Fred tinha a impressão que após a guerra, as pessoas não comemoravam o natal da mesma forma. N'A Toca tudo passava a ser vermelho e verde e havia luzes coloridas, guirlandas e viscos em todos os lugares. Mas ele entendia. Perdas são eternas. Os Weasley simplesmente haviam tido sorte. Mesmo que, Fred lembrasse, tivesse sido por muito pouco. Se Percy não estivesse consigo, se não tivesse o puxado... o desfecho teria sido diferente.

Teddy Lupin, namorado de sua sobrinha, era um lembrete disso.

— Ok! Hora dos presentes! – Exclamou sua mãe, passando pela sala como uma verdadeira Mamãe Noel e deixando pacotes com todos. – Para os gêmeos mais amados!

— Somos os únicos gêmeos da família, mamãe.

— Se não fossemos os mais amados, eu pediria para sair de vez. – Completou Fred pegando o embrulho que a mãe o estendia e o rasgando no mesmo minuto sob o seu olhar ansioso, revelando um suéter laranja com a letra G bordada. Ele o esticou, mostrando aos outros. – É lindo, mamãe...

— Obrigada, George – respondeu, sorridente.

— Só acho que ficaria mais bonito no George de verdade. – Disse Fred com seu sorriso irônico e divertido, fazendo a expressão da mãe se fechar. – Francamente, mulher, 39 anos e a senhora ainda se diz a nossa mãe?

— Eu perdi uma orelha e nem assim a senhora consegue nos diferenciar? – Acrescentou George quando Fred empurrou seu rosto de lado, revelando o buraco que todos já estavam acostumados.

Molly bufou, puxando os pacotes e os trocando.

— Como eu poderia, se vocês estão sempre grudados um no outro?

Fred riu, trocando um olhar cúmplice com o irmão gêmeo, imaginando as infinitas piadas que poderiam continuar fazendo se isso era o que impedia a mãe de reconhecê-los, pois não havia nada no mundo que pudesse separar Fred e George Weasley e eles sabiam.