What Is Love ?
15 I Hate This Feeling.
Notas iniciais
"Eu gosto como seu olhos complementam seu cabelo
O jeito como seu jeans se encaixa está me fazendo encarar
Prometo, vou estar aqui para sempre, eu juro"
– Justin Bieber (Love Me Like You Do)
Pov. Ally
– Ally ? Aonde você estava ? — Penny perguntou assim que eu começava a subir a enorme escada da mansão Starr pra poder ir até meu quarto.
Desci de volta os dois degraus e a encarei com um sorrisinho um pouco forçado.
– Eu tinha saído. — Falei normalmente. Ela revirou os olhos antes de vir na minha direção com um olhar assassino.
– Eu já tinha percebido isso. — Ela disse irônica. — Perguntei a Sidney se você tinha voltado aqui depois da escola,e ela disse que não. Automaticamente pensei que você tivesse saído com a Trish,e me lembrei que tinha o número dela,e a liguei. Mas ela disse que não tinha te visto depois do intervalo na escola. — Ela começou a falar rápido demais,se enrolando nas palavras,e é claro que ela estava brava. Só faltava sair fumaça da cabeça dela. — Consegue imaginar como fiquei preocupada ? Suas aulas acabam as 3 da tarde,e você já olhou que horas são ? Quase 10 horas da noite ! Por que não atendeu o celular ?
– Eu não ouvi. — Respondi calmamente,não dando a mínima para o seu pequeno escândalo. — Bom,agora eu estou aqui. Não é bom ? Vou para o meu quarto.
– Pode pelo menos dizer aonde você estava ?
Comecei a subir os vários degraus rapidamente.
– Acho que não é da sua conta. — Murmurei baixo quando já estava na metade da escada.
Penny não deve ter ouvido.
Acelerei ainda mais o passo quando já estava no corredor que dava para o meu quarto.
( ... )
– Ally, você está aí ? — Trish me chamava enquanto eu abria meu armário.
Franzi a testa,confusa.
– Sim ?
– É que você é muito desatenta — ela disse com a voz cansada,como se já tivesse falado a mesma coisa 1 milhão de vezes — Sabe quantas vezes eu tenho que ficar te chamando ? E está bem longe de ser a primeira vez que isso acontece. No que tanto pensa ?
– Desculpa Trish,acontece que eu acho que perdi meu celular,não estou encontrando em lugar nenhum. — Murmurei enquanto revirava meu armário.
– Acho que isso é porque você é lerda mesmo. — Fechei a cara enquanto ela dava um meio sorriso. — Você está aqui. Mas sua cabeça deve está em Marte,não me admira que perca o celular.
– Eu ... — a voz dele me interrompeu.
– Ei, Ally ! — Austin gritou do outro lado do corredor.
O olhei diretamente e ele abriu um pequeno sorriso enquanto caminhava na minha direção acompanhado de Dez.
Tentei ignorar o fato da voz dele me causar arrepios.
Mas também abri um sorriso quando me lembrei de ontem. Eu acabei jantando na casa dele,junto com sua mãe. E não posso dizer que foi um jantar normal,mal estava com fome e talvez um pouco — ou muito — nervosa de estar naquela situação.
"Sra. Moon sorria espontaneamente enquanto olhava para mim e depois para Austin. E eu podia imaginar o que ela estava pensando. E acabei ficando vermelha só de pensar nisso.
Olhei para o meu prato,praticamente cheio ainda. Havia apenas comido uma folha de alface e um pedaço do bife. Brinquei de revirar a comida com o garfo.
– Está sem apetite,querida ? — A mãe de Austin perguntou. Sua voz parecia mais doce e cuidadosa agora. — Ou não gostou da comida ? — O pequeno sorriso em seu rosto,murchou.
– Não,não é isso. — Me apressei em dizer. — A comida está muito boa, Sra. Moon.
– Me chame só de Mimi,lembra ? — Ela pronunciou. Provavelmente já havia falado a mesma coisa mais de 5 vezes.
– Tudo bem, Mimi. — Ela sorriu abertamente.
Pensei em dizer que estava mesmo sem apetite — o que não era mentira — Mas ao em vez disso,fiz o máximo de força possível para comer boa parte do prato.
Austin sorria travesso ao meu lado. E eu também não gostaria de imaginar o que se passava pela sua mente."
– Acho que você esqueceu isso na minha casa. — Ele me estendeu meu celular — não muito moderno — e eu rapidamente o peguei.
Trish me olhou confusa,mas exibia um sorriso malicioso no rosto. "Acho que você esqueceu isso na minha casa."
– Hã,obrigado. — Murmurei enquanto o ligava. Havia mais de 10 ligações da minha mãe,e algumas mensagens também.
– De nada. Estava no meu quarto,bem em cima da cama. Deve ter caído do seu bolso. — Ele sorriu mais uma vez. E parecia fazer questão de dizer que estive no seu quarto e na sua cama.
– Obrigado — repeti rápido — Tenho que ir pra aula.
Fechei meu armário sem olhar para nenhum deles e me virei rápido a fim de sair dali.
– Ally ! — Trish me chamou e percebi que ela me seguia.
Ótimo,ela ainda iria querer explicações. Como se eu devesse realmente pra ela.
– O que foi ? — Perguntei me virando pra ela. — Tenho que ir pra aula.
– Você sabe que ainda falta uns 15 minutos pra o sinal bater — ela falou. — O que foi aquilo ?
– Aquilo o que ?
– Você. Austin. Casa. Quarto. Cama ... — ela deu um sorriso malicioso.
– Cala a boca — falei evitando rir — Não é nada do que você está pensando.
Seu sorriso se desmanchou.
– Ah,que pena ... — ela disse decepcionada.
– Trish ! — Bati de leve em seu braço.
Dois segundos depois,e nós duas estávamos rindo.
– Então, — ela recomeçou quando suas gargalhadas estrondosas haviam acabado — Estava com ele ontem ? Sua mãe me ligou,ela estava muito preocupada.
Claro que estava.
E eu não fiz nada além de virar as costas pra ela. Em alguns momentos,eu realmente agia como uma péssima filha. Pelo menos uma explicação,eu devia a ela.
– É,ela me disse. — Murmurei com a cabeça baixa.
Um barulhinho soou ao fundo. Um toque irritante de celular. Trish tirou o seu do bolso e parecia ler uma mensagem.
– Ai,droga — ela resmungou — Preciso ir na biblioteca,tinha combinado de terminar um trabalho com uma garota da aula de história. A gente se vê depois,Ally ! — Ela gritou enquanto corria pelo corredor.
Mal tive tempo de lhe dar um leve aceno.
Voltei meu caminho até a sala. Ainda faltava alguns minutos pra aula começar. Eu sempre chegava primeiro que todo mundo,de qualquer jeito.
– Ei — ouvi uma voz rouca atrás do que parecia ser o armário do zelador,ou só o quartinho da limpeza. — Ally ?
Pude ver os olhos do loiro me encarando,pelo pequeno espaço da porta que ele havia aberto.
– O que você está fazendo aí ? — Perguntei.
Ele segurou meu pulso me puxando pra dentro do armário. Se afastou um pouco da porta para que eu entrasse e a fechou de novo.
– Hã,desculpa,mas eu queria falar com você. Mas aquela hora,você fugiu de mim. — Ele fez cara de coitado enquanto olhava para o chão.
– O que queria falar ? — Fui direto ao ponto.
– Era sobre o seu emprego,lembra ?
Meus olhos se arregalaram. Acho que acabei me esquecendo totalmente disso. Austin estava mesmo disposto a me ajudar,e depois de ontem,eu até tinha me esquecido o motivo real de ter aceitado seu convite.
– Ah,claro. Eu tinha esquecido. — Confessei.
– Sério ? Então acho que nosso "Não-Encontro" , foi realmente bom não é ? — Austin perguntou enquanto se aproximava mais de mim.
Ele acabou me prensando na parede,suas mãos se apoiaram na mesma,praticamente me deixando presa ali.
– Talvez. — Disse, tentando dar um ar misterioso.
Ele riu.
– Tenho certeza disso.
– Como pode ter tanta certeza ?
– Porque você gosta de mim — ele sussurrou perto do meu ouvido,com a voz meio rouca novamente. — E não adianta negar isso.
Suspirei. Talvez ele não tivesse tão errado. Merda, Austin Moon sempre sabe exatamente como me fazer ficar sem palavras.
– Não estou tentando negar nada — sussurrei,também.
Ele sorriu e colou nossos lábios.
É,eu sabia que ele ia fazer isso. Austin nunca perde a chance de me beijar. E eu realmente não estava afim de impedi-lo.
Sua língua adentrou minha boca sem permissão,mas isso isso não importava. Suas mãos saíram da parede e foram de encontro as minhas,as guiando até a sua nuca.
Arfei quando senti suas mãos,agora na minha cintura,a apertando com força e puxando mais pra ele. Estávamos literalmente colocados.
Eu não podia recusar aquilo,porque eu também queria. Era como a gravidade,e Austin me atraía até ele. Não sei quando foi que comecei a me sentir assim,mas todas as minhas palavras sobre nunca me entregar a ele,pareciam em vão. E de alguma forma,eu me sentia diferente agora,como se estivesse fervendo. Austin me deixava quente.
– O sinal tocou — murmurei enquanto descolava nossos lábios. Podia até mesmo ouvir os passos apressados dos alunos lá fora correndo até suas salas.
– E isso importa ? — Ele perguntou,com aquele mesmo sorriso travesso no rosto.
– Acho que não. — Falei antes de puxá-lo de volta pra mim.
Talvez eu tivesse um pouco tonta agora. Mas isso era apenas o efeito Moon. E odiava o fato dele conseguir fazer isso. Eu odeio essa coisa estranha que sinto quando ele está por perto. Eu odeio esse sentimento.
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