneira que se você der pra ela beber?

— eu acho que tenho um colar

— ótimo, então vai ser isso.

Ele vai até a gaveta e pega uma caixinha — aqui

Abri a caixinha e dei um sorriso de canto. Não era um daqueles colares desses cheios de frufru que você compra na primeira loja da esquina, ele tinha um ar sofisticado, antigo.

— Era de quem? -perguntei tirando o mesmo da caixinha e o olhando-

— era muito antigo da minha antiga esposa

— Ah -sorri- como era mesmo o nome dela? Isobel, não?!

— era sim

— Você não devia guardar coisas da sua ex esposa por aqui -falei ironicamente e Ric franziu a testa-

— só guardei as coisas importantes

— Ah -rolei os olhos- vou lá falar com ela.

Ele assentiu e eu subi, indo até o quarto da Elena e batendo na porta do mesmo. Do jeito que ela tá de uns dias pra cá todo cuidado é pouco.

— que foi?

— Preciso falar com você!

— sobre?

— Que diabos Elena, posso entrar ou não?

— entra

Rolei os olhos e entrei.

— Então, tenho uma coisa pra você -me aproximei olhando no fundo dos olhos dela- eu não quero que você tire esse colar ou deixe que tirem de você, você só pode tirá-lo quando eu ou o Kol pedirmos.

Ela assentiu. Sorri satisfeito e então entreguei a caixinha pra ela.

— mas Pq isso??

— É um presente .. Especial. Seu tio quer que você use. Eu quero.

— mas pq eu tenho que usar?

— Quando for a hora você vai saber.

— hora do que??

— A hora certa, simples. Você pergunta demais.

— ok então

— Já arrumou suas coisas pra amanhã?

— tenho que ir mesmo?

— Tem! -falei num tom duro-

— ta né. Vou arrumar agora

Abri um sorriso de canto respirando fundo. Ela tava sendo .. fácil?! Hm.

— que foi?

— Nada ué -dei de ombros-

— hm

— Posso saber porque você anda tão má comigo? -disfarcei um sorriso com um beicinho mal feito-

— eu to normal com você

— ahhhhh não tá não!

— to sim

— vou fingir que acredito -bufei-

— Pq acha que eu to estranha

— Porque toda vez que eu fico num mesmo ambiente que você, você fecha a cara ou foge de mim. Fora que quando eu tô aqui você tá sempre trancada no quarto, e se fala comigo são respostas curtas e grossas.

— eu sempre fui assim

— Esqueceu que eu te conheço?

— que saco cara, eu to normal

Rolei os olhos.

— Ok Elena.

Virei as costas pra ela e saí. Ela anda realmente insuportável.

Acho que a Elena não muda nunca, ela sempre vai ter esse jeito revoltado, prefere mesmo que eu a trate mal. Ok, é isso que ela vai ter. O Damon sínico, frio e irritante.

Fui pro meu quarto e tomei um banho pra ver se tirava essa garota da cabeça, saí do mesmo, me arrumei e me joguei na cama, logo peguei no sono.

[...]

O dia passou voando, eram 19:30 e a gente tava se despedindo de todo mundo. Resolvi sair mais cedo pra chegar no "final da noite" na casa. Era uma casa dos Gilbert. Fui lá algumas vezes a anos atrás. Eram 9 horas de viagem, iríamos chegar lá pelas 4 ou 5 horas da manhã na casa. Sei que era melhor se eu saísse de madrugada, mas gosto de dirigir a noite. Elena tava agarrada na Jenna, tentando me enrolar pra passar o tempo. As malas já estavam no porta-malas e eu só tava esperando ela. Iriamos passar na casa do Kol pra pegar ele.

— Vem Elena!

— to indo, calma

Rolei os olhos. Ric veio até mim.

— Cuida dela hein Damon, e você sabe .. -o interrompo-

— Nada do que aconteceu pode acontecer de novo. -falo impaciente. Ele sorri-

— Obrigado.

Dou um meio sorriso.

— É o que qualquer amigo faria.

— Estou certo que não.

Faço uma cara de convencido e ele me abraça, dando um tchau e indo se despedir da Elena pela milésima vez. Quinze minutos depois consigo colocar ela a força dentro do carro, e partimos. Ela parecia emburrada.

— Ânimo Elena, suas férias estão começando -falo com um sorriso malicioso no rosto-

— preferia ficar em casa

Rolei os olhos e preferi não responder. Pouco depois chegamos na frente da casa do Kol. Ele parou do lado da minha janela, desci a mesma e joguei a chave nele. Ele rolou os olhos e foi abrir o porta-malas pra por as coisas dele. Assim que fez, entrou na parte de trás do carro, fechou a porta e me tocou as chaves de volta.

— Demorou -ele falou se atirando pra trás no banco- Oi Elena! -sorriu-

— Eu já tô fazendo demais em te levar, e ainda reclama? -falo ligando o carro-

— ooi — ela responde sorrindo

Olhei pra ele pelo espelho e o mesmo deu um sorriso sínico. Filho da puta. Franzi a testa e ele voltou a falar com a Elena.

Essa viagem vai ser longa, com certeza.

[...]

Umas horas depois de termos saído paramos numa lanchonete pra jantar e pegar algumas coisas pra viagem. Não era necessariamente de hambúrgueres que eu precisava, mas .. Descemos do carro e lá fora o vento tava frio, tanto que Elena abraçou a si mesma esfregando os braços. Kol aproveitou a oportunidade e a abraçou, os dois entraram na lanchonete conversando, abraçados e rindo. Tem coisa mais ridícula, nojenta??

Sentamos em uma mesa perto da janela e ficamos um tempo olhando o cardápio, até que pedimos os três.

— odeio parar em qualquer lugar durante a viagem

— Prefere morrer de fome?

— larga de ser grosso

— EU? -falo arregalando os olhos- que eu saiba tudo que eu tenho feito até agora tá sendo pra te agradar, a mal agradecida da história é você, docinho.

— eu não tava fazendo nada

Rolo os olhos. Kol tava no banheiro enquanto esperávamos as comidas chegarem.

— Você tem noção do quanto é difícil?

— difícil o que?

— Aguentar essa sua troca de humor instantânea.

— o bipolar da historia é vc meu amor

Franzo a testa.

— Você me provoca e quando eu entro na brincadeira se faz de ofendida, como eu ainda te aguento?

— onde eu te provoquei?

— Você vive me provocando, docinho. -sorrio ironicamente-

— me fala uma coisa em que eu te provoquei

— Seu ponto alto de se fazer de santa foi o dia em que a gente tava fazendo não me lembro o que e você me provocou, eu te beijei e depois você me tratou como se eu fosse um psicopata que tinha te agarrado e abusado de você.

— mas eu não pedi pra você me beijar

— você me provocou!

— não provoquei, só perguntei o que era se distrair

— Ora Elena, vai dizer que não sabe a minha forma de diversão? -falo me aproximando dela-

— não imaginava que você fosse me beijar — disse nervosa por conta da muito aproximação

— Vai dizer que não gostou?! -falo sem me afastar-

— isso não vem ao caso...

— Claro que vem -falo tirando o cabelo do rosto dela e o colocando atrás de sua orelha, enquanto ela respira fundo pelo toque.- Você sabe que eu posso repetir, é só dizer que sim ..

Falo olhando pra ela, observando sua reação, quando alguém pigarreia do nosso lado, imediatamente me afasto olhando quem era. Kol. Argh!

— Então, a comida já chegou?

— Não -falo me jogando pra trás na cadeira, impaciente. Ele tinha que atrapalhar???-

— Kol?

— hum?!

— tudo bem?

— tudo -ele dá de ombros- ainda tá com frio?

— muito

Ele dá um sorriso e senta mais perto dela a abraçando e esfregando os braços dela. Ela deita a cabeça no ombro dele e o mesmo beija o topo da cabeça dela, a fazendo sorrir. Eu bufo.

— isso é gostoso — ela diz.

Ele sorri pra ela e me encara com um olhar irônico.

— Animada pelas férias?

Ele pergunta baixinho pra ela, é claro que eu ouço.

— preferia ficar em casa

— Não fala assim, tenho certeza que vai se divertir.

Rolo os olhos.

— como? não tem nada pra fazer lá

— A gente arruma, tenho certeza.

Ele sorri. Mas que diabos .. Quando abro a boca pra falar o garçom chega com a comida e eles se afastam pra comer. Pelo menos isso.

logo comemos e depois voltamos pro carro

— Kol vou ficar atras com você, to com sono e frio

Ele assente e entramos no carro. Horas depois o silêncio reina, olho pra trás e Elena dorme com a cabeça deitada nas pernas do Kol. Volto a olhar pra estrada.

— logo logo ela terá que saber a verdade — Kol fala

— Eu sei.

Suspiro.

— pretende contar quando?

— A gente tem que esperar ela se acostumar com a casa.

— ela viveu naquela casa a vida toda

— Mas ela não queria vir!

— vamos contar antes que ela descubra sozinha e fique com raiva da gente. Não iria aguentar ela triste comigo

— A gente tá fazendo isso tudo justamente pra proteger ela, é diferente. Ela vai ter que aceitar que não é tudo tão simples.

— eu sei...

— Uma semana, ok? Uma semana e a gente conta que somos vampiros, contamos do Klaus e você fala tudo o que quiser. Apenas a deixe sem essa preocupação por uma semana. Eu conheço a Elena, ela não vai conseguir nem dormir direito depois que descobrir tudo!

— vocês são o que? — ela fala com voz de sono

O Kol me olha e eu balanço a cabeça negativamente pra ele não falar nada.

— Somos .. Vampiros.

Ele só pode tá tirando com a minha cara! Vou matar o Kol, ele chega a ser patético. Espero que a Elena não acredite nisso.

— Ava

— Ah o que?

Kol pergunta e eu prendo o riso.

— AVA — ela fala rindo, parece que ela não tava acreditando graças a deus

— Kol, porque você não cala a boca e vem dirigir? -falo sorrindo ironicamente-

— Porque eu?

— Porque eu to cansado, to a quase 5 horas dirigindo.

Ele bufa.

— Damon, fala pra ela!

— Kol, a Elena não acredita nessas coisas, perdeu a graça a brincadeira -falo sorrindo ironicamente disfarçando minha vontade de matar ele, enquanto encosto o carro- vem.

Desço assim como ele e passo pro banco de trás com a Elena enquanto ele assume a direção.

— Não dá bola, o Kol realmente não é bom humorista.

— percebi...

— Você é ridículo, Damon. -ele rola os olhos e acho que se dá por vencido-

— Você não fica longe Mikaelson.

— Não vão brigar agora não né?

— Por mim -dou de ombros-

— falta muito pra chegar?

— Umas quatro horas.

— que saco

— A gente podia aproveitar enquanto isso -sussurro no ouvido da Elena e percebo que o Kol me olhou pelo espelho-

— larga se ser idiota

Dou uma mordida na orelha dela e a mesma me empurra, me fazendo rir.

— Calma docinho, não fiz nada!

— não me irrite

— Eu adoraria te ver irritada mas em outro lugar -solto uma gargalhada e ela bufa- ok, não tá mais aqui quem falou

— Kol, para o carro? quero passar pra frente

— Não ouse! -falo e o desgraçado sorri- Eleeeeeena!

— que??

— Não vou incomodar, juro -faço beiço-

— ta bom

Dou um sorriso de canto e ela volta a ouvir música no celular, como fazia antes de dormir.

[...]