Notas iniciais
Olá, meus queridos. Demorei um pouco, mas aqui está! Esse capitulo está do jeito que vocês gostam, aproveitem!

Baby

–A mensagem que eu quero deixar para todos com essa história é... — Pin faz uma pausa dramática. Eu não acredito que ficamos aqui ouvindo essa história por quase vinte e cinco minutos! -... Todos nós somos trouxas. Tenham um bom dia.

E sem mais nem menos, Pin se levanta e o sinal toca avisando o fim de sua aula. Sai da sala em pleno silencio e nos deixa com nossos pensamentos.

O meu é: que droga de história foi essa?!

Olho ao meu redor e vejo uns dormindo, vulgo Ryu, embora ele não seja o único e uns chorando, esse é o Joe. Mas a maioria está simplesmente entediada e sem saber o porque dessa história.

O que temos haver com ele ter sido ignorada e rejeitado pela primeira paixão dele? E dai que ela gostava do professor bonitão de educação física dela?

Mas o mais chocante foi ele falando que foi essa a sua motivação para ser professor. Claro que teve um engraçadinho que no meio dessa afirmação disse " Se a sua intenção foi ser professor para isso, lamento dizer, mas está fazendo isso errado. Não vi nenhuma aluna loucamente apaixonada por você até agora". Ele fez questão de pausar a história para mandar o aluno para a detenção. E seu argumento foi de 'calunia e mentir para o professor'.

E com o fim dessa linda história de emocionar qualquer um, outro professor chega e assim seguimos a vida escolar.

Praticamente forço meus olhos para que não se fechem. Incrível como minha mente voa nas aulas de história... e geografia...inglês... e... Ah vocês entenderam!

Enquanto minha mente se perde na imensidão do vazio das aulas chatas, ouço o sinal ao longe tocar.

Deus é pai!

O sinal me desperta e logo me levanto para me espreguiçar. Ultimo sinal. Depois de mais algumas aulas... casa!

Não, casa e depois casa do Ryu para ajudar o Oji-chan.

Olho para trás disfarçadamente e vejo que Ryu ainda está dormindo. Eu jurava que ontem ele tinha dormido pelo mês inteiro. Mas pelo visto não foi o suficiente.

Dorminhoco.

Os alunos vão saindo da sala, em grupos, duplas ou sozinhos mesmo. Resolvo acordar Ryu.

–Ei, Ryu — chamo. Ele se mexe um pouco no começo e logo levanta a cabeça. Seu rosto está amassado e suas bochechas vermelhas. Sua testa está marcada pela manga da camisa, já que ele estava usando seus braços como travesseiro.

–Já tocou o sinal? — pergunta com a voz grogue e rouca. Mais uma vez eu percebo como a voz do Ryu é mais rouca ainda quando acorda. É tão... masculino.

Sinal vermelho, Chizu!

Pense só até ai!

Pare de pensar em quão másculo e sexy o Ryu é quando...

O QUE?! Eu não pensei isso!

–Chizu, porque está balançando a cabeça de um lado para o outro desse jeito? Vai acabar torcendo o pescoço assim — boceja e levanta os braços se espreguiçando.

–Esqueça — olho para outro lada tentando conter o embaraço. Cada dia mais eu agradeço á Deus pelos seres humanos não serem capazes de ler mentes, principalmente Ryu.

Quero nem imaginar qual seria sua reação se soubesse que minha mente tem esses pensamentos pecaminosos. Eu sou uma garota de família. Direita. Pura. Casta.

–Chizu, vai ficar aqui? -Ryu interrompe meus pensamentos.

–A-ah, vou sim. — ainda mais depois do que eu disse ao Hyde, vai que nesse intervalo ele quer conversar comigo. Melhor maneira de resolver tudo é evitar ficar sozinha com ele. Apesar que ele acha que eu e Ryu estamos juntos, então ele não vai fazer nada de errado, certo? — Trouxe umas coisas para comermos. O bastante para que você se dê por satisfeito também.

Ryu permanece sentado na mesa dele enquanto puxo a cadeira da Yano-chin e me sento do lado contrario ao Ryu. Nossas pernas se tocam por debaixo da mesa. Estendo o pano quadriculado vermelho e branco e tiro nosso lanche. Pelo visto não seremos os únicos a não almoçar hoje, há outras pessoas na sala e estão fazendo o mesmo que nós.

Assim que dá a primeira mordida, Ryu diz um baixo 'itadakimasu" Era para dizer antes, mas acho que a doença ontem deixou ele com bastante fome hoje. Se bem que ele sempre está com fome, então qual a diferença não é mesmo?

Comemos em silencio e na paz e eu estava começando a me sentir confortável e saciada logo assim que eu terminei de comer. Mas admito que não esperava que Hyde chegaria na sala e puxaria uma cadeira para se sentar perto de nós.

Eu realmente não esperava.

–Então, como estamos? — pergunta direcionado a nós dois. Ryu parece desconfortável, mas o trata da mesma maneira de sempre.

–Bem, e você? — diz tranquilamente. Ao modo Ryu de ser.

–Estou bem também, as aulas hoje foram bem interessantes. Principalmente a do Pê alguma coisa.

–É Pin -corrijo-o — E torça para que ele não saiba que você o chamou assim.

–É, eu vi. Ele mandou aquele cara para a detenção só por causa daquilo?

Eu e Ryu acenamos positivamente com a cabeça juntamente.

–Você terá o ano todo para conhecer muito bem Arai Pin. Acredite — digo indiferentemente. Guardo o que sobrou e o pano dentro da minha bolsa e a deixo em meu colo até a hora de ir para minha carteira e deixa-la no lugar dela ao lado.

–Não sei porque, mas fiquei com medo agora — pelo seu sorriso não parece exatamente isso — Mas mudando de assunto, quer dizer que vocês são amigos de infância, ou melhor, eram?

Eu e Ryu o encaramos sem entender.

–Já que agora vocês estão juntos como namorado e namorada, não são amigos, quer dizer, amigos são, mas com outros benefícios — sorri maliciosamente. Não gostei nada desse sorriso.

Tento retrucar mas minha mente trava. E por incrível que pareça quem me salva é o Ryu.

–Nós conhecemos desde a nossa infância. Se é isso que quis dizer — Ryu continua calmo. E eu achando que se eles dois ficassem juntos em um mesmo lugar ia dar briga. Mas Ryu sempre foi tão calmo e relaxado. Tão oposto á mim. Nem sei como cheguei a pensar assim.

–Interessante. Melhores amigos se tornam namorados. Isso é uma coisa muito bonita, sabiam? Ah não precisa ficar envergonhada, Chizu-chan — e-eu estou corando? Não pode ser! Ryu olha para mim e sorri.

Esse safado!

–Bem... — o sinal toca — Hora da aula. Antes de eu ir, queria avisar que eu vou lá hoje na loja do seu pai, Sanada-Kun. Tenho que dizer, que lamen maravilhoso é aquele — fecha os olhos como se estivesse sentindo o gosto do lamen e eu fico com vontade de comer um na mesma hora. Argh — Espero vê-los lá hoje.

–Com certeza vai nos ver lá -respondo.

–Ótimo! Até mais tarde então.

Hyde se levanta e vai para sua carteira enquanto eu e Ryu continuamos sentados no mesmo lugar. Espero os alunos irem chegando um por um para ir para minha carteira.

–Chizu — Ryu segura meus braços assim que eu me levanto — Nós temos que conversar hoje, chegue mais cedo. É importante.

Meu coração gela ao ouvir isso.

Pior sensação que já senti em minha vida.

Sinto um nó me minha garganta por isso simplesmente aceno e vou para minha mesa. E com o coração pesado eu me obrigo a assistir todas as aulas até o sinal final tocar e ir embora.

1

Olha para o relógio insistentemente. Resolvo ir mais cedo do que o esperado para a casa do Ryu. Bom que ue tenho tempo de sobra para falar com ele seja sobre o que for.

Vou descendo as escadas e ao sair ouço minha mãe falando da cozinha.

–Chizu, seu pai chega amanha, não se esqueça. Ah e trabalhe direito!

Que confiança que essa mulher tem em mim. Me sinto até melhor agora.

–Claro.

Saio sem dizer mais nada. Vou andando a passos largos, quanto mais cedo melhor. Mais cedo eu tiro esse peso do meu coração. O que será que ele quer falar comigo? No fundo eu estou com medo.

Sei quais são os planos do Ryu para o futuro e que logo ele irá embora. Os meus ainda não estão definidos. Eu estou pensando em mim, nele e no Oji-chan, que ficará sozinho.

Argh! A vida era mais fácil antes do ensino médio. O que foi que aconteceu? Ah sim, eu cresci.

Pior coisa que poderia ter acontecido.

Queria poder ser criança para sempre. Sem problemas. Sem responsabilidades. Sem corações partidos. Sem preocupação com o futuro.

Resmungo enquanto ando e ando enquanto resmungo.

Que vontade de dar uns belos tapas no Ryu. Porque ele tinha que ter me dito aquilo, falava o que tinha que falar logo assim que eu chegasse. Mas não. Ele gosta de me ver sofrer, só pode.

Chego exatamente na hora em que Oji-chan está abrindo a loja e Ryu está chegando do treino. Está suado e ofegando da sua corrida e provavelmente da musculação que estava fazendo. Eu ainda tenho que ver se ele está malhando as pernas. As pernas são fundamentais e... Ah a corrida já ajuda bastante a malhar as pernas.

É mesmo.

Não!

Eu estou pensando de novo se Ryu está malhando as pernas!

Paro para encara-lo e ele logo fica mais vermelho do que já estava pela corrida.

–Chizu, porque ultimamente você me encara como se fosse pular em cima de mim ou ...?

–Não estou te encarando, idiota! — abro a porta com força e ele logo entra também. — Boa noite, oji-chan!

–Chizu-chan! — diz animadamente — Chegou cedo. E na hora que Ryu chegou da corrida. Ótimo. Temos ainda uma hora e meia antes de abrirmos.

–Vou te ajudando enquanto Ryu se arruma — e já começo botando a mão na massa. Pego pratos e talheres e começo a arruma-los. Organizo as mesas e as cadeiras. Varro e limpo cada canto até brilhar.

E logo percebo como Ryu está demorando. E a nossa 'conversa'?

–Oji-chan, vou lá em cima chamar o Ryu — dou essa desculpa.

–Ah, claro! Fez tudo muito bem. Aproveite e descanse um pouco antes de abrirmos. Começo de semana você sabe como é cheio.

Faço um audível 'uhum' enquanto vou subindo as escadas de dois em dois. Passo pelo corredor e assim que bato na porta do quarto do Ryu e ele não responde já começo a imaginar o pior.

Ele com certeza ficou doente de novo!

Deve ter desmaiado!

Deve ter desmaiado de fome! Isso que dá treinar tanto!

Abro a porta com força e não o vejo no quarto. Talvez ele tenha desmaiado no banheiro!

Ai meu Deus!

Ryu!

Saio do quarto e vou direto para o banheiro no final do corredor, não consigo pensar em mais nada a não ser no Ryu e em como ele está.

Abro a porta de supetão e logo paro ao ver Ryu em pé com a toalha enrolada na cintura me encarando surpreso. Extremante surpreso serio o ideal. Seu cabelo curto está molhado e as gotas descem pelo seu corpo até chegar na toalha, enquanto seus braços seguram a toalha.

Ah droga!

Minha mente só registra a visão de Ryu parado me olhando, nu exceto pela toalha e molhado pelo banho.

–C-chizu, o que houve?

Não consigo responder, só o encaro. Provavelmente minha boca deve está encostando no chão. Mas agora eu tive minha confirmação.

Ryu está malhando as pernas. E muito bem. Perfeitamente bem.

As coxas também, pelo visto.

Eu sou uma pervertida. Eu vou para o inferno, certeza!

–Não me encare como se nunca tivesse me visto antes — Ryu está corando! Meu Deus, será que estou deixando transparecer tanto assim?

–A-ah desculpe, mas é que ... — o que dizer? O que dizer? — Você está ficando muito bonito, Ryu.

Chizu, sua idiota!

Tanta coisa para dizer e você diz justamente isso!

Quero um buraco para me enfiar. Agora!

Posso dizer pela primeira vez na minha vida que eu já vi um Ryu totalmente desnorteado. Ele não me encara, olha para tudo, menos para mim. Está corando furiosamente agora e eu não sei se rio ou se choro. Provavelmente melhor fazer os dois. Coloca as mãos em frente ao rosto como se isso fosse esconder o rubor, mas isso o denuncia ainda mais.

Eu posso ser presa por assedio sexual, não posso?

–Achei que seu tipo fosse como o Hyde — de repente fala. Como o Hyde, como assim?

–O que? — indago e ele dessa vez me olha e se aproxima.

–Um do tipo alegre, simpático que fala com todos, ri e brinca. Eu não sou assim, você sabe.

–É, eu sei. Mas o que uma coisa tem haver com a outra? -ainda não entendo onde ele quer chegar.

–Ah, então quer dizer que é só pelo físico então? — olha para o chão como se tivesse um buraco bem ali, aos seus pés.

Mas o que esse ser está falando?!

–Ryu, do que você está falando? — pergunto de uma vez. Uma gota escorre de seu cabelo e a sigo até seu peitoral. Abençoado seja esse treinamento.

Chizu, se concentra! Você é pura e casta, não se esqueça!

–Ele está interessado em você e o único problema para ele sou eu. Se você quiser eu saio do caminho e o deixo livre para ele — diz serio. Mas isso não é possível. Serio mesmo? Eu não percebi. Se bem que isso já se é esperado de mim.

–E seu disser que eu não quero — me encara intensamente — eu não quero que você saia do cominho dele, muito menos quero ele, Ryu.

Digo intensamente. Não me interessa Hyde, e nunca me interessou. Ele é só uma cara que conheci por acaso em uma festa e agora é um colega de classe. Somente isso.

–Eu nunca tive interesse nele, Ryu. Alias, porque você penso isso? Porque acha que ele faz o meu 'tipo' — faço aspas com as mãos -Errou então. Não se trata de quem faz meu tipo e sim quem me faz bem e feliz. Ele não faz nenhum dos dois.

As palavras jorram da minha boca. Nos encaramos intensamente. Ryu dá dois passos para frente mas para de repente, como se tivesse correntes em sues pés o prendendo.

–Ryu e Chizu. Desçam aqui que acabo de perceber que tem uma fila enorme lá fora. Melhor abrirmos um pouco mais cedo — Oji-chan grita e parece ser da escada. Então me situo no momento. Eu e Ryu num banheiro, com a porta aberta, porem com ele só de toalha enrolada na cintura.

Graças a Deus que o pai dele não veio até aqui!

–Depois conversamos sobre isso — diz — Agora eu tenho que por uma roupa.

Ryu me olha me dando a brecha para entender o que exatamente quis dizer com aquilo.

Ok, entendi.

–Eu vou te esperar lá me baixo. — viro-me e saio porta a fora.

Enquanto vou descendo as escadas a imagem de Ryu com a toalha enrolada na cintura não sai da minha cabeça e penso que nunca na minha vida tive esse tipo de pensamento. O de querer beijar seu rosto, pescoço e ir descendo até seu abdômen...

Meu rosto esquenta e parece que tudo se torna mais quente. Até o ar. Me sinto ofegante e sufocada.

Isso não pode ser normal. Talvez sejam os hormônios...

Ou Ryu.

2

Parei no meio do caminho para me recuperar, mas logo vi que só ocupando minha mente para que isso aconteça, por isso cai dentro no trabalho. Abri as portas e acomodei todos os clientes.

Já fui anotando os pedidos e ajudando Oji-chan na cozinha. Assim que Ryu desce põe o avental e vira o garçom. Serve bebida e anota os pedidos também.

E assim o trabalho segue. Nos falamos aos vezes, mas só sobre trabalho. Uma vez ao me entregas um pedido seus dedos encostam nos meus e sinto o calor preencher meu corpo e afasto meu braço rapidamente para que ele não perceba. Viro-me o mais rápido possível e o passo para Oji-chan o pedido.

Ryu não percebeu ou finge não perceber. Logo segue para a próxima mesa.

A porta se abre novamente e ouço uma voz familiar.

–Ora, Sanada-kun. Está bem cheio, será que eu consigo uma mesa para dois? — Hyde. Ele chegou.

Espere mesa para dois?

–Ai meu Deus! — eu conheço essa voz! — Não acredito que te encontrei aqui, onde está a sua namorada. Não vai me dizer que ele te deixa solto assim? Não pode! Eu não deixa um cara como você solto assim. Não mesmo!

E-essa voz! Não pode ser. Levanto meus olhos da louça que estou lavando e vou para a brecha da bancada e vejo a garota maluca que terminou com o namorado na frente de todo mundo. Aquela que chamou o Ryu de gato e que eu era uma garota de sorte.

Mas que raios ela faz aqui e com o Hyde ainda?

–Vai me dizer que já conhece o Sanada-kun? — Hyde se vira para ela surpreso.

–Na verdade, já nos vimos antes. — diz Ryu. — Ah e Chizu está lá dentro ajudando meu pai — faz sinal com o polegar para trás por cima do ombro.

–Que maravilha! Fico feliz em saber! — Hyde parece extremante feliz agora. Como Ryu pode dizer que um cara desse é meu tipo? A menos que... ele estava com ciúmes! Ah!

Será? Ryu, com ciúmes? Ele não é desse tipo? Mas algo me diz que talvez eu não esteja tão errada assim. Uma hora diz para eu me afastar, outra pergunta se eu quero que ele saia do 'caminho' para eu ficar com o Hyde. Estranho.

Me dou conta disso no pior momento possível.

–Chame ela depois para conversamos, nem deu para nos falamos direito! — que maravilha — Não sabia que vocês estudavam na mesma escola que meu primo. Nem que trabalhavam aqui! Então quer dizer que você é o dono aqui, hein?

Primos?! Hyde e ela são primos?!

Morria e não sabia!

–Ah — Ryu só diz isso? Que cara expressivo. Totalmente oposto meu. Se fosse eu já estava lá gritando para todos ouvirem 'Primos? Como assim primos?'. — Sim. Meu pai é o dono. A mesa do canto direito está disponível e é para três pessoas.

–Opa, é para lá mesmo que vamos. Sakura escolha a cadeira que você quer. — Vejo Hyde e ela se dirigirem para lá animadamente e logo se instalarem tagarelando. Já vi que realmente são primos, sem duvida.

Ryu vai para lá e o vejo anotar os pedidos. Assim que sai não me passa pela brecha da bancada do pequeno muro erguido, abre as portas e entra.

–Imagino que você tenha visto quem chegou — simplesmente diz. Suspiro fortemente.

–Quem chegou? — Oji-chan pergunta.

–Uns conhecidos — respondemos ambos juntos e logo abaixamos as cabeças provavelmente com ambos corando também.

–Disseram que vão ficar até o final do expediente. Querem conversar conosco.

–Imagino para que seja — balanço a cabeça miseravelmente.

–Ora, chizu-chan! Animação! São seus amigos, não são? — Oji-chan é uma benção. Um homem que sofreu as paradas duras da vida, mas nunca perdeu a animação.

–Sim. No final do expediente eu vou lá, Ryu — digo olhando para ele que sorri.

–Ok. Vou avisa-los. Ah e não se esqueça de que antes de ir embora nós temos que conversar.

E tem que falar isso na frente do seu pai, idiota!?

–Conversar sobre o que? Não vão me dizer que vocês estão brigando de novo? — c-como ele sabia que já brigamos? Ah, tem alguma coisa errada ai.

–Não pai. Não é nada disso. É sobre a escola — Ryu diz.

Olho para ele mas ele não me encara de volta. Sai da cozinha e volta para o trabalho.

Olho para o pedido que ele deixou, o que fez na mesa do Hyde, e vejo escrito logo abaixo.

"Não se esqueça do que eu disse."

Ryu, seu idiota!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Minha vida está bem corrida agora, por isso qualquer erro será justificado. Peço desculpas antecipadamente caso ocorra algum. Bem, até