What I Did For Love
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Bom, não vai ter como eu postar amanhã, então a postagem vem hoje.
_ Mandou me chamar Sr. S? – perguntou Quinn, entrando na sala do diretor. O homem concordou, indicando a cadeira a sua frente. Ela sentou-se na vazia, vendo que a do lado era ocupada por Noah Puckerman – Hã, algo errado?
_ Bom Srta. Fabray, serei franco e direto. – disse o homem de meia idade, suspirando – Temos uma necessidade judicial de que o Sr. Puckerman se forme esse ano, e com notas e mérito próprios. Porém, após ter repetido por duas vezes consecutivas o último ano, não temos fé de que ele conseguirá. E é ai que você entra.
_ Eu? – perguntou a menina, preocupada com o que isso iria querer dizer.
_ A senhorita é a primeira da sua turma, a melhor aluna em todas as matérias. – o homem a olhou penalizado – Preciso que a senhorita ajude o Sr. Puckerman com os estudos.
_ COMO? – a loira levantou da cadeira num salto, olhando o diretor assustada – Sr. Schuester, esse rapaz é um delinquente e...
_ Estou tão feliz quanto você com isso, Barbie. – retrucou o rapaz de moicano – Porém eu não tenho escolha. Eu preciso me formar esse ano. E pra isso, preciso da sua ajuda. Entao, por favor, você pode fazer isso?
Em quase quatro anos, Quinn jamais havia ouvido a voz do Puckerman, um badboy completo, mulherengo nato, que passava mais tempo fora da sala de aula do que dentro da mesma.
Ela ficou encarando o rapaz, vendo que seus olhos castanhos transpareciam súplica por um momento. Ela suspirou, antes de concordar. Logo, o sorriso de Puckerman se tornou novamente bobo, e seus olhos brincalhões, enquanto ele se levantava e pegava a mão dela, beijando. Ela revirou os olhos, antes de puxar a mão e pegar o material.
_ Me encontre às 16h, na biblioteca. Não ouse se atrasar.
Ela nem esperou ele concordar e saiu da sala. Parou alguns metros depois para beber água e viu que Puckerman saia da sala do diretor com o mesmo jeito badboy de sempre. Torceu para que não se arrependesse.
Assistiu às aulas normalmente, porém sua cabeça estava borbulhando preocupações. Correu para o vestiário assim que deu o almoço, querendo ficar sozinha. Porém, alguém a seguiu.
_ Fabray? – virou-se para Santana Lopez, sua colega nas cherrios – Soube que você vai ser a professora do meu irmão.
_ Seu irmão? – perguntou surpresa – Você é irmã do Puckerman?
_ Meia-irmã, por parte de mãe. – esclareceu a latina – Longa e complicada história. O que eu vim dizer é o seguinte: tenha paciência com o Noah, por favor. Ele é temperamental e difícil, mas é uma pessoa boa. Ele passou por muita coisa, e ainda está passando. E ele realmente precisa se formar esse ano, é imprescindível que isso aconteça. Então, não desista dele, por mais que ele aja como um babaca.
_ Ele não pode tentar se comportar? – perguntou Quinn e a morena suspirou.
_ Ele tenta Quinn, ele realmente tenta. – garantiu Santana, caminhando para a porta – Mas o Noah já viveu mais do que qualquer uma de nós vai viver, não importa o que aconteça. O problema é a forma que ele encontra para esconder isso. – ela saiu, mas voltou – E Quinn, obrigada.
A loira se sentou no banco em frente seu armário, pensando no que Santana havia dito. Não sabia muito sobre Puckerman, apenas que ele era dois anos mais velho que ela e deveria ter se formado há tempos. Do pouco que tinha ouvido falar, no primeiro ano, apesar de mulherengo e bagunceiro, ele era um bom aluno. Porém, de uma hora para outra, suas atitudes mudaram. Ninguém sabia como ele havia sido aprovado nos dois anos seguintes, porém no ano de formatura, Le começou a passar longos períodos ausentes e isso o fez reprovar.
Quando acabou a aula, seguiu direto para a biblioteca, já que o treino das cherrios era só às 18h. Esperou até às 16h, quando o rapaz atravessou a porta com as mãos no bolso e um sorriso irônico. Acenou de leve e ele caminhou até ela, sentando-se largado ao seu lado.
_ Muito bem madame, pode começar. – disse ele, sorrindo.
_ Cadê o seu material? – perguntou ela e ele gargalhou, recebendo olhares feios das pessoas em volta.
_ Que material Fabray?
_ Você não tem nada? Nenhum caderno, nenhum livro? – ele negou – O que você guarda no seu armário e mochila?
_ Camisinhas, bebidas e cigarros. – ele respondeu com um sorriso quase angelical e Quinn arregalou os olhos. Tinha entrado num buraco sem saída.
_ Bom, vamos começar com história, porque temos um trabalho para semana que vem. – ele concordou, parecendo desinteressado. Ela bufou – Olha Puckerman, eu só concordei porque você parecia realmente precisar. Mas se for agir assim, eu saio daqui e vou usar meu tempo de uma melhor forma.
Ele não falou nada e ela fechou o livro, começando a guardá-lo na bolsa. Foi surpreendida pela mão dele, que segurou a dela delicadamente. Ela o olhou e viu novamente a súplica em seus olhos. Lembrou-se do que Santana havia dito e suspirou, abrindo o livro novamente. O rapaz aproximou mais a cadeira, olhando o caderno. Ela então começou a explicar a matéria e o trabalho.
_ Leva esses três livros, eles serão bons pra você entender a matéria. – mandou a loira, uma hora e meia depois, quando se despediam – E eu vou te mandar alguns links pelo Facebook, que serão úteis.
_ Química e física? – perguntou o moreno, vendo os títulos dos livros – Achei que estávamos estudando história.
_ Infelizmente Puckerman, temos várias matérias ao mesmo tempo. – ela teve que rir da cara de desolação dele – E você precisa entender todas, começando recuperando o conhecimento que você denegriu ao longo dos anos do colegial. São importantes para entender a matéria desse ano.
Eles foram até o balcão, onde Noah fez sua primeira retirada na biblioteca. Ele guardou os livros na mochila, após jogar fora pacotes de camisinha vazios e embalagens de doces.
_ Amanhã vamos nos encontrar em uma sala. – propôs Quinn – Para matemática, uma lousa é melhor.
_ Você quem manda chefinha. – o rapaz assumiu o ar brincalhão e irônico novamente e Quinn suspirou – Er... Obrigado Quinn, de verdade. Sei que você é ocupada, e que isso deve ser um pé no saco.
_Relaxa Puckerman. – disse ela, dando um sorriso tímido – É bom ser útil. Mas agora tenho que ir para o treino.
_ E eu encontrar uma segundanista gata. – Quinn fez careta – E a propósito... Pode me chamar de Puck, todo mundo me chama assim.
Notas finais
Beijos e até breve.
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