Notas iniciais
Muito bem fantasminhas, podem se manifestar. Eu gosto de saber o que vocês pensam. OK? OK?
Bom, capítulo de hoje vai para a linda diva e baixinha da Sophia, porque ela é baixinha e etc, e deixou uma recomendação tão diva quando ela HUAUHAHUAHUAUHAHUA Te love u ok?

O primeiro ano do acidente chegou tão depressa, que eles sequer assimilaram. Um dia antes de Charlie completar seu 5º mês de vida, Finn arrumou-o para seu primeiro “passeio”. Claro que eles já haviam dado voltas no quarteirão e na pracinha, porém, naquele dia, Finn levaria Charlie para visitar Rachel.

_ Muito bem campeão, estamos prontos? – perguntou ele, terminando de vestir o filho com a calça e camisa infantis. O bebê deu um sorriso ainda sem dentes, fazendo o pai rir e revelar as covinhas idênticas entre eles.

A verdade é que o grandão estava se saindo um pai excelente, bem melhor do que o esperado. Ele não se importava de acordar de hora em hora à noite, de ficar horas e horas simplesmente sentado vendo o filho brincar com seus brinquedos. Quando ele havia se mantido sentado por poucos segundos, alguns dias antes, Finn fizera um jantar comemorativo para a família.

_ Cadê meu sobrinho lindo? – Santana entrou na casa do Hudson já gritando, fazendo Charlie pular animado no colo do pai. Logo, a latina entrava no quarto do cunhado, sorrindo para o bebê — Ven aquí con la tía mi amor.

_ Juro que estou me arrependendo de ter te dado uma cópia da chave. – resmungou Finn, enquanto passava Charlie para Santana – E cadê seu fiel escudeiro?

_ Sam ainda está de plantão, vai nos encontrar no hospital. – contou ela, tentando disfarçar a tristeza na voz. Finn a abraçou, beijando sua testa, enquanto apanhava a bolsa de Charlie e iam os três para a sala, esperar os Puckerman – Vocês sabem que não precisam ir ao cemitério conosco, certo?

_ O dia de hoje é difícil para todos Sant. – Finn suspirou, enquanto colocavam Charlie em seu tapete de brinquedos e sentavam no sofá – Creio que ficar em casa será pior para todos.

_ Você falou com o Noah? – perguntou a latina, o homem negou. Puck se recusava a falar sobre Carol com qualquer um, exceto talvez, Quinn. Os dois amigos suspiraram, voltando a encarar a criança no chão, que parecia se divertir mordendo uma estrela de pelúcia.

~*~

Na casa dos Puckerman, o dia começou triste e cinzento. Puck abriu os olhos e ficou encarando o teto, sem vontade de levantar ou fazer qualquer coisa naquele dia. Mas sabia que não tinha esse luxo. Era um dia difícil para todos, e precisariam uns dos outros.

Levantou da cama de armar no escritório, apanhou a bermuda que estava sobre a cadeira, e saiu do cômodo. Bateu na porta do quarto de Quinn, recebendo uma resposta positiva para entrar. Abriu a porta com cuidado, vendo a loira sentada na cama, enquanto escovava os cabelos curtos e lhe sorria triste.

_ Bom dia amor. – ele se aproximou, lhe dando um selinho. Encarou os cabelos loiros na altura do ombro e suspirou, enquanto caminhava para o banheiro. Uma coisa que Quinn nunca mudaria era seu cabelo, porém agora, depois do acidente, a bailarina havia desenvolvido fascinação por esse corte específico.

_ Você avisou Mike que não vou à aula de dança? – perguntou ela, ainda da cama, enquanto esperava ele terminar sua higiene matinal. Ele odiava isso, essa falta de intimidade entre eles, mas havia prometido seguir o ritmo de Quinn, e assim o faria.

_ Avisei. – ele respondeu, saindo do banheiro. Ela entrou, encostando a porta, enquanto ele ia até o pequeno closet trocar de roupa – Vamos tentar sair mais cedo, assim passamos tomar café antes de ir para o Finn.

Ela concordou, enquanto ligava o chuveiro. Ele colocou uma calça jeans escura, uma camisa preta, e seus tênis mais escuros. Bateu o cabelo (havia desistido do moicano faziam alguns meses) e caminhou até o quarto de Carol.

No quarto, acariciou o berço com emoção, enquanto apanhava o cachorrinho de pelúcia favorito da filha e inalava o perfume dela. Observou as fotos da pequena, colocadas por todo o quarto, e sentiu os olhos rasos d’água.

_ Você não devia se torturar assim. – virou para a porta, vendo que Quinn estava ali. Ela usava um vestido branco e um bolero de crochê preto. Os cabelos curtos estavam cacheados, como ele gostava – Ainda acho que você devia conversar com alguém.

_ Não há o que conversar Quinn. – ele suspirou, enquanto devolvia a pelúcia ao berço – Eu nunca vou desistir de esperar por ela e nem perder a esperança de achá-la, você sabe disso.

_ Eu sei. E eu também não vou, você sabe disso. – ele sorriu, enquanto a abraçava apertado – Podemos ir? Eu estou com fome.

Ele riu, beijando a testa dela e a puxando pela mão. Desceram a escada em silêncio, apanhando a chave no aparador e saindo. Puck trancou a porta, seguindo até o carro. Olhou em volta, sentiu um leve arrepio na coluna. Não sabia por que, mas se sentia observado.

_ Amor... Vamos. – pediu Quinn, e ele concordou. Entrou no carro, dando partida logo. Dirigiu até o café de sempre, onde comeram depressa, logo seguindo para o apartamento de Finn. O rapaz, Santana e Charlie, os esperavam na portaria, já que iriam todos com o carro de Puck. Enquanto Quinn mimava o pequeno, os dois homens prendiam a cadeirinha no banco de trás.

_ Me lembrem de agradecer Rachel quando ela acordar. – resmungou Santana, e todos a encararam – Agora, toda vez que saio na rua, tenho a impressão de estar sendo observada.

_ Todos nós temos Sant. – garantiu Finn, apanhando o filho e o prendendo na cadeirinha – Agora vamos logo, já estamos atrasados.

Os dois homens foram no banco da frente, enquanto Quinn e Santana iam entretendo Charlie no banco traseiro. No hospital, já eram conhecidos, especialmente no andar de Rachel.

Samantha os cumprimentou com um sorriso, enquanto beijava Charlie no rosto e avisava que o Dr. Jones estava no quarto de Rachel. Os cinco (contando Charlie) se encaminharam para o quarto da baixinha, encontrando-a na mesma de sempre.

Quinn e Santana logo escovavam os cabelos de Rachel, como sempre faziam a pedido de Finn. A inimizade de Santana pela irmã adotiva parecia ter sido extinta completamente, e agora, a latina a visitava semanalmente.

Finn e Puck conversaram com o médico sobre os exames recentes (nada de diferente), enquanto Samantha brincava com Charlie no carrinho. A enfermeira tinha trinta anos e adorava crianças. Já havia ido visitar Finn e Charlie diversas vezes, e quase sempre ajudava o homem com os problemas com o filho.

_ Finn, que tal o Charlie vir ver a mãe? – falou Santana, quando os dois homens terminaram a conversa, e o médico saiu do quarto.

O grandão concordou com um sorriso, pegando o filho no carrinho. O menino piscou os olhos para o pai, que lhe deu um grande sorriso.

_ Ok campeão, agora se prepara que você vai reencontrar alguém muito especial. – ele dizia, enquanto se aproximava da cama de Rachel. Ele sentou na beirada do colchão, apoiando o filho sentado em sua perna – É a mamãe garotão, se lembra dela? Eu sei que lembra, a gente sempre vê as fotos, e eu falo sobre ela.

O menino mordia a mãozinha gorducha, enquanto ouvia o pai falar e observava a mãe adormecida. O tio e as tias apenas observavam a cena que, apesar de muito fofa, não deixava de ser deprimente. Eles observavam o pequeno Charlie, tendo em mente que as chances dele nunca conhecer a mãe de outra maneira, eram grandes.

_ Mostra pra mamãe que você é fortão. – disse Finn, tentando manter o humor para cima. Havia evitado muito levar Charlie até ali, pois não sabia se aguentaria ver Rachel e o filho juntos, e continuar firme. Ele pegou a mão magra de Rachel e trouxe para perto de Charlie. Como sempre, o menino agarrou o primeiro dedo que viu e começou a chacoalhá-lo, enquanto os adultos riam. Porém, algo diferente aconteceu.

_ E-e-eu vi certo? – gaguejou Santana, enquanto os quatro adultos se viravam para a enfermeira. Ela balançou a cabeça em afirmativa, enquanto saia em busca do médico.

_ Ela... Ela apertou a mão do Charlie. – o sorriso de Finn se alargou, enquanto Charlie ainda parecia entretido em brincar com os dedos da mãe. Logo, Dr. Jones voltou ao quarto com Samantha, e pediu que esperassem do lado de fora.

No corredor, trombaram com Sam, que estava indo ao encontro deles. O loiro estava com uma camisa social escura e calça jeans, e acabava de tirar o jaleco.

_ O que aconteceu? – perguntou o médico preocupado, vendo a cara de choro dos amigos.

_ Rachel apertou a mão do Charlie. – disse Finn, beijando a testa do filho – Ela está bem.

~*~

A neve cobria a grama, e tornava mais difícil e lenta a locomoção. Porém, a comitiva não se deixava abater. Charlie observava o lugar com bastante interesse, seu rostinho sendo a única parte visível dentro do casaco, gorro e cobertor que o envolviam, além dos grandes braços do pai.

Apesar de estarem em um cemitério, estavam relativamente alegres. Mesmo após o médico dizer que o aperto de Rachel podia ter sido uma reação involuntária, aquela louca família não podia deixar de ser grato pelo primeiro sinal dela em um ano. Eles sabiam que ela estava lá, em algum lugar, e cedo ou tarde voltaria para eles.

_ É depois daquela arvore. – avisou Sam, apontando um grande carvalho coberto de neve.

Continuaram em silêncio até o local, onde havia uma grande sepultura branca. Sam foi o primeiro a chegar até ela, se abaixando e colocando um buquê de jasmins rosa.

_ Oi meu anjo. – ele sussurrou – Trouxe alguém especial hoje.

Ele virou-se para Santana, que parecia congelada. Puck apertou o ombro da irmã, que suspirou, caminhando e se abaixando ao lado do loiro.

_ Oi Britt-Britt. – sussurrou a latina, colocando a mão enluvada no mármore – Desculpe a demora.

Santana colocou um buquê de lírios brancos, a flor que ela sempre dava à Brittany, e os dois grandes amores da vida da ex-dançarina ficaram ali, apenas encarando o local onde seu corpo repousava.

_ Eu sinto muito a sua falta. – a voz de Santana era rouca. Ela apanhou a mão de Sam, entrelaçando seus dedos – Nós dois sentimos. Mas estamos cuidando um do outro, como você gostaria.

_ Mesmo a Santana sendo muito cabeça dura. – brincou Sam, recebendo uma ombrada da morena – Nós vamos continuar e encontrar a felicidade Britt, assim como você queria que fizéssemos. Mas todo ano, estaremos aqui.

_ Sem falta. – garantiu Santana.

Ficaram mais um tempo, até que Sam se levantou. A morena o seguiu, abrindo espaço para o irmão e os cunhados. Puck colocou um buquê de rosas e logo, falava com Quinn sobre Brittany, contando quem a loira era. Finn apenas se aproximou um pouco mais, observando firmemente a lápide, enquanto ninava Charlie.

_ Acho melhor irmos... – disse Sam – Está esfriando, e é perigoso para o Charlie. Além do que, pensei em irmos em algum lugar especial para jantar, talvez em Forth Wayne. Afinal, hoje é meio que o aniversário de renascimento de vocês duas, certo?

Todos concordaram, começando o caminho de volta. Santana foi a última a sair. Antes, ela se aproximou da lápide e aproximou a testa o máximo que o frio permitia.

_ Obrigada por ter me dado a chance de nascer de novo Britt.

And now

With the lights turned down

And your eyes half open

I know you don't see me

When I'm standing out

If you just turn around

And keep your eyes wide open

I know you might feel me here

Notas finais
SEGUREM AS PERIQUITAS QUE AINDA TEM UM TEMPINHO PARA A RACHEL ACORDAR OK?
Beeeeeeeeeeeijos