What Lies Ahead
30 Honey House
Notas iniciais
PVT Deia
Já faziam duas semanas que eu estava no hospital, acho que você pode imaginar o quanto eu queria sair dali né? Todos tinham ido me visitar, até mesmo os pais do pessoal, tio Bobby ficou sabendo que eu estava no hospital por Niall, e imediatamente veio me visitar, eu o considerava como um pai, assim como ele me considerava como uma filha. Eu não estava tão feliz assim por ter recebido todas essas visitas, pois ainda faltavam duas pessoas e eu achava que elas seriam uma das primeiras a vir me visitar, mas não... Camila e Bruna ainda não tinham vindo me visitar, Josh veio, Zayn veio, os pais de Josh vieram, mas tudo bem...
– Bom dia meu amor! – Harry entrou no quarto. – Bom dia Lou... Pode ir descansar agora. – Harry e Louis revezavam os dias com Gaby’s e tia Jacky, uma noite eles ficavam e na outra elas ficavam, eu gostava disso. Eu só estava sentindo um pouco a falta de Niall ao meu lado, ele ia me ver todos os dias, mas eu ainda queria que ele passasse uma noite comigo.
– Tchau Deia. – Louis me deu um beijo na testa e saiu.
– Como está se sentindo minha princesa?
– Estou muito bem. – Depois de ouvir tantos “você não pode ir embora ainda” eu parei de pedir.
– Tenho duas visitas muito especiais pra você hoje.
– Quem? – Ele abriu a porta, e Bruna e Camila entraram no quarto.
– Achou que nós não viríamos né?
– Achei... – Eu estava muito feliz.
– Desculpa à demora, nós estávamos organizando algumas coisas e não tínhamos tido tempo de vir ainda.
– Sem problemas... O importante é que vieram.
– Bom meninas, vou saindo ta bom? – Harry me deu um beijo na testa e saiu.
– Você não vai ficar chateada se eu te disser que nós organizamos toda a festa fantasia né? Eu sei que era uma coisa pra fazermos juntas, mas é que a Mila já tinha organizado uma festa a fantasia e sabia mais ou menos o esquema, e eu e você já tínhamos todas as ideias prontas lembra? Era só organizar mesmo, a única coisa que ainda não tava pronta era o convite, mas eu aprimorei todas as nossas ideias, e fiz vários convites, você escolhe um e só vai faltar a data, que só será marcada quando nós soubermos o dia em que você receba alta.
– Sério que vocês já organizaram tudo? Vocês são completamente incríveis, cara se vocês não tivessem organizado eu acho que essa festa nem iria acontecer. Cadê os convites????? – Elas me mostraram vários convites, todos tinham ficado completamente incríveis, e estava realmente complicado escolher um. – Nossa como tá difícil escolher... Estão todos tão perfeitos... Bom... Acho que vou ficar com esse aqui, ele é mais o que eu tinha em mente.
– Nós estávamos torcendo pra você escolher ele. – Nós rimos. – Mas e aí como você está?
– Estou bem melhor agora... Mas e as coisas fora desse hospital como estão?
– Estão um verdadeiro saco... Aquele colégio é muito chato sem você e o Harry.
– Até parece... Vocês devem estar se divertindo bastante sem a gente pra incomodar.
– Vocês eram a diversão. – Camila segurou minha mão, e Bruna deu uma apertadinha na minha perna.
O médico deu uma batidinha e entrou no quarto.
– Olá meninas...
– Olá. – Nós dissemos todas juntas.
– E então Andrea, lembra-se dos exames que tínhamos marcado pra hoje?
– Lembro sim Doutor.
– E você está pronta?
– Com certeza!
– E quem vai te acompanhar? – Ele olhou para as garotas.
– Então... Na verdade é o Harry quem vai me acompanhar, ele está lá fora.
– Tudo bem então... Sente-se aqui, e nós iremos chama-lo. – Ele estava com uma cadeira de rodas.
– Mas eu consigo andar Doutor.
– Eu sei disso, não se preocupe, são apenas rotinas de exame. – Eu me sentei na cadeira e nós saímos, fomos até a sala de espera, e lá estavam Harry, Niall, Louis, Malu, Josh, Zayn e Greg.
– Todas essas pessoas vieram me visitar? – Eu sorri.
– Todas elas. – Camila disse sorrindo pra mim.
Eu me despedi de todos e Harry nos acompanhou até a sala de exames.
PVT Harry
Ela estava muito nervosa, sua mão suava frio junto a minha.
– Se acalma pequena. – Ela não dizia nada, só balançava a cabeça.
Nós chegamos à sala de exames, e eu não pude entrar. Fiquei umas 2 horas esperando, não estava mais me aguentando de ansiedade quando finalmente Andrea apareceu acompanhada do médico.
– Bom... Como eu já expliquei a Andrea é preciso que vocês esperem uma hora até que o resultado dos exames saia e eu possa informar algo. – Eu balancei a cabeça confirmando. – Eu irei até o quarto avisar tudo bem? Andrea ficará sem os aparelhos até o resultado dos exames, para que possamos ver como ela está sem a ajuda deles.
– Tudo bem.
– Caso ela fiquei com falta de ar ou algo do tipo, você chame imediatamente a enfermeira tudo bem? – Eu concordei. – Andrea... É muito importante que você avise qualquer coisa diferente que sinta ao Harry tudo bem?
– Okay.
– Eu irei ver como ela está se sentindo um pouco antes dos resultados saírem. – Nós assentimos, e eu a levei até o quarto, e ela se deitou.
– Harry...
– Diga.
– Será que isso significa que eu vou poder ir pra casa?
– Talvez...
– Me dá um beijo? – Não pude deixar de sorrir diante desse pedido.
– Quantos você quiser. – Eu a beijei, com muita calma, e cuidado. Nos separamos, e ela sorriu de olhos fechados. – Você é tão linda.
– Não mais que você.
– Mas isso é apenas um detalhe. – Ela riu e me deu um tapa no braço.
– Você é muito convencido.
– Humilde você quis dizer. – Ela riu de novo.
– Com certeza.
– Não vai abrir os olhos nunca mais?
– Talvez não... – Beijei seus olhos.
– E como vai conseguir ver toda a minha beleza de olhos fechados?
– Oh... É verdade, eu tinha me esquecido de que tenho que ver toda sua beleza. – Ela riu, me fazendo rir junto, e seus olhos abriram lentamente. – Amo seus olhos sabia?
– Eu amo os seus muito mais. – Ela balançou a cabeça negativamente.
– Não senhor... Eu amo os seus muito, muito mais.
– Vou deixar você acreditar nisso. – Dei um beijo em sua bochecha. – Eu liguei para meu pai enquanto você estava fazendo os exames.
– É mesmo? E por que exatamente ligou pra ele?
– Você sabe que meu pai é uma pessoa muito importante né?
– Sei sim.
– Então... Eu conversei com ele, e só pra avisar, você não tem escolha, essa é uma decisão minha e do Niall, mas continuando, eu liguei pra ele, nós conversamos sobre o que aconteceu com você, e ele tem um amigo que é segurança, ele na verdade é um amigo antigo da família...
– Harry para de enrolar... Seu pai tem um amigo segurança e...
– E ele está vindo pra cá... Seu nome é Paul, e ele será seu segurança a partir de agora, e você não pode mais sair sem ele entendeu?
– Harry...
– E como eu já disse... Você não tem escolha.
– Sei que está fazendo isso pra me proteger, então eu vou aceitar sem reclamar.
– Boa garota. – Dei um beijo em sua testa. – Um dia antes de vir pra cá eu fui ao casamento de Paul... Foi a ultima festa que fui... A mulher dele estava grávida... Acredito que já tenha tido o bebê...
– De quanto tempo ela estava?
– Três meses eu acho.
– Então é claro que não teve ainda né Harry! Deve estar pra nascer.
– Eu não sei dessas coisas de neném.
– Mas de calculo você sabe lembra? – Eu ri.
– Lembro.
O medico foi vê-la um pouco depois, ele fez algumas perguntas sobre como ela estava se sentindo, fez algumas inspeções e saiu dizendo que voltava com os exames em alguns minutos.
– Estou um pouco nervosa sabia?
– Eu também estou. – Ela segurou minha mão.
Ficamos ali de mãos dadas, sem dizer nada, apenas olhando um para o outro, até o medico voltar com o resultado dos exames.
– Eu dei uma olhada já, e se você quiser examinar aqui está. – Ele me entregou os exames, dei uma olhada rápida, mas não fazia ideia do que eles queriam dizer.
– Mas então Doutor, como estou? – Andrea está com as mãos geladas.
– Melhor do que eu imaginava, eu gostaria de pedir para que fique mais uma hora, para que possamos ver se vai continuar tudo tão bem quanto está, e você já pode ir para casa.
– Sério? – Seus olhos brilhavam. – AAAAA, eu vou embora. – Ela abraçou o medico, e ele riu com a surpresa, ela me abraçou e começou a dançar no meio do quarto.
– Amor vai com mais calma... Você ainda não teve alta.
– Isso mesmo, você pode ir embora, mas tenho que dizer... Você tem que tomar bastante cuidado, e ainda não pode fazer tanto esforço, nada que comprometa sua respiração tudo bem? Tem de mantê-la completamente estável, ou voltará ao hospital.
– Entendido.
– Vou cuidar dela.
– Nada que comprometa a respiração inclui o sexo okay? – Vi Andrea ficar vermelha, e senti minhas bochechas pegarem fogo, eu não sabia onde enfiava a cara... Minha vontade era de cavar um buraco ali mesmo e me socar dentro. – Não precisam ficar com vergonha, eu sei que isso é uma coisa normal entre os adolescentes, e como médico tenho que informar tudo, e assim que ela puder voltar as suas atividades normais não se esqueçam de usar proteção. – Eu estava completamente sem fala. – Bom meninos, é isso... Uma enfermeira ira ver como ela está durante essa uma hora que ela permanecerá aqui, e então vocês poderão ir embora. – Peguei na mão do médico.
– Muito obrigado por tudo Doutor.
– Que isso... Foi um prazer poder cuidar dela. – Ele sorriu e saiu.
– Que médico mais indecente. – Ela ainda estava vermelha.
– É o trabalho dele ué...
– Eu nunca pensei que você ficaria envergonhado em falar sobre sexo.
– Como assim?
– Pelo que Louis me contou... Você fica super confortável com isso.
– Claro que não... Eu tenho vergonha... É normal isso pra mim, se eu estiver fazendo ou conversando com alguém muito intimo tipo o Lou que, aliás, eu vou ter uma conversa muito séria. – Ela riu.
– Tudo bem... – Ela ficou me olhando, e isso me deixou sem graça.
– Que foi?
– Nada... – Ela continuou olhando.
– Que?
– Fazendo?
– Que foi? Achou que eu nunca tinha feito?
– Lógico que eu sabia que você já tinha transado.
– Não diga essa palavra.
– Transado? Não gosta que eu diga a palavra transado?
– Para de dizer isso.
– Mas por quê? Transar é uma palavra normal.
– Shhh! Não diga essa palavra. – Ela começou a rir.
– Tudo bem... Não digo, mas porque não gosta dela?
– Porque me parece algo sujo, ou sei lá... Já tenho que ficar ouvindo Louis dizê-la a todo momento, não quero que diga também. – Ela continuou rindo. – Não ria. Para de rir, não é engraçado.
– Desculpa. – Ela tentou segurar o riso.
– Fique rindo então... Vou mandar Louis vir... Vou pedir pra alguém, que não seja o Louis, ficar aqui com você, e eu vou buscar roupas pra você ir pra casa. – Ela continuou rindo. Dei um beijo em sua testa. – Não tem graça. – E saí.
PVT Niall
Entrei no quarto e encontrei Andrea rindo sozinha.
– Te deram algum tipo de droga? – Ela continuou rindo.
– Estou rindo de Harry.
– Por quê?
– Ela não gosta de ouvir a palavra transar. – Não pude deixar de rir.
– Ta brincando? Por isso ele saiu todo emburrado?
– Sim... Ele ficou chateado porque eu ri dele. – Nós rimos.
– Esse Harry não é normal. Você não tem sorte mesmo né? – Ela parou de rir.
– Por quê?
– Seu melhor amigo não é normal, seu namorado não é normal, você não é normal.
– Você tem razão... – Nós rimos de novo. – Doidera.
– Doidera.
– AAAAAAAAAAAAAAAA. – Eu levei um susto que Deus do céu.
– Que foi menina?
– TENHO UMA NOTICIA COMPLETAMENTE PERFEITA. AAAAAAAAAAAAAA.
– Contaaaaaaaa.
– Irônico! – Ela fez cara de brava e eu ri. – MESMO ASSIM VOCÊ NÃO VAI ESTRAGAR, LALALA...
– Então fala logo fia.
– EU VOU TER ALTA HOJE. Grita, eu sei que tu quer! – Ela riu.
– AAAAAAAAAAAAAA SÉRIO? – Eu a abracei bem forte. – AEEEEEEEEEEEEEE!
– Você é doido... Fica aí gritando... Nem sei por que falo contigo, eu hein! – Comecei a rir.
– Para de ser louca menina.
– Nem sou louca.
– Magina... Eu ia dizer eu que sou, mas eu também sou então não ia fazer sentido. – Ela riu.
– Até que enfim disse algo que presta né?!
Nós ficamos festejando até Harry voltar com suas coisas.
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