Notas iniciais
Bem, aqui estou eu com um novo cap!
Tenho 4 reviews! Estou tão feliz!
Eu não sei se a história está a ir um bocadinho rápido, mas se estiver e vocês quiserem que eu abrande, digam nos reviews!
Espero que gostem!

Não sou grande fã das sextas.

Toda a gente está super animada na sala e não ficam quietos e calados. E eu não me consigo concentrar. E eu preciso, por que este ano eu tenho que subir as minhas notas. Adeus C’s e B’s, e olá A’s a todas as disciplinas! Nunca tive um D ou um F na minha vida, e não era agora que ia começar. O ano passado foi um mau ano, e agora eu ia voltar aos trilhos.

Tentei ir pelo caminho não habitual. Não me queria cruzar com o Cody hoje. Ou com a sua matilha. Ainda me doía o pulso por causa de ontem, e eu não achava piada nenhuma à situação, ao contrário deles que deviam de se estar a rir de mim neste momento.

Durante o caminho para a escola tive alguns flashes dos meus sonhos de hoje/ontem à noite. Foi bastante assustador, por que o Cody estava lá. E não de uma forma bonita. E depois, havia a Frederika. Ela… bem, era algo mau. Muito mau. Que não acabava bem.

Entrei dentro da sala e fui para o meu lugar. Ia ter Inglês. Frederika sentava-se à minha frente. Quando olhei para a sua cadeira vazia um arrepio atravessou-me. No fundo da minha mente ouvi um grito agudo recheado de terror e histeria. Pisquei e uma onda de sonolência atravessou-me. Coloquei os braços em cima da mesa e fechei os olhos.

As cores da floresta que rodeava a cidade estavam bastante nítidas. Alguém corria à minha frente. Era uma fêmea. Eu rugi e sorri para mim mesmo. Ela era minha. Acelerei e agarrei-a pela cintura.

- Hush. Hush. – sussurrei ao seu ouvido. A minha voz estava mais rouca por ter corrido e pela excitação que eu sentia. Passei a minha língua pelo pescoço desnudo da rapariga e coloquei o meu nariz nos seus cabelos loiros. Eles cheiravam como as flores que a minha avó plantava na sua quinta.

A minha avó não tem uma quinta.

Ela tremia de medo, o que me fez ficar mais excitado. Não era todos os dias que eu me cruzava com uma beleza russa. Passei as minhas mãos pela sua anca, roçando as suas coxas, para depois subir para a sua cintura. A sua pele era macia e branca como a neve de dezembro, e cheirava a mel. Mordi levemente o seu pescoço e ouvi um rugido. Virei a rapariga e fiz com que aqueles olhos azuis cristalinos se fixassem nos meus.

- Esquece. – ela piscou e eu corri o mais rápido que pude.

Eu não sabia que eles estavam aqui. Isso não era bom.

Quem é que não se sabia que estava aqui? E o que é que não era bom? Abanei a cabeça e reparei que tanto a professora como os meus colegas estavam na sala.

Menos a Frederika.

- Professora? – perguntei levantando o braço. Ela olhou-me com os seus olhos castanhos cheios de desdém. Ela não gostava nem um pouco de mim.

- Sim? – ela tirou os seus óculos finos e colocou-os na mesa, sentando-se e pegando na sua pasta.

- Eu não me estou a sentir bem. Posso sair? – ela olhou para mim novamente, repugnância a marcar cada ruga do seu rosto nada bonito.

- Sim. Claro. Por que a menina tem mais direitos que os outros. – ela suspirou e acenou com a sua mão direita – Vá, antes que eu mude de ideias. – levantei-me e peguei na minha mochila. Quando fechei a porta vi que o Cody também não estava na sala.

Ele magoou-a. Eu não acredito que aquele filho da mãe a magoou. Ela era minha! Bem, pelo menos ela pertencia à minha área. Se eu não tivesse aulas agora, eu trava-lhe da saúde. Aquela criatura nojenta…

Peguei-a ao colo e cheirei o ar. Ele estava longe. Como é que eu não reparei na mudança dele? Eu deveria de ter reparado! É esse o meu trabalho!

Saí da escola com um passo um tanto apressado, mas o mais discreto possível. A floresta ainda ficava meio longe, mas se eu fosse por um atalho, em dois minutos estava lá. Havia uma pequena estrada de terra batida que se estende por de trás da escola. Eu ia por aí. E se a Frederika estava lá – se ela estivesse lá, em primeiro lugar – ela devia de ter fugido por aqui.

Agora, por que é que o Cody lhe fez aquilo? E por que é que eu sabia que o Cody lhe estava a fazer aquilo? Mas será que foi o Cody? Eu não vi quem foi. E supostamente, na minha cabeça, apareceram duas pessoas diferentes.

Okay, eu vou ligar ao 911 e pedir que me internem. Olhei para trás a ver se alguém estava por perto e me poderia ver. Como não vi ninguém, corri para onde eu achava que ia encontrar a Frederika. Estava nevoeiro na floresta. Era estranho e assustador. Vi o meu bafo ficar parecido com fumo, quanto mais me adentrava na floresta.

Ouvi um choro e uma voz masculina. Engoli em seco. Encontrei-os. Dei um passo na direção do som, mas a vozinha que habita nas nossas cabeças disse-me para dar meia volta, correr e fingir que nada disto tinha acontecido. Como essa vozinha costuma ter razão, dei meia volta e voltei para a escola.

Quando entrei dentro da sala, reparei que o Cody estava no seu lugar lá atrás junto com a sua matilha, mas que a Frederika estava a faltar. Engoli em seco. Foi o Cody. Foi ele que tentou magoar a Frederika. Olhei-o com desprezo e sentei-me.

A aula passou lentamente. Foi pior que uma seção de tortura chinesa. Peguei nos meus livros lentamente e arrumei-os na mochila. As pessoas saiam apressadas para o corredor, e eu comecei a arrepender-me de ter ido à floresta. O frio tinha-se colado aos meus ossos, e nem mesmo o meu casaco quente conseguia manda-lo embora.

- Nós precisamos de falar. – a voz dele é inconfundível. Cody. Fiz de conta que não o ouvi e desenrolei os meus fones. A matilha dele ria enquanto passava por nós. Ouvi alguns sons de supostos beijos molhados e umas sugestões verbais nada bonitas. Coloquei a alça da mochila ao ombro, os fones nos meus ouvidos e levantei um pé para me ir embora, mas ele agarrou o meu ombro com força antes que eu o colocasse no chão. Suspirei e tirei os fones.

— O que foi? – olhei para a porta. Será que a matilha dele estava do outro lado a rir descontroladamente sobre o que quer que fosse que ele me ia fazer? Eles enojavam-me.

- Sabes o que se passou com a Frederika? Ela não veio à aula. – rolei os olhos. A sério? Ele vinha falar comigo por causa disso? Ri incrédula – Não tem piada, Lauren. – virei-me e levantei a cabeça para o olhar nos olhos.

- Sim, Cody, tem. Por que, que eu saiba, tu é que estavas lá! – ele olhou surpreso para mim, e eu aproveitei para escapar. Felizmente ele não veio atrás de mim, senão eu não teria a mínima chance.

A cor dos seus olhos não saía da minha cabeça, e eu caminhei lentamente com a cabeça para baixo para a sala onde ia ter Matemática. Chamem-lhe álgebra, estatística, trigonometria, o que quiserem, para mim é tudo matemática.

Entrei dentro da sala e vi que a Frederika estava lá. Engoli em seco, sem saber se ia falar com ela e contar-lhe uma história de loucos, ou se ia para o meu cantinho. Optei pela opção C, por que vi que ela tinha uma folha seca presa no carapuço do casaco. Ela esteve na floresta! Aquilo foi real! Pelo menos para ela! Mas isso queria dizer alguma coisa, certo?

- Hey, Fred. – falei sorrindo puxando a cadeira da mesa da frente.

- Hey, Laury. – ela riscava o caderno.

- Hum, foste à floresta hoje? – ela levantou a cabeça e olhou assustada para mim.

- Como é que sabes? Também estás com ele? – ela levantou-se e olhou-me furiosa – Se estás com ele, eu vou-te já avisar, Lauren! O melhor é saíres do pé de mim, antes que eu faça algo que me vá arrepender! – encolhi-me na cadeira. Okay, ela esteve na floresta. Se calhar houve alguma parte realística no que eu “sonhei”. Mas agora ela achava que eu era o inimigo.

- Ele, quem? – ela fez um esgar.

- Tu sabes bem! O Igor! – eu engasguei.

- O… o Igor? O amigo do Cody? – ela riu – Qual é a piada?

- O Igor já não é mais amigo do Cody, Lauren. – ela enrugou o nariz – Que raio de perfume é que tu usas?

- Eu não uso perfume. Mas… eu cheiro mal, ou assim? – cheirei discretamente a minha camisola. Eu estava a ficar confusa.

- Arg, não, não. – tocou e eu fui-me sentar no meu lugar.

Então… se eu não estava errada, o primeiro “relato” que eu tive esta manhã foi do Igor. Depois apareceu o Cody, que foi o segundo a falar na minha cabeça. E ele encontrou a Frederika e ajudou-a. Mas… e agora vem a parte não tão interessante, como no inferno cor de rosa é que eu consegui fazer isso?

— Bom dia, meninos! Abram o livro na página 70. Vamos começar a dar matéria nova! – falou o professor.

Sinceramente, se ele pensa que me pode assustar, ele está redondamente enganado!

Notas finais
Reviews? Eu gosto bastante de os receber!!!
Uma pergunta, eu não sei se seguem a fic ou não... querem que eu vos mande uma MP quando atualizar a fic?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.