Notas iniciais
Fiz um capítulo grande dessa vez, espero que gostem e não deixem de comentar pleaaase

- Bom dia

- Bom... dia?! – Harry se assustou com o entusiasmo de Quinn, visto que teriam aula de novo com o professor insuportável. E além disso, a aula seria em período integral. Quem gosta de aula integral?

- O que foi? – Quinn perguntou com cara de interrogação

- Nada, naaada. Só o seu entusiasmo pra aula de hoje...

- Ata – Quinn precisou formular uma resposta rápida ou estaria em uma situação bem constrangedora – É só que ontem eu falei com o Puck, e ele estava ferido e eu tô... Preocupada

- Ata, tudo bem...

- E você, por que está com essa cara de quem comeu o brigadeiro da Santana e não gostou?

Eles riram juntos em voz alta

- Naaaaaada...

- Quer parar de falar “ naaaaada”?

- É só que ontem assim que terminou a aula você me deixou aqui no maior vácuo

- Oh – Quinn levou a mão a boca – Desculpe, só estava mesmo cansada

- Ok, e essa aula de hoje vai ser um saco. Mais uma daquele professor suuper legal

- Sério? – Na verdade, esse foi o motivo de Quinn chegar tão animada a faculdade. Não que ela não estivesse preocupada com Puck, mas algo estava confuso em sua mente

- Pois é...

- Bom dia turma – O professor chegou, com um sorriso malicioso – Bom aqui está em minhas mãos o resultado do teste de ontem, o qual vocês foram avisados

Quinn reparou e algo estava diferente, o professor parecia mais tranquilo e sem a cara enfezada que estava no dia anterior. Quinn olhou, olhou e olhou de novo até que achou a diferença. Estava em suas mãos. A aliança, ele não estava usando. Harry se levantou para pegar sua prova

- Isso – Harry exclamou e foi comemorar com alguns amigos

- Quinn Fabray – O professor disse o nome de Quinn e ela levantou para pegar seu resultado. Olhando nos olhos deles, ela viu três coisas que já tinha certeza. Os olhos do professor eram azuis da cor do céu, ele realmente estava sem a aliança, e sua nota havia sido dez.

Intervalo. Cantina cheia. Quinn conversava com umas amigas da sala, que eram bem legais, elas realmente pareciam ser legais, diferentes de umas que se diziam “amigas” suas. E uma delas vinha aí pendurada nos braços do namorado. Stacy Parkwood, a garota que estava destilando veneno pra cima dela.

- Oi Quinn, já tá lanchando? Nem esperou

- Oi Stacy – Quinn fervia por dentro

- Enfim, viu a Amanda? Ainda não a vi desde que cheguei

- Não, não. Por quê?

- Sei lá, vocês andam tão grudadas ultimamente que achei que só você saberia onde ela poderia andar – Stacy, era uma cobra quando desejava

- Não, não. Se vocês são da mesma sala, e não se veem quem dirás eu – Bom, Quinn também

Ao chegar em casa, finalmente, depois de um dia cansativo de aulas. Encontrou as meninas no apartamento. Todas tomaram banho e foram tomar café e estudar. E assim o tempo foi passando, Quinn cada vez mais se aproximava do professor e descobria mais coisas sobre ele. Mas estava esquecendo-se de dar atenção a seu namorado, que estava em Los Angeles a trabalho, hora limpando piscinas, hora trabalhando fantasiado de super- herói na calçada da fama. Certo dia, num sábado estava com as meninas, Eric, e alguma outras pessoas no cinema. Eles assistiam algum filme sobre uma menina e um menino que iam até uma arena lutar, e assim só um saía vivo. Essa era a única coisa que conseguia lembrar pois assim que entrou no cinema recebeu uma mensagem de seu namorado

“- Oi, tudo bom”?

- Tudo, estou no cinema com as garotas e mais umas pessoas da faculdade

- Legal, tá muito ocupada nesses últimos dias né? Nem falou mais comigo

- Desculpe, é por que eu estou muito ocupada com a faculdade, e tudo mais...

- Sério? E não tem tempo de falar comigo?

- Ás vezes até dá, mas estou cansada no geral

- Então você tá cansada demais pra falar comigo?

- Puck, não acredito que tá dizendo isso. Sabia que isso iria acontecer

- Sabia, mas achava que como seu namorado eu seria uma exceção...

- Desculpe, mas a faculdade me mata. Não tenho tempo pra nada. Sem contar que a gente já não está conversando agora?

- Por que eu falei com você. Olha, eu parei com todos os meus hábitos antigos só pra ficar com você, e agora você está dizendo “ Que não dá pra me dar atenção?”

- Olha, você sabia que isso aconteceria... Te disse naquela noite

- Eu sabia que você nunca mudaria, que continuaria egoísta. Como sempre. Quinn Fabray, a garota que só pensa nela mesma. Sempre assim.

- Agora você resolveu me ofender? Não acredito, não acredito – Quinn começou a ficar vermelha de raiva

- Olha só, é melhor a gente se falar depois. Agora não vai dar certo

- Ótimo, talvez não nos falemos nunca mais

Quinn levantou da cadeira e foi em direção a porta chamando a atenção de todos

- Hey Q. Aonde você vai? O filme ainda mal começou

- Desculpe, não estou no clima. Vejo vocês em casa

Quinn saiu logo e terminou a conversa pois algumas pessoas se mostravam incomodadas. Resolveu ir ao banheiro e chorar sozinha. “ Ele me chamou de egoísta” Pensava a loira “Ele não sabe como eu tô ocupada nos últimos dias?” “Que ódio”. Quinn se olhou no espelho e começou a enxugar as lágrimas que haviam manchado sua blusa azul anil. Depois de se ré- arrumar tentou entrar de novo no cinema, mas foi barrada pelo segurança. Resolveu apenas olhar algumas lojas. Enquanto olhava alguns cds em promoção sentiu o cheiro de um perfume, um perfume conhecido. Era ele, era Matt, seu professor.

- Oi Quinn, está tudo bem? Você parece meio abatida

Quinn levantou o rosto e pode olhar em seus olhos, de baixo pra cima. Percebeu que fora do trabalho, ele não tinha nada a ver com professor carrasco e mal- humorado que aparenta ser dentro da escola.

- Sim, tá tudo bem? Que coincidência nos encontrarmos aqui né?

- Sim, é realmente

- Mas ainda acho que você parece mal. Bom, eu já estou saindo, não gostaria de jantar comigo?

O coração de Quinn deu um salto. Um professor de 35 anos que todos detestavam e que era um cara aparentemente horrível estava chamando-a para jantar fora. Sem contar que ela estava namorando

- Não, não precisa se incomodar. Sem contar que você deve ser casado, não quero criar confusão com sua mulher.

- Não precisa você se incomodar, eu estou me divorciando da minha esposa

- Tá bom então. Mas só pela insistência

Ao entrarem no carro, mil coisas passavam pela sua mente. “ Isso é errado” “Você não devia fazer isso” Você tem namorado’’. “Namorado...”. De todas essas coisas essa era a principal. Ela realmente possuía um namorado. Mas será que Puck realmente a merecia? Ela estava com tanta raiva que preferiu nem pensar no assunto. A seu ver, era ali que tudo estava começando a desandar. Eles jantaram em um dos restaurantes mais caros de Connecticut. Quinn estava nas nuvens, ela estava acostumada a jantar em restaurantes chiques, pois vinha de família rica, mas não estava acostumada a affaires a tratarem assim. Ele a levou de carro até a entrada dos dormitórios, para não chamar muita atenção. Ele parou em frente e ainda de dentro do carro, resolveu conversar com ela:

- Foi um ótimo jantar, obrigado por me acompanhar Quinn

- De nada. Não sabia que você poderia ser tão divertido, essa sua ex- esposa devia te fazer um mal enorme não é?!

- Verdade, mas é como eu te disse, estamos nos divorciando ainda. O processo é longo, mas em breve estarei completamente livre. Sabe um dos meus maiores erros foi ter casado com uma mulher oito anos mais velha. Ela me faz tão infeliz

- Sei bem como é ...Estar em um relacionamento onde a outra pessoa não te entende

- Bom, acho que você precisa entrar, está ficando tarde e não posso ficar aqui na frente com você em meu carro. Pode nos meter em problemas. Boa noite

Ele beijou sua bochecha bem devagar e ela podia sentir como a bochecha dele estava quente. Não queria sair dali. Não queria que aquele momento acabasse

- B-boa noite pra você também- Respondeu

Quinn entrou no apartamento e se esparramou na poltrona. Sua cabeça estava somente naqueles momentos vividos naquele dia. Em como Puck a magoou. Em como ficara mal por isso. Ele não conseguia entender que ela estava realmente ocupada? Mas também pensou em quantas vezes ela simplesmente não queria conversar com ele, mesmo sem estar cansada. Em como ela estava se distanciando dele. Ela sabia que era errado estar se “apaixonando” pelo seu professor. Mas, aquilo era realmente uma paixão, ou somente uma atração que ela estava sentindo. Quinn estava começando a sentir dor de cabeça a essa altura. Deitou no sofá pra tirar um cochilo, mas foi interrompida por uma garota que entrava gritando com lágrimas nos olhos em seu apartamento. Era Stacy, seguida de Amanda e Eric

- Mas Stacy você não pode agir assim – Amanda suplicava

- Como não? Você sabe que a culpa é dela. A culpa é toda dela. Não acredito que prefere aquela loira aguada à mim. Eu vejo como você fica perto e feliz perto dela – Quinn percebeu que se tratava dela e resolveu se esconder atrás do sofá pra conseguir entender tudo direito

- Você está cega, cega de ciúmes. Sabe que gosto muito de você. Isso é estúpido

- Não é não. Você sabe que é verdade. Nem me deu bola quando ela saiu do cinema, ficou lá preocupada com ELA. Tudo agora é sobre ELA. Ai, que ódio

- Afe, eu já tô de saco cheio desse seu ciúme. Desde criança nunca me deixa respirar. Nunca pude me aproximar de ninguém que você parecia ferver por dentro. Droga, que saco. Eu vou dormir, se quiser ficar chorando e berrando pode ficar. Mas eu tenho uma vida. E agora mais do que nunca, ela não se resume a você.

Amanda estava claramente irritada, entrou no quarto batendo a porta. Deixando Amanda tendo um ataque de nervos na sala. Quinn continuava escondida. Resolveu dormir atrás da mesa mesmo para evitar confusões, não queria que aquele dia se tornasse de stress de novo.

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Mais um dia ensolarado em L.A. Noah Puckerman estava chegando no trabalho, na casa da família Kenneth. Ainda estava meio mal pela briga com a namorada. Mas mesmo assim precisava seguir. Afinal ele estava certo. Quinn não dava mais atenção pra ele de qualquer forma. Ele mudou tanto por ela, mas parecia que nada disso valeu a pena agora, visto que ela não queria saber dele. Mas ainda assim, por alguma razão, ele não sentia raiva, por alguma razão. Ele tirou a camisa e entrou na piscina para fazer seu serviço. Mergulhou e isso era tão bom que fez com que ele esquecesse todo e qualquer problema. Ele adorava nadar. Desde criança, parte da razão pela qual ele queria trabalhar com isso, era por que poderia nadar livremente quando pudesse, e ainda poderia exercitar seus músculos. Ele ouviu um barulho do lado de fora, e resolveu subir para ver o que era. Quando levantou pode perceber a silhueta feminina parada à sua frente. Era sua patroa, a Srta. Anne Kenneth, uma famosa arquiteta da cidade, que estava óbvio, queria um serviço a mais dele

- Bom dia Puckerman

- Bom dia Srta. Kenneth

- Ora, já disse para parar de chamar de Srta. Kenneth, não sou velha assim. 45 é demais? – Ela disse colocando a ponta do óculos de sol entre os lábios.

Na verdade era a idade perfeita para Puck, mas tinha que conter-se

- Bom, já está quase tudo pronto. Parece que hoje eu termino tudo.

- É, parece mesmo. Poderia vir me ajudar com uma parte da minha cama que está incomodando à noite?

Ele já sabia bem que parte da cama era mas acreditou que dessa vez poderia ser diferente -Toda.

- Com certeza, já já subo.

Ao chegar no quarto, Puck se viu diante de algo comum. Uma cama, com excelentes lençóis importados e do lado dela, sua patroa.

- Então Puck, me ajude

- Onde está o problema?

Ela o deitou na cama e se colocou em cima dele e falou maliciosa, fazendo – o entrar em desespero – Algo incomum, visto que ele sempre fazia isso

- O problema está em você que não me dá o que quero

Notas finais
Gostaram? Deixem nos reviews por favor :/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.