What Is Love

18 Love, love, love


Notas iniciais
Olá a todos. Aviso para prepararem seus corações para esse capitulo antes de lerem! Se prepararam? Então vamos lá!

Love, Love, Love

Assim que o filme acaba e as luzes se acendem eu vejo muitas saindo do cinema chorando, eu não sou uma delas... Ok, mentira, eu também estou chorando. Todos esperavam um final feliz para todos, inclusive eu, bem não foi assim.

O pior foi com Chizuna e Ryuzaki. Só de pensar me vem as lagrimas.

EU NÃO ACREDITO QUE ELE MORREU! NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO.

Porque ela não foi atrás dele?! Porque não ficou com ele até o fim?! Mas não, preferiu seu orgulho por acreditar no que os outros diziam.

–Quer que eu te console, Chizu? – olho para Ryu sentando ao meu lado sorrindo.

–C-calado!

SEM CORAÇÃO, COMO PODE ESTAR SORRINDO AINDA?!

Com certeza meus olhos devem estar inchados e meu rosto vermelho, mas eu não ligo, porque ele morreu! Não acredito nisso ainda!

–EU VOU MATAR O DIRETOR, PRODUTOR E ROTERISTA DESSE FILME! – A garota que se agarrava ao namorado logo no começo do filme diz enquanto esconde o rosto no ombro do tal namorado inconformada.

Mais garotas chorando e seus namorados continuam consolando-as, as solteiras estão se abraçando ou chorando sozinhas mesmo.

–V-vamos Ryu – enxugo as últimas lagrimas com a manga da camisa do Ryu –Se ficar vendo essas garotas dramáticas chorarem eu vou chorar mais ainda.

Ryu se levanta e vamos em direção a saída enquanto vemos milhares chorando, nossa. Até garotos estão chorando, por essa eu não esperava.

–Esse filme é realmente muito bom, Chizu – Ryu diz serenamente enquanto caminhamos calçada á fora.

–Verdade, até o Hyde gostou. – percebo que a menção de seu nome trouxe uma expressão séria ao Ryu. É bem difícil Ryu não gostar de alguém, ele é um cara tão calmo, nunca imaginei isso.

Ryu responde finalmente com um simples ‘hum’ e continuamos a andar. Percebo que durante algum momento encaixei meus braços ao seu, de novo. Isso me lembra de quando éramos crianças e íamos para a escola juntos, sempre de mãos dadas. Mas naquela época era diferente.

–Você não gosta mesmo do Hyde – digo me desviando dos meus pensamentos. Ryu me olha surpreso pela minha afirmação.

–Porque você acha isso?

–Pela sua expressão toda vez que o vê ou quando eu falo dele – continuamos andando calmamente. Ryu me encara e então paramos de andar. — É por causa daquela festa? Acho que ele não sabia que aqueles refrigerantes estavam adulterados, não foi por mal.

–Chizu, as vezes você realmente não percebe mesmo as coisas ao seu redor – Ryu suspira. As vezes? Bem, geralmente é sempre, eu admito. – Bem, mas tenho que admitir, foi uma festa bem interessante, não é mesmo? – seu tom é divertido e pelo sorriso ele quer dizer alguma coisa.

–Sim, foi bem legal, quer dizer tirando o fato do Joe ter dado em cima de mim, alguns imprevistos com a bebida...

–... e você ter tentado me levar para dormir na mesma cama que você – ele tinha que lembrar disso não tinha?!

Ryu, seu safado!

Com certeza meu rosto deve estar vermelho agora.

–EU ESTAVA BEBADA! – digo exasperadamente – Aliás, quem não me garante que foi você que fez isso nessa intenção?! – okay, essa hipótese foi bem forçada. Mas ele é tão URGH, que raiva desse idiota. Um idiota do beisebol, isso sim!

–Porque eu faria isso? – Ryu levanta uma sobrancelha.

–Para me assediar, seu idiota! – agora estamos um de frente para o outro, durante essa conversa separamos nossos braços um do outro, e só percebo, mais uma vez, depois. Acho que eu sou meio lerda mesmo.

–Pelo o que eu me lembro – Ryu dá um passo para frente, tenho que levantar meu pescoço para ver seu rosto, somos separados por menos de um palmo de distância – Foi você que me assediou e não ao contrário.

Ryu dá um sorrisinho e dá um passo para frente, enquanto fico estática tentando me controlar e acalmar as batidas do meu coração.

Mas o que foi isso?!

–Vamos, eu tenho que te levar para casa – ele muda de assunto.

–Ainda são nove e quinze, Ryu!

–Tudo bem, quer fazer mais o que? – ele me pergunta curioso.

Vou olhando para ambos os lados até ver dois garotos com bonés de um time de beisebol americano, sei disso porque Ryu já falou deles para mim, acho que são de nova York ou Los Angeles, e me lembro da notícia que vi no jornal e que estavam comentando na escola.

–Ryu, aquele time de beisebol americano famoso não está aqui para jogar com um time iniciante nosso?

–Ah, os Mets. Sim, eles estão fora de temporada lá e estão aqui de férias para um jogo e assistir os nossos novos jogadores – Ryu parece surpreso por eu saber disso, ele não sabe que tudo relacionado ao beisebol eu procuro saber, não por mim, mas porque eu quero acompanha-lo e entende-lo. Não sou expert em beisebol, mas entendo algumas coisas pelo menos.

–Eles estão assentindo uma partida hoje aqui não estão?

–sim, mas porquê?

–Já que você fez algo para mim, eu também quero fazer para você. Fora que isso será uma ótima experiência para você no futuro, não? – Ryu me olha intensamente agora, abre a boca as vezes tentando falar algo, mas muda logo de ideia.

–Chizu, nós não temos ingressos. Um jogo dessa importância aqui, certamente já está lotado. – sua surpresa parece dar espaço agora para a tristeza.

–Você pode não ter ingresso, mas adivinha quem tem? – pego dois papeis da minha bolsa pendurada em meu ombro e sorrio para Ryu em vitória. Ryu me encara surpreso.

–Chizu, quando você planejou isso?

–bem, assim que você me chamou para ir ao cinema. No mesmo dia, um pouco mais tarde, vi a notícia e ouvi as pessoas comentando nas ruas. Tinha ainda dinheiro guardado das horas extras que eu fiz no Oji-chan e comprei. Por essa você não esperava, não é?

–tenho que admitir, isso foi incrível – Ryu sorri gentilmente para mim e antes que eu tivesse oportunidade para me afastar ou impedir, Ryu me puxa para seus braços e me abraça fortemente.

Ainda bem que ele não pode ver como meu rosto está vermelho agora. Abraço-o de volta e ficamos assim por um minuto em paz, na calçada, só nos dois ignorando o resto do mundo.

–Aw, olha que lindo vocês dois, são minha inspiração para casal perfeito – ouvimos uma voz que parecia ser direcionada a nós e imediatamente somos tirados de nosso mundinho perfeito.

EU

NÃO

ACREDITO

Nos viramos ao mesmo tempo e vemos a mesma garota maluca que nos conhecemos, infelizmente, antes de chegarmos ao cinema.

Minha cara está literalmente no chão agora. Deus me odeia. Certeza.

–Ah, você – Ryu diz calmamente. Sinto até que ele tem uma simpatia por essa doida.

–Hã, então se resolveu com seu... namorado? Ou ex ou alguma coisa parecida – pergunto para descontrair e pensar num jeito de sair daqui. Ela é maluca!

–Argh, nem me fale nele! Dei o fora claro! Era uma perca de tempo de todo jeito – ela olha para o céu como se estivesse reclamando com Deus. Assustador!

–Então – digo lentamente – Temos que ir agora.

–Ah claro, aproveitem bem a noite! – ela dá uma piscada maliciosa e atravessa a calçada cantarolando feliz. Tenho a impressão que ainda vamos ver muito ela, aliás, nem sabemos o nome dessa doida. Só de pensar em encontrar com ela novamente me dá calafrios.

Mas isso foi realmente muito estranho.

–Então vamos Chizu – Ryu encaixa seu braço no meu e vamos andando novamente. Já estou tão acostumada com isso que nem reclamo ou pestanejo mais, mas mesmo assim por dentro me sinto estranha. Não é ruim de todo modo.

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–Isso é incrível! – Digo alto esperando que Ryu me ouça, mas pelo visto não na verdade acho que ele nem está prestando atenção em mim!

Entramos rapidamente na arena, entregamos nossos ingressos e seguimos rampa á cima para nosso lugar, vejo milhares chegando animados e gente mais animada ainda já sentada ou pé esperando o começo do jogo.

Seu olhar está concentrado no campo, vemos alguns jogadores americanos junto os japoneses treinando, conversando ou rindo. Está simplesmente lotado isso aqui!

O beisebol é muito famoso no Japão, mas eu não imaginava o quanto!

Isso é tão emocionante!

Há um telão mostrando os telespectadores na arquibancada. Alguns fazem caretas, mandam beijo ou acenam.

Há música tocando e tem alguns se balançando junto com a música, até os jogadores!

Não estamos na frente, mas consegui no meio da arquibancada. Eu e Ryu somos altos, não é problema para nos. Dá para ver perfeitamente de onde estamos. Quem comprou lá na frente com certeza teve que ser rápido.

Ficamos em pé esperando o jogo começar enquanto surge os vendedores de dentro da arena.

–Ryu, vai querer alguma coisa? RYU? – grito, mas ele ainda está absorvido demais ao cenário. E eu entendo o porquê, é simplesmente vibrante, emocionante e extasiante!

Quero que um dia Ryu sinta isso, mas ele vai estar do outro lado, jogando e vencendo, claro.

E espero estar bem aqui torcendo por ele.

–Ryu?- Faço mais uma tentativa, mas dessa vez puxo seu braço para que ele se abaixe um pouco, já que ele é maior que eu, mas justamente nessa hora ele vira a cabeça em minha direção e quase que nossos narizes se tocam.

Me afasto rapidamente e Ryu me olha de um jeito estranho. Pensativo, talvez.

–Quer comer alguma coisa? – digo lentamente para que ele ouça ou leia meus lábios.

–Na verdade não, mas você quer? – ele diz voltando ao normal. Como sempre cuidando de mim.

–Você é o que come sem parar aqui, não eu – ponho as mãos na cintura – E aquela pipoca do cinema me encheu. Aqui não entra mais nada. Mas vamos pelo menos comprar umas duas garrafas de agua.

Ryu acena positivamente e faz sinal para um vendedor de agua. Ele vem imediatamente passando por cadeiras, desviando de pessoas e de outros vendedores.

–Duas aguas por favor – ele faz sinal também caso o homem não tenha entendido.

Ele me entrega as garrafas enquanto Ryu pega sua carteira no bolso de trás, mas eu dou um empurrão de leve para ele me olhar.

–Eu pago.

–Porque? – Ryu questiona incrédulo.

–Porque foi ideia minha oras, vamos deixe eu pagar!

–Não

–Ryu!

–Chizu

–Argh, seu irritante! Isso é machismo sabia? Estamos em pleno século 21 e você não me deixa pagar nada, é porque eu sou mulher?! – o vendedor nos olha divertido.

–Claro que não, mas já você comprou os ingressos para mim também eu estou lhe agradecendo. – Ryu pega sua carteira e começa a contar as notas.

–No cinema não foi assim, você pagou o ingresso e as pipocas! – começo a me indignar mais ainda.

–Sim, agora não reclame e deixe eu o pagar que ele está perdendo tempo e dinheiro com essa discussão boba – Ryu dá o dinheiro na mão do vendedor.

–Na verdade estava até me divertindo – o vendedor ri. Mas que cara abusado!

Olho bem para ele que rapidamente sai dali e volta ao corredor para vender mais agua.

Bufo enquanto me sento e ele continua em pé. Pego uma garrafa e a bebo. Ele ainda vai ouvir muito!

–Eu queria pagar! – dou mais um gole e tampo de novo a garrafa – Seu machista! – seguro ambas as garrafas, mas logo jogo uma para Ryu que a segura na hora. Ser jogador de beisebol te á bons reflexos, ai está a prova, nem avisei e ele pegou sem problemas algum. Incrível! Não espera, eu estava com raiva dele e agora estou o elogiando. Argh!

–Chizu, não seja resmungona e aceite meu favor – Ryu diz antes de beber um gole da sua agua.

–Favor? – levanto a sobrancelha ao ouvir isso.

–Sim – ele dá mais um gole.

–Isso significa então que você vai cobrar de volta? – pergunto lentamente.

–Isso depende – ele fecha sua garrafa e percebo que bebeu quase a metade.

–Depende do que? – mas que raios ele quer dizer com isso?

Ele me olha por uns instantes e eu o encaro de volta querendo a responda. Ficamos assim por uns segundos até que o locutor começa a dar início ao jogo. Essa conversa ainda terá uma continuação, mas não agora.

Me levanto para ver o que está acontecendo e Ryu se volta para frente. Do nada começa a gritaria conforme os jogadores são apresentados, um por um. Eles acenam e as pessoas gritam animadas. Todos se sentam, inclusive nós.

O locutor explica a finalidade do jogo, que não é importante para nenhum campeonato, é um amistoso. Nada de rivalidade ou concorrência. Só amizade e aperfeiçoamento de habilidades.

Continuamos a segurar nossas garrafas. E Ryu começa a me falar sobre cada jogador e posição. Seus nomes são famosos, tanto os japoneses quanto os americanos, tenho que me esforçar para entende-lo e as vezes ele tem que se repetir, mas no fim eu pego todo a informação. Jornalistas e fotógrafos estão aqui, parece até um campeonato de NPB!

–Vamos ao jogo! – o locutor diz e todos começam a gritar animados, até eu dei uns gritinhos de apoio.

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No intervalo que se segue pego minha agua e a bebo até acabar com tudo. Meu Deus eu não devia ter gritado tanto, mas a partida está tão boa!

Ryu também parece estar animado pelo jeito que seus olhos seguem cada jogador e concentrado, não perde uma partida e toda dúvida minha ele tira na hora.

Agora alguns vídeos estão sendo passados no telão, reprises de grandes lançamentos e defesa. Todos gritam da mesma forma ou até mais mesmo já tendo visto, mas ver de outros ângulos filmados é realmente outra emoção.

O locutor fala a cada brecha que tem explicando ou fazendo comentários.

Agora mostram cenas ao vivo de toda a arquibancada e eu percebo mais uma vez como está lotado e animado isso. Tenho que vim a mais jogos desses, na verdade esse é o meu Primeiro numa arena. Porque se for contar os campeonatos estudais e municipais que eu já, por causa do Ryu, então não sei nem em que posição está.

–Agora vamos ao melhor momento de todos – a plateia ouve e solta uns gritos ocasionais — Vamos fazer diferente nesse jogo histórico, vamos realizar um costume dos nossos visitantes lá da américa! – mais gritos – Vamos fazer a famosa kiss cam!

A arquibancada toda vibra. Okay, eu nãos ei o que é isso. Me viro para Ryu que está bem surpreso.

–Ryu, o que é isso? – pergunto inocentemente.

–Um habito dos jogos de beisebol lá na américa – Ryu suspira e me olha atentamente esperando alguma reação de mim. – Kiss cam é uma câmera que eles usam especialmente para filmar os casais ou não casais, em um jogo de beisebol, não são todos é claro. Mas quem aparecer no telão terá que se beijar, e se não beijar a plateia toda vaia, de toda forma tem que beijar essa pessoa que aparecer junto de você ao telão.

Abro a boca espantada, mas que isso? É a decência? Fazer isso aqui no Japão? Mas por estranho que pareça as pessoas estão animadas com isso...

Espere, não são todas as pessoas certo? Isso significa que não vai aparecer eu e o Ryu certo?

Quando essa realidade me atinge já é tarde demais. A kiss cam começa e todos começam a gritar.

–Vamos começar com os mais velhos primeiro! – A câmera vai em um casal com uma criança pequena no colo e quando percebem que estão no telão riem e se beijam. A plateia toda grita, vou sair daqui surda pelo jeito! Casais de uns trinta para cima, todos se beijaram. Até uns já idosos!

Aleatoriamente eu vejo como eles escolhem os casais.

–Agora vamos aos mais jovens! – o locutor parece estar bem animado com isso. Claro, não é ele que vai ter que beijar alguém!

Eles mostram um casal jovem de uns dezoito ou dezenove anos, quando eles percebem ficam vermelhos, percebo que eles estão de mãos dadas e tudo. A plateia toda grita, ele olha para ele e lhe dá um beijo de surpresa sem que ela tenha tempo de reagir. Todos gritam animados, isso é até divertido.

Assim se segue com os casais, todos gritam e o casal fica vermelho mas riem.

–Agora vamos ao último casal! – mais gritaria. A câmera vai indo e indo não parando em ninguém. Ela para no corredor e todos olham animados esperando quem será o último casal. A câmera para no vendedor de agua que está no nosso corredor parado, o qual compramos agua mais cedo. Ele ri mas logo faz sinal de estar chorando, todos riem. Até que ele aponta para uma direção e a câmera vai seguindo, mas porque ele está apontando para nosso corredor de cadeiras? Esse doido.

Pego a garrafa da mão de Ryu, já que a minha acabou. Minha mão fica grudada na garrafa porque na hora minha mente esclarece e eu tenho a ligeira impressão de que ele apontou para mim e ...

Todos gritam

E quando me viro para a tela está eu e Ryu na tela. A gritaria continua e eu continuo de boca aberta.

Vendedor filho de uma argh!

EU VOU MATA-LO NA SAIDA. ELE ACHA QUE EU E RYU SOMOS NAMORADOS?

Se bem que todos acham isso, mas enfim.

A gritaria começa mas dessa vez alguém começa a gritar ‘beija, beija, beija’ e todos acompanham.

Olho para o vendedor mas ele está ocupado demais também gritando ‘beija, beija, beija’.

Ah, ele vão ver, já que não posso me recusar...

Sem pensar direito devido á raiva e as emoções à flor da pele pego a garrafa da mão de Ryu rapidamente e ele me olha assustado. Jogo a garrafa pelos ares, faço a menor ideia de onde parou porque seguro o colarinho da camisa listrada de Ryu e o puxo em minha direção.

Colo meus lábios ao seu e ouço a plateia toda gritar desesperadamente pela cena toda que eu fiz. Ryu rapidamente passa um de seus braços pelo meu pescoço e corresponde apesar do meu ato ser totalmente inesperado.

Continuamos a nos beijar sem perceber que a gritaria continuava, até porque parece que eu não consigo mais ver nada, nem ouvir direito.

Isso é muito bom!

Não espera! O que?!

É maravilhoso!

Não, não, não, não.

Ryu morde meu lábio inferior e eu estremeço ele sentiu isso porque me segura ainda mais forte que antes. Quando sinto sua língua levo minha mão para seu braço e o aperto forte, isso é uma coisa surreal.

Acho que eu estou tendo um ataque cardíaco porque eu só consigo ouvir meu coração batendo fortemente. Isso é normal?!

Fico sem folego e Ryu também, nos separamos e a gritaria fica ainda mais alta. Eles estavam filmando esse tempo todo?!

–Ah, o amor jovem. Tem coisa mais lindo que isso gente? Claro que não – o locutor solta uma risada e todos começam a nos aplaudir, inclusive os jogadores!

Eu realmente não esperava por isso. Meu deus!

Só não estou vermelha porque ainda não estou acreditando e porque estou inebriada ainda com o beijo. Foi coisa de outro mundo. Talvez mais uma vez para animar mais o jo...

NÃO, PARA COM ISSO CHIZU!

NÃO PENSE MAIS NO BEIJO. PASSOU!

–Agora vamos ao jogo meus amigos, mais emoções ainda estão por vir!

Olho para Ryu que está tocando seus lábios com os dedos, como se também não acreditasse no que aconteceu.

Agora a pergunta que não quer calar.

Isso vai passar no jornal da noite?

Notas finais
Estão todos vivos? Espero que sim. Peço desculpas por quaisquer erros existentes nesse capitulo. Admito que escrever é bem mais fácil que revisar, para mim revisar é um tormento porque sempre mudo alguma coisa e nisso algumas coisas escapam. Lamentavel para mim. Enfim, espero todos bem e recuperados no próximo capitulo. Até