What I Did For Love
24 Capítulo 23
Notas iniciais
TAMBÉM, VOU FAZER ISSO EM TODO O CAPÍTULO U.U
AHUAHUAHUAHUAUHAUAH
Espero que gostem desse capítulo, porque é o do baby Finchel *---*
Aaaah, capítulo dedicado ao arthurmarliN e a Nyuu92 pelas recomendações lindas ♥
A primavera passou e chegou o verão, e a vida continuou em sua inconstância e complicação. Aos poucos, começaram a “retomar” a vida, mesmo que ela nunca mais fosse ser a mesma.
Puck teve que aceitar quando o investigador Motta disse que não havia mais o que fazer na busca por Caroline, apenas esperar. Havia fotos dela nos bancos de crianças desaparecidas, hospitais, delegacias, mas era o máximo que podiam fazer. Apesar de não se conformar, ele teve de aceitar, e passou a dedicar todo seu tempo livre a esposa.
Santana já havia recuperado os movimentos parciais da perna, mas ainda precisaria fazer fisioterapia até dar um ano do acidente, para concluir o tratamento que impediria sequelas futuras. Sam a acompanhava todos os dias, apesar de não ser sua área, e os dois estavam desenvolvendo uma boa amizade.
E Finn retomou seu emprego em uma pequena escola particular de Lima, enquanto esperava o nascimento do pequeno Charlie. Ele havia vendido o apartamento no qual vivia com Rachel e comprado outro, um pouco maior, com a ajuda de Burt. Lá, já havia um quarto para o filho, todo pronto e mobiliado.
Todos aguardavam ansiosos o nascimento de Charlie. Cada dia era um novo alívio, já que Rachel e o bebê estavam vivos, porém não sabiam até quando isso iria durar, levando em conta que o corpo de Rachel começava a dar sinais que nem mesmo o coma conseguiria mantê-la viva se Charlie continuasse ali.
Então uma cesárea foi marcada para 13 de julho (N/A: sim, esse dia filha da puta mesmo), um mês e meio antes do indicado, porém não havia alternativa. Já haviam dado algumas drogas para ajudar no amadurecimento do pulmão do bebê, e Finn já havia se conformado que o filho ficaria no hospital por algumas semanas.
Na manhã da cirurgia, todos se encontraram no hospital. Sam estava de folga, mas havia ido acompanhar Santana, já que a latina desenvolvera pavor de hospital. Finn iria acompanhar a cirurgia, e Shelby estava de prontidão para doar mais sangue, além das bolsas que eram coletadas a cada duas semanas.
_ Sr. Hudson? – chamou a enfermeira – O Dr. Jones disse que o senhor já pode entrar.
_ Boa sorte cara. – desejou Puck, lhe dando um tapinha no ombro. Quinn lhe lançou um sorriso, enquanto Santana lhe abraçava. Burt lhe de um abraço rápido, seguido por Shelby. Carole se demorou mais, e quanto se afastou, beijou a testa do filho.
_ Vai conhecer seu grande amor, meu bem.
Ele sorriu ansioso, antes de seguir a enfermeira. Colocou a roupa cirúrgica, a máscara e a touca, e pode afinal entrar no centro cirúrgico. Seu coração apertou ao ver Rachel entubada, mais apagada que o costume graças à anestesia geral. Mas o médico explicou que eles não podiam correr o risco de ela acordar durante a cirurgia, ou algo do tipo, Finn não entendeu ao certo.
_ Oi estrela. – disse em voz baixa, sentando ao lado da cabeça dela. Sentia tanta saudade de vê-la sorrir, de fitar seus olhos chocolate, de ouvir sua voz enquanto cantava – Chegou a hora do nosso meninão nascer. Está pronta? Eu não estou, acho que nunca vou estar. Se você estivesse acordada, diria para eu parar de ser bobo, e riria do meu desespero.
Enquanto ele conversava com ela, percebeu que os médicos começavam a cirurgia. Observou pela última vez a barriga protuberante da namorada, sentindo-se melancólico por não ter podido paparicá-la e desfrutar dela, assim como havia desfrutado da de Quinn. Sequer havia sentido o filho mexer.
_ Muito bem Finn, já vamos tirar seu filho. – avisou Dr. Jones – Ansioso?
_ Bastante. – admitiu o rapaz, fazendo todos os presentes rirem.
Menos de um minuto depois, o médico puxava o bebê da incisão. Num primeiro momento não se ouviu nada, até que limparam a boca e nariz da criança, que começou a gritar a plenos pulmões. Finn gargalhou diante do som, enquanto sentia os olhos se enchendo de água.
Auxiliado pela enfermeira, cortou o cordão umbilical rapidamente, enquanto levavam o bebê até a mesa de exames. Os médicos disseram que ele podia esperar o exame ali, para ver o bebê antes de ir para a UTI neonatal.
Ele ficou acariciando os cabelos de Rachel, quicando ansioso, enquanto ouvia o filho chorando. Se segurava para não levantar e ir lá niná-lo, protegê-lo do que quer o que afligisse. Mas esperou, até o momento em que a enfermeira chegou perto dele com o embrulhinho verde.
_ Aqui está. Pode vê-lo bem rapidamente. – avisou, passando o bebê para os braços do pai com cuidado. Finn tremeu ao tê-lo em seus braços, mas logo se firmou, encarando a criança que parava de chorar. Os olhos eram cor de chocolate como os da mãe, mas ela tinha seu nariz, o que na certa deixaria Rachel feliz. Ergueu o gorrinho e viu que os poucos fios eram loiros, como os dele quando bebê.
_ Oi Charlie, oi campeão. – sussurrou, as lágrimas escorrendo, enquanto a voz saia embargada – Sou eu, o papai. É, seu pai. Eu te amo tanto, tanto.
Ele virou-se na cadeira, ficando de frente com Rachel. Colocou Charlie ao lado da mãe, e o menino fechou os olhinhos ao sentir o calor do rosto dela. Sorriu, colocando o rosto junto do filho, e suspirando.
_ Você conseguiu meu amor, conseguiu. – algumas enfermeiras fungaram, enquanto ele beijava a testa da judia. Ele pegou o filho novamente, se levantando – Posso levá-lo até a UTI?
A enfermeira concordou, indicando que ele a seguisse. Ele olhou Rachel mais uma vez, e encarou o Dr. Jones, que lhe deu um aceno com a cabeça indicando que estava tudo sobre controle.
Ele caminhou pelo corredor que dava acesso a UTI, e qual foi a sua surpresa ao ver toda a família no vidro, o esperando. Ele sorriu, agradecendo a enfermeira, que lhe disse que podia se aproximar do vidro. Ele foi rapidamente, vendo os olhos da mãe cheios de água.
Virou-se de lado, deixando o filho de frente para a família. O bebê abriu os olhos, piscando-os preguiçosamente. Viu que Burt filmava, enquanto Sam tirava algumas fotos. Santana quase babava no vidro, enquanto sua mãe e Shelby comemoravam juntas. Quinn novamente sorria, porém Puck tinha uma expressão de dor que ele entendia no rosto. Teve que sorrir quando viu a loira pegar a mão do marido com carinho.
_ Agora ele realmente precisa ir para a incubadora Sr. Hudson. – avisou a enfermeira, e ele concordou, entregando o bebê para ela – Daqui a algumas horas, ele terá de mamar. Ele é pequeno, mas já poderá mamar usando o método canguru. Se você quiser...
_ Estarei aqui o dia todo, é só me chamar. – avisou ele, com um sorriso de orelha a orelha. Ela concordou, saindo com o menino, e Finn se segurou para não ir atrás. Ele seguiu outra enfermeira até a saída do berçário, encontrando a família.
Carole o encheu de beijos e lágrimas, sendo logo imitada por Shelby. Burt lhe deu um abraço mais longo, seguido por Santana, que se desculpou, mas estava atrasada para a fisioterapia. Sam lhe parabenizou, logo subindo para o andar certo com Santana. Quinn o abraçou com certa timidez, já que ainda não se sentia a vontade com demonstrações de afeto.
Quando ele chegou à Puck, pode ver toda a dor nos olhos do amigo.
_ Não preciso nem dizer que você é o padrinho, certo? – o amigo negou, mas não disse nada. Ele também não sabia o que dizer, então apenas o abraçou, e ambos choraram juntos. Puck porque perdera a filha, Finn porque ganhara o filho, mas estava perdendo a mulher que amava aos poucos. Era irônico como tudo parecia uma benção maldita (N/A: abraços para Blessed, porque né).
Já de tarde, Finn pode afinal alimentar o filho. Sentou-se na cadeira, tirando a camisa que usava, já que a enfermeira disse que o calor do corpo do pai era gostoso para o bebê. Entregaram-lhe Charlie, já vestido com um macacão verde que Shelby havia comprado, todo bordado com leões. Ele acomodou o menino em seus braços, enquanto pegava a mamadeira, que descobriu ser do leite de Rachel.
_ Se a mãe não amamenta, o leite vaza. – explicou a enfermeira – Então, nós usamos uma bombinha para extrair o leite (N/A: li isso em algum lugar, não lembro qual).
Ele concordou, ouvindo-a explicar como dar o leite. A princípio ficou atrapalhado, e Charlie chorou um pouco, mas logo já havia pegado o jeito e o menino mamava calmamente em seus braços. O fez arrotar e pode dar o primeiro banho, com a ajuda das enfermeiras, que filmaram e fotografaram tudo. Depois, se sentou e se pôs a ninar o filho, e antes que percebesse, o menino dormia em seu colo.
Devolveu-o a incubadora com a ótima notícia que poderia fazer isso todos os dias, nas horas das mamadas. E a notícia melhor ainda que, após os primeiros exames, viram que o bebê poderia ir para casa mais cedo do que imaginavam: em menos de duas semanas, Charlie já teria alta, porém precisaria seguir com cuidados delicados em casa. O que não seria um problema, já que após explicar o acontecido, Finn conseguira o primeiro semestre escolar de licença, para se dedicar exclusivamente a Charlie (e Rachel, se ela acordasse).
Soube que a namorada estava de volta ao quarto de costume, e foi vê-la. Murchou ao perceber que a única mudança do dia anterior era a falta da protuberância no ventre, mas se resignou. Agora que Charlie nascera, era questão de tempo até que ela se recuperasse, sabia disso.
Sentou-se ao lado dela, acariciando seu rosto, e pegando sua mão com delicadeza. Beijou seus lábios com carinho, enquanto deitava a cabeça e adormecia, esperando que viessem lhe chamar para alimentar Charlie outra vez.
I'm out of sight, I'm out of mind
I'll do it all for you in time
And out of all these things I've done
I think I love you better now
Notas finais
Espero que tenham gostado e já sabem: 10 reviews ok?
Beeeeeeeijos
@WaalPompeo
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