What Is Love ?

19 A Night To Remember - Part 1 : Party On!


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEY *---* Quem sentiu minha falta ? Alguém ? Não ? OK. Enfim,escrevi esse capítulo correndo,to postando correndo,e enfim,minha vida toda é correndo. Lamento algum erro,lamento se ficar algo errado e sinto muito por não ter gif no final. Eu queria pôr,mas to correndo. Como sempre. Enfim, já li Divergente e agora to lendo Insurgente *---* Amo demais :33 Espero que gostem do capítulo gente,essa é parte 1. E muitas surpresas aguardam na parte 2. Obrigado pelos comentários,vocês são incríveis ! ENJOOOOOOOOOOOOY

Pov. Ally

Olhei para o meu reflexo no espelho. O que eu deveria vestir ?

Não esperava uma festa simples,com pessoas educadas dançando em pares uma música lenta; nem vários tipos de refrigerantes saborosos.

As pessoas provavelmente estariam dançando — ou apenas se chacoalhando,não sei a diferença — , alguma música eletrônica com a batida rápida e forte. E as bebidas seriam batizadas. E com certeza com um gosto horrível.

Meu cabelo estava com o penteado normal. Repartido bem ao meio,e os pequenos cachos caíam nas pontas. Decidi o alisar.

Poderia ligar para Trish. Mas duvido que ela fosse para essa festa. Ou que ao menos soubesse dela. Eu também não saberia se não fosse pelo Austin. E acho que preferia não saber. Kira estaria lá,isso era certo. E ontem a ouvi falando com Cassidy sobre essa festa no banheiro feminino da escola.

Elas eram tão superficiais.

A maneira como elas falavam sobre a roupa que usariam, o tipo de maquiagem e o perfume importado sei lá da onde ... Até a forma que falavam sobre os garotos que estariam na festa. Descobri também que Cassidy estava tendo um rolo com Dallas,o dono da festa.

Eu ri disso.

Mas estava dentro de uma das cabines apoiada na porta para ouvir o que elas diziam e não podia ser descoberta. Então,tentei ficar quieta.

Elas ficaram mais um tempo ali dentro,dando risadinhas,arrumando o cabelo e avaliando os garotos. Sim,elas fizeram algum tipo de jogo com isso. Colocavam defeito no cabelo de um, na forma das mãos do outro,o nariz torto,ou o tipo de beijo.

Acho que elas observariam até algum tipo de sinal de nascença.

Me senti quente quando as ouvi falando do Austin. Tipo,fervendo,e tinha alguma coisa estranha revirando dentro de mim. Elas não falaram mal dele,nem colocaram algum tipo de defeito. Na verdade,o que me incomodava,eram os tipos de elogios.

Se elas tivessem ficado ali por mais um minuto,eu teria saído do meu "esconderijo" para dar um soco no meio da cara de cada uma.

Mas acho que eu não seria tão agressiva assim.

Bom,talvez.

Em meio aos pensamentos maldosos que começavam a surgir na minha mente,finalmente terminei de me arrumar.

Dei uma última olhada no espelho. Acho que eu estava apresentável. Não iria usar um vestido nem uma saia de jeito nenhum. Minha mãe costumava dizer que eu ficava bonita nesse tipo de roupa,mas sei lá,não era e nem é confortável pra mim.

Mesmo assim,escolhi a blusa mais bonita que eu poderia encontrar naquele roupeiro. Ela era azul escura e brilhante,com lantejoulas. E era a coisa mais chamativa que eu tinha. Uma jeans preta justa e uma sandália com um salto mínimo,mas considerável. A maquiagem ficou um pouco mais forte do que o comum,mas eu gostei desse jeito.

Peguei uma bolsa pequena para que coubesse só o básico e a coloquei em volta do pescoço.

Querendo ou não,eu não havia recusado o convite. Eu sentia que não podia,e agora,eu tinha que fazer isso.

Respirei fundo antes de abrir a porta do meu quarto para sair.

Pov. Austin

Ally tinha um leve sorriso no rosto enquanto caminhava na minha direção. Talvez eu devesse prestar mais atenção na roupa dela,ou coisa assim,mas naquele momento,apenas o seu sorriso importava.

Ela estava bonita,é claro. Pra mim,ela sempre estava. Como se ela fosse realmente me ouvir um dia ... Não custava nada tentar.

– Você está linda. — Falei,quando ela parou bem na minha frente.

Ela deu de ombros,como se não ligasse para o que eu tinha falado. Talvez não ligasse mesmo,mas ela continuava sorrindo.

Reprimi a vontade de beijá-la por um segundo. E depois pensei: "Por que não ?" Mas apenas encostei meus lábios levemente nos seus e minhas mãos tocaram rapidamente sua cintura.

Ally me olhou com os olhos como fendas,sua boca estava curvada e ela parecia querer rir ao mesmo tempo que deveria estar brava. Apenas puxei sua mão até o carro e abri a porta para ela.

Ela fez cara feia,ignorando o gesto,mas entrou sem falar nada.

Logo que entrei no carro,dei a partida.

– Sua mãe não se importou de você ir na festa ? — Perguntei,tentando não manter nenhum silêncio.

– Não. Ela está feliz por me tirar de casa. — Ally bufou. — Diferente de muitas mães que não quer que seu filho vá em festas ou coisa assim,ela praticamente me manda pra essas coisas.

Eu ri.

– Meus pais estão viajando. E a Emma já foi embora. — Falei.

– E você já deve estar morrendo de saudades da sua irmãzinha. — Ela disse,rindo.

– Talvez. — Disse e ela riu. — É,eu não esperava que ela pudesse fazer tanta diferença.

A casa do Dallas não era longe dali. Mais 5 minutos e já teríamos chegado. Não que eu estivesse super empolgado,mas pelo menos, Ally está comigo. E isso já melhora muito.

– Você não sente falta da sua irmã ? — Perguntei.

Ela não falava muito sobre essas coisas,e também parecia um pouco desconfortável em falar sobre família. Mesmo assim,eu sou curioso as vezes.

– Hã,não muito. — Ela respondeu se remexendo no banco do carona. — Talvez eu sinta mais falta de como eram as coisas quando éramos menores. — Ela riu,provavelmente se lembrando de alguma coisa. — Quando a gente era pequena,tínhamos uma casinha em uma árvore e fazíamos de conta que era o nosso castelo. A gente sempre brigava porque tinha que ter apenas uma princesa. E na minha mente,tinha que ser apenas eu. — Ally riu mais uma vez,e eu acompanhei. Gostava do jeito que ela estava falando agora,parecia não ter receio ou estar medindo as palavras como costumava a fazer sempre.

– Princesa ?

– É. Eu não me lembro direito dessa época,mas eu fazia todo mundo lá de casa me chamar assim. E Lindsay ficava irritada,e era engraçado pra mim.

– Eu gostei disso, Princesa. — Falei.

– Não me chama assim. — Ela disse,rindo.

– Não,eu realmente gostei disso.

Ela revirou os olhos.

– Já chegamos, Princesa. — Falei enquanto parava o carro na frente da casa. Não tão na frente,já que vários lugares estavam ocupados. Muita gente já havia chego. Ally deu um tapa no meu braço,mas riu.

E enfim,saímos do carro.

( ... )

Queria saber o que se passava na mente da garota ao meu lado nesse momento.

Ela olhava para os lados,um pouco curiosa,mas não surpresa. Essa era uma festa praticamente comum,do tipo que Dallas sempre dava. Parece meio estranho pra mim agora,talvez porque eu não goste mais tanto de festas loucas como essa.

Algumas pessoas estavam dançando,já tinha muita gente mas não deveria nem ser a metade. Uma música tocava,mas eu não sabia dizer o nome ou quem cantava. Aquilo era uma casa. Hoje,agora,está decorada como uma boate. A sala enorme não tem mais nenhum móvel e foi transformada em pista de dança. E havia muitas luzes coloridas.

Passamos por algumas pessoas conhecidas da escola e Ally se encostou em uma das paredes.

– Vou pegar uma bebida pra gente,tá bem ? — Falei num tom mais alto pra ela poder me ouvir.

O bar ficava do outro lado,e suspirei antes de começar a abrir caminho entre toda aquela gente.

Pov. Ally

Austin se afastou para ir pegar as bebidas.

Respirei fundo. Talvez essa festa não fosse assim,tão ruim. E o fato de ter pessoas dançando como se tivessem um rato nas calças não é nada.

Nada de anormal para quem está acostumado,mas obviamente estranho e confuso pra mim.

Não vi Kira,nem Cassidy. Mas tenho certeza que as duas teriam um ataque ao me ver aqui. Seria engraçado de ver.

– Ally ? — Alguém chamou,bem perto do meu ouvido,e quase pulei para trás com o susto.

Era Elliot. O garoto do Aquário que sempre me ajudava. Franzi a testa pra ele,me perguntando o por que estaria aqui. Ele nem estuda na nossa escola.

– Elliot ? Ah,oi. — Disse meio sem jeito. Mas isso era normal pra mim e o meu relacionamento limitado com pessoas. — O que faz aqui ?

Ele sorriu,meio embaraçado. Mas acredito que não tanto quanto eu.

– A festa é do Dallas,- ele começou, — e ele conhece muita gente. — Falou,um pouco alto demais para que eu pudesse ouvir em meio ao barulho da música.

– É mesmo,é ? — Perguntei. O certo não era falar que toda a escola estaria aqui,mas sim,toda a cidade.

Não me surpreenderia se visse a moça da cantina aqui ou o segurança. Se duvidar,até o diretor.

– Sim. E a Jefferson — ele citou o nome do que o que eu imaginei sendo sua escola — , sempre joga contra vocês no futebol. Digo,o meu time,eu jogo nele.

Ele sorriu,animado. Talvez orgulhoso por fazer parte do time ou algo assim. Ou querendo se exibir. Mas pelo o que ouvi falar, o time da nossa escola sempre acabava com o deles. Não falei nada disso,é claro.

– Então, está gostando da festa ? — Puxar assunto não era o meu forte. E eu estava meio desconfortável ali. Me perguntei por que o Austin não aparecia logo com as bebidas.

– Claro. — Ele falou. — Nunca vou saber se foi gentileza dele me convidar ou se ele está tentando arrancar alguma estratégia de jogo.

Ele riu,e me obriguei a rir também. Não de verdade,foi totalmente forçado mas ele parecia não perceber.

E a ideia dele pouco fazia sentido. Não teria como arrancar alguma estratégia de jogo no meio de uma festa como essa; aonde as pessoas estão se agarrando pelos cantos, a música é alta demais e as bebidas tinham uma cor estranha.

Não era a primeira vez que eu ia numa festa como essa, então,já estava previsto a maioria das coisas que aconteceriam. De manhã,a maioria dessa gente vai tá vomitando todo esse álcool em algum canto.

Agradeci mentalmente quando vi Austin se aproximar,ele tinha dois copos nas mãos e me entregou um.

– Austin — Elliot o cumprimentou.

Eles obviamente já se conheciam.

Austin passou a mão livre pela minha cintura,me apertando contra ele. Tive vontade de rir disso,mas fiquei quieta. Ele apenas murmurou um "oi" sem graça e forçado.

Os dois trocaram poucas palavras: sobre o time,a escola e os próximos jogos.

O loiro não parecia querer conversar,e em menos de dois minutos,Elliot apenas se despediu de mim e foi embora.

– Você conhece ele ? — Austin me perguntou quando Elliot já tinha se afastado.

– Ele trabalha no Aquário. — Falei,dando de ombros.

Sua mão continuava em volta da minha cintura, e eu não fiz menção disso. O seu toque era confortável pra mim. De uma maneira estranha,mas confortável.

Olhei para a bebida em meu copo e fiz uma expressão enojada. Aquilo era verde. Pelo menos,é o que eu enxergava no meio de todas aquelas luzes refletindo em cima de nós.

Austin riu.

– Não peguei nada muito forte. — Ele falou. — Experimenta.

Eu já tinha bebido antes,e isso não deve ser tão ruim. Apenas forte,e eu já conhecia a sensação. Iria queimar minha garganta no início e depois eu me acostumaria.

Bebi um gole antes de mais outro. E outro. Não era mesmo tão forte,não tinha um gosto muito agradável,mas não era tão forte.

– Não é tão ruim. — Falei depois de mais uns goles. Olhei para o meu copo e estava já quase vazio.

Apontei para o bar e nós dois fomos em direção a ele.

( ... )

Pedi algo mais forte daquela vez.

Minha cabeça rodava um pouco,mas eu não estava bêbada. Enxergava as coisas perfeitamente bem. Só não sabia se estava realmente quente ali ou se era efeito da bebida.

Dallas apareceu depois de um tempo,e cumprimentou Austin e a mim. Ele estava ocupado com o resto da festa então não ficou muito tempo.

Passei meus olhos pela multidão.

– Procurando alguém ? — Austin pergunta.

Ele apoia a mão no meu joelho e com a outra,segura o copo. Estávamos sentados no bar. Ele está sorrindo muito mais do que o normal,e eu sabia que também estava assim.

Mas pelo menos não estava atirada no meio da pista de dança como algumas garotas que beberam demais.

– Não vi a Kira. — Falei tomando mais um gole da bebida.

– Ela deve estar por aí.

Ergui minha mão para pegar o copo em cima da bancada, mas acabei dando um tapa nele,e o copo virou para o lado contrário.

Aquilo não parecia tão engraçado,mesmo assim,caímos na gargalhada feito dois idiotas. E acabei por pedir outro.

Acho que perdi a noção do tempo por alguns minutos. Como se tudo passasse como uma flash,e agora,eu me encontrava junto com Austin,na pista de dança,no meio de todas aquelas pessoas loucas e estava contente por isso.

Ele me girou com uma mão e nós dois nos desequilibramos um pouco,o que causou mais risadas. Austin passou suas mãos pela minha cintura me pressionando mais contra ele. Minhas mãos puxavam e apertavam seus cabelos acima da nuca e eu podia sentir o suor da sua pele contra a minha e aquilo não parecia ruim.

Nos beijamos como se fosse a última coisa que faríamos na vida. E eu queria isso mais do que tudo naquele momento. Queria suas mãos em mim e queria sentir o calor do seu corpo se misturando com o meu.

Pela primeira vez em muito tempo,eu me senti incrivelmente livre. E aquela noite com certeza ainda não tinha acabado.

Notas finais
E aí ? O que acharam ? Ainda tem a parte 2 *--* Espero que tenham gostado e ficado curiosos também,né ? Comentem pleaaase *--* Só pra avisar que o próximo vai ser bem quente viu ? Pessoinhas safadas que estão lendo isso,se preparem ! Então,vamos lá,comentem pra mim ficar feliz e animada pra postar o próximo rápido. Amo vocês ! Mil beijos e Até :33 XOXO