Notas iniciais
Oooooooooi gente, tudo bem?
To chatiada com a queda nos reviews e tal :s
Bom, espero que gostem do capítulo

Sentiu um beijo no ombro nu e riu, sentindo as cócegas que isso fazia. Havia esquecido o quão bom era acordar dessa maneira desde que ela havia ido embora para Nova York. Mas agora, ele estava ali para lembrá-la.

_ Bom dia dorminhoca. – Sam estava com a voz rouca de sono ainda, e ela virou-se na direção dele, se espreguiçando – Só te acordei para dar tchau. Meu plantão começa em meia hora, preciso ir.

_ Sem problemas, eu tenha que chegar mais cedo na promotoria hoje. – ela coçou os olhos, lhe dando um selinho – Eca, estraguei seu bom hálito.

_ Não me importo de escovar o dente de novo. – ele riu, beijando-a novamente – Bom, tenho que ir e não sei que horas eu volto hoje... Preciso conversar com a Mercedes.

_ Não acredito que você ainda não terminou com ela. – reclamou Santana – Faz dois meses que estamos juntos.

_ É minha culpa se, cada momento que não estou no hospital, você me arrasta pra cama? – ela riu dele, enquanto revirava os olhos – É sério, meu plantão acaba as 3h hoje, e eu sei que ela já vai estar de plantão. Então vou conversar com ela, e depois venho para cá.

_ Não tem mais casa Evans? – ela brincou, enquanto se levantava.

_ Se não se lembra, essa é minha casa Lopez. – os dois riram alto, enquanto ela começava a escovar os dentes – E eu já dei minha opinião, de que você deveria vender seu loft e vir para cá.

_ Nós estamos saindo há dois meses Sam, vamos com calma. – ela lembrou, e ele revirou os olhos.

_ Santie, nós já agimos com um casal há anos, não vejo porque tanto drama. – eles já haviam tido aquela discussão inúmeras vezes – Mas eu vou esperar seu tempo, já disse. Quando você quiser, nós moraremos juntos.

_ Obrigada amor. – a palavra escapou sem que ela percebesse. Apesar de saberem que estavam apaixonados um pelo outro, a palavra “amor” nunca havia sido citada entre eles. Ela mordeu o lábio inferior, enquanto ele enfiava a mão no bolso, ambos meio desconfortáveis – Hã, vai se atrasar.

_ É, claro. – ele concordou, dando um selinho nela – Até de madrugada.

~*~

_ Quinn, já é a quinta loja em que entramos. Pelo amor de Deus, escolha um berço logo. – implorou Puck, já sem aguentar mais andar. Não sabia como a esposa estava conseguindo andar por todas aquelas lojas com um saltinho e ostentando a barriga de seis meses.

_ O berço precisa ser perfeito, assim como o resto do quarto. – a loira teimou, observando as peças da loja – Eu quero tudo perfeito para a Carol.

_ O que você acha desse Noah? – Quinn apontou a peça branca – Acho que vai ficar bom com o tema de fundo do mar.

_ Adorei. – garantiu o moreno, beijando a cabeça da esposa e acariciando a barriga dela – E você Caleb, gostou?

Em resposta, um pequeno chute, que fez o casal sorrir, enquanto caminhava de encontro com o vendedor, para acertar os detalhes da compra.

O ultrassom havia mostrado que o casal teria um garotinho, o pequeno Caleb. Quinn estava tão ansiosa com os preparativos quanto na primeira gestação, e Puck ficava feliz de ver a esposa assim. Ela estava redescobrindo todos os detalhes de uma gravidez, e era tudo novidade para ele, o que o deixava ainda mais eufórico. Como quando Caleb havia mexido pela primeira vez, dez dias antes...

O casal estava sentado no sofá da sala, assistindo um filme qualquer, enquanto devorava um pote de pipoca. A barriga de Quinn já estava grande, apesar de estar apenas no quinto mês. A médica disse que essa era uma das principais diferenças de menina para menino.

De repente, a loira derrubou o pote de pipoca, com os olhos arregalados. Puck não percebeu em um primeiro momento, porém quando foi pegar pipoca, encontrou apenas o espaço vazio.

_ Quinn? – ele viu a mulher de olhos arregalados e ficou preocupado, logo se abaixando em frente a ela – Está tudo bem?

_ E-e-eu acho que ele chutou. – ela explicou, apontando a barriga. Puck sorriu, colocando a mão – Não amor, aqui.

Ela guiou a mão dele com uma cara de concentração extrema, até achar o ponto certo. Logo, ele sentiu a pontada característica do chute e sorriu.

_ Isso é incrível. – ele tinha os olhos cheios de lágrimas, assim como ela – Eu sempre sinto ele se mexendo, mas nada como isso, tão explícito.

Ele não conseguia encontrar palavras para descrever o que sentia ou pensava. Ele apenas concordou, se aproximando e beijando a barriga inchada dela, enquanto sorria.

_ Amor, o que você acha de já colocarmos uma cama? – perguntou ela, atraindo sua atenção – Assim Charlie tem onde dormir quando for nos ver.

Ele apenas concordou, deixando que a esposa e o decorador da loja se divertissem. Os olhos dela brilhavam como os de uma criança em manhã de Natal, e nada no mundo podia lhe trazer mais paz. Cada dia era um novo recomeço, e essa ideia lhe parecia muito agradável.

~*~

_ Finn, eu acho que eu estou engordando. – Rachel entrou no quarto do casal, usando nada mais que uma calcinha. O homem mordeu o lábio inferior, fazendo a namorada rir – É sério seu tarado. Meu jeans não está entrando.

_ Olha amor, posso dizer que é uma gordura boa, porque você está peituda também. – ele deu uma piscadela, fazendo-a rir mais – É sério amor, você apenas está terminando a puberdade.

_ Idiota. – ela gritou, pulando sobre ele e fazendo-o rir, enquanto era estapeado – Ninguém mandou você ser pedófilo.

_ Tecnicamente não, já que eu esperei você fazer 16 e ser emancipada para fazer amor com você. – ele lembrou, enquanto segurava os pulsos dela. Ele estava deitado na cama, e ela sentada sobre sua barriga – Mas agora chega de conversar, porque da posição que eu estou a visão é linda, e quero apreciá-la.

_ Idiota. – ela resmungou, enquanto ele a puxava para si e a beijava. Definitivamente, ela só estava engordando nos lugares certos.

Hoje ele sabia que essas “gordurinhas” da qual Rachel reclamava nos dias antes do acidente nada mais eram do que Charlie. E as lembranças dessas reclamações eram as únicas lembranças que Finn tinha de qualquer interação dele e Rachel com a gravidez do pequeno, mesmo que os dois não soubessem que ela estava grávida.

_ Então, tem um bebê dentro da barriga da madrinha? – perguntou Charlie, enquanto tomavam sorvete. Haviam ido ao shopping, encontrar o casal Puckerman para um sorvete. Também era a primeira vez que Samantha sairia com eles, como namorada de Finn.

_ Isso ai campeão, por isso está tão grande. – explicou Puck, com o afilhado sentado em sua perna.

_ Eu estava assim na barriga da mamãe? – a criança perguntou para o pai, que confirmou – Mesmo com a mamãe deitada e dormindo?

_ Era até engraçado de ver. – contou Puck – Parecia uma montanha no meio do deserto.

O garoto riu da comparação do tio, enquanto Quinn parecia não ouvir a conversa, se enfiando de cara no sorvete. Samantha estava calada, mexendo em seu potinho com a colher.

_ Tudo bem? – Finn perguntou, pegando a mão dela. A mulher sorriu, concordando, e ele franziu o cenho – Depois conversamos.

_ Papai, nós temos alguma foto da mamãe barriguda? – Charlie perguntou curioso, e Finn negou, parecendo triste.

_ Acho que sua mãe iria me matar se tirasse uma foto dela sem estar bem arrumada. – brincou o homem, e o filho gargalhou. Tudo que Charlie sabia sobre a mãe, era o que os adultos lhe contavam, e eles procuravam contar apenas coisas boas ou engraçadas.

_ Quinn, eu preciso de você, agora. – Santana não cumprimentou ninguém, apenas se aproximou da mesa arfando.

_ Oi para você também Sant. – Puck brincou, mas a irmã parecia nervosa – Está tudo bem?

_ Está, eu só preciso da Quinn. – a loira concordou, pegando seu potinho de sorvete e se levantando, indo com a cunhada para o outro lado da praça de alimentação.

_ Tia Santana tá malucona. – disse Charlie, fazendo todos os presentes rirem. Porém Finn ainda percebia Samantha desconfortável, só precisava descobrir por que.

~*~

_ Onde é o incêndio? – perguntou Quinn, enquanto se sentavam.

_ Eu chamei o Sam de amor. – a latina soltou de uma vez, pegando a cunhada de surpresa. A loira ficou em silêncio por algum tempo, como se esperasse por mais – Quinn?

_ Tá, você chamou seu namorado de amor, qual o problema? – Quinn perguntou, voltando a comer seu sorvete.

_ Como qual é o problema? – guinchou Santana – Eu não sei se amo ele.

_ Se você não o ama, por que está com ele? – perguntou Quinn, pegando a latina de surpresa – Qual é Santana, você está apaixonada por ele. Logo, você o ama. É bem simples, certo?

_ Você esteve com o Noah por um bom tempo, antes de se lembrar que amava ele. – Santana resmungou, fazendo Quinn revirar os olhos.

_ São situações diferentes Sant. – Quinn lembrou a ela, apontando a colher – Eu esqueci de absolutamente tudo, inclusive quem eu era.

_ Acho que eu preferia uma amnésia agora. – a latina choramingou, fazendo Quinn rir.

_ Porque é tão horrível você amar o Sam? – Santana não respondeu, encarando as mãos – Santana, tudo isso é pela Brittany?

_ Eu tinha certeza de que ela era o amor da minha vida, e da do Sam também. – garantiu Santana, deixando algumas lágrimas escorrerem – E nós dois nos amarmos...

_ É a melhor homenagem que vocês podem fazer a vida dela. – garantiu Quinn, segurando a mão da morena – Ela amou vocês dois mais do que tudo, e queria que vocês fossem felizes.

_ Você não era tão inteligente. – resmungou Santana, fazendo a amiga rir – Obrigada Q.

_ De nada Sant. – as duas se abraçaram – Agora, que tal você ir para casa esperar o seu amor?

~*~

Finn deitou Charlie, já vestido com seu pijama de super-herói, e o cobriu, ligando o abajur e saindo do quarto, após um beijo na testa do menino. Caminhou até a sala, encontrando Samantha sentada no sofá, perdida em pensamentos.

_ Vai me dizer o que está errado? – perguntou Finn, sentando-se ao lado dela.

_ É só que, eu me senti um pouco intrusa lá, com a sua família, entendeu? A família da Rachel. – Finn assentiu, suspirando – Eu não sou a mãe do Charlie, Finn, e não é minha intenção usurpar esse cargo. Mas eu preciso saber se você está comigo por que quer, ou se está simplesmente tentando gastar tempo, enquanto espera Rachel acordar. Eu não tenho mais idade para brincar, e você não tem condição familiar para isso, trazer alguém para a vida do Charlie, por diversão. Então eu preciso saber: o que você espera desse relacionamento?

Finn foi pego de surpresa pela pergunta dela, porém não era a primeira vez que pensava nisso. Suspirou, pegando a mão dela.

_ Eu vou amar a Rachel para sempre Sam, você precisa entender isso. E eu sempre vou ter fé que ela acorde, sempre. Mas eu preciso, eu quero dar uma família de verdade ao Charlie. – garantiu ele – Eu não sei o que eu sinto por você, não ao todo. Isso é tudo muito novo e confuso para mim, eu estou com a Rachel há muito tempo. Mas eu não estou com você para brincar ou te magoar. Eu estou nessa relação porque eu gosto da sua companhia e quero tentar algo sério, algo real. Entende?

Ela concordou, sorrindo de canto. Não era a resposta que ela esperava, mas ela sabia que era a que ele podia lhe dar no momento. Suspirou, se levantando para ir embora, mas foi surpreendida pela mão dele.

_ Já está tarde, e eu estou com um filme legal ai. – ele parecia sem graça – Não quer ficar e assistir? Você pode dormir no meu quarto, e eu fico na cama do quarto do Charlie.

_ Ou você pode ficar na sua, comigo. – eles sorriram um para o outro.

~*~

_ Mercedes, posso falar com você? – Sam chamou a morena no corredor da pediatria, e ela concordou, sem encará-lo. Eles caminharam até a escada de emergência, onde ela se apoiou no corrimão.

_ Vai me explicar finalmente porque me deu um bolo no dia dos namorados, e nunca mais me ligou? – ela perguntou, e ele mordeu o lábio inferior – Tem a ver com a Santana?

_ C-c-como? – ele perguntou erguendo os olhos e ela suspirou.

_ Eu via como você olhava para ela Sam, você ligava para ela todos os dias, tudo tinha a ver com a Santana e com a Brittany. – a mulher lembrou – Francamente Sam, com o fantasma da Brittany até consigo lidar, mas com a presença de outra mulher, não.

_ Eu estou saindo com a Santana, desde o dia dos namorados. – ele admitiu, fazendo os olhos de Mercedes se arregalarem – Eu fui buscá-la no bar que ela ia com Britt, onde aconteceu o acidente dela. Nós acabamos nos beijando e estamos juntos desde então.

_ Uau. – foi a única coisa que Mercedes comentou, enquanto encarava os braços cruzados.

_ Eu sinto muito Mercedes. – garantiu Sam – Eu nunca quis te machucar ou fazer de boba, mas eu estou apaixonado pela Santana. Posso dizer que a amo.

_ Posso dizer que ela tem sorte. – Mercedes disse por fim, voltando para o corredor. Sam suspirou, tirando o jaleco e pegando o celular do bolso.

Estou aqui na entrada do hospital te esperando amor. Sant.”

Ele sorriu surpreso, enquanto descia as escadas correndo. Parou na sala dos médicos deixar o jaleco e pegou o casaco, correndo para a entrada do hospital. Trombou com Mercedes e o pai na porta, a primeira se queixando de alguma coisa para o homem mais velho. Sam não deu importância para ambos, correndo pela porta de vidro.

Santana estava sentada em um banco bem em frente ao hospital, com uma grande mala preta ao seu lado. Ele caminhou até ela, com um sorriso no rosto.

_ Você vai a algum lugar? – perguntou ele, sorrindo. Santana também sorriu, enquanto se levantava e caminhava até ele.

_ Nós dois vamos para a nossa casa. – explicou ela, o enlaçando pelo pescoço – Já levei a maior parte das minhas tralhas para lá, mas queria que você estivesse comigo quando eu levasse a última mala.

_ E você está com o seu carro? – ela negou, o que o fez sorrir – Então, vamos para casa amor.

Ele apanhou a mala dela, enquanto a abraçava pela cintura e caminhavam para o carro rindo, rumo a uma vida nova.

Notas finais
Bom gente, leiam uma short que eu escrevi, Finchel: http://fanfiction.com.br/historia/412066/Give_Up_Forever_To_Touch_You
E comentem ok?
Beijos e até breve ;@