What Lies Ahead
33 Remembrance
Notas iniciais
PVT Deia
Acordei e olhei em volta, tinha até me esquecido de que estava na casa dos pais de Harry, dei uma olhada em volta e me vi sozinha, levantei me arrumei e desci, encontrei Harry sentado no sofá também de moletom.
– Bom dia pequena. – Ele deu um tapinha no sofá ao seu lado. – Senta aqui. Minha mãe ta preparando o café. – Me sentei no sofá e Harry me abraçou. – É muito bom te ter aqui sabia?
– É muito bom estar aqui também Harry.
– Venham comer crianças. – Nós nos levantamos e fomos até a cozinha.
– Bom dia Sra. ... Quer dizer, tia Anne.
– Bem melhor... Bom dia filha, dormiu bem?
– Muito, e a senhora como dormiu?
– Muito bem também.
Assim que terminamos o café Harry e eu subimos para o quarto, assim que chegamos eu me sentei na cama e ele se sentou em uma cadeira que ficava no canto da parede.
– Mais tarde eu vou te levar para conhecer a cidade.
– Eba! Harry...
– Sim?
– Parece que sua mãe gostou de mim!
– E ela gostou. Ela me disse que foi a melhor namorada que eu já tive.
– Isso não é verdade.
– O que?
– Não sou sua namorada. Ela sabe disso não sabe?
– Isso o que?
– De que nós estamos apenas ficando. – Não sei bem o porquê de ter tocado naquele assunto.
– Sim... Ela sabe que eu ainda não te pedi em namoro.
– E o que ela acha disso?
– Ela disse que eu sou muito burro, mas que se eu acho melhor assim, ela também prefere. Ela sempre diz que o que importa é ninguém sair machucado.
– Entendi.
– Isso te incomoda?
– O que?
– O fato de eu não ter te pedido em namoro? – Acho que eu deveria ter demorado um pouco mais pra responder aquilo.
– Não. – Foi algo muito rápido, eu mal consegui pensar em minha resposta, não sei bem se era aquilo que eu queria responder na verdade, e parece que Harry também não tinha ficado muito feliz com a resposta.
– Ah... – Ficamos em silencio por um tempo.
– Harry...
– Sim?
– Eu te amo... E muito... Você sabe disso não sabe?
– Claro que sei, e eu também te amo muito.
– Você ficou chateado com a minha resposta não ficou?
– Claro que não.
– Harry...
– Sim?
– Vamos fazer um combinado?
– Vamos.
– Sem mentiras... Nunca mentiremos e nem esconderemos algo um do outro ta bom?
– Okay.
– Promete então!
– Prometo que nunca mentirei e nem esconderei algo de você. Agora é sua vez.
– Prometo que nunca mentirei ou esconderei algo de você. – Nós demos as mãos e Harry me abraçou. – Agora me responde uma coisa?
– Claro.
– Você ficou chateado com o que eu disse sobre o namoro? – Ele hesitou um pouco, e por fim respondeu.
– Sim, fiquei.
– Harry, não quero que pense que não quero namorar com você... Eu quero muito, mas acontece que eu tive bastantes experiências amorosas pra aprender a ser mais cautelosa quanto a isso. Aliás, uma delas tentou me matar a pouco tempo.
– Eu sei disso, e eu te entendo perfeitamente. Eu no seu lugar pensaria da mesma forma, e se eu me conhecesse eu seria ainda mais cautelosa.
– Como assim?
– É como eu te disse ontem à noite! Eu nunca fui uma pessoa de compromisso, eu sempre queria todas, digamos que eu era um canalha. Nunca traí, afinal quase não namorava ninguém, mas também era difícil eu ficar mais de uma vez com uma garota.
– Harry... Eu te conheço o suficiente pra ter certeza de que isso é passado, ou pelo menos eu tenho certeza de que não é assim comigo.
– E o que te faz ter tanta certeza?
– Harry pelo que você já me contou, e pelo que já ouvi de Louis, você não pensa duas vezes antes de transar com uma garota, já comigo... Você teve a chance, mas você não o fez... E eu senti que você não queria fazer aquilo, pelo menos não naquele momento, depois disso você foi muito antes cauteloso quanto aos seus beijos e tudo mais. Você acha mesmo que isso não é um motivo suficiente pra me fazer ter certeza?
– Realmente... Você tem razão em tudo que disse.
– Harry, você chorou quando descobriu que eu estava no hospital.
– Como sabe disso?
– Seus olhos estavam vermelhos e inchados, alias por mais de um dia. E o Louis me contou também. Você se preocupa comigo... Você me trouxe até a casa de seus pais, mesmo ainda não tendo me pedido em namoro. Você entrou em desespero quando eu não quis mais falar com você. Você me diz pelo menos 5 vezes ao dia que me ama, mesmo que nós não nos vejamos por um dia inteiro.
– Você lembra de tudo isso.
– Claro que lembro... Eu me lembro de cada momento que passei com você, desde o inicio. Mesmo que eu te odiasse no começo.
– Você não me odiava, confessa... Você só implicava comigo porque era a forma mais fácil de resistir ao meu charme. – Joguei uma almofada em seu rosto.
– Cala essa boca Styles.
– Nossa!
– O que?
– Faz bastante tempo que não me chama assim né?
– Faz mesmo. Harry... Me diz uma coisa?
– Digo.
– O que te fez vir atrás de mim aquele dia?
– Eu me pergunto isso até hoje... Acho que foi o destino, ou talvez você tenha algum feitiço que faz com que os canalhas morram de amores por você.
– É... Talvez. – Ele se levantou, e se sentou na cama, ele me deitou em seu colo. – Seus olhos são hipnotizantes sabia Hazza?
– Não mais que os seus.
– E suas covinhas então, são a coisa mais perfeita do mundo.
– As suas é que são.
– E seus cachos, eles são muito lindos.
– Seus cabelos sedosos me deixam apaixonado. – Eu tive que rir. –Que foi?
– Cabelos sedosos?
– É ué.
– Me poupe Harry... Você não podia inventar outra coisa?
– Sim eu podia inventar milhares de coisas, mas eu preferi dizer a verdade. – Tinha certeza de que aquele era o maior sorriso que minha boca já sorriu.
– Meu filosofo mais lindo do mundo. – Fiz Harry deitar e fiquei por cima dele.
PVT Harry
– Lembra quando eu te mostrei a London Eye, e te disse uma coisa... – Fiquei observando sua reação, ela olhava pra um ponto sem foco, como se não estivesse mais ali, e lentamente um sorriso se formava em seu rosto, pude ver seus olhos brilharem.
– Lembro... Diz de novo? – Ela olhou no fundo dos meus olhos, de uma coisa eu tinha certeza, eu a amava.
– Eu disse... Que um dia nós iríamos até a London Eye, e você debochou de mim.
– Verdade. E porque mesmo que nós iríamos lá?
– Para comemorar o inicio do nosso namoro.
– Parece que to vivendo aquilo de novo. – Ela fechou os olhos. – Eu consigo ver a cena direitinho, eu e você parados em frente à sacada, olhando a London Eye, e eu não fazia ideia de que estaria aqui hoje, e você todo convencido adivinhando o futuro. – Ela sorriu, e seus olhos abriram lentamente. – Que bom que você tinha razão sobre ficarmos juntos um dia.
– Eu te amo pequena. – Dei um beijo nela, e ela ficou encostada no meu peito. – Afinal... O que significa PB? – Ela olhou a camiseta.
– Ah... É uma brincadeira entre mim e o irmão de Niall, ele tem uma também, mas a dele é BD no lugar de PB.
– E o que essas coisas significam?
– PB significa Pequena Brasileira, e BD significa Big Duende.
– Ah ta... Gostei. – Sorri pra ela.
– Harry...
– Sim?
– Quando eu disser que estou pronta pra ficar contigo... O que você vai fazer?
– Algo bem especial.
– Tipo?
– Tipo... Te pedir em namoro.
– E quanto tempo levaria?
– Não sei... Mas acho que menos de 5 minutos, eu não falo tão devagar assim. – Ela riu.
– Não pra falar Harry... Para fazer o pedido em si...
– Como comprar as alianças, e tals?
– Sim...
– Não sei. Por que a pergunta?
– É só que... Acho que esse dia não vai demorar muito pra chegar. Eu tenho muito medo ainda, mas sinto que com você vai valer a pena.
– Eu te espero uma vida inteira de precisar. – Fiquei assustado com sua reação, ela pulou em cima de mim, fazendo com que eu me deitasse na cama e ela ficasse por cima de mim.
– Você é muito fofo Deus.
– Fofo? Fiquei decepcionado.
– E por quê?
– Achei que ia dizer que eu sou gostoso. O que é verdade. Apesar de que fofo também é verdade.
– Não se esqueça de convencido também ta bom? – Nós rimos, e ela me beijou. Começou como um calmo e meigo, mas conforme o tempo foi se tornando um beijo feroz, eu podia sentir cargas elétricas passando de seu corpo para o meu e vice-versa. Suas mãos apertavam os lados do meu corpo, e eu apertava seu corpo contra o meu, era como se não estivemos pertos o suficiente. Me virei ficando por cima dela, e imediatamente suas mãos passaram para minhas costas, uma de minhas mãos segurava seu pescoço por baixo do cabelo, e a outra continuava na base de suas costas. Tirei minha blusa, e ela arranhou minhas costas, o beijo se tornava mais quente a cada minuto, tirei sua blusa, e assim que minhas mãos encontraram o feixe de seu sutiã eu a larguei. Ficamos ofegantes cada um em um canto da cama. – Que bom que é capaz de parar.
– Por quê?
– Estamos na casa da sua mãe... E ela está lá embaixo.
– Não está... Ela me disse pra eu subir com você depois de tomarmos o café, porque ela ia sair.
– Ah... Harry... Essa é a terceira vez já. E a segunda que você para.
– Eu sei... Estou apavorado por isso.
– Por quê?
– Eu nunca deixei de fazer isso se tivesse a oportunidade, quanto mais interromper no meio.
– E por que para?
– Acho que não to pronto pra fazer isso.
– Parece até uma garota que está prestes a ter sua primeira vez.
– Pois é.
– Você fez com a Dani?
– Por que essa pergunta logo agora?
– Sei lá... Fiquei curiosa.
– Fiz.
– Quantas vezes?
– Umas 3 eu acho.
– Esse eu acho é porque você não lembra ou porque você não quer que eu saiba o numero correto?
– Porque eu não lembro mesmo.
– Okay.
– Você é virgem?
– Sou.
– E não era pra você estar com medo e tals?
– A gente só fica com medo quando não tem certeza de que quer que seja com aquela pessoa Harry...
– E você tem certeza de que sou eu?
– Tenho.
– Mas você não ta com medo de doer, nem nada do tipo?
– Se eu parar pra pensar nisso é claro que vou ficar com medo. Mas ali na hora quando estamos no clima, eu só penso em uma coisa, e pode ter certeza que não é nisso.
– E no que é?
– Penso só que estou pronta e que vai ser uma experiência incrível.
– Você deve me odiar né?
– Por quê?
– Por parar sempre quando vai acontecer.
– Claro que não... Eu gosto disso, eu percebo que você me respeita sabe... Mas por que exatamente você para?
– Eu não sei... Não sei se que quero mesmo fazer isso com você agora. Talvez eu fique mais tranquilo quando nós estivermos namorando.
– Talvez...
PVT Deia
Tínhamos combinado de sair com Anne e Gemma para que eu conhecesse a cidade, o que eu não contava era que Gemma levaria uma de suas amigas. Me arrumei, e desci as escadas enquanto Harry terminava de se arrumar, ouvi vozes vindas da cozinha e Gemma saiu de lá, com um copo de coca na mão.
– Ta bonita em maninha.
– Valeu... Foi Harry quem escolheu minha roupa.
– Harry? Pensei que ele só soubesse escolher roupa pra ele. – Nós rimos. – Bom Deia eu vou chamar minha mãe, volto rapidinho.
– Tudo bem... – Gemma saiu e eu me sentei no sofá, eu acreditava que estava sozinha, mas eu estava enganada.
– Hey, garota da vez. – Felicity estava encostada em uma parede perto da entrada da cozinha. – Harry escolheu sua roupa? Tem certeza? Normalmente ele só tira nossa roupa, não dá pra gente vestir, se é que me entende.
– Na verdade não, eu não te entendo. Eu queria entender o porquê de tanta implicância. Harry não é tão superficial quanto você diz, e se quer mesmo que eu acredite nisso vai ter que usa-lo em seu plano, pois Harry já me provou que é muito mais que isso tudo que tanta gente diz.
– Não cai nessa não, garota da...
– ANDREA. – Sem que eu pudesse evitar, minha voz saiu um pouco mais alta do que eu queria. – Eu me chamo Andrea.
– Okay... Andrea... Não se iluda não viu? Ela é assim com todo mundo no começo, o que importa mesmo é o fim. Só acredito nisso tudo que você disse se você me disser que vocês dois já transaram.
– Não vou ficar falando da minha vida particular com você.
– Isso é definitivamente um não. Assim que vocês transarem ele te dá um pé na bunda.
– E com você foi assim?
– Foi sim... Ele dizia que me amava, e que eu era a garota que ele tanto esperou e então assim que aconteceu ele largou de mim sem mais nem menos. E no dia seguinte estava saindo com outra, e no outro dia com outra, e depois com outra. – Ela sorriu pra mim.
– Não acredito em você.
– Ninguém nunca acredita. – Ela subiu as escadas e eu fiquei sentada pensando no que ela tinha dito. São bobagens tenho certeza. Ouvi um grito vindo do andar de cima, minha primeira reação foi sair correndo pra ver o que era, cheguei até a porta do quarto de Harry e parei para ouvir.
– Sai-daqui-agora-Felicity. – Harry dizia cada palavra bem devagar, como que pra mostrar o quanto de raiva existia nelas.
– Qual é Harry... Tira essa toalha, quantas vezes eu já te vi sem ela hein? Você se lembra em como era bom? Você não quer de novo? Sabe que quer!
– Quero sim... Quero distancia de você. Felicity some daqui antes que eu faça a besteira de meter a mão na sua cara.
– Se bater em mim vou ficar com mais vontade ainda. Eu adoro apanhar.
– Você é doente garota... Precisa de um tratamento. Agora some daqui.
– Se eu não sumir você vai fazer o que? Qual é titio Harry me dá umas palmadinhas e diz que sou uma garota má... Que eu te dou bastante prazer. – Que garota mais nojenta.
– Quer umas palmadinhas? – Podia ouvir o sarcasmo em sua voz. – Vou dar umas palmadinhas na sua cara. SAI FELICITY. – Resolvi entrar no quarto e dei de cara com Felicity deitada na cama, e Harry parado na porta do banheiro enrolado em uma toalha com o cabelo pingando.
– Da licença Felicity? Eu preciso ter uma conversa com Harry. – Ela se levantou da cama, e quando passou por mim passou a mão em meu cabelo.
– Tudo bem. – Fechei a porta.
– Termina de se arrumar que eu vou tomar conta para que essa retardada não entre aqui novamente. – Harry pegou uma toalha e começou a secar o cabelo. Ver Harry parado na minha frente só de toalha e chacoalhando os cabelos não era uma coisa muito fácil de resistir. Eu precisava ser forte, tentava não olhar pra ele, mas era impossível. Por fim não aguentei e o empurrei em cima da cama, eu estava por cima dele, me sentei em sua barriga e vi seu rosto de contorcer. – A culpa foi toda sua.
– Mas por quê?
– Ninguém mandou ficar só de toalha chacoalhando esses cabelos molhados na minha frente, eu não sou tão forte quanto pareço. – Harry olhou pra mim, mordeu o lábio, nessa hora eu já estava completamente infartada.
– Muito menos eu. – Harry rolou me deixando deitada na cama por baixo dele, seus lábios encontraram os meus com um fogo que me dava arrepios, Harry imediatamente tirou minha blusa e abriu o feixe de meu sutiã, suas mãos procuraram o botão da minha calça e assim que ele o encontrou o abriu, minhas mãos arranhavam suas costas, sua nuca, e puxavam seu cabelo, Harry estava prestes a tirar meu sutiã quando alguém bateu na porta.
– Harry! Mamãe está lá embaixo nos esperando. – Eu estava ofegante, e Harry parecia completamente revoltado.
– JÁ VOU GEMMA, JÁ VOU!
– Ta, mas não precisa ser grosso desse jeito comigo. – Harry se levantou e ficou me olhando. Eu era incapaz de me mexer, ainda não tinha me recuperado do acontecido.
– Baguncei todo seu cabelo.
– Só meu cabelo? – Eu ainda estava ofegante, e o modo como minha voz saiu fez Harry rir. – Vai se trocar logo antes que mais alguma coisa aconteça. – Harry entrou no banheiro e fechou a porta, enquanto ele se arrumava eu me rearrumava, quando ele saiu do banheiro eu estava terminando de colocar a blusa.
– Ta pronta?
– To.
– Então vamos. – Harry colocou o braço em volta da minha cintura e nós descemos as escadas.
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