What I Did For Love
10 Capítulo 9
Notas iniciais
GANHEI MINHA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO, PUTA QUE PARIU ♥ E foi da linda maravilhosa e diva RockAndGlee. Lau, a recomendação foi linda, eu AMEI, de verdade.
E agora, vamos ver se suas apostas estavam certas...
A campainha da casa dos Fabray tocou cedo naquela manhã de sábado. Russel, após arrumar o roupão que usava, se dirigiu à porta, com Judy em seus calcanhares. Ao abri-la, encontrou com Louis e Hunter Clarington e sorriu para ambos. Porém, seu sorriso murchou ao ver a expressão de pai e filho.
_ Algo errado? – perguntou o patriarca Fabray.
_ Como assim sua filha se casou? – rosnou Louis, chocando o casal – Eu acordo com uma ligação do Ford, avisando que a promotoria está atrás dele, porque ele providenciou a documentação do casamento de Lucy Quinn Fabray, sendo que ela se casou há três dias com Noah Puckerman.
_ ELA O QUE?
A manhã na casa dos Puckerman, por outro lado, começava da melhor maneira possível.
_ Bom dia. – cantarolou Noah, entrando na cozinha, e encontrando as irmãs a fazer panquecas.
_ Que bom humor hein? – provocou Santana, enquanto Rachel ria – Está aproveitando bem a lua de mel?
_ Nem te conto, porque não quero te dar ideias. – ele beijou os cabelos da irmã, começando a ajudá-las. Logo, Quinn entrava na cozinha, se espreguiçando.
_ Bom dia. – a voz da loira era manhosa, e isso fez todos rirem – Dormiram bem?
_ Nós duas sim... Vocês dois, ai é que está a dúvida. – provocou Rachel, enquanto o casal corava. Finn entrou na cozinha, carrancudo, e a baixinha fechou a cara.
_ Se é que dormiram, foi bem tarde. – resmungou o rapaz – Cara, quando você me convidou para vir para o seu casamento e ficar até o baile de formatura, eu pensei que eu ia ter um descanso da minha rotina corrida. Mas eu praticamente não durmo e não por motivos legais.
_ Gente, nós somos recém-casados... Agradeçam que não estamos transando em todos os cômodos. – Quinn corou com a brincadeira do marido e todos riram, logo sendo acompanhados por ela, até que tocaram a campainha.
_ LUCY. ABRA ESSA PORTA AGORA. – a voz de Russel Fabray ecoou por toda a casa, e Rachel se encolheu.
_ Santana, liga para o Frank, agora. – pediu Puck – Finn, leva a Rachel para dentro. Fiquem lá, ok?
O grandão abraçou a morena, que escondeu seu rosto na barriga dele. Santana pegou o telefone, enquanto Puck dava a mão para Quinn e iam até a porta, abrindo-a com uma expressão calma.
_ Bom dia Russel... Está perdido? – perguntou Puck, apertando a cintura da loira com carinho.
_ Que história é essa que você está casada? – rosnou o homem, tentando avançar sobre a filha. Puck se colocou entre eles, encarando o sogro com raiva – Saia da minha frente.
_ Não. – Russel tentou novamente, e Puck o repeliu – Devo te lembrar Russel, que você não está acima de nenhuma lei? Incluindo a medida restritiva que nós temos contra você, que te proíbe de se aproximar, de nós ou de nossa casa, em 500 metros?
_ Ela é minha filha e eu tenho direitos sobre ela. – rosnou o homem, e Puck sorriu com escárnio.
_ Tinha, até quatro dias atrás. – explicou ele, calmamente – Porém, perdeu todos eles, no momento em que nos casamos e ela passou a ser minha esposa.
_ Então agora ela é sua propriedade? – perguntou Russel, ironicamente.
_ Não, ela é minha esposa, o que é totalmente diferente. – explicou o moreno, abraçando a loira, que lhe sorria com carinho – Eu tenho o direito e dever de cuidar e protegê-la, especialmente de babacas como você.
_ Lucy, eu exijo que você anule esse casamento. Agora. – mandou Russel, apontando o dedo para a filha – Você não vai se casar com um marginalzinho ridículo, e sim com Hunter Clarington.
_ Desculpe Russel, mas não há mais como anular o casamento. E divórcio não está nos meus planos. – Quinn sorria, tentando parecer calma. Mas o marido podia senti-la tremendo em seus braços.
_ Então eu tirarei aquela fedelha daqui, e se quiserem sequer vê-la, precisarão seguir meus termos. – ameaçou Russel – Cadê ela?
_ Você vai sair daqui e ficar longe de mim, da minha esposa, e das minhas irmãs. Entendido? – ameaçou Noah, empurrando o homem para fora da sua casa.
_ Eu vou voltar, e vou tirar ela daqui. Ela, Lucy e a sua outra irmã vadia. – ameaçou o mais velho, e Puck começou a perder a paciência.
_ Você vai é acompanhar o delegado até o posto de polícia, onde vai responder por desacato a medida restritiva, solicitada por Lucy Quinn Fabray, agora Puckerman, e aprovada pelo juiz da vara criminal, em 08 de janeira deste ano. – a voz de Frank Hart foi como um coro de anjos. Russel virou-se para o “amigo”, vendo-o ali com os policiais, e deu risada.
_ Boa piada Frank. Agora, por favor, mande esse idiota sair da frente e me deixar levar minha filha.
_ Podem levá-lo. – mandou Frank, e os dois guardas começaram a algemar Russel, que se debatia e gritava besteiras e barbáries. Quinn se abraçou a Puck, que beijou os cabelos dela, relembrando a confusão que os levara até ali.
Sabia que queria se casar com Quinn algum dia, mas queria estar formado na faculdade, com Rachel e Santana já encaminhadas, uma vida mais estável, e com Quinn já realizada como bailarina. Porém, as circunstâncias eram complicadas, e envolviam riscos para Quinn e Rachel. Então, quando Frank e Frannie propuseram o matrimônio, que ofereceria um lar estável a Rachel e a quebra dos privilégios paternos de Russel, Puck não hesitou em concordar.
Então, após certa correria na documentação, uma viagem de última hora de Finn, e um vestido branco de renda, comprado às pressas para a noiva, Noah Puckerman e Quinn Fabray se casaram no cartório de Lima, Ohio, na presença das duas irmãs do rapaz, a irmã da noiva e o melhor amigo do noivo.
Foi apenas uma cerimônia formal, com uma troca de alianças improvisada ao final. Assinaram os papéis, se beijaram sobre a lente do celular de Santana e jantaram todos juntos no Breadstix. E depois, Puck e Quinn fizeram amor a noite toda em um motel chique da cidade.
_ Ele já foi? – perguntou Rachel, vindo pelo corredor, ainda envolta por Finn. Puck concordou, abraçando mais a esposa – Está tudo bem agora?
_ Está. – garantiu Puck, não tão certo disso – Ele não pode fazer mais nada contra nós.
Quinn suspirou, beijando os lábios do moreno, que lhe sorriu com carinho.
_ Eu te prometo que nós teremos um casamento descente. – garantiu ele – Com um pedido apropriado e tudo, quando for a hora certa, você for uma bailarina, eu um engenheiro... E nós seremos muito felizes.
_ Eu sei que sim... Porque eu estarei com você.
Mais tarde no mesmo dia, Rachel estava em seu quarto, rabiscando seu caderno insistentemente, tentando escrever alguma coisa para aliviar o que sentia. O medo que havia sentido mais cedo ainda estava presente, e por mais que quisesse procurar os braços protetores, seu orgulho era maior.
Alguém bateu à porta e ela pulou na cama, assustada.
_ Entra. – mandou e a porta se abriu, revelando Finn, com um sorriso de lado.
_ Puck levou as duas para o cabeleireiro. – o grandão contou, entrando timidamente no quarto.
_ É muito legal de sua parte levar Santana ao baile. – garantiu a baixinha, e ele sorriu.
_ Ela é minha “irmãzinha”, não quero vê-la em casa, se lamentando o namoro de Britt. – explicou ele, sentando-se na ponta da cama da morena – Além do que, o baile de formatura, quando se está no último ano, só acontece uma vez na vida.
_ Ainda sim... É muito gentil da sua parte. – ela sorriu, forçando-se para não demonstrar que ela é que gostaria de ir ao baile com ele.
_ Você está melhor? – perguntou Finn, e ela deu de ombros – Eu vi como você ficou assustada de manhã. Sabe que Russel não irá tirá-la daqui, certo?
_ Sei... Noah não deixará. – Finn sorriu, se aproximando mais dela, que tremeu.
_ Eu não vou deixar. – assegurou, segurando o rosto dela – Se ele chegar perto de você, eu mesmo faço questão de matá-lo, com as próprias mãos.
_ Finn, o que você está fazendo? – sussurrou ela, vendo-o se aproximar cada vez mais.
_ O que você tanto queria que eu fizesse. – explicou ele, antes de selar seus lábios. Ela ficou sem reação por um momento, antes de corresponder. Se beijaram por um tempo, até que ele se afastou, em busca de ar. Ela começou a chorar – Hey, o que foi?
_ É que... Eu consegui, eu finalmente te beijei. E agora eu sei o quão bom é isso. – ela falou, entre soluços – E agora, você vai sumir de novo, me deixar sozinha e...
_ Você nunca vai ficar sozinha, porque eu não vou embora. – prometeu ele, segurando o rosto dela – Eu vou ficar aqui com você, para sempre. Eu vou me transferir para a Universidade de Ohio e voltar para cá, para não te deixar, nunca mais.
_ Por quê? –perguntou ela, querendo o ouvir assegurar o que ela já imaginava.
_ Porque eu te amo baixinha. E por mais errado que isso possa ser, eu quero ficar com você. Eu quero estar ao seu lado para sempre, te proteger de tudo e todos, te acudir dos seus medos e te mostrar tudo que há de bom nesse mundo. – o sorriso dele era enorme, assim como o dela. Ela atirou os braços no pescoço dele, beijando-o novamente. Ele riu, a aninhando em seu peito.
_ Eu também te amo Finn. – disse ela, fechando os olhos e deixando-se mergulhar naquele momento de felicidade.
Notas finais
Beeeeeeijos e até logo.
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